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História Our Truth - Fanfic NCT: Jaehyun e Taeyong - Capítulo 12


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Notas do Autor


60 FAVS AAAAAAH OBRIGADA 🥺🥺🥺🥺 O capítulo de hoje promete viu... Boa leitura!

Capítulo 12 - Capítulo XII


Fanfic / Fanfiction Our Truth - Fanfic NCT: Jaehyun e Taeyong - Capítulo 12 - Capítulo XII

— Finalmente mais um dia de aula completo! Agora enfim teremos paz e sossego. — Sam-Hee disse se espreguiçando.


"Paz e sossego" só se for 'pra você...                                   


— Pensei em irmos em uma sorveteria agora para dar uma esfriada nos neurônios. — Taeyong falou me cutucando com o cotovelo.

— Hoje não vai dar… Marquei de fazer o trabalho com o Jaehyun.

— Tudo bem. Podemos ir outro dia. — Ele piscou para mim. — Por que não fazemos nosso trabalho hoje então, Sam-Hee? — A garota apenas assentiu.

— Se você não tiver que sair com a sua namoradinha.

— Vamos para a minha casa então. Minha mãe vai adorar te ver depois de tanto tempo.

— Espero que o bolo dela continue o mesmo. — Sam-Hee lambeu os lábios arrancando um sorriso nosso. — Só preciso avisar a minha mãe. — Taeyong assentiu e ela saiu com o celular na orelha.

— E então? Como está a investigação? — Ele se virou para mim.

— Por enquanto tudo bem. Hoje vou fazer o trabalho na casa dele. Uma ótima chance, não? — Taeyong me lançou um olhar preocupado.

— Na casa dele? — Assenti. — Só vocês dois? — Assenti novamente. — Sozinhos? 

— Tudo bem Taeyong, ele é confiável. 

— Até uns dias atrás você jurava que ele era um assassino.  — Ele arqueou uma sobrancelha.

— Acontece que ele não é. Na verdade, posso descobrir muita coisa sobre meu passado com ele.

— O que? Como assim? — Taeyong franziu  cenho e no mesmo instante meu celular tremeu no meu bolso.


Jaehyun 


Estou em frente ao colégio. Você vai sair ou não?

Estou indo. 

Enfiei o celular de volta no bolso e coloquei a mochila nas costas. Olhei para Taeyong que continuava com o cenho franzido, com uma expressão confusa estampada no rosto. Eu não contei a ele sobre o que vi no celular do Jaehyun, ainda não tive tempo, ou coragem para fazê-lo. Taeyong com certeza tentaria justificar dizendo que eu era muito nova quando aconteceu e provavelmente estava confundindo, que eu não me lembro do rapaz, ou que não sei quem foi pois estava escuro. Mas eu sei o que vi. Me lembro muito bem do rosto do herói que me salvou naquela noite.

— Preciso ir. Conversamos depois. — Tentei me afastar, mas Taeyong me impediu ao segurar meu pulso.

— Nem pense em sair sem me dar uma explicação clara.

— Tae, eu juro que assim que eu puder, te explico tudo detalhadamente, mas agora eu realmente preciso ir. O Jaehyun está me esperando lá fora. — O moreno aos poucos foi soltando meu pulso e eu sorri para ele. — Obrigada.

— Toma cuidado, ok? Qualquer coisa, me liga que eu vou correndo.

— Certo. Farei isso.

Taeyong beijou o topo da minha cabeça me deixando novamente com borboletas na boca do estômago. Sensação a qual ja me acostumei a sentir quando estou perto dele. Desci as escadas correndo e corri pelo enorme corredor até a porta de saída. Assim que saí, vi Jaehyun com as mãos nos bolsos me encarando enquanto eu ofegava pela corrida.

— Que demora.

— Estava conversando com o Taeyong.

— Hum. Vamos logo, quero fazer esse trabalho e me livrar dele de uma vez por todas.

Seguimos caminho lado a lado em silêncio. Eu tinha uma enorme vontade de perguntar a ele sobre diversas coisas, sobre o papel de parede, sobre o tal “Johnny” que se denominava melhor amigo dele, sobre sua família, sua casa e mais. Mas eu sabia que ele ignoraria a maioria delas, ou me daria uma resposta totalmente contrária a que eu gostaria de receber. 

Chegamos em frente a sua casa, era enorme como eu havia imaginado, mas não era aquela marrom toda murcha, era chique, as cores combinavam a traziam um ar de riqueza e nobreza. Eu não havia reparado nela quando passei pela rua. Fiquei imaginando que fosse uma casa triste e bem escura, um grande erro meu achar isso. Dois pequenos pedaços de terra ficavam ao lado das escadas que davam a porta principal. Mal sabia eu, que aquilo era pequeno perto do que tinha por dentro.

— Minha nossa… — Assim que entrei, meus olhos passearam por todo o local, vasculhando cada parte. Um lindo lustre enfeitava o hall de entrada. — É enorme…

— É exagerado. Meu ti- — Ele limpou a garganta e reformulou a frase. — Meu pai adora casas grandes. 

— Entendi…

— Vem, vou te mostrar a sala.

Ele me levou para a sala, que era praticamente do tamanho do andar de cima da minha casa mais o espaço da escada. Um lustre lindo também enfeitava aquele lugar. Era a primeira vez na minha vida que eu via uma lareira pessoalmente, e era linda! Tudo era branco, bege e cinza, todo o estilo era clean o que dava a impressão da casa ser maior do que realmente é.

— Pode sentar no sofá se quiser. Vou buscar os materiais.

— Certo… — Falei ainda olhando aquele lugar enorme. Ouvi ele se afastar e fui até o sofá me sentar. O estofado era tão macio que era viciante passar a mão no tecido fofo. O que alguém rico como o Jaehyun fazia em uma escola como a nossa? Chega a ser engraçado.

Admirando aquela enorme sala, vi alguns quadros em cima da mureta da lareira e me levantei para olhá-los mais de perto. Fui andando devagar, passando os olhos por cada quadro admirando com atenção os rostos sorridentes. Jaehyun devia ter uma família enorme. Era até invejável. Rostos de diferentes formatos e idades sorriam alegremente, me fazendo sorrir junto. 

— Ele continua igual até hoje… — Falei sorrindo vendo o pequeno Jaehyun sorrir mostrando suas covinhas no colo de algum familiar. Eles pareciam tão felizes

 Até que uma foto prendeu totalmente minha atenção. Pareciam os pais de Jaehyun com ele e um outro rapaz. O rapaz. Jaehyun permanecia com aquele sorriso radiante no rosto, dessa vez acompanhado do rapaz ao seu lado e seus possíveis pais. Todos sorriam contentes e pareciam muito unidos. Olhei atentamente para o rapaz, era ele. Definitivamente era ele. Não pode haver outra pessoa. Eu reconheceria esse rosto de qualquer lugar. Mas por que ele estava na foto de família do Jaehyun? Isso significa que…

— O Jaehyun é irmão dele?... — Isso faria total sentido. Explicaria o porque a foto de plano de fundo dele é o rapaz. Mas por que ter uma foto do seu irmão de plano de fundo?

— Soyong? — Sua voz quase me fez derrubar o quadro.

— Ai que susto! — Pressionei minha mão contra meu peito sentindo os batimentos acelerados do meu coração.

— O que está fazendo? — Ele perguntou colocando a cesta com os materiais no chão e vindo até mim.

— Estava vendo seus retratos. Você parece ter uma família enorme e bem alegre. — Falei sorrindo.

— São apenas fotos. Vamos começar logo.

Coloquei o quadro de volta no lugar e dei uma última olhada no rosto do rapaz para ter certeza. É ele. E eu vou fazer o Jaehyun falar. Preciso que ele fale.

— Sua mãe pinta o que? — Falei me sentando no sofá, colocando as mãos sobre a saia para não mostrar o que não deveria.

— Quadros. — Jaehyun jogou uma coberta por cima das minhas pernas, cobrindo-as totalmente. Bem atencioso de sua parte, confesso...

— Obrigada. — Agradeci sorrindo e ele apenas assentiu. — Que tipo de quadros?

— O que vier na mente dela. Principalmente se estiver estressada. — Ele se sentou no chão a minha frente e começou a fuçar na cesta.

— Que chique. Quando estou estressada, como feito uma leitoa. — Falei olhando para o chão lembrando de todas as vezes que saí de casa furiosa depois de uma briga com a minha mãe para comer lámen em uma lojinha de conveniência qualquer. Ou das vezes que ficava estressada para uma prova e gastava tudo no doce. Uma risadinha me fez olhar para Jaehyun, que agora sorria de lado ainda fuçando na cesta. — Que foi?

— Nada. Aqui, vamos começar com o esboço do desenho. — Ele tirou um papel e um lápis da cesta e olhou para mim. — Algo em mente?

— Hum… Que tal um desenho de um monstro comendo dinheiro? Pode representar todas as pessoas que só pensam em consumir e gastar tudo que tem em bobagens e ao lado podemos fazer alguém desnutrido, representando quem não tem nada.

— Sua ideia não é tão ruim, mas um monstro? Você está na sexta série por acaso?

— Pense em algo melhor então oras. — Falei cruzando os braços.

— Podemos trocar o monstro por um homem. Ficaria melhor.

— Um homem comendo dinheiro? O monstro faria mais sentido.

— O desenho é uma representação de como o desejo pode ser perigoso. O homem pode representar o desejo.

— Pensando por esse lado… O desejo pode ser perigoso quando você cobiça algo que não te pertence… Como o amor de outra pessoa e acaba fazendo coisas terríveis para tirá-lo dela. — Falei e logo me arrependi. Trouxe lembranças terríveis a minha mente que me causaram arrepios até os cabelos da minha cabeça. Eu e minha boca grande. Jaehyun também pareceu ficar incomodado com a minha frase, então mudei o rumo da conversa antes do clima ficar mais estranho que antes. — Nah… Vamos manter o tema do dinheiro…

— Concordo. Vamos fazer então a ideia do homem comendo dinheiro.

— Certo… — Ele começou a desenhar. — Mas eu ainda acho que o monstro faz mais sentido… — Murmurei.

— Não vamos fazer um monstro e ponto final. — Ele disse seco, me fazendo bufar.

Jaehyun fez o esboço e o desenho na cartolina e eu pintei. Se o desenho dependesse de mim, iria ficar um horror considerando minhas habilidades de uma criança de 3 anos em desenho. Na verdade, uma criança de 3 anos desenha melhor que eu, sem dúvidas.

 Até tudo ficar pronto, demoramos umas 3 horas e ja estava escuro quando eu finalmente gritei “terminei!” Fazendo Jaehyun dar um salto no sofá, despertando de seu sono. Ele se espreguiçou e coçou a cabeça, fazendo seus cabelos se bagunçarem mais que antes. Não me contive e dei uma risadinha quando ele sentou ao meu lado no chão para ver o desenho melhor.

— Ficou bom. Vamos deixar secar. — Ele ouviu minha risada e virou o rosto para me encarar, deixando nossos rostos a uma distância considerável. — Que foi? 

— Nada. — Continuei sorrindo vendo seu rosto recém acordado, com algumas marcas vermelhas da almofada e levemente inchado. — Deixa eu só… — Levantei minha mão hesitante até a cabeça dele, passando meus dedos por entre seus fios sedosos e macios, tentando fazê-los voltar ao lugar. Estava concentrada em seu cabelo, dando meu máximo para arrumá-lo. — Seu cabelo é tão macio que me dá invej- — Desci meus olhos para os seus que me encaravam atentamente. Jaehyun tinha olhos profundos e brilhantes, totalmente diferentes do que eu havia visto logo que nos conhecemos. Fiquei totalmente hipnotizada por seu olhar, nem percebi que minha mão permanecia em seu cabelo. Comecei a sentir meus batimentos acelerarem, mas não conseguia parar de encará-lo. Até que um som estranho se fez na minha barriga me fazendo corar instantaneamente e fazendo Jaehyun arquear uma sobrancelha.

— Está com fome? — Disse ainda me encarando.

— U-Um pouco… 

— Podemos sair para comer quando você tirar a mão do meu cabelo. — Assim que ele disse isso, olhei para minha mão que estava no topo de sua cabeça e a retirei rapidamente de lá com o rosto em chamas de pura vergonha. O que deu em mim?! — Vou buscar minha carteira e lavar o rosto, já volto. — Sem me dar a chance de responder, ele se levantou e saiu da sala, me deixando sozinha.

— Céus… — Coloquei a mão no peito sentindo meu coração agitado.

Até aquele dado momento, Taeyong era o único rapaz a acelerar meus batimentos cardíacos tanto assim. Meus próprios sentimentos haviam me pregado uma peça, tentando me fazer acreditar que Jaehyun pudesse estar surgindo ao lado de Taeyong no meu coração. Totalmente impossível. O máximo de espaço que ele pode ocupar no meu coração é ao lado de Sam-Hee, como um amigo querido e nada mais. Taeyong é o único que amo.

Balancei minha cabeça pra espantar a aqueles pensamentos estranhos que surgiam um após o outro. Eu nem deveria estar cogitando isso, muito menos tendo que justificar o porquê de meu coração se agitar. Eu nunca vou amar o Jaehyun dessa forma. Nunca.            


                Devo estar doente.


Notas Finais


e a cada capítulo eles se aproximam mais ehehe... Espero que tenham gostadoo 🥰


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