História Our Side - Capítulo 11


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Categorias Good Omens
Personagens Aziraphale, Crowley
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Palavras 5.036
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Penas


"Elas estão melhores. Muito melhor do que antes." Ele se corrigiu. A dor maçante era gerenciável na maioria dos dias. O que Aziraphale fez não foi nada comparado ao que ele já estava acostumado a sentir.

 "Deite Anjo, você parece abatido. Já eu estou completamente sem dor alguma." Crowley disse, preocupação oculta em sua voz. Crowley queria convidá-lo a tocar, brincar com o que ele havia feito. Mas ele não podia, não agora. Ainda estava observando o que aconteceu, o pensamento de tocar as novas partes era um conceito distante. "Você terá que me ensinar como você faz isso, Anjo."

Aziraphale apenas obedeceu ao Demônio e se deitou como ele ordenou. Crowley parecia preocupado, o que deixou Aziraphale ligeiramente feliz ... Sabia que ele se importava muito com ele, com certeza. "Te ensinar?" ele riu "Bem ... Fui ensinado há muito tempo que os Anjos podiam desfazer algumas coisas sagradas ... Já que apenas criaturas celestes conseguem desfazer o que outras criaturas celestes fazem ..." ele falou enquanto se deitava.

"Eu não sei como isso funciona com os Demônios, mas para nós é assim. Então, eu apenas me concentrei em curar a dor que você teve quando caiu, porque sua queda foi algo celestial feito com você, uma punição que o Céu ordenou ..." Ele sorriu

" Não é tão difícil, você só precisa se concentrar nos lugares onde o dano foi causado ... É como se eu pudesse ver exatamente onde tem problema, se brilhasse pra mim, mas exige muita energia e é por isso que me sinto tão esgotado. " Não era nada para se preocupar realmente. Toda aquela luz celestial era apenas ele trabalhando normalmente.

 "Estou feliz que você não está mais com dor ... É a primeira vez que faço algo assim para outro ser, então se voltar, fale pra mim e eu vou curá-lo novamente ..." Ele ofereceu gentilmente.

Crowley deslizou na cama quando Aziraphale parecia confortável com sua posição. "Eu quis dizer que você terá que me ensinar a voar. Estou um pouco sem prática". Ele explicou. "Eu tenho minha própria cura demoníaca, vou deixar a parte angelical para você." Crowley fechou os olhos, permitindo que seu corpo se acalmasse. "Elas estão bem, tenho certeza que você não precisará fazer isso novamente. Obrigado, meu Anjo." Ele adicionou.

"Ah entendi!" Aziraphale sorriu brilhantemente um pouco envergonhado por entender errado. "Eu adoraria!" Ele exclamou alegremente corando e rindo adoravelmente, essa era uma chance muito boa de experimentar algo novo com seu Demônio.

Se aproximou e beijou seus lábios "Quando podemos fazer isso?" ele falou visivelmente ansioso "Talvez você deva ter algumas lições primeiro, mas não é difícil ..." ele riu. Mesmo que o próprio Anjo estivesse um pouco fora de forma, ele conseguia voar corretamente, é claro que Crowley seria capaz de fazê-lo em pouco tempo ... Precisaria apenas recuperar seus músculos perdidos após um longo período de desuso.

Azi se aproximou do Demônio e esfregou seu rosto sobre seu peito, abraçando-o com força. O Anjo estava tão feliz que ele estava de volta e iria dormir com ele. Desejou que Demônio nunca mais saísse de seu lado.

Crowley era todo sorrisos enquanto o Anjo ria. Essa tinha sido a coisa certa a dizer então. Seu sorriso só cresceu quando Aziraphale beijou seus lábios. O que o riso daquele Anjo provocava em si ele não sabia dizer.

"Quando você quiser, temos tempo de sobra. Você seria uma espécie de professor, então." Sua voz suavizou com a ideia. Ele não tinha valorizado muito a ideia, mas vê-lo tão excitado despertou seu próprio interesse. Serpentes e Demônios pertenciam originalmente ao chão, mas se isso deixava Azi feliz, Crowley o faria.

Aceitou o abraço de braços abertos quando ele se viu cercado pelo aperto de Aziraphale. "Mas não até que você esteja se sentindo bem o suficiente para isso."

"Eu acho que vou me sentir muito em breve, querido." Ele sussurrou cobrindo os dois com os cobertores, ainda corando e rindo com a ideia. Estava realmente empolgado em fazê-la ... Como um sonho antigo dele, fazer como nos tempos que os dois eram Anjos... Mas por hora escolheu apenas manter Crowley aquecido com sua temperatura corporal mais alta.

 "Obrigado por ficar comigo essa noite ..." ele sorriu com carinho para o Demônio. Levantou seu rosto e o olhou nos olhos. "Eu te amo." ele disse e se aproximou em um beijo mais profundo. Sua mão foi para sua bochecha acariciando-a. Uma de suas pernas enrolou na cintura do Demônio.

"O que você quer fazer agora?" Com os olhos brilhando de expectativa, Aziraphale nunca dormia, mas sabia que o Demônio adorava dormir então não iria arrumar briga se ele estivesse cansado. Não se importaria deles tentarem voar de madrugada, quando todos os humanos estivesse dormindo e não os testemunhassem.

"Você parecia cansado, Anjo. Não se esforce demais." Preocupação evidente na voz de Crowley quando ele aceitou de bom grado os cobertores colocados sobre eles. "De nada, pretendo fazê-lo com frequência." Sorriu.

"Eu também te amo. Mais do que tudo, sempre amei." Ele retornou o beijo preguiçosamente, apreciando a suavidade e o gosto de Aziraphale enquanto seu rosto se inclinava ao seu toque. Deu um grunhido feliz, ao sentir a perna em volta dele, estava realmente ficando suave a cada momento que passava com a fofura que era Aziraphale.

Deu uma rebolada brincalhona contra os quadris do Anjo enquanto fechava os olhos. Ele não estava esperando nada, realmente não queria mais nada além disso no momento. Mas mesmo assim podia provocar e se divertir por estar tão perto e sendo mimado por seu anjo. "Eu sinto que você quer uma certa resposta." Ele brincou. "Se voássemos, onde a gente ia fazer isso?"

Aziraphale riu com aquele movimento de seus quadris. Também não estava com vontade de fazer nada sexual naquele momento, mas ser capaz de brincar com seu Demônio era realmente incrível. Sua mão foi até a cintura e o puxou para mais perto.

 Sua perna esfregou o Demônio suavemente, acariciando-o. Olhou para baixo por um momento se perguntando "Que tal o parque? Existem muitos espaços gramados vazios por lá ... E eu aposto que lá é simplesmente incrível à noite..."  Além disso, era um lugar afastado da cidade ... Se Crowley caísse aterrissaria na grama e não ia se machucar muito... "O que você acha?" Sorriu olhando para ele com seus olhos azuis brilhando com expectativa.

Crowley deu um suspiro satisfeito quando Aziraphale o tocou. Ele moveu a própria mão para encostar em sua cintura o acariciando suavemente. "Central Park?" Ele piscou para o Anjo enquanto refletia sobre a pergunta. "Também há muitos olhos lá. Humanos, Anjos e Demônios nos assistindo. Eu estava pensando em algo mais privativo."

"Eu estava pensando no Saint James Park ..." Aziraphale disse falando sobre Londres, seria mais fácil e mais perto também. "Mas não há pessoas à noite ...  de madrugada ... mais perto do nascer do sol." Sorriu sugerindo a ele. "Privativo como onde, meu amor?" ele perguntou curiosamente, querendo fazer disso um encontro alado ou algo assim.

"Ainda é ... Arriscado, Anjo. O que fazemos se formos vistos?" Crowley sabia a resposta a essa pergunta, visto juntos, inegavelmente ‘fratenizando’. Cheirava a problemas. Sem mencionar que Crowley seria visto voando como se estivesse do outro lado, não que os lados significassem muito nos dias de hoje.

"Tem que haver algum edifício alto em Londres com espaço suficiente para voar". Ele sorriu. "Eu diria uma catedral, mas tornaria tudo isso ainda mais blasfemo do que já é." Riu fazendo uma pequena piada sobre tudo.

Aziraphale pensou por um momento. Seu rosto foi para uma expressão tristonha quando Crowley mencionou sobre serem vistos, ele não estava realmente pensando nas consequências agora que estava tão animado que estavam juntos.

 "Catedral? Seus pés queimariam no chão consagrado Crowley!" ele riu. "Você quer tentar alugar uma sala pra isso? Ou no telhado do prédio?" perguntou ainda interessado na ideia, mas sendo cauteloso dessa vez.

Crowley notou a mudança  de humor em Aziraphale. Ele daria qualquer coisa para mudar isso imediatamente. Queria que seu Anjo continuasse animado e ansioso para o encontro deles... Não podia jogar um balde de água fria na ideia de Azi apenas por ser arriscado.

 Apenas deitando na cama com Aziraphale e permitindo que suas mãos acariciassem-no, parecia um pequeno milagre. "Quem precisa de pés quando podemos voar, Anjo?" Crowley brincou. "Um telhado pode funcionar." Ele concordou quando um pouco da emoção deixou a voz de Aziraphale.

Aziraphale riu com sua resposta. "Está certo ... Podemos fazer amanhã, por favor? Acho que sei de um lugar perfeito para nós." Ele perguntou com seus olhos azuis brilhando novamente com expectativa, emoção clara em sua voz. Mal podia esperar para voar junto com seu Demônio.

Se inclinou para mais perto, se aconchegou e esfregou o rosto contra seu peito como um gato de rua ... seus braços envolveram Crowley e o abraçaram, aquecendo o Demônio da melhor maneira possível.

"Você me faz tão feliz ..." ele sussurrou sinceramente e beijou seu pescoço. "Eu nunca quis nada no mundo inteiro tanto quanto quero ser seu ..." ele confessou sentindo o coração disparar.

"Tudo bem, Anjo, amanhã." Ele concordou. Crowley não tinha certeza se queria voar, não sabia totalmente se queria usar suas asas tão cedo. Mas ver Aziraphale tão satisfeito afastou sua hesitação. Ele estava feliz, então Crowley tentaria. Poderia fazer isso.

"É o mínimo que eu poderia fazer depois do seu pequeno milagre." Abraçou Aziraphale feliz, sua mão deslizando em seus cachos loiros. "Eu amo isso, eu sendo seu e você sendo meu. Eu nunca pensei que isso fosse acontecer." Ele relaxou quando Azi aqueceu seu corpo.

Não demorou muito para que sua respiração se tornasse lenta e seu carinho parasse. Crowley gostava bastante de dormir, um Demônio deveria ser preguiçoso, ele supunha. Era um velho hábito ruim que ele tinha confortavelmente.

"Eu nunca fui tão feliz." Ele murmurou quando seus olhos se fecharam. "Nós dois esperamos muito tempo por isso, eu acho."

Aziraphale deu uma risadinha feliz quando Crowley prometeu que faria isso amanhã. Ele fez sons suaves e felizes e suas bochechas ficaram vermelhas. "Obrigado, Crowley!" ele falou empolgado. Notou o Demônio adormecendo lentamente. Acariciou sua bochecha e cabelo.

"Eu tenho que concordar, querido..." ele sussurrou. "Espero poder fazer você feliz todos os dias de nossas vidas ..." ele prometeu beijando seus lábios com cuidado. "Boa noite, meu amor ... durma bem." falou enquanto levantava a mão na frente de sseu rosto e com um suave milagre ele fez Crowley adormecer. Precisava de força e descanso para aprender a voar no dia seguinte.

"Está tudo bem." Crowley suspirou, ouvindo os pequenos barulhos de seu Anjo. "Você não precisa se esforçar para fazer isso." Um pequeno sorriso se formou em seus lábios quando Aziraphale roçou contra eles.

"Eu não estou cansado, Anjo." Ele mentiu antes de Aziraphale o tocar e ele cair no sono. Seus braços amoleceram ao redor dele quando a cabeça de Crowley caiu contra sua mão. Não demorou muito para o Demônio adormecer, roncando enquanto ele se aconchegava com seu Anjo.

Aziraphale sorriu. Ele próprio não estava cansado. Quase nunca dormia, mas sabia como Crowley gostava de dormir, então fez esse pequeno favor por ele o acompanhando nessa árdua tarefa humana.

 

-x-

 

 

Logo chegou a manhã. Estava tão frio quanto no dia anterior, mas desta vez Aziraphale não estava com frio. Abraçou seu Demônio debaixo dos cobertores. Essa era a posição mais confortável que podia existir naquele momento. Dormiu por alguns momentos naquela noite e pelo resto do tempo em claro, passou lendo.

"Bom dia ..." ele sussurrou suavemente ao pé do ouvido do Demônio beijando debaixo dele. "Dormiu bem, amor?" Ele perguntou acariciando seu rosto.

O brilho suave da luz da manhã que encheu o quarto causou um leve desconforto em Crowley quando seus olhos a absorveram. Ele gemeu em reconhecimento enquanto esfregava os olhos dourados.

"Hum." Crowley concordou antes de piscar para o Anjo. A visão o iluminou. Ele podia acordar todas as manhãs assim, vendo seu Anjo sorrindo para ele e acariciando o. Morreria um Demônio feliz se fosse isso que tivesse em todas as suas manhãs a partir de agora.

"Como um bebê." Ele sorriu antes de apertar Aziraphale em um abraço e beijar seus lábios. "Você dormiu mesmo?"

Aziraphale corou com aquele abraço surpresa. Ele riu alegremente, sentindo que era realmente amado. Nunca pensou que iria acordar assim. Ao lado da pessoa que ele mais amava. Muito menos sendo Crowley.

"Não realmente, apenas alguns minutos ... O resto da noite eu passei lendo." Ele explicou suavemente "Eu ...Eu ainda sou um anjo?" ele perguntou, hesitante, mordendo o lábio depois de ser beijado.

"Eu não estou surpreso." Crowley sorriu. Ele não esperava mais nada do seu Anjo. A pergunta o levou a parar no entanto. Seu sorriso desapareceu quando sua mão subiu para tocar cuidadosamente sua bochecha. "Claro, você não precisa perguntar isso." Olhou diretamente em seus olhos.

"Desculpe ... eu estava apenas nervoso ..." ele suspirou e olhou para baixo "A pequena quantidade de tempo que eu consegui dormir foi cheia de pesadelos ..." ele se sentiu envergonhado por causa disso.

"Eu só queria ter certeza ... que ainda estávamos juntos e eu ainda era um Anjo ..." ele sorriu fracamente. "Então, você está pronto para voar hoje, meu amor?" Ele perguntou um pouco mais animado, deixando o outro tópico de lado "Algum trabalho que você precise fazer primeiro ou ...", ele perguntou curiosamente. Aziraphale estava realmente ansioso para tentar a nova atividade.

"Você deveria ter me acordado. Sou profissional em pesadelos." Crowley arrulhou. Ele podia ver o embaraço injustificado no rosto de Zira. Não iria deixa-lo assim. Seu polegar suavemente tocou sua bochecha enquanto ele pensava. "Ambas as coisas que mencionou estão certas, Anjo."

“Certo." Ele murmurou quando se lembrou de sua promessa. "Não, acho que nenhum trabalho. Podemos ir hoje se você tiver um lugar seguro em mente."

Aziraphale riu "Eu não queria incomodá-lo, querido..." ele ronronou de volta. "Você precisava descansar ..." ele explicou "Mas da próxima vez eu te chamarei com certeza."

Ele o beijou se sentindo um pouco mais calmo agora. O Anjo fez barulhos felizes devido à sua resposta "Eu tenho o lugar perfeito!" Ele sorriu e se levantou. "Mas vou me vestir primeiro..." Olhou para ele "Quer comer alguma coisa antes de sair ...? Acho que você precisará de energia para isso", riu genuinamente feliz.

"Eu sou um Demônio, não preciso descansar, é apenas legal. Melhor da próxima vez, Feathers." Ele sorriu para Aziraphale antes de devolver o beijo leve que recebeu. "Podemos comer se você quiser, você faz um omelete muito bom." Ele se esticou na cama, movendo seus membros até que estalassem. "Por que isso é tão importante para você, Anjo?" Ele perguntou enquanto sua cabeça rolava para o lado do ombro e o alongamento continuava.

Aziraphale franziu a testa e fez beicinho com sua resposta, como uma criança. "Eu gosto desse apelido ... Feathers ..." Ele riu. Amava esse tipo de apelido carinhoso assim como Anjo. Agora que eles eram um casal, seria algo comum, certo? "Você gosta mesmo do meu omelete? Vou fazer um agora!" Ele falou animado indo para a cozinha.

Aziraphale começou a procurar os ingredientes. Ele deu de ombros "Bem, eu já sonhei e fantasiei em voar junto com você." Ele corou e riu. "Para mim, voar é divino ... quero dizer, me faz sentir tão bem que a única coisa necessária para ser perfeito seria fazê-lo junto com o Demônio que amo ..." Ele confessou suavemente.

 "Mas eu não sabia se você aceitaria ... eu realmente pensei que você recusaria ..." Ele riu nervosamente. O Anjo não sabia que era doloroso para Crowley até mesmo esticar suas asas. Era apenas um sonho bobo dele, se Crowley não quisesse Azi entenderia.

"Vou manter isso em mente." Crowley sorriu. Ele tentou manter sua expressão livre do orgulho que enchia seu peito. Ficou feliz em dar ao Anjo um apelido que ele gostava além do que sempre usava.

 "Anjo!" Ele não pôde deixar de lamentar-se quando Aziraphale subitamente levantou e saiu da cama, já começando o dia. O dia deles agora, ele supunha, com relutância, desembaraçando-se dos lençóis para se levantar.

"Você fantasiou sobre isso?" Crowley não pôde deixar de sorrir. Quando Aziraphale fazia uma aparição em seus sonhos ou fantasias noturnas, elas nunca foram tão ... fofas ou inocentes assim. "Se isso significa tanto assim para você, não posso recusar. Se você quer que seu Demônio voe, não terei escolha." Ele sorriu.

 "Mas acho que voar é muito melhor do que chafurdar na lama, hum?" Crowley serviu-se de uma xícara de chá, pegando duas canecas antes de ligar a chaleira. Ele podia até não cozinhar, mas poderia pelo menos fazer isso.

Aziraphale já estava longe quando o Demônio o chamou. Ele apenas sorriu enquanto cozinhava seu omelete. Estava feliz por ter uma desculpa para cozinhar para ele ... esperava que todos os dias fossem assim. Aziraphale tinha muitas expectativas e sonhos sobre a vida dos dois, mas achava melhor não falar sobre isso, ao menos não agora....

Acenou com a cabeça para sua pergunta "Mais de uma vez, essa foi apenas uma das situações que imaginei ..." Ele riu. Mesmo sendo um Anjo, seus pensamentos não eram tão puros o tempo todo ... Ele corou um pouco ao lembrar o que eles fizeram na noite anterior e mordeu o lábio imaginando a próxima vez que eles pudessem transar de novo.

Riu "Eu não te convidaria para chafurdar na lama, meu amor ..." ele balançou a cabeça. "Além do sexo, você já sonhou ou fantasiou em fazer algo específico comigo, Crowley?" Perguntou olhando para ele fazendo um chá para os dois. Azi apenas sorriu com carinho, ele amava aqueles momentos aconchegantes que eles poderiam compartilhar.

"Apenas um?" Crowley sorriu para ele. "Você terá que me contar um pouco mais sobre eles." Brincou quando notou a pequena mordida no lábio de seu Anjo. "Chafurdar na lama não é tão ruim assim quando você tem escamas, meu Anjo." Crowley ronronou com carinho antes de olhar novamente para a chaleira.

"Você está assumindo que eu tenho fantasias sexuais? Há muitas coisas em que pensei ao longo dos anos, Anjo, não somente nesse campo." Ele parou então, um leve rubor nas bochechas. "Mas eu acho ... eu acho que o que eu mais penso é em acariciar suas penas..."

"Bem, na verdade estou dizendo que eu tenho..." o Anjo explicou rapidamente. "Você nunca teve? Oh, Deus, meu querido, me desculpe... que tipo de Anjo eu sou para deduzir algo baixo assim ...?" Ele colocou a mão no peito, rindo melodramaticamente, fingindo estar ofendido. Ficou imaginando uma pequena cobra chafurdando na lama e não pode deixar de rir, parecia algo adorável para Crowley fazer.

Aziraphale não se importava se Crowley tinha fantasias sexuais consigo, isso tornava o Anjo ainda mais feliz. Ele nunca se achou atraente de qualquer maneira, e saber disso foi uma delícia. Ter um demônio o achando gostoso. Um leve arrepio percorreu sua espinha.

Aziraphale parou por um segundo, uma vez que ouviu sobre o que o outro queria fazer e corou com força. Isso foi tão ... doce. E inesperado. "S-sério?" Ele riu. Aziraphale rapidamente terminou de fazer 2 omeletes e colocou-os rapidamente sobre a mesa.

Ele pegou a mão de Crowley e o guiou até a cadeira mais próxima. Abriu bem as asas esticando-as. "Realize seu sonho, meu amor." O Anjo o convidou a fazê-lo com um sorriso afetuoso. "Enquanto você faz isso, por favor, conte-me sobre as outras coisas que você pensou comigo..." Ele sugeriu fechando os olhos totalmente entregue a Crowley.

Crowley caiu na gargalhada. "Anjo, eu já tive mais fantasias sexuais sobre você, do que qualquer ser vivo tem o direito. Fico feliz que seja recíproco. Espero obter os detalhes mais suculentos mais tarde. E do que você está rindo?" Ele sorriu enquanto assistia Aziraphale colocar os omeletes em pratos e prontamente deixa-los sobre a mesa.

"O que você está ... Oh!" Crowley o seguiu e foi forçado a ficar quieto enquanto suas asas se abriam. "Sim, Zira." Ele murmurou quando se colocou atrás do Anjo e começou a trabalhar. Ficou quieto por alguns momentos, concentrando-se nas asas sob as pontas dos dedos.

Gentilmente, ele afofou seu Anjo, arrancando penas soltas e permitindo que sua mão passasse através delas, arrumando algumas que antes estavam fora do lugar. "Gostaria de apresentá-lo oficialmente às minhas plantas. Mostrar o viveiro em que estou trabalhando." Sua voz mal estava acima de um sussurro.

Em qualquer outro momento, não teria sido capaz de dizer um desejo tão bobo. Sabia que era bobagem, é claro, eram plantas, afinal. Mas ainda assim, eram as coisas mais importantes para ele além de seu Anjo.

"Eu estava imaginando você como uma pequena cobra chafurdando na lama ... tão fofo." Aziraphale riu de novo. "Essa foi uma das coisas que pensei em fazer com você ... eu gosto quando você se transforma em uma cobra e fica perto de mim. Eu me sinto seguro ..." Ele explicou olhando para o Demônio com um pequeno sorriso. Adorava o riso que Crowley tinha e adoraria ter uma pequena cobra de estimação junto com ele na livraria.

"Os detalhes suculentos, acho que teremos de fazer invés de apenas falar, certo?" Ele brincou de volta. "Vou me certificar de que todos eles se tornem realidade ..." Ele prometeu. Teriam a eternidade por isso certo? Todas as fantasias acabariam se tornando realidade em algum momento. Isso deixou o Anjo animado.

Aziraphale sorriu quando Crowley o obedeceu tão rapidamente. Isso foi legal ... mostrou que ele tinha algum tipo de poder sobre o Demônio ou algo assim. Suspirou aliviado quando suas asas foram tocadas. "É tão bom, meu amor ..." Ele sussurrou e gemeu logo depois. Essa era uma parte muito sensível do seu corpo que Crowley estava tocando com tanto cuidado. "Oh Deus ..." ele murmurou depois de alguns momentos de carinho.

"Viveiro de plantas?" Aziraphale perguntou animado "sério? Isso é tão legal, Crowley, eu adoraria vê-lo! Aposto que suas plantas gostam muito!" Ele falou com um sorriso largo, os olhos brilhando e o rosto vermelho de felicidade e prazer.

"E seria uma honra ser apresentado às suas plantas ..." Ele riu. Aziraphale sempre quis tratá-las de uma maneira um pouco mais gentil que Crowley ... sabia que seria algo bom para elas. Talvez até florescessem ... quem poderia dizer?

"Nós podemos fazer isso quando você quiser, querido..." Ele falou suavemente derretendo sob seu toque mais uma vez. "Por que você tem plantas Crowley?" Para um Demônio era realmente um hobbie estranho ter algo vivo e séssil... Ele estava apenas curioso. Fechou os olhos e soltou um gemido feliz, o toque de Crowley era o melhor. E o único que ele já recebeu também.

"Não é fofo, e eu não sou uma cobrinha." Crowley murmurou apenas meio sarcasticamente. "Mas eu gostaria muito que você quisesse fazer isso."

Crowley estava bastante feliz por ele estar atrás de Aziraphale quando suas bochechas subitamente ficaram vermelhas. "Certo. Vou tentar o meu melhor, nunca decepcionei antes." Ele ronronou antes de deixar a mão deslizar para acariciar suavemente a lateral de seu pescoço.

"Mesmo?" Ele suspirou, voltando a dar atenção total às asas de Aziraphale. Ouviu os sons de seu Anjo com avidez enquanto continuava a acaricia-lo. "Se fizessemos isso no céu, deveria ter sido uma visão obscena." Ele riu, contando a piada para si mesmo.

Aziraphale já estava sendo deliciosamente obsceno o suficiente. "Bem, o viveiro ainda não está pronto. Nem sei por que me importo tanto com eles a ponto de fazer algo assim. Pequenas coisas podres que são. Mas você pode ser o primeiro a ver por dentro mesmo ainda não pronto." Ele não tinha exatamente planejado que alguém visse o berçário, mas Aziraphale era a exceção para todas as regras. "Eu aposto que elas amariam você. Gostam de raios de luz. Como você." Ele cantarolava, bastante contente por si mesmo. Não achava mais uma ideia boba mostrar o que estava fazendo ao Anjo.

"Por quê?" Crowley refletiu sobre a pergunta por um momento. Ele não pensava no motivo há muito tempo. Deu de ombros enquanto continuava afofando. "Bem, eu gosto de cuidar delas. Por mais teimosas e burras que sejam, quem mais vai cuidar delas? Como eu digo a elas, sem mim estariam secando em alguma cozinha suburbana. Desidratadas e morrendo de fome. É um destino terrível para uma planta. As que estão sob meus cuidados são algumas das melhores e permanecerão assim se souberem o que é bom para elas".

Aziraphale riu uma vez que ele falou que não era fofo. Dó queria provocá-lo como quando o chamava de legal. Inclinou a cabeça para esfregar com carinho na mão quando estava em seu pescoço. "Ok, grande serpente ..." ele virou a cabeça e a beijou.

Aziraphale ouviu sua piada e riu: "É com certeza uma visão obscena ..." ele concordou. mas não havia ninguém para julgá-los ali, certo? "Eu poderia gozar fácil se você fizesse isso enquanto transamos ..." ele confessou principalmente para si mesmo. Seria muito bom ter um toque extra em uma parte sensível enquanto na cama. Seria uma conexão especial.

"Oh, não fale sobre elas assim, Crowley ..." Aziraphale franziu a testa e virou a cabeça para olhá-lo "É por isso que eles têm pavor de você, você já tentou falar com elas com delicadeza? Isso funciona para as pessoas, pode fazer maravilhas para plantas também ... " ele sabia o quanto Crowley havia mudado desde que foi tratado com bondade. Poderia funcionar com suas plantas também, principalmente as mais jovens.

Corou com força e olhou para a frente com ele o chamando de raio de sol. "Eu ... adoraria se elas gostassem de mim ..." ele sussurrou envergonhado. Não se sentia como um raio de sol nem mesmo perto disso ... mas se Crowley achasse realmente isso dele, uau.

Aziraphale ouviu sua explicação e sorriu. No fundo, Crowley se importava com elas, mesmo com as menores coisas. "Você cuida delas como sempre cuidou de mim ..." Ele simplesmente falou e suspirou alegremente ao chegar a essa conclusão. Crowley realmente se importava com elas à sua maneira. Ele às vezes era burro e teimoso também, mas quem cuidaria dele se não fosse Crowley? Cabia perfeitamente.

"Eu não quero atrapalhar sua maneira de cuidar deles, querido..." ele esfregou as costas do braço nervosamente. Mas a verdade é que gostaria de dar um pouco da Graça Divina a elas para fazê-las florescer.

 "Eu só acho que talvez elas menos aterrorizadas possam crescer melhor..." ele sugeriu dar de ombros. Realmente não queria ser intrometido ... mas as coisinhas que ele deveria amar como criações de Deus sendo aterrorizadas não era a melhor maneira de fazer isso pelo menos para Aziraphale.

"Assim é melhor." O Demônio estava praticamente radiante. Seus pensamentos sobre cobras, lama e o carinho de Aziraphale contra suas escamas brilhantes desapareceram no entanto.

"Azira!" Crowley sibilou, pego de surpresa pelo comentário. Corou e desviou o olhar por um momento. Imaginou-o sendo o puritano enquanto o Anjo falava sobre gozar e transar. Embora o pensamento já tivesse passado por sua mente. Ele fez uma anotação mental, certamente era algo para brincar mais tarde.

Empurrou o pensamento para longe, colocou um alfinete nele, como eles dizem. "Ser gentil é como você faz as folhas serem amareladas e aparecerem manchas lamentáveis. Elas devem ter pavor de mim, que é o que as mantem de pé. Serem tratadas com gentileza não traz nada de bom." Ele, principalmente, estava exagerando.

"Mas eu me importo com você de uma maneira totalmente diferente, Anjo. A última coisa que quero é que você me tema. Além disso..." Ele sorriu. "Os crepes são muito mais caros que os fertilizantes". Ele ficou em silêncio enquanto observava Aziraphale e continuou a consertar suas penas quase terminando o serviço.

 Fez uma pausa antes de colocar uma mão sobre seu peito e se inclinar para beijar sua bochecha. "Você ficaria muito impressionado se encontrasse uma única planta que cresçesse melhor que qualquer uma das minhas. Eu cuido delas, cuido de todas as minhas coisas. Se elas fossem mimadas, seriam inúteis e apodrecidas".

Aziraphale começou a rir muito quando ele gritou seu nome o repreendendo. Não sabia que o Demônio ficaria tão nervoso falando sobre sexo, algo que para ele deveria ser comum "Estamos juntos agora, querido..." ele deu de ombros.

"Você é meu namorado, então ... o único autorizado a tocar minhas asas assim ... voar comigo ou chafurdar na lama ..." ele ainda queria acariciar Crowley como uma cobra, mas deixou esse pensamento de lado por um tempo. Sabia que havia deixado o envergonhado com seu comentário. Aquilo foi legal. O Demônio nervoso era fofo.

Aziraphale revirou os olhos para seu exagero, mas não discutiu naquele momento. Sorriu ao seu comentário. O Anjo nunca teve medo de Crowley, nem mesmo uma vez. Riu "Desculpe..." ele falou sobre os crepes serem caros.

"Eu realmente gosto quando você me leva para comer fora, sabia?" ele confessou suavemente. Esperou que Crowley terminasse de o arrumar, fechando os olhos e gemendo baixinho. Sentiu o braço e corou com força.

 "Então isso significa que você não vai me mimar?" Ele fez beicinho para o Demônio, brincando. "Mal posso esperar para vê-las, meu amor, aposto que são as mais lindas de todas..." ele sussurrou e se inclinou para beijá-lo. Não precisava ver outras plantas para ter certeza disso. As mais assustadas porém mais bem cuidadas.

 "Obrigado por cuidar de mim tão bem." Ele falou contra seus lábios acariciando seu rosto, esquecendo a ideia de ser gentil com elas ... talvez Crowley soubesse o que era melhor para cuidar de suas plantas e ele só deveria aceitar. Aziraphale rapidamente colocou o Demônio sentado em seu colo e os envolveu em suas asas como um silencioso obrigado. Abraçou o com força aquecendo-o.

"Eu te amo." ele sussurrou. "Agora, vamos comer? Temos um dia cheio pela frente." Sorriu.



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