História Our Universe - Capítulo 25


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, LGBT, Mistério, Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capítulo Bônus ;)
-ktn

Capítulo 25 - B-612


Fanfic / Fanfiction Our Universe - Capítulo 25 - B-612

Era final de tarde, a figura alto, com cabelos tingidos descansava com seu corpo apoiado sobre o balcão da sua cozinha pouco espaçosa, seus dedos passeavam pelos fios em sua cabeça e seus olhos observavam as caixas empilhadas a sua frente.

‘’Kim Namjoon’’

Estava escrito em cada uma delas, junto de seu endereço. Suspirou aliviado, odiava mudanças, já havia se esquecido como eram cansativas e não esperava que tivesse que fazê-las novamente.

Alongou o corpo, esticando os músculos que estavam cansados de carregar tanto peso contido dentro daquelas caixas de papelão. Fitou o relógio, até que não havia demorado tanto. Metade das coisas já estavam em seu devido lugar e a outra metade já estava pelo menos nos cômodos certos. Se acomodar em um apartamento novo de uma cidade nova… tarefa difícil.

Caminhou até a geladeira indo pegar um copo de água, a mesma continua apenas poucos alimentos, aqueles que não estragaram no meio da viagem e os que ele teve tempo de comprar em uma loja de conveniência. Pelo menos ainda teria alguns potes de macarrão em seus armários, para ajudar em sua sobrevivência. Levou o copo consigo até a janela na sala, apoiou os cotovelos sobre ela enquanto olhava o pouco movimento da rua. Havia escolhido aquele lugar justamente por ser afastado do centro, estava cansado de toda a bagunça e ruídos que eram produzidos naquele lugar, mais do nunca, ele precisava de paz.

Esperava poder recomeçar ali…

Voltou seu olhar para sua pequena sala, vendo uma caixa menor repousada sobre a mesa de centro. Decidiu ir até lá, se sentando sobre o sofá e deixando o copo ao seu lado, então retirou a fita adesiva que a mantinha lacrada e a abriu. Ficou parado por alguns instantes, olhando os objetos ali dentro, desde que empacotou tudo se perguntava o porquê de ter levado aquilo, já que o objetivo era deixar o passado para trás, ele devia ter deixado aquilo também… mas talvez ele fosse sentimental demais para deixá-la assim tão fácil.

Viu o envelope com o desenho de uma rosa feita a mão nele, segurou o papel com cuidado, sem fazer questão de abri-lo e suspirou. Quanto tempo fazia? perderá a conta quando tentou esquecer. Olhou o livro no fundo e o pegou também, a capa exibindo o menino de cabelos loiros em seu asteróide, enquanto observava as estrelas. Lhe trazia nostalgia. E por fim, a foto, que estava escondida embaixo daquele livro, ali naquela imagem ela ainda estava com os cabelo escuros e o mesmo sorriso, parada no tempo.

Guardou o envelope entre as páginas do livro, o deixando em cima daquela mesa e se levantou, passando para seu quarto. Foi até o pequeno criado mudo que ficava ao lado da sua cama e abriu a gaveta, depositando a foto ali.

Se sentou sobre a cama, pronto para se deitar e descansar, pelo menos um pouco, já que ainda não havia nem tomado banho desde que chegou no seu novo lar. A verdade é que sua manhã havia sido muito agitada, havia saído para acertar as coisas no novo emprego - onde acabou conhecendo uma garota que acabou por ser até gentil com ele e descobriu que iriam trabalhar juntos - depois comeu no primeiro restaurante que encontrou no caminho e voltou para arrumar suas coisas. Então, em resumo, estava exausto.

Porém, quando estava prestes a tirar o seu merecido descanso, a campainha, com o seu som irritante, fez questão de avisá-lo que tinha alguém à sua espera. Ele se levantou, respirando fundo para não sair resmungando e chegou a porta. E assim que a abriu, deu de cara com a figura sorridente que trazia consigo uma garrafa de soju.    

- Bem vindo a cidade! - estendeu a garrafa para o loiro, que a pegou enquanto dava uma risada baixa.

- Oi Hope. -

- Oi Nam, espero que esteja animado para passar a sua primeira noite aqui. - Deu um sorriso travesso, ele tinha planos, claro que tinha.

- Aproveitar no estilo J-hope? -

- Exatamente! -

Ele coçou a nuca e soltou o ar vagarosamente, seu descanso ficaria para depois.

- Espera um minuto. -

O outro assentiu, esperando na porta enquanto o mais velho voltava para dentro, indo guardar a bebida e indo vestir algo mais condizente com o lugar para qual estavam indo. Assim que terminou, saiu com o amigo, trancando a porta de seu apartamente 612, do bloco B.

                           <☆>

Eles foram de metrô, mas antes que pudessem chegar no destino, Hoseok o puxou para descer em outra estação.

- Onde estamos indo? -

- Chamar um amigo. -

- Pensei que o Yoongi já estivesse nos esperando lá. -

- Não é dele que eu to falando. - revirou os olhos enquanto subia os degraus de volta a superfície.

Eles andaram um pouco, até chegarem na entrada de um grande prédio luxuoso, que chegou a impressionar Namjoon, ele se perguntava quem era o tal amigo.

Depois de falar com o porteiro, que parecia já conhecer o garoto extrovertido, os dois subiram pelo elevador e logo chegaram ao corredor repleto de portas. Jung foi direto para uma delas e Kim ficou apenas observando enquanto ele, escandalosamente, chamava alguém que estava lá dentro. Pode-se ouvir alguns resmungos vindos de lá até que a porta se abriu.

Foi aí que eles se viram pela primeira vez, ou quase isso.

Ele viu uma pessoa aparecer na porta, usando um moletom, o cabelo desalinhado quase caindo sobre os olhos e a pele pálida. Seu cérebro deu um estalo e seus músculos se tensionaram no mesmo momento enquanto ele encarava aquele rosto, que lhe trouxe um gosto amargo na boca, gosto que ele já conhecia bem. Como isso pode acontecer? porque tinha que acontecer logo agora?

Felizmente, seu inconsciente foi mais inteligente e fez com que um sorriso, fingido, surgisse em seu rosto, para que assim pudesse disfarçar o que realmente passava em sua cabeça.

Ele mal havia escutado o que havia sido dito por Hoseok, a única parte que se lembra de ter escutado era a frase que mencionava aquele nome.

- Alô, terra para Kim Seokjin? - o amigo brincava com os dedos a frente do rosto do moreno.

Até então ele não tinha percebido que os olhares daquele Kim caiam sobre si. Um arrepio estranho subiu por sua coluna, o deixando mais desconfortável do que já estava. Ele sabia? Não… Não havia como ele saber.

Ele podia simplesmente sair dali, inventar uma desculpa e se afastar, era isso que devia ter feito. Mas, seus pés pareciam cravados no chão e tudo que ele conseguia fazer era se manter frente a frente com aquela pessoa. A última que queria ter encontrado naquele lugar.

Parece que quanto mais você tenta fugir do passado, mais ele insiste em bater em sua porta.

Mas, ele percebeu que havia algo errado com aquela figura de cabelo escuro, sua postura, aparência e voz… tudo parecia alterado desde a última vez em que o ouviu, agora parecia frágil, quebrado…

Claro que parecia, ele sabia bem o porque. E se sentia péssimo por saber.

Mas então a porta se fechou.

Jung suspirou resignado e deu alguns passos para trás antes de trilhar o caminho de volta para o elevador. Namjoon passou mais algum tempo encarando a porta de madeira a sua frente. Porque?

Porque sentia que deveria arrumar isso?



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