História Our Suckers In Red - Capítulo 10


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Categorias Jeff The Killer, Slender (Slender Man), The Legend Of Zelda
Personagens Personagens Originais
Tags Ben Drowned, Doctor Smile, Hoodie, Masky, Nine, Ticci-toby
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Palavras 1.662
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


desculpem a demoraaaaaa!
ta aí, espero que gostem <3

Capítulo 10 - Anta babaca


 

Francine 

Okay, eu já havia contado até 640 mentalmente apenas para tentar manter a calma, ao mesmo tempo em que dava a chance daquela anta pateta sair da minha frente. O que eu iria fazer caso o tal Brian não saísse? Exatamente! Nada! Minha enxaqueca deixava isso bem claro.

Agora eu sei o do porque tia Megan aconselhar nunca misturar drogas com álcool. A ressaca é muito pior.

-Se eu fosse você eu sentaria. – Aconselhou claramente hesitante.

Sorri cínica, e então, minha atenção foi novamente voltada a porta quando atrás dela era possível escutar algumas vozes. Alguém estava falando embolado, e a outra pessoa parecia estar irritada.

-Tire a pata da frente Toby! – Bradou a pessoa do outro lado.

Aquele som fez com o que uma vaga memória da noite anterior viesse á tona, e tudo tornou-se mais claro quando aquela voz impaciente se coincidiu com a da pessoa que encontrou-me nua na floresta. Ah sim, agora me lembrava.

Na verdade, a única coisa que me impacta de verdade é o fato de eu aparentar ter surgido no meio do mato do nada. Realmente do nada, é como ter uma certeza mesmo com a presença de uma amnésia irritante.

-Porra! – Reclamou Brian quando a porta foi aberta com violência, atropelando-o e fazendo com o que eu levasse uma porrada do seu ombro por estar próxima.

Era como ter levado uma martelada no meio da testa. Por um momento me perguntei se Brian tinha um implante de batata no ombro, porque minha mãe já me agrediu com uma na cabeça, e a dor foi igual.

-Fica na frente da porta por que anta? – Perguntou friamente a pessoa que entrou, lhe dando um tapa na cabeça.

Ah sim, Timothy, esse camarada ai mesmo.

-Talvez porque eu estava cuidando de um problema que era para você resolver. – Brian sorriu cínico.

-Hey! Eu não sou um problema! – Protestei indignada. –Se quiseram me ajudar quando apareci peladona na floresta o problema é de vocês, agora gostaria que me dessem a liberdade de me virar. – Fui ríspida e enfática, porque macho nenhum vai ficar me tratando igual cachorro.

-Francine, se você atravessar por essa porta eu juro que taco uma praga convincente para que seja picada por uma cobra. – Disse Timothy em posicionamento agressivo, largando uma coleira no sofá.

Ele não disse que o cachorro estava no andar de cima ontem a noite? Cadê ele? Gosto de animais.

-Você parece agir feito uma. – Rebati usando o cinismo com gosto, tendo certa diversão ao ver sua expressão irritada.

-Eu vou jogar essa menina no lixo. – Resmungou afinando sutilmente a voz enquanto ajeitava nervosamente os cabelos negros e lisos.

O desgraçado é bonito...Eu já disse isso antes? Pois é, garotos que tem cara de babaca me atraem de uma forma misteriosa.

-Você quer um remédio? – Brian perguntou atenciosamente, já me guiando em direção ao sofá.

Dessa vez eu deixei com o que ele me levasse, porque estava ocupada demais encarando desafiadoramente Timothy, e ele fazia o mesmo. Era como ter voltado para a creche, quando uma criança rouba o seu lanche e você ameaça de arrancar a cabeça da boneca dela com o olhar.

-Seria bom. – Digo entre um suspiro, deixando com o que minhas costas tombassem contra as almofadas do sofá.

Eu precisava relaxar para espairecer as coisas, nem que fosse por alguns segundos, estar ali com aqueles três garotos que me socorreram de maneira tão aleatória era cada vez mais desnorteante.

-Tenta não deitar, você pode vomitar. – Alertou Brian enquanto ia em direção a cozinha.

Sorri levemente com aquilo, pois era cômico ter sentido algo maternal ter partido da anta pateta depois de segundos atrás eu ter declarado tanto ranço contra a mesma.

O sorriso broxou do meu rosto a partir do momento em que notei que havia várias fotos de uma pessoa em específico pela cabana, e não era de nenhum deles. Era um velhinho de bengala, tinha cara de ser simpático.

-Quem é esse cara? – Perguntei interessada por algum momento.

Talvez fosse radical demais cogitar na ideia de que na verdade essa cabana não pertença a eles, de que na verdade são anarquistas que invadiram apenas para ter abrigo.

Não, nada haver, eu tenho que ficar mais calma.

-Um caraw que algente maltou. – Disse um garoto que até então não havia reparado tanto, mas ele estava sentado no chão com um pano na boca.

-Claro que não Toby! – Timothy o repreendeu na hora com os dentes trincados, lhe dando uma porrada na cabeça. –Não ligue, ele é especial.

-Como assim? – Indago meio assustada.

-Oras, é só olhar pra cara dele, não ficou claro que ele tem deficiência? –O chutou, e logo depois voltou o olhar a mim com um sorriso forçado.

-Se ele é deficiente isso é maus tratos. –Arregalo os olhos incrédula.

-Não é nada. – Timothy fez cara de bunda. –Toby, olha pra coleguinha, você se acha normal? – Forçou um tom infantil, o que foi bizarro.

-Não. – Pareceu ter dificuldades para pronunciar.

-Viu? Sem problemas. – Votou a dar aquele sorrisinho babaca em minha direção, colocando as mãos no bolso de sua jaqueta.

Arregalei mais ainda os olhos, observando cada detalhe do menino que estava sentado no chão. Era bonitinho até, tinha cabelos meio ondulados e bagunçados, um olhar de mongol e... céus, como ele estava pálido.

-Isso é cárcere privado! – Determino em uma dramatização, e tal Toby caiu na gargalhada, que foi abafada pelo pano sangrento.

-Puta merda, lá vem... – Timothy inclinou a cabeça para trás, passando a mão no rosto.

-É claro que é! Olha pra cara dele! Ele ta sofrendo! – Aponto para o menino histericamente.

-Não esta nada, isso é um distúrbio que deixa a pessoa meio acéfala, mas quando a gente bate volta ao normal, tipo um controle ruim de televisão. – Timothy sorriu debochado, dando outro chute no garoto como se aquilo lhe transmitisse sensação de prazer.

-Que horror. –Sussurro meio preocupada com o coitado ali no chão, que continuava a rir.

-Timothy, da um tempo. – Brian passou pela bancada que separava a cozinha da sala com um copo d água na mão, lançando um olhar repreensivo para a anta babaca.

Temos três antas aqui: Anta pateta, anta babaca e a anta que ri

-Esse aí das fotos é nosso avo. – Explicou a anta pateta quando sentou-se ao meu lado, me dando um comprimido e logo depois o copo. –Ele morreu recentemente por infarto e a cabana ficou pra gente. – Sorriu calmamente.

-Vocês são irmãos? – Interrogo depois de engolir o comprimido.

-Primos. – Brian desviou os olhos por alguns segundos, como se estivesse pensativo, mas logo abriu aquele sorriso convincente novamente.

É, ele não parece ser tão ruim assim, e se mente pelo menos mente muito bem, o que é pouco provável julgando pela cara de santo.

-Uau, que comovente! – Timothy praticamente berrou enquanto suspirava em dramatização. –Agora podemos para parte que realmente importa? Tipo, você me dizer aonde mora para que eu possa retira-la daqui com devido cavalheirismo forçado? – Dizia a mim em um nítido escárnio, e eu ri com gosto em resposta.

-É bem longe daqui, acredite. –Dou mais um gole na água, colocando o copo no chão e massageando minhas têmporas logo depois. – Aqui é Port Townsend certo? Já morei aqui, sei mais ou menos como me virar. –Ergo as sobrancelhas convencidamente.

-Voce é acéfala ou o que? Aparentemente não trouxe dinheiro e nem um celular, então a única opção é aceitar minha proposta. – Sorriu sarcástico.

Fiz cara de cu ao ver que ele tinha razão, tentando encontrar respostas em mente para que ele não saísse tão por cima da situação, mas a anta babaca conseguiu, e eu fiquei ali no sofá igual trouxa com cara de quem ia morrer por causa de ressaca.

-Acho melhor você vestir um casaco. –Brian disse me analisando.

-Por que? Virou minha mãe? – Indaguei afrontosa, porém com um sorriso brincalhão no rosto.

Era gentil da parte dele, e não posso negar que ainda estava chateada por ter me empatado na hora de tentar fugir, mas Brian era uma anta pateta legal, ou parecia ser. Tinha a sensação de que carregava um ar alegre, apesar de pelo o que eu estava escutando da pequena caixa de som parecia ter um gosto musical estranho.

-Não importa. – Firmou com prontidão, levantando do sofá.

-Me passa o seu endereço. – Mandou Timothy ao tirar um celular do bolso de sua jaqueta.

Receosa e com o orgulho ferido, lhe dei o endereço e me perguntei quantas porradas iria levar quando chegasse em casa, como se já não bastasse a dor de cabeça e a sensação de quem ia morrer a qualquer momento.

-Tem certeza de que vai me levar?  Seattle é meio longe. – Franzi levemente o cenho, apreensiva.

-Francine, cala a boca. – Ordenou ríspido. –Não é tão longe, é a uma hora daqui mais ou menos. – Disse verificando o GPS em seu celular.

-Eu só estava tentando ser educada. – Revirei os olhos.

-Voce já fouil quandol apareceol pelhada. – Toby se intrometeu na conversa, levantando seu polegar em minha direção.

Só não chuto o saco porque ele é deficiente.

-Pronto. – Brian brotou do nada com um casaco em mãos.

Antes que eu falasse algo a anta pateta já foi o enfiando na minha cabeça, e eu dei um gritinho em um protesto, mas Brian continuou a puxar aquilo para baixo.

-Nossa, obrigada. – Digo incrédula quando terminei de vestir por conta própria.

Timothy revirou os olhos com a situação e já foi indo em direção a porta quando pegou rapidamente a chave de um carro na bancada de mármore da cozinha, sem nem me dizer nada ou dar alguma satisfação, e quando eu estava prestes a segui-lo com cara de lerda, ele parou e me olhou com cara de cu.

-Vou ter que pegar minha coleira? – Perguntou erguendo ligeiramente as sobrancelhas, ameaçando-me de uma maneira até cômica.

-Vai se foder. – O xingo, praticamente o atropelando com violência quando passo pela porta que antes tinha sido aberta pelo mesmo

-Mulheres. – Resmungou baixo.

Homens.

 



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