História Our Story - Capítulo 21


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Categorias Claudio Marchisio, Danielle Campbell, Gianluigi Buffon, Hailee Steinfeld, Paulo Dybala
Personagens Claudio Marchisio, Danielle Campbell, Gianluigi Buffon, Hailee Steinfeld, Paulo Dybala, Personagens Originais
Tags Buffon, Drama, Futebol!, Hailee Steinfeld, Juventus, Paulo Dybala, Pjanic, Romance
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Palavras 2.556
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoal... ainda acompanhado?? Espero que sim, o capítulo está lindo 😍

Boa leitura!!







(Um paizão esse Paulinho *u*)

Capítulo 21 - Ventiuno


Fanfic / Fanfiction Our Story - Capítulo 21 - Ventiuno

 

 30/10/2018 Turim, Itália 

 

 - Amor, bom dia - Dybala sussurrou, senti muitos beijinhos por todo o meu rosto.

 - Sai... - Murmurei e me virei para o outro lado. 

 Tentei achar uma posição confortável, mas era impossível, não lembrava a última vez que dormi direito, daria tudo por mais uma horinha na cama.

 A última noite tinha sido horrível, os chutes começaram a doer de uma forma diferente, até liguei para médica, mas ela disse não ser nada. Restou pra mim tentar dormir com o desconforto.

 - Vai se atrasar para a faculdade - ouvi ele dizer, senti carícias na parte superior da barriga.

 - Eu não ligo - balbuciei, ainda tonta de sono. Senti um beijo estalado na bochecha e a cama balançou um pouco em seguida, ouvi os passos de Paulo pelo quarto. 

 Senti algumas pontadas na barriga, o bebê ficou agitado, o que significava que eu não dormiria mais. Sentei-me na cama com um bico insatisfeito no rosto, estava cansada demais. 

  Paulo parou de arrumar sua bolsa e passou a me encarar.

 - Vou treinar, quer que traga o jantar? - Ele estava desanimado.

Eu via no olhar dele, desde que voltara da Russia, que o futebol não o fazia feliz como antes. Acho que estava frustrado demais e não sabia reagir, as vezes acho até que não queria.  

  Fui atrás dele e o beijei na bochecha, depois nos lábios. O corpo dele bateu contra o guarda-roupa e ele sorriu travesso.

 - Por que não fazemos algo nós mesmos? Nico ajuda e...

 - Você não vai cozinhar, Mel - acariciei sua bochecha e depois tentei arrumar o cabelo bagunçado, ele me abraçava e eu sentia o bebê chutando contra o abdômen dele.

 - Então você cozinha - sugeri rindo e ele negou.

 Os chutes doíam, me afastei de Paulo para ver se o bebê se acalmava, a contato deixava-o “empolgado”. Comecei a procurar por uma blusa que servisse em mim, era difícil.

 - Estou cansado, Mel, e lembre-se que hoje a Samia não vem. É sério, sua barriga parece que vai explodir, pode me chamar de paranóico se quiser, não quero arriscar, ainda mais você sendo desastrada.

 Ele disse, me virei no mesmo instante e vi ele sorrir, sem me dar conta do ato, minhas mãos já acariciavam minha barriga, já estava com 28 semanas, e cada vez mais ansiosa para o nascimento. 

 - Burguer King então? - Perguntei com um sorriso e ele me olhou horrorizado.

  - Comida saudável, Melissa! 

 - É tudo que eu tenho comido, não acha que merecemos um mimo? - Fiz beicinho e ele me fuzilou com o olhar. 

 Não que eu estivesse tirando vantagem da gravidez, mas eu estava ficando mimada demais naquele último mês. 

 Depois que fui liberada da fisioterapia, o que doeu demais e demorou demais, Paulo, que me acompanhou no processo todo, desaprendeu a dizer não para mim. 

 - Merece, mas não acha que nosso filho, ainda não nascido, merece o melhor? - ele ergueu a sobrancelha e eu revirei os olhos.

 - Por isso burguer king e não... - Fui interrompida por batidas na porta. 

 - Mamãe! - Desisti da conversa com Paulo e abri a porta, Nico estava de pé do lado de fora do quarto, ouvia Tiziana mexendo em alguma coisa no quarto dele. 

 - Bom dia! - sorri e me abaixei, tarefa muito difícil, e peguei meu menino, com pouco mais de um ano, no colo. 

 Beijei sua bochecha e levei-o para ver seu papai, Paulo sorriu para o menino, mas fechou a cara pra mim. Dizia para eu não ficar carregando o Nicolas porque era pesado, até parece.

 - Já acordou? Vem cá no pai - Estendeu os braços, porém Nicolas fez que não com o dedinho e deu sorriso sapeca - Não? 

 - Não - confirmou.

 - Ah eu não acredito - fingiu indignação - então vou te pegar - ameaçou e o menino arregalou os olhos.

 Nicolas apertou ainda mais os bracinhos ao redor do meu pescoço. Paulo começou a fazer cócegas na barriga dele, que gargalhava alto, se contorcendo todo. Quando o aperto afrouxou ele pegou o nosso menino no colo. 

 - Eu disse que ia te pegar - Paulo riu, enchendo o pequeno de beijinhos. 

 - Papai! - Nico gritou, em meio as gargalhadas escandalosas causadas por Dybala.

 - Vou tomar banho, preciso fechar esse semestre - deixei-os no quarto, Paulo estava jogando fora, chegou tarde, devia estar com saudade do filho. 

 Prendi o cabelo e comecei a me despir, parei um segundo para acariciar a barriga, o bebê estava desinquieto demais. Ao ouvir minha voz, agitou-se ainda mais.

Desisti de tentar acalmar o bebê e continuei a tirar a roupa. Tomei um banho de mais de meia hora, de tempos em tempos sentia muita dor na barriga, a coluna doía sempre, tentei ficar uns minutos inclinada com a água caindo na costas, não resolveu. 

 Frustrada, cansada e dolorida eu saí do chuveiro e me sequei, senti um líquido quente sair de mim e gritei na hora, já em pânico. Entendo finalmente os sinais que meu corpo estava dando.

 Estava em trabalho de parto.

 Continuei a gritar, olhando o líquido que tinha caído no chão e continuava a sair de mim. Paulo apareceu no banheiro de olhos arregalados e sem o Nicolas.

 - O que foi? - Perguntou, eu estava trêmula e não consegui dizer uma palavra. 

 Paulo franziu a sobrancelha e continuou a me analizar, me enrolei na toalha para ir me vestir, precisava ir para o hospital, com toda certeza.

 - A-a bolsa? - Ele perguntou e eu assenti com a cabeça - ai meu Deus! 

 Saiu do banheiro e eu segui, Paulo pegou roupas para mim e ajudou a vesti-las, eu estava tremendo feito vara verde!

 - Vai para o carro - ele disse fechando o zíper do moletom que eu vestia. 

Beijou minha testa e saiu para conversar com a babá, eu segui e me despedi de Nico com um beijo na bochecha dele. Meu menino era tão lindo, mal podia esperar para ver ele brincando com o novo irmão ou irmã.

Eu desci a escada lentamente e  esperei Paulo no carro, meu coração disparado.

 - Tiziana vai ficar com ele enquanto precisarmos - ele disse e ligou o carro, jogou a bolsa com roupas do bebê e a minha no banco de trás. 

[...]

Dybala não dizia nada e eu muito menos, eu rezava para o bebê não nascer tão novinho, pedia a Deus para que fosse alarme falso. 

  Eu percebia a ansiedade e nervosismo no jeito que Paulo apertava o volante e como conversou com a obstetra que acompanhava a gestação. 

 Senti uma dor mais intensa, percebi então que desde a madrugada os chutes não eram chutes, e sim contrações leves, parecidas com cólicas. Essa me pegou de surpresa, não contive a vontade de gritar.

 - Ai meu Deus! - Paulo se assustou e freou o carro por um segundo - Mel respira.

Eu tentei respirar, o ar saía entrecortado. Felizmente a dor passou, eu passei as mãos pelo cabelo e rosto e tentei segurar a vontade de chorar.

 Eu estava apavorada e me odiando por isso. Vivi aquela situação na minha cabeça diversas vezes, não devia entrar em pânico. Mas ele me dominava.

 - Chegamos, Mel - Só então percebi que o carro estava estacionado e Paulo do meu lado, tinha aberto a porta para mim.

 - Estou com medo - confessei antes de sair do carro. Pude ver em seus olhos que ele também, estava assustado e ansioso e preocupado... era um reflexo meu.

 - Você é a pessoa mais corajosa desse mundo, ficarei do seu lado o tempo todo, prometo - Dybala sorriu a fim de me tranquilizar, acariciou minha bochecha e beijou meus lábios suavemente.

 Eu  saí do carro e nós fomos até a sala de espera indicada por uma recepcionista. Não precisamos nem sentar, porque a doutora Antonela nos aguardava. 

 - Tem gente querendo sair antes da hora? - disse sorrindo, ela passava tranquilidade - vamos dar uma olhada, ok? 

 Seguimos até a sala dela, me examinou e manteve seu olhar calmo e ar alegre. Paulo estava tão apreensivo quanto eu. 

 - Sim, Melissa, você está em trabalho de parto, não é alarme falso. Vou passar vocês para um quarto e vamos monitorar tudo a hora certa, ok? 

 - Mas o bebê é muito novo! - protestei e ela assentiu.

 - Sim, mas vamos cuidar bem dele e você precisa ficar calma. Se bem me lembro, seu outro filho também foi um bebê prematuro, e ele está bem, não está?

 - Sim, mas não foi fácil - Paulo rebateu.

 - Com os avanços atuais, as chances de o bebé ficar bem são muito altas. Não se preocupem.

Não pudia dizer que me convenceu, nem ao Paulo, mas o que poderíamos fazer? O bebê estava vindo, Paulo e eu achando que era a hora certa ou não.

[...]

 Eu estava a mais  de três horas sofrendo com contrações dolorosas, um medo absurdo e a única coisa me impedindo de surtar era Paulo, mais tranquilo do que eu, dizendo que ficaria tudo bem. 

 Caminhamos pelo corredor, eu tentei usar uma bola de pilates pra ajudar, comi biscoitos e bebi muita água, tudo para me distrair porque ficar deitada e sofrendo não estava me agradando.

 - Paulo? - chamei, apesar de já ter 100% de sua atenção - estou com fome. Ainda - disse contendo uma risada.

 - Eu vou buscar algo, ok? - Ele levantou da cadeira ao meu lado, porém eu segurei o seu braço - Ai!

 - Desculpe - percebi que tinha cravado as unhas em seu braço, soltei e ele apenas assentiu - Você disse que ia ficar comigo o tempo todo - lembrei e ele sorriu, voltou a sentar e beijou a minha mão.

 - Eu peço a minha mãe para trazer algo quando vier, pode ser? - deu uma piscadinha divertida, ele era realmente a única coisa me impedindo de surtar.

 - Sim - sorri de lado e comecei a sentir a dor já conhecida novamente. Me agarrei ao lençol e tentei não gritar, forcei-me inspirar pelo nariz e expirar pela boca como tinham dito para fazer. 

  Quando passou eu relaxei na cama e bufei, Paulo me olhou impressionado. 

  - Linda, durou quase um minuto e meio - ele disse e eu assenti com a cabeça. 

 Me remexi tentando achar uma posição mais confortável, Paulo tentou ajudar, mas era inútil.

 - Não que eu não esteja feliz com você assim pertinho de mim, mas pode sair logo? - Perguntei ao bebê, Dybala fez menção de dizer algo mas eu o interrompi, pega de supresa por outra contração. 

Gritei e foi quase impossível respirar, começava a ficar tonta quando a dor passou e eu inspirei com urgência, quase engasgando.

 - Vou buscar a médica, não tem nem dois minutos entre uma e outra - ele se levantou e eu não consegui segurar dessa vez - Não demoro, eu juro. 

 - Não! - a porta bateu, xinguei mentalmente e pensando que faria mal para o bebê passei a mentalizar um arco-íris logo depois - você pode vir agora, a mamãe está esperando, vai ficar tudo bem - eu disse, acariciando minha barriga redonda - Seu papai está louco pra te conhecer, bem, ele é um bobão, eu já disse isso, mas mesmo assim... ele é gentil e forte, um idiota, mas muito inteligente, você vai amá-lo como ele já te ama. Seu irmãozinho é lindo e esperto e carinho e vocês vão se divertir tanto.  Você vai estranhar um pouco, aí é tão calmo e aqui é um caos às vezes, mas não precisa temer. Eu amo você com todo o meu coração, prometo que nós vamos cuidar e te proteger sempre, então tudo bem...

 Ergui os olhos e vi que Paulo estava parado a porta, tentando sem sucesso conter um sorriso, ele iria dizer algo quando a doutora apareceu ao seu lado, bem a tempo da outra contração.

Dr. Antonela sentou-se na cadeira a minha frente e examinou, era um exame desconfortável de se fazer, felizmente Paulo percebia e desviava o olhar.

 - É isso pessoal, nove centímetros, vamos lá - ela disse tirando os dedos de mim. Se levantou e chamou sua equipe. Eu fui levada para uma sala de parto que no momento, pareceu assustadora.

 Tudo naquele momento era assustador. 

 Eu não saberia explicar, só me sentia aterrorizada e ansiosa de um jeito diferente, único.

 Paulo assumiu posição ao meu lado e não saiu mais, nem mesmo quando a dor era intensa e eu acabava apertando o braço dele. 

 Eu estava fazendo força e gritando horrores, era um dor peculiar e tão ruim quanto um tiro. 

 Dybala secava o meu rosto suado, tirava fotos - eu queria jogar o celular dele longe por isso - e assim como todos no quarto ele dizia quando respirar e quando fazer força. 

 Minha mão presa a de Paulo tremia, com a outra eu agarrava a beira da cama, não sabia o que fazer com a dor, só gritar e chorar. 

 Até que aumentou drasticamente, queimava como o inferno e eu não tinha mais força, quase desmaiei. 

 E então, passou. Eu abri os olhos para observar, a doutora tinha o meu bebê nas mãos, era tão pequenino!

 Meus olhos ardiam e eu enxergava tudo em borrões, Paulo foi quem cortou o cordão umbilical, vi alguém tirando fotos, ele viu o bebê, fez carinho e me olhou com lágrimas nos olhos e um sorriso enorme no rosto.

O brilho que eu não via em seus olhos há meses voltou, eu nunca vi aqueles olhos verdes brilharem tanto assim, quando ele disse:

 - É uma menina.

 Me juntei a ele, chorando e agradenco a Deus. Tínhamos escolhido saber apenas na hora, e eu senti que explodiria de felicidade naquele momento. Eu tinha uma menininha para chamar de minha. Uma princesinha.

 Me mostraram a bebê rapidinho, estava um pouco inchada, quase não tinha cabelo e era muito , muito pequena.

Não me deixaram carregá-la e então levaram para a UTI neonatal, com pressa. A Dr. Antonela retirou a placenta e checou se estava tudo bem comigo. Pediu desculpa por correrem com a bebê, mas não era nada para preocupar.

Fiquei a sós com Dybala minutos depois, ambos ainda sorrindo e com olhos marejados. Não soubemos o que dizer nos minutos que se seguiram. 

 A alegria pulsava em meu sangue, vibrando em meus ossos, ecoando por minha alma. Essa felicidade iria me acompanhar para sempre.

Aquela tinha sido uma experiência única, marcante e estávamos tão contentes, não existe palavras para descrever a intensidade das emoções.

 - Você foi ótima - beijou minha testa e sentou ao meu lado - estou orgulhoso de você, ela é linda. 

  - Sim - concordei, meus olhos pesaram no instante seguinte - vai ficar com ela, assim não se sentirá sozinha - sussurrei, exausta - é nossa filha, Paulo - disse num fio de voz, emocionada, mas quase inconsciente.

 - Ela é. Ela é perfeita, amor - Senti um beijo em meus cabelos, meus olhos já não abriam mais - vou fazer companhia à nossa pequena e você, por favor, tenta descansar. 

 Mal ouvi suas últimas palavras ecoando em minha cabeça, já tinha sido vencida pelo cansaço, caindo na doce inconsciência do sono.

 


Notas Finais


Podem surtar eu já surtei bastante e não ligo 🤷🏽‍♀️ 😂

Uma meninaaaa ❤️❤️❤️
Era o que esperavam?? Qual será o nome?? Palpites?

Vejo vocês logo, beijossss 💋💋💐


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