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História Our Time - Capítulo 33


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Notas do Autor


se eu prometo, eu cumpro, ó, realmente cumpro. ESTÃO EM CASA? TUDO CERTINHO? Antes de ler, lavem as mãos e fiquem longe de aglomerações, bebam bastante líquido e tenham uma boa alimentação. carinho nos velhinhos só depois, agora todo mundo fica na sua e em CASA!

obrigada por terem feito o que eu pedi, vocês são demais! espero que gostem desse capítulo que finaliza o arco de familytime, ele tá menor que os outros (de 9k dos outros, esse tem 7k). aproveitem sem moderação.

Capítulo 33 - Familytime: Reunion


Mesmo depois que os garotos foram colocados para subir e pediu a Moon que fosse tomar banho, que o chamasse para ajudar a lavar o cabelo coberto pela tinta, ficou ali. As paredes estavam respingadas de tinta, sujas com tinta spray, o chão manchado... parecia ter voltado no tempo.

Acabou sorrindo nostálgico. Olhou para a própria roupa, sua tala, estava tudo sujo. Sentiu braços o abraçando com cuidado pelos quadris, evitando tocar onde estava pintado. Namjoon era fresco!

— Pegue leve com eles! — Pediu olhando para o lado e vendo o rosto suado do marido. — Não é melhor vê-los brincando assim? — Continuou baixo, virando devagar para ficar de frente para o policial que ponderou. Sorriu. — Não seja tão ruim! — Tocou a bochecha dele, secando um pouco do suor.

— Vou tentar. — Garantiu, feliz por ver o mais velho com aquela tranquilidade. Fazia tanto tempo que ele não mostrava aquela energia boa.

Ele concordou e selou os lábios devagarzinho.

— Agora volte para seu trabalho. — Bateu ambas as mãos nos ombros despidos pela regata. Namjoon ficou confuso. Que trabalho? — Vou pedir para o Hobi e o Jimin lavarem os garotos, pode continuar caçando a minhoca. — Abriu mais o sorriso e beijou-lhe uma última vez antes de sair a passos rápidos. — Ugh. Preciso de um banho. — Resmungou olhando para a própria roupa, o cheiro de tinta exalando forte. Ugh.

Era só a droga de uma minhoca, por que Seokjin estava fazendo tanto caso assim? Mas não rebateu, não adiantaria. Nunca adiantava discutir com ele porque perdia os argumentos, fazia as vontades dele, por mais que fossem bobas, como: caçar uma minhoca. Uma minhoca! Negou consigo mesmo.

Deixou aquela bagunça para trás e subiu, ouvindo o cozinheiro pedir para os filhos do meio para lavarem os dois sujinhos que esperavam pela redenção da limpeza lá no jardim.

— Certo, preciso de uma arma de água! — Hoseok apontou para o pai de cabelo escuro, vendo o estado dele pela primeira vez. Assentiu consigo mesmo. — Taehyung é realmente um artista. — Comentou com Yoongi que cortava cebolinhas e revirou os olhos, não dando a mínima para aquelas trivialidades. — Olha...

— Você tem uma mangueira, faça bom uso dela! — Pediu, o chef, apontando para a porta da cozinha. Olhou para Jimin que não parecia enxergar muito bem o rótulo do arroz. — Ya, quer uma lupa? —Aproximou-se do filho que o encarou confuso, os olhinhos apertados. Acabou apertando as bochechas cheias. — Vai ajudar o Hoseok a limpar seus irmãos. — Pediu não resistindo ao rosto adorável do homem de cabelo escuro e aquele capuz enorme. Apertou-lhe a pontinha do nariz. — Anda.

— Por que sinto que estou ficando cego? — Ele murmurou deixando o pacote de arroz de lado e sendo abraçado de lado pelo dançarino.

— É porque você não ouve seu médico. — Ralhou o pai da sala. — É por isso. Logo você vai protagonizar o Bird Box. — A voz pareceu mais gasta enquanto ele empurrava o sofá. Seokjin riu. Só ele! Puxa-saco.

Eles eram verdadeiros puxa-saco um do outro. Namjoon só achava Seokjin bonito, só o jeito dele de fazer as coisas estava certo, só ele sabia das coisas... sinceramente? Um casal chato e bobão daqueles. Falava com propriedade, todos os irmãos achavam aquilo irritante.

— Espero que saiba que não teve graça. — O músico disse baixo, pegando o porco para lavar e cortar, parecendo extremamente calmo. — O Jin só riu porque te ama. — Suspirou sem nem olhar aqueles dois, mais interessado em olhar pela janela da cozinha, vendo os dois idiotas lá fora, cada um para um lado. Pensou que estaria tudo menos estranho...

Suspirou de novo, ouvindo os irmãos lhe apoiando. Yoongi sempre era o porta-voz de todos eles, afinal ele era o único com nível de falta de vergonha na cara para dizer certas coisas aos pais. Sempre.

Seokjin se aproximou e olhou para os ingredientes já cortados. Pigarreou negativamente ao ver as cebolas.

— Muito grandes, corte menor! — Sorriu irônico para o baixinho que o encarou de lado, sem esboçar nenhuma reação.

— Você pediu pra eu cozinhar. — Lembrou calmo, ouvindo os dois chatos que estavam irritando sua vida saindo para o quintal.

— Uh. — O mais alto concordou ainda sorrindo. — Mas eu ainda sou o cozinheiro daqui e você vai cortar mais essas cebolas. — Apontou para os cubos grandes e o rapper rolou os olhos. Chato. — Obrigado pelo trabalho duro. Te amo. — Beijou a bochecha do enteado rapidamente antes de sair apressado, rindo.

Riu ainda mais quando o mais novo gritou seu nome, chamando-o de nojento. Amava fazer aquilo, pegar Yoongi desprevenido. Se pedisse para lhe dar carinho ou beijinho no rosto, ele não deixaria, então tinha que aproveitar momentos como aqueles.

Lembra o que o rapper havia dito sobre só aquele casal ridículo rir das coisas um do outro? Então! Lá estava Namjoon morrendo de rir, achando adorável aquela cena que pôde ver, mesmo que de longe.

Aqueles dois... sinceramente...

— Nojento! — Riu ainda mais quando o moreno baixinho gritou, pegando as cebolas para cortar menor.

...

— O quê? — Taehyung gritou assim que forçou os olhos por causa do sol, olhando para o homem de suéter amarelo. — Como vou saber em que matéria o Jungkook é ruim? — Que espécie de brincadeira idiota era aquela?

O professor de dança deu de ombros e rodou a mangueira nas mãos, parecendo esperar a resposta. Jimin estava lá perto do registro, esperando o sinal para abrir, adorando a ideia do irmão de brincar com aqueles dois.

Óbvio, primeiro riram muito do estado de ambos, depois decidiram zoar com a cara deles.

— Para de rir, Jungkook! — Pediu, o acastanhado, para o lutador que tinha os braços cruzados, vendo que aquele pintor não sabia nada sobre si. — Qual é a cor favorita do Taehyung?

— Hã?

Como ia saber disso? Que idiotice? Olhou para o garoto de cabelo azul que também o encarou e deu de ombros. Só precisavam se lavar um pouco ali fora, por que tanta bobeira?

— Andem, está muito sol para os meus olhos. — Reclamou, o personal trainer. — Rápido.

Acompanhado daquilo, abriu com força o registro, deixando um jato forte de água ir direto na cara do mais novo que chegou a cambalear, sem esperar aquilo. Todo mundo riu, é óbvio. Rapidamente, o garoto passou a mão no rosto, tentando tirar o excesso de cola e tinta que havia amolecido por conta a água. Mas deu errado.

É claro que deu errado. O que não dava errado?

Seus olhos começaram a arder muito.

— Ai, meus olhos. — Reclamou abanando o próprio rosto, um pouco incomodado e nervoso. Estava ardendo de verdade. — Tá ardendo. — Choramingou sem conseguir abrir os olhos direito.

Hoseok ficou pálido, completamente pálido. O que havia feito? Minha nossa. Desde criança sempre teve reações atrasadas para coisas sérias que envolvessem machucados, alguém passando mal ou algo assim, tanto era que, quando Jungkook tinha crises de asma, quem socorria era Jimin ou Yoongi, porque ele mesmo ficava pálido e sem saber o que fazer. Por isso nunca cogitou ser médico.

Tudo estava nublado à frente de seus olhos, só conseguia ouvir o mais novo quase chorando de agonia e Jungkook falando alto junto.

— Calma, deixa eu ver. — Ele pediu, segurando o menor pelos ombros, querendo ver os olhos dele que se negava. Bufou irritado. — Deixa eu ver se caiu. — Pediu novamente, mas ele negou, querendo esfregar o rosto em algo. — Taehyung, deixa eu ver, se acalma.

O mais baixinho dali foi correndo em ajuda aos irmãos, preocupado com o azulado que chorava desesperado com os olhos ardendo. Puxou o rosto bonito para si, usando as mangas grandes do moletom para esfregar a crosta de tinta e cola, tentando tirar o excesso.

— Calma, Tae, vai passar. — Pediu o mais velho dos três. — Calma, não foi nada. — Aproveitou que Jungkook estava segurando-o pelos ombros e continuou limpando como podia, sem se importar com a roupa sendo suja. — Para de chorar ou o Yoongi vai me matar. — Pediu baixinho para o caçula que fungou e negou fraco. — É sério. — Continuou brincando com o irmão que, de alguma forma, parou de ficar tão desesperado. — Vamos lavar os olhos, vem aqui. — Pediu carinhoso. — Jungkookie está com você, vai te guiar para não cair, vem. — O tom manso e tão doce fez o garoto alto simplesmente aceitar.

O lutador foi guiando o corpo largo consigo, levando-o para perto do registro de água. Jimin puxou o objeto longo e trouxe para si, vendo que Hoseok ainda estava meio em choque. Oh, céus, por que sua família era tão maluca? Mas não podia lidar com aquilo agora. Abaixou e pediu com o olhar que o segundo mais novo fizesse o mesmo, levando Taehyung consigo.

— Abre os olhos. — O de cabelo grande instruiu mais baixo, segurando-o em um abraço lateral para sustentar o corpo e usando a mão livre para retirar a bandana da testa dele. — Precisa lavar dentro. — Virou o objeto vermelho, escondendo a parte suja e usando a limpa, esperando. — Anda, abre, vamos fazer isso rápido.

— Tá ardendo. — Murmurou sem saber o que fazer.

O baixinho de moletom suspirou.

— Mais cego que eu é impossível ficar. — Tentou consolar, mas acabou conseguindo fazê-lo rir. Era bom nisso.

O lutador também riu, olhando brevemente para o melhor amigo que retribuiu o olhar e pareceu um acordo. Fariam aquilo já. Agora. Prendendo o corpo do garoto, Jungkook se aproximou um pouco mais e Jimin abriu o registro, deixando a água cair na cabeça dele, lavando primeiro o excesso de toda aquela tinta e cola. De repente, uma lama branca foi se formando e o azul desbotado do cabelo do Kim caçula foi aparecendo de novo.

Lavaram juntos o rosto do irmão, confortando-o com palavras, dizendo que estava tudo bem. E assim, juntos, conseguiram fazer Taehyung abrir os olhos. Bem... quase isso. Foi preciso o mais forte o segurar quase em uma imobilização e o menor fez o resto do trabalho, lavando os olhos grandes do irmão, vendo que estavam bem vermelhos e irritados.

— Ahr... — Ele gritou, socando o braço do irmão. — eu vou me afogar.

— Você não tem dignidade, não? — Resmungou, o acastanhado, sendo completamente molhado no processo. — Se afogar com uma mangueira... — Estalou a língua, negando, vendo que, parcialmente, ele estava limpo. — abra os olhos ou vai ficar sem eles.

— Hyung! — Reclamou. Por que ele gostava tanto de intimidar as pessoas?

O de moletom começou a rir e aproveitou o momento para também lavar um pouco do melhor amigo, começando pelos dedos tatuados recentemente, esfregando a palma maior com a sua pequena, tentando tirar a tinta que parecia difícil.

— Quieto. Silêncio. — Pediu Jungkook, implicante. — Até minha cueca deve ter tinta, puta merda. — Resmungou enojado e todos começaram a rir dele.

Ouvindo as risadas dos irmãos, o mais velho pareceu voltar a si, mas ainda enjoado pelo nervoso. Estava se sentindo culpado por ter feito aquilo, talvez se fosse mais cuidadoso... Seu irmão mais velho sempre dizia que, em sua ausência, ele era o responsável pelos mais novos, então por que suas pernas travavam? Sentia-se incapaz. Engoliu em seco e piscou rapidamente os olhos. Queria poder ajudar, mas sentia que só pioraria tudo.

Aproximou-se alguns passos, vendo se estava tudo bem. Estava. O mais novo já estava piscando os olhos de novo, embora estivessem irritados.

— Eu sinto muito, Tae. — Disse culpado, preocupado com o irmão que o encarou sem entender, ainda naquela posição esquisita dentro dos braços de Jungkook. — Foi sem querer. — Abaixou para tocar o rosto de traços marcantes, vendo que estava vermelho de verdade. — Me desculpa. — Pediu se sentindo horrível. Era para cuidar deles, não machucar.

Sempre teve um cuidado muito exagerado com Taehyung, ele era sua pérola, era seu protegido, assim como Jimin e Jungkook eram de Yoongi. Não sabia o porquê exatamente, mas no decorrer da vida, acabaram se dividindo assim. Mas enquanto seu hyung fazia o trabalho perfeito e impecável, ele... ele machucava o garoto. Isso era frustrante.

Ele negou e forçou um sorriso.

— Está tudo bem, hyung. — Soltou-se dos braços do homem de cabelo longo que encarava aquilo enquanto tinha as mãos lavadas. — Não pareço legal com os olhos vermelhos? É como o Conde Drácula. — Mostrou os dentes, fingindo ser um vampiro.

Ganhou um peteleco na testa do dançarino que riu fraco, mais tranquilo ao ver que não tinha acontecido nada de grave. Seu coração chegou a aliviar. Bagunçou o cabelo desbotado, quase em um verde. Estava engraçado. Ainda sentia um pouco de cola nos fios.

— Você está assustador. — Devolveu em um tom baixo e ele abriu os braços, quase batendo na cara do acastanhado que teve que desviar. — O quê? — O que ele queria ou pretendia? — Nem vem.

— Abraço!

— Nu-uh. — Levantou-se rapidamente, apontando para o suéter amarelo. — Gucci.

Taehyung assentiu e olhou para a própria camisa preta, lisa. Era de marca também, mas estava arruinada, então por que deixaria a do irmão sobreviver? Não mesmo. Levantou, meio escorregando no chão lamacento e foi para cima do professor de dança que desviou dele e saiu correndo, clamando piedade. Seu suéter havia sido muito caro para ser estragado por crianças que não tinham o menor senso de respeito ao próximo.

— Você quase me cegou! — O azulado gritou enquanto corria. — Meus olhos valem mais que seu suéter e eu não estou reclamando.

— Disse que estava tudo bem. — Respondeu sentido. Por que ele estava jogando tão baixo assim? O garoto sabia que ele não sabia jogar, merda. Sempre perdia.

Jungkook ficou olhando aquilo, rindo, achando graça. Hoseok era hilário correndo, parecia fazê-lo pulando. Muito feio. Vai ver que era por isso que ele era horrível em esportes, porque não sabia correr. Sentiu o lenço vermelho ser tomado com delicadeza de seus dedos e olhou para baixo, vendo que o melhor amigo usava para esfregar melhor seus dedos, tirando mais da tinta em spray. Inteligente.

Olhou para ele, sentado, sujando completamente a roupa com eles, sem nem ligar. Suspirou. Todos estavam sendo legais... seus pais, seus irmãos... tudo estava sendo legal. Pensou que tudo seria um fiasco, mas ali estavam. Aquele dia parecia muito os dias de sol que brincavam no jardim. Isso era legal.

De repente, o baixinho elevou o olhar, a franja negra cobrindo os olhos e o capuz quase caindo dos fios lisos.

— Você foi bem hoje. — Congratulou o mais novo, dando um sorrisinho orgulhoso do maior que negou fraco e voltou o olhar para o chão. — De verdade. Você foi bem! — Segurou as mãos dele entre as suas, movendo delicadamente o polegar para acariciar os dedos sujos. — Obrigado por ser o nosso Jungkook. — Abriu um pequeno sorriso, abaixando um pouco o rosto para tentar ganhar atenção dos olhos redondos cheios de insegurança. — Como está se sentindo?

Ele assentiu, não ligando para as mechas grandes da franja sobre o rosto sujo.

— Roxo. — Respondeu baixo após alguns segundos, vendo como suas mãos eram maiores e mais agressivas que as do irmão mais velho, os dedos pequenos lhe tratavam com tanto carinho, como sempre.

Ele sempre esteve ali, ao seu lado. Mesmo que estivesse errado, Jimin estaria. Daria uma bronca, mas não o deixaria, ele jamais o deixou. Moveu os dedos de volta, devolvendo o carinho, os dedos tatuados entre os pequenos e gordinhos...

Quem vê aquela mão delicada não imagina quantos copos de álcool pode segurar em um espaço de curto tempo.

— Hum? — Ele perguntou risonho. — Está se sentindo 'roxo'? — Brincou com o melhor amigo que negou e riu fraco.

Claro que não. Elevou os olhos para os inchados do de cabelo preto, um pouco mais sério que antes.

— Roxo é a cor favorita do Taehyung. — Respondeu devagar, respirando devagar, ouvindo a risada dos dois idiotas que agora se abraçavam e usavam outra mangueira perto do canteiro de flor de Seokjin. Oh. Esse gritava da janela "minhas flores" desesperado. Jimin não disse nada, ficou o encarando, sem dizer absolutamente nada. — Roxo. — Repetiu, piscando os olhos devagar. — Essa é a resposta da pergunta do Hoseok hyung.

Mesmo que o professor de educação física não dissesse nada, havia aquele brilho cintilando nos olhos pequenos enquanto encarava o rosto sujo do mais novo. Ele estava de volta, chegou a respirar devagar, quase aliviado. Assentiu. Sim. Era isso, a resposta estava correta. O lutador assentiu de volta e olhou para o lado, vendo o garoto morrer de rir enquanto se pendurava nas costas de Hoseok, quase o levando para o chão.

Ficou tão distraído que acabou tomando um susto quando teve água jogada em seu rosto. Olhou rapidamente para frente, vendo o mais velho morrendo de rir, jogando a cabeça para trás até. Negou. Idiota...

— Tá rindo de quê? — Provocou, ajoelhando no chão e inclinando a cabeça para esfregar na barriga dele, usando o casaco como toalha.

— Pare! — Gritou ainda rindo, batendo o lenço, já todo manchado, na cabeça do maior que ainda fazia aquilo, sujando todo o cinza de seu moletom com tinta de várias cores. — Sai, sai, sai. Minha roupa... — Mas nem assim conseguia parar de rir.

O acastanhado afastou o rosto e olhou para cima, também rindo, vendo como o rosto pálido do baixinho estava vermelho pelas risadas. Era a primeira vez que todos se juntavam em casa depois de todo aquele problema e, era engraçado comparar os dois extremos. Naquele dia, todos choraram, se desesperaram... houve briga...

Mas ali tinha tanta risada, estava sol, estava... bom... O rosto de Jimin não estava vermelho de chorar, como viu naquele dia, depois de todo o problema. Agora era de risadas. Ele estava rindo muito.

Por sua causa. E naquele dia, ele chorou por sua causa... tudo bem... estava colocando tudo nos trilhos devagar, certo? Assumia que era um tanto desastrado, mas estava... tentando.

Ia continuar tentando. Os sons daquelas risadas eram melhores, queria ouvir mais delas dali por diante e esquecer aquele dia.

Esquecer para sempre! Só esperava que seus irmãos também se esquecessem.

...

Era engraçado o fato de ninguém ter pego as habilidades de Seokjin na cozinha. Ninguém exceto Yoongi. Ele era muito bom cozinhando qualquer coisa.

Ele era realmente bom.

Fez mais de dois pratos e colocou a mesa com o auxílio dos pais, enquanto os outros – crianças – brincavam com água.

De todo o modo, ele fez tudo o que os irmãos gostavam de comer. As tais lulas fritas de Hoseok – deixou ele trocar no mercado, mas bem que queria forçar ele a comer os camarões –, o kimchi jjigae bem apimentado como Jungkook e Seokjin gostavam, massa para Taehyung e ele, que gostavam, carne para Namjoon e Jimin...

Ficou sabendo que Moon ficou muito animada com a lula frita, então ficou feliz de ter trocado.

Acabaram comendo todos do lado de fora e foi... bom. Foi realmente bom.

— Pode pegar um pouco de tofu pra mim, hyung? — Taehyung, agora com roupas secas e limpas dos pais, estendeu a mão com a tigela para Yoongi.

Sem falar nada, pegou a tigela branca e foi colocar. Fez isso para o pai, para Moon... aquilo estava sendo uma experiência social interessante. Era a primeira vez que a família inteira estava junta e sabia que eles estavam analíticos, assim como também estava. Ele e Taehyung não estavam fazendo tarefa alguma juntos.

Enquanto o mais novo se divertia com água, com as tintas, e brincadeirinhas com os irmãos mais novos, o mais velho cozinhou toda a refeição sozinho, trocando conversas com os pais.

Óbvio, sempre o vigiando pela janela da cozinha, até rindo da maneira animada que ele corria e molhava Hoseok... riu com ele jogando água em Jungkook e Jimin... ele parecia bem. Queria muito jogar na cara dele suas últimas palavras, sobre não querer ir.

Olha o que ele estaria perdendo...

— O vovô chamou a gente para passar alguns dias com ele na casa de campo. — Seokjin se pronunciou após engolir a comida, olhando para a filha que usava a mão para comer a lula. — Usa molho, querida. — Instruiu, mostrando o pote com molho.

Que estava quase acabando por causa de Hoseok, que enfiava tudo na boca e mal falava, porque dizia que correr dá fome.

É... tudo dava fome para ele e Jungkook.

— Acho uma boa ideia. — Jimin concordou, mexendo na comida com os hashis. — Faz muito tempo que a gente não viaja junto, não é?

O pai mais velho assentiu sorrindo, gostando da afirmativa. Yoongi devolveu a tigela do namorado, ganhando uma reverência curta assim que ele pegou, esbarrando os dedos de propósito. Pirralho... nem o encarou, mas sentiu suas bochechas queimarem um pouco.

Estavam na frente da família, droga.

— Eu não sei se vou conseguir ir. — O delegado se pronunciou após um tempo só dos talheres se chocando com a porcelana. Seokjin o encarou um pouco confuso. Deu um sorriso em direção ao marido. — Você sabe, amor, não posso largar a delegacia assim. Ainda mais com tantas pessoas querendo me derrubar. — Suspirou e voltou a comer, mas antes completou. — Mas vocês podem ir, seria bom. — Seria mesmo. Muito, até.

O cozinheiro mastigou devagar, encarando-o por mais algum tempo, parecendo falar algo só com seus gestos e o mais novo entendeu, porque forçou um sorriso pequeno e voltou a comer, tentando desfocar aquilo. Se... ele não ia, então qual o propósito? Gostava quando iam juntos. Todos eles.

Eram uma família e era uma viagem de família. Esse era o conceito. Irem todos juntos!

— Posso ficar e te fazer companhia. — Yoongi olhou para o pai que lhe devolveu o olhar. — De todo o modo, vou ter que trabalhar no comeback mesmo. — Aquilo era irritante. Bufou e negou consigo mesmo, pegando um pouco de macarrão e comendo.

Taehyung assentiu, não parecendo gostar muito daquilo. Não estava mais acostumado a ficar longe do namorado. Podiam ficar... afastados, como estavam naquele momento, em respeito à família, aos irmãos, mas... longe, tipo, em lugares diferentes? Não gostava muito da ideia, mas nada disse. Focou na comida.

Jungkook olhou para todos antes de abrir a boca como se fosse falar algo, mas logo fechou delicadamente e franziu as sobrancelhas, parecendo contrariado. Achou melhor voltar a comer. Queria dizer que também... ia ficar. Ajudava o irmão mais velho no comeback, já fez isso antes. Mas, não, não completou sua vontade, não abriu a boca e não falou nada.

O assunto no restante do almoço foi aquilo. Moon contando para os irmãos sobre o dia que viu no Animal Planet sobre pinguins e que queria um. Foi meio longa a explicação de Namjoon sobre o porquê ela não podia ter um pinguim. O pessoal acabou de comer e ele continuou falando.

Quando ele engatava na militância, não parava.

A louça ficou por conta de Jimin e Hoseok, já que havia cozinhado sozinho. Foi revirar as caixas com os pais, no sótão, enquanto os dois babacas, tendo terminado de limpar tudo, voltavam à tarefa normal de pintar o local.

— Olha o que eu achei. — O homem de cabelo preto e camisa enorme, do marido, veio correndo com uma caixa.

Taehyung, de fones no ouvido, esboçava um enorme desenho com um lápis, na parede branca, atento ao que estava fazendo. Como ele e Jungkook haviam destruído boa parte do material, teriam que improvisar e, no fim, cada um ficou com uma parede e o resto eles pintariam outro dia, porque demoraria demais para a tinta secar.

O lutador, diferentemente do irmão, tinha tirado a camisa e amarrado no rosto, ficando apenas de bermuda, enquanto grafitava também atento. Ele era bom. Não tinha nem esboçado nada, só estava fazendo.

— Fotos. — Disse animado, o chef, sentando perto do marido e imediatamente sendo abraçado pelos ombros. — Todas as polaroids que tirei nesses anos. — Comentou animado, abrindo a caixa. Ficaram sem espaço, tiveram que guardar. Ele pigarreou irritado. — Espero que não tenham estourado, ficaria bem triste.

Yoongi ajudou o padrasto a abrir e começou a rir assim que viu a primeira foto entre alguns montes. Pegou imediatamente e virou para os mais velhos. Aquilo era engraçado.

Seu aniversário...

— Olha a cara do Hoseok para o bolinho. — Apontou para o rosto do irmão que tinha os olhos fixos no bolinho vermelho que o Yoongi, de treze anos, segurava. Eles riram. — Que ridículo... — Murmurou voltando para si, querendo ver melhor.

O policial, com a mão disponível, pegou uma e sorriu. Era só uma paisagem, mas... ele sabia que paisagem era aquela. Olhou de relance para o esposo que remexia na caixa com a mão disponível, parecendo procurar uma em especial. Ele continuava o mesmo daquele dia.

Continuava o homem mais lindo que já tinha visto em toda sua vida. E, bem, já havia visto muitas pessoas...

Era a paisagem que tinham do bangalô praiano em que tiveram a primeira vez deles... Sorriu sozinho, voltando a olhar a foto. Era tão antiga...

— Hum? — O mais velho grunhiu assim que olhou o mais alto e o viu distraído. — O que foi, amor? — Perguntou curioso, querendo ver a foto que ele segurava. Namjoon ergueu, analisando os olhos grandes do outro se tornarem tão ternos. — Eu estava procurando essa foto... — Sussurrou tão... wuah... piscou rapidamente os olhos e encarou o marido. — você me fez acreditar que havíamos perdido...

Ganhou um beijinho na ponta do nariz. Seu moreno era tão carinhoso... acabou rindo fraquinho. Era grato pelo casamento maravilhoso que tinha.

Era muito grato.

— Nojento. — O rapper murmurou, fingindo não olhar aquilo, mas ficava impossível.

Era quase impossível não olhar e achar no mínimo, adorável, embora nojento. Ok que seus padrinhos ultrapassavam o nível do mel e era mil vezes pior, porém seus pais eram muito... ugh. Como dizer?

Mas, de todo o modo, agora que estava apaixonado e o motivo de querer olhar tanto para seus pais trocando carinho e, ligeiramente, sentir inveja deles, estava ali, logo ao lado, ouvindo música e fazendo o que fazia de melhor; seu coração falhava uma batida. Era inevitável pensar em algum momento estar daquele jeito com Taehyung.

Passou a gostar, a se acostumar com carinhos em excesso. Ele era muito... bobo. Gostava de demonstrar seus sentimentos com gestos carinhosos, então sempre estava envolvido naqueles braços grandes, ganhando beijos ou o vendo fazer bico para seu lado, pedindo beijo. Passou a entender que risadas histéricas podem acontecer do nada e por muito pouco. Entendeu que, apesar do carinho de outros casais ser muito patético, o carinho deles era diferente.

Quanto mais tinha, mais queria.

Compreendeu que não era vergonhoso querer se encolher no peito de alguém à noite, não era ruim ser mimado e, bom, até precisava disso às vezes. Entendeu que não dormia mais sozinho e em qualquer lugar. Quer dizer...

Ainda dormia em qualquer lugar, só se estivesse com o namorado. Fora isso, podia sentir sono, mas não conseguia dormir. Onde ele estava? Iria demorar?

Enquanto seus pais riam de sua reação, chamando-o de bobo e voltando a fuçar as fotos, virou um pouco o rosto, vendo o garoto concentrado em esboçar seu desenho sem padrão. Olhou a mão esquerda, achando a pulseirinha roxa ali, no meio de tantas outras coisas. Desceu o olhar para o próprio punho. Ali estava a sua. Eram um casal, agora todos sabiam. Podia... podia levantar dali agora e o beijar. Abraçá-lo e ficar ali, sentindo seu cheiro, ouvindo-o rir e tagarelar sobre qualquer merda relacionada a artes que realmente não ligava, mas que amava quando ele se perdia em sua própria mente.

Podia... podia, sim.

— Olha essa. — Voltou a si com um susto. Seu corpo inteiro tremeu e sentiu a cor se esvaindo de seu rosto. Olhou para frente, vendo o padrasto mostrar uma polaroid. Apertou o olhar para ver melhor, pegando em sua mão. — Lembra que eu havia te dito que tinha essa foto? — Gabou-se. — Essa caixa guarda o ouro da nossa casa. — Faz carinho no papel rabiscado com um grande "memórias".

— Será que a gente acha a foto da noona Sunghee aqui? No aniversário de sete anos dos meninos? — Perguntou, o policial, revirando as fotos soltas.

O rapper ficou olhando a foto sem piscar, quase. Seu coração acelerou e depois voltou à frequência normal. Passou o polegar carinhosamente naquela foto e olhou para o pai mais velho, vendo que ele não estava prestando atenção, porque estava ajudando o esposo a procurar o que ele queria. Voltou a olhar para a foto.

Nela, um Yoongi de treze anos estava dormindo tranquilamente, enquanto seu braço era usado de travesseiro para um Taehyung de três anos. Eles estavam em sua antiga cama, estreita. Olhando um pouco melhor, podia ver um braço em sua barriga, mostrando que do outro lado estava Hoseok, cobrindo-o com pernas e braços, disputando espaço.

Ele sempre ia para sua cama por causa dos pesadelos com o pai biológico.

Levantou do chão e foi até o mais alto que estava em seu próprio espaço, rabiscando. Tocou-lhe delicadamente a cintura, chamando com carinho. O garoto virou a cabeça e o encarou com atenção, esquecendo um pouco a parede.

— Hum? — Perguntou baixinho, tirando os fones, encarando o namorado que tinha um brilho bonito nos olhos e bochechas rosadas. Ele estava muito bonitinho naquele dia.

Estava se segurando muito para não beijá-lo. Ainda não sabia se o terreno era seguro, não sabia se alguém ia se incomodar, não sabia se ia desrespeitar os pais... Era melhor continuar mantendo aquele... espaço. Por mais que fosse incômodo. Não eram mais assim, era um tanto estranho ficar longe, sendo que na casa deles ficavam juntos o tempo inteiro.

Até dos resmungos de xingamentos quando roubava beijos dele estava com saudades.

O mais velho ergueu a foto, mostrando o que tinha nela. Um pouco confuso e com as sobrancelhas franzidas, o azulado pegou aquilo entre os dedos e analisou melhor. Eram... eles? As crianças das fotos eram eles, definitivamente. Reconheceria a carinha adormecida do namorado em qualquer lugar. Era muito adorável. Os olhos dele já eram minúsculos e ficavam menores.

Riu fraco.

— Olha, seu cabelo estava engraçado. — Murmurou e o músico revirou os olhos, pegando de volta para ver a foto. Começou a rir, vendo o rubor dele aumentar. — É brincadeira, relaxa bravinho. — Pediu carinhoso, esquecendo por um momento onde estavam, colocando a mão no pescoço do namorado, fazendo um carinho breve, como sempre fazia antes de puxá-lo para um beijo.

Os olhos pequenos focalizaram seu rosto com um pouco de receio, mas ele não fez nada. Nada! Antigamente, receberia um empurrão ou coisas parecidas, mas dessa vez o moreno apenas o olhou, pouco piscando. Os lábios cheios um tanto separados... sorriu fraco. Ficou feliz por sentir que estavam diferentes. Não precisava beijá-lo para sentir isso.

Só com aquele olhar, já havia entendido tudo. Não precisava de mais nada.

O mais velho fechou os olhos assim que ele foi se aproximando devagar. Bem devagar. Suas mãos suavam frio e um frenesi correu por todo seu corpo. Era como se fossem se beijar pela primeira vez. Era como... como aquela vez...

Mas os lábios desenhados tocaram sua bochecha com suavidade. Expirou devagar, bem devagarzinho. O corpo amoleceu completamente. Sentiu algo ser encaixado no seu ouvido direito. Seesaw explodiu em sua audição.

— Só a posição que mudou. — Ele sussurrou e, então, voltou a abrir os olhos para encará-lo, vendo-o se afastar devagar e sorrir devagar antes de fazer uma expressão pensativa. — Mas é bom ver que desde sempre eu sabia o meu lugar certo de dormir. — Provocou levantando as sobrancelhas, sorrindo um pouco maior, causando mais um frenesi no corpo pequeno que não se movia.

Os olhos estavam vidrados no sorriso quadrado do namorado. Nunca quis tanto beijá-lo como naquele momento. Engoliu em seco e chegou a dar um passo à frente, mas ele colocou a mão que segurava o lápis no peito dele, afastando um pouco. Mas ainda sorria...

Desgraçado. Se ele não ia beijar, então por que ficava naquela palhaçada? Franziu as sobrancelhas, bravo. Por que ele fazia aquilo, então? Merda.

— Pirralho. — Resmungou irritado, tirando o fone, saindo de perto daquele idiota.

Voltou para a companhia dos pais, recusando-se até a ver se Jungkook estava vendo ou algo assim. Não queria... ver. Sabia que não importava em todo o caso, mas mesmo assim, ainda não estava preparado para vê-lo assistir àquilo. Reagir ao seu namoro. Ainda estava muito fresco em sua mente. Era perigoso... sua mente era perigosa.

Por outro lado, um pouco mais cheio de si, o artista plástico, de nariz empinado, olhou para o irmão que havia parado para trocar as latas de tinta e o encarou. Apenas os olhos estavam aparecendo no meio daquela cortina de fios castanhos que caíam por seu rosto. Esperou xingamento e até qualquer surto dele. Esperou tudo! Não ia fugir e nem chorar dessa vez. Não ia.

Mas ganhou um assentir fraco dele. Não entendeu. Jungkook pegou a tinta que queria e balançou, voltando ao que fazia, parecendo tão tranquilo quanto antes. Não entendeu. Ele não tinha visto, então, certo? Impossível. O dia estava bom, realmente. Conseguiram brincar algumas boas vezes, ele o socorreu quando caiu tinta em seus olhos, foi um bom hyung.

Mas não podia se basear só nisso, certo? Precisava... de algo mais concreto. Precisava... precisava não se iludir. É isso. Isso era fundamental, ainda mais se envolvia aquele lutador.

Voltou sua atenção para a parede, sem um fone no ouvido, tendo as risadas dos outros três explodindo entre o ritmo de Seesaw. Olhou por cima do ombro e viu o namorado rindo à vontade, mostrando os dentinhos que tanto amava e pouco via antigamente pela resistência de sorrisos e risos que Yoongi tinha.

Agora ele estava ali, morrendo de rir de algo que Seokjin havia dito, junto ao pai que se acabava de rir e abraçava o marido. Como sempre. Era uma cena linda. Muito... Podia pintar aquilo, porque continha tanta beleza.

O rapper virou o rosto para si e continuou rindo, parecendo realmente alegre, fazia muito tempo que não o via tão feliz. Acabou sorrindo com isso. Se ele estava feliz, então também estava. Seu velhinho merecia. Ele merecia aquelas risadas mais do que ninguém. Recolocou o outro fone e voltou ao trabalho.

Era tão bom estar em casa.

...

— Cheguei, família! — Foi o que Jaebum gritou assim que saiu do carro.

Era muito bom vê-lo de novo. As coisas são... estranhas, certo? Fazia quase duas semanas que ele estava longe, não era algo tão grande, mas parecia muito. Namjoon abraçou o melhor amigo com força, dando tapas em suas costas. Aquela missão de Jaebum deixou muita gente preocupada, mas no fim tudo ficou bem.

Ele estava como sempre esteve. Risonho, brincalhão e... agarrado ao marido. Youngjae não saía de seus braços por um segundo. O baixinho fazia tudo o que o marido queria: ia buscar cerveja, abria... Parecia inseguro de ele sumir do nada, por mais que o militar o abraçasse o tempo inteiro, enchesse de beijos... isso não parecia ser o suficiente.

A casa inteira estava... incrivelmente positiva. Namjoon e Seokjin cuidavam do churrasco enquanto conversavam com o outro casal presente, Yoongi e Hoseok estavam tentando montar ali fora o karaokê que Seokjin havia perturbado o juízo deles para montar. Jimin estava buscando as cervejas, mas também se intrometia nos assuntos dos pais, querendo dar seu ponto de vista sobre a vida alheia, Taehyung, após ficar um bom tempo abraçando Youngjae – e Jaebum no processo –, foi buscar água na cozinha, passando por Moon que via Animal Planet na sala, junto de Yugyeom.

Ah, ele não tinha ido com a maria-fumaça dele. Foi de carro com os papais (nho-nho-nho, mimado) – palavras de Yoongi, enquanto apertava-lhe a bochecha.

Quando viu o amigo entrando na casa, o rapaz de camisa preta levantou e foi até ele. Estava tudo muito legal, parecia tudo okay, mas...

— Tae. — Apoiou-se na ilha da cozinha, vendo o garoto de camisa branca pegando a garrafa de água dentro da geladeira antes de o encarar. — O Jungkook não veio? — Perguntou um pouco mais baixo, confuso.

Desde que havia chegado – e já fazia bastante tempo –, não tinha visto o lutador e ninguém parecia abalado o suficiente, o que seria estranho se ele não estivesse presente. Não perguntou a Moon, porque ela provavelmente o mandaria calar a boca por estar concentrada na reprodução dos golfinhos, não podia perguntar lá fora porque seu pai Jaebum estava presente e o enforcaria, então...

O de cabelo azul franziu o cenho confuso e assentiu.

— Veio. — Murmurou colocando a garrafa em cima da bancada. — Ele está lá no sótão. — Indicou o corredor que dava para o lugar. O Choi clareou a expressão e assentiu, compreensivo. Taehyung o mediu cuidadosamente. Hum... — Já se acertaram?

Bufou entre uma risadinha. Quê? Como assim "acertar"? Eles não tinham nada para se acertar. Negou fraco e olhou para o menor que o encarava provocativo, parecendo instigar a ouvir o que queria. Cretino. Apertou a ponta do nariz dele antes de se afastar.

— Yugie. — O Kim o chamou, risonho, antes que virasse as costas. — Se quiser, vai lá. Ele tá terminando o grafitti. — Deu de ombros, pegando um copo e despejando a água, dando um gole antes de falar. — Ele disse que quer terminar hoje ainda, mesmo eu dizendo que ele poderia fazer depois, como eu.

O pálido de cabelo muito negro franziu o cenho confuso. Taehyung e Jungkook? Se falando? Uh... perdeu muita coisa pelo visto, mas nada disse. Não era problema seu, metera-se demais, contou a situação para seu pai Jaebum e ele disse que não era para ficar opinando demais na vida dos outros, por mais que fossem seus primos. Precisou desabafar aquilo com ele porque... a primeira coisa que fez quando ele pisou em casa foi abraçar forte aquele corpo fardado.

Não era muito... comum trocarem aquele tipo de carinho. O militar costumava dizer que ele tinha pegado traços dos Im, porque era um pouco enjoado quando se tratava de carinhos em excesso. O próprio Jaebum não gostava muito, mas se tornava um completo chiclete quando seu pai Youngjae estava envolvido na situação. Era bonito. Mostrava que o que eles tinham era diferente de tudo.

Por isso amava tanto o casamento de seus pais.

Mas, em todo o modo, depois de chorar e implorar por desculpa, desmentir tudo o que havia dito dias atrás – mesmo que tivesse pedido por ligação. Não era a mesma coisa. O homem deu uma bronca no filho por saber que ele estava muito presente no problema dos outros. Disse que ele deveria perguntar antes de se meter.

Embora Youngjae tivesse ficado quieto quando o assunto "se meter" veio à tona. Aquele traço era dos Choi... Bem... algo seu ele tinha que puxar.

— Uh. — Concordou sem expressar muita reação, vendo o pintor lhe piscar um olho antes de sair, bebendo água.

Lambeu os lábios e olhou para o lugar que o garoto tinha apontado. Tudo bem. Talvez... só dar um 'oi', não é? Engoliu em seco e coçou a ponta do nariz, um tanto sem graça. Virou o corpo e foi em direção ao corredor que tinha aquele cômodo. Desceu as escadas devagar, ouvindo um barulho constante de tinta. Passou a mão no cabelo, jogando para trás, querendo ter a visão livre.

Assim que chegou lá, acabou rindo fraco. Jungkook era... inacreditável. Ele estava sem camisa, porque essa estava presa em seu rosto, tampando apenas o nariz e a boca. As costas suadas estavam expostas, os músculos se movendo conforme ele pintava com habilidade, criando detalhes... ele era bom. Realmente... A bermuda de moletom estava larga e a barra da cueca estava aparecendo.

Por que ele... okay, Yugyeom. Chega de ser idiota, fala sério. Cai na real! Pigarreou e ele rapidamente virou o rosto, enxergando-o. Um pouco sem graça, moveu a cabeça, cumprimentando-o.

— Oh, oi. — Ele disse um pouco surpreso e abafado pela camisa. — Desculpe não ter aparecido, é que-... — Olhou para o próprio peitoral suado, a roupa suja, assim como as mãos. O de cabelo preto assentiu, desviando o foco. — eu tô meio... — Assentiu novamente, mordendo o interior da bochecha, o Choi.

O que foi fazer ali mesmo? Já nem sabia mais. Enfiou as mãos nos bolsos dianteiros do jeans escuro e voltou o olhar para a parede, vendo que ele tinha feito um belo trabalho. A parede branca estava completamente grafitada. "Kim Gang" estava escrito em uma fonte cheia, cheia de detalhes. Achou que só Taehyung era artista...

Aproximou-se um pouco mais, o cheiro forte de tinta no local... aquilo estava muito bom. Assentiu consigo mesmo.

— Ficou muito bom. — O atleta olhou para a própria arte e sorriu por baixo do pano. Estava orgulhoso do próprio trabalho. — Por que não termina depois? Isso demora. — Voltou o olhar para o mais baixo que maneou a cabeça e balançou a lata de spray, voltando a dar profundidade nas letras com tinta branca.

— Tô acabando. — Respondeu leve, sabendo que tinha a atenção do primo, por isso continuou. — E aí, — Olhou por cima do ombro, vendo os olhos pintados de preto o encarando. — se desculpou com o padrinho?

Riu nasal. Ele se lembrava disso? Jurava que ele ia esquecer. Respirou fundo aquele cheiro forte. Tinham se ajeitado, não é? Seu pai o abraçou e disse que estava tudo bem e que ele também era culpado e jurou para ele e para Youngjae que ia tentar balancear, sair menos de casa. Sabia que ele também odiava isso.

Enfim. Não importava o que fosse acontecer, mas nunca mais diria aquelas coisas. Não mesmo.

— Ele disse que me conhece e isso é o suficiente. — Maneou a cabeça, prestando atenção na arte do mais velho. — Não sei se isso é bom ou não. — Resmungou pensativo e ouviu a risada grossa do outro, acabou rindo fraco junto. Ele tinha uma risada bonita.

O cabelo castanho também estava suado, colado no rosto, na nuca. Ele era foda, era certo alguém ser tão bonito assim? Seu coração estava batendo tão acelerado e pesado. Quase não piscava para não perder aquela visão, queria... lembrar. Assim como aquela risada, fazia muito tempo que não ouvia Jungkook rir. Ele era mais bonito quando ria, quando sorria. Ele realmente era mais bonito quando estava feliz.

— Gostou? — Do nada, o menor perguntou parando um pouco, olhando para o mais alto que não entendeu de primeira. Ainda rindo, indicou a parede. — O grafitti. — Falou óbvio e o motoqueiro assentiu rapidamente, um pouco eufórico. Acabou rindo mais ainda. Aquele garoto era óbvio demais... — Você está bonito hoje, Choi Yugyeom. — Elogiou em tom baixo, a voz um tanto rouca e abafada por causa da camisa.

Não teve respostas, mas não esperava por elas, por isso voltou a grafitar. Prestando atenção no que estava fazendo, eram poucos detalhes que faltavam. Estava louco por um banho, roupas limpas. Por outro lado, o garoto abriu a boca para responder, mas travou. O que... havia acontecido com sua marra? Estava brigando com Jungkook todos aqueles dias, por que agora ia andar para trás? Fala sério. Idiota! Choi Yugyeom idiota.

Muito idiota. Idiota!

— Amanhã tem algo pra fazer? — Pegou-se perguntando do nada, baixo, o tom fino saindo inseguro.

O atleta parou e o olhou por cima do ombro novamente, a franja suada sobre os olhos redondos.

— Não.

— Quer sair comigo? — Yugyeom. Choi Yu-Gyeom. Okay. Ia respirar bem fundo antes de bater a própria cabeça na parede.

Por quê? Por que fez isso? Não! Não, isso não. Que ideia mais idiota. Engoliu em seco e fechou as mãos em punho dentro dos bolsos. Será que, se saísse correndo, ia parecer um idiota? Certo, era um idiota, então tanto faz.

Ah... não. Agora ia virar piada nacional. Kim Jungkook era um grande idiota e ia fazer sua caveira, usar aquilo para debochar, para rir de sua cara e desforrar toda a grosseria que fez com ele todos aqueles dias. Ia sim.

— Claro. — Aceitou sem nem pensar muito, dando de ombros, como se não fosse grande coisa. — Vamos com sua moto?

— Sim. Com minha moto!

Jungkook sorriu. Soube que ele sorriu porque os olhos dele, mesmo que um tanto escondidos, se apertaram.

— Legal. — Foi o que ele disse, alegre, antes de voltar a grafitar.

Wuah... okay... ia sair com Kim Jungkook, em sua garupa... espera. Não. Isso é um delírio coletivo ou pegadinha. Taehyung parecia amiguinho do irmão novamente, será que eles haviam se juntado para zombar de sua cara? Era possível. Hum...

Jungkook na garupa de sua moto. Por isso é importante sonhar, sabe? É o que seu pai Youngjae diz. A gente sonha e Buda ouve tudo. Obrigado, Buda. Obrigado! Caralho.

Caralho, Choi Yugyeom, caralho. Isso!


Notas Finais


tag da fic no twitter: #wuahtaegi. lavem suas mãos e fiquem saudáveis, tal como nossa família favorita!!!!!!!!

comentem muitão, porque terça-feira tem mais um. beso!


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