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História Ouroboros - 2jin - Capítulo 1


Escrita por: DubuKimbap

Notas do Autor


Oi, orbits! Novo projeto :D
A ideia desta fic 2jin surgiu na minha mente um ano atrás, sim UM ANO ATRÁS. Finalmente a liberto da pasta do meu computador haha
Estou um pouco nervosa, já faz um tempo que não posto fics totalmente de autoria minha (tenho apenas feito adaptações nos últimos meses).
Espero do fundo do meu coração que gostem e riam muito porque eu tentei fazer cenas engraçadas ao longo dos capítulos (pelo menos pra mim são engraçadas :p).

Enfim, idade das meninas:
19 anos: Vivi, Yves, Jinsoul
18 anos: Haseul, Kim Lip
17 anos: Chuu
16 anos: Hyunjin, Heejin, Gowon, Choerry
15 anos: Olivia Hye
13 anos: Yeojin

Desta vez também teremos o Dreamcatcher, Itzy e Stray Kids na história (para quem não conhece estes grupos: recomendo imenso checá-los!)

Boa leitura <3

Capítulo 1 - Quem é ela


Fanfic / Fanfiction Ouroboros - 2jin - Capítulo 1 - Quem é ela

 

Domingo, 31 de julho

18:22

Hyunjin acabava de arrumar sua mala quando seu pai a chamou.

- Está quase! – a garota apressou-se a guardar sua escova de dentes e uns pães empacotados que havia comprado mais cedo em uma loja de conveniência, depois fechou-a fazendo peso com seu corpo para poder correr o fecho – Tchau, Jini. – despediu-se da gata, que se encontrava deitada em sua cama como se fosse a rainha da porra toda, com umas festinhas e um rápido beijo na cabeça do animal e levou a bagagem até ao cimo das escadas com o auxílio de suas rodinhas.

- Precisa de ajuda com a mala? – ouviu o progenitor perguntar do andar de baixo.

- Não precisa vir até aqui, pai.

- Dá cá que eu ajudo. – um de seus irmãos mais velhos pegou-a e começou a descer deixando Hyunjin sozinha no primeiro andar se perguntando de onde raios ele tinha aparecido.

- Nem está assim tão pesada. – revirou os olhos e seguiu-o – Eu conseguia levá-la. – ela não gostava de ser tratada como fraca só por ser a única mulher da casa, mas claro que sempre seria a princesinha de seu pai e irmãos não importa o que fizesse.

- Custa muito aceitar nossa ajuda e apenas agradecer?

- Não.. – pegou a mala de volta quando estavam no rés de chão – Obrigada.

- De nada, maninha. – sorriu enquanto descabelava os cabelos negros da mais nova previamente penteados – Tem uma boa viagem.

- Hm. Adeus. – ainda emburrada, saiu de casa arrastando a mala consigo.

- Pronta, filha?

- Sempre.

- Essa é a minha pequena. – o homem colocou o braço sobre os ombros da jovem e passou a mão em seus cabelos a descabelando ainda mais.

- Qual é a de me descabelarem toda santa vez? – questionou empurrando o mesmo, sem muita força claro.

- Acho que é um hábito que seus irmãos herdaram de mim, admito que sou o culpado. – fez uma careta e finalmente guardou a mala dela no porta-malas do carro – Vamos fazer-nos à estrada, estamos saindo mais tarde do que planejado. – Hyunjin assentiu e foi sentar-se no banco do passageiro.

Assim que já não podia mais ver seu irmão acenando, colocou os fones nos ouvidos e encostou-se ao banco ficando mais confortável, a viagem duraria algumas horas.

De repente Hyunjin recebe uma notificação, era seu outro irmão.

 

Mensagens on

Idiota n1: Oi

Idiota n1: Desculpa, Hyun. Não pude ir me despedir por conta do trabalho :(

Idiota n1: Prometo compensar quando vc voltar, pode pedir qualquer coisa

Idiota n1: Enfim, espero que se divirta no acampamento

Hyunjin: Tá, ainda vou pensar no que quero kkk

Hyunjin: E pode deixar, vou me divertir

Idiota n1: Certo, pensa com carinho e juízo pq eu não ganho assim tanto :p

Idiota n1: Se cuida, Hyun

Hyunjin: Vc também <3

Mensagens off

 

- Quem era? – seu progenitor a encarou pelo canto do olho, curioso.

- O mano. Ele pediu desculpa por não ter vindo se despedir de mim, parece que o trabalho está puxado nos últimos dias.

- É isso o que acontece na vida adulta. – suspirou cansado ao parar em um semáforo vermelho e então se virou para ela – A família é importante, claro, mas trabalho é trabalho. Aproveite bem a sua adolescência, Hyunjin, logo logo você já é adulta e com isso vêm muitas responsabilidades.

- Não se preocupe, eu sei bem disso.

Após a curta conversa com seu pai, a coreana voltou a colocar os fones nos ouvidos e fechou os olhos acabando por adormecer uns minutos depois.

 

 

21:51

Hyunjin’s pov on

- Acorda, filha, já chegámos.

- …Que horas são? – esfrego os olhos enquanto um bocejo escapa de meus lábios.

- São quase dez.

- Hm.. – espreguiço-me e tiro o cinto de segurança abrindo em seguida a porta do carro.

Cheguei bem tarde ao local do acampamento, ainda assim Lee Siyeon, a atual dona do acampamento, e sua mulher, Lee Bora, nos receberam com os mesmos sorrisos alegres que me recordo de ver nos últimos quatro anos.

- Há quanto tempo, Hyunjin! Sr. Kim! – a sra. Lee vem nos cumprimentar com um aperto de mão.

- Bem-vinda uma vez mais, querida. Como está crescida! – Bora, por outro lado, me abraça. Ela e sua escandalosa risada, não vou mentir, senti falta dela.

- Olá, é bom estar de volta.

- Boa noite, obrigada por receberem minha filha mais um ano.

- Ora não tem de quê, sr. Kim, ficamos muito felizes em tê-la mais um ano aqui! Onde estão as malas da Hyunjin? Vou pedir para alguém as levar até à cabana dela.

- Ah sim, estão no carro. – enquanto meu pai e Siyeon vão até ao carro, eu fico com Bora.

- Sente-se bem, querida?

- Estou ótima, obrigada por perguntar.

- Se bem me lembro, você costumava ficar enjoada por causa das curvas que a estrada dá nos últimos quilómetros até aqui. Até preparei um comprimido para o enjoo junto com um jantar delicioso, de comer e chorar por mais. – garante e eu não duvido nem um pouco – Ainda não jantou, não é?

- Agradeço pela preocupação. Eu tomei um antes de sair de casa e vinha a dormir pelo caminho por isso estou bem, mas aceito o jantar. Estou esfomeada!

- Vou aquecê-lo então, já deve ter esfriado. Despeça-se do seu pai e vá ter ao refeitório. Ainda se lembra onde é, certo?

- Como não me iria lembrar? O refeitório é o melhor lugar. – ela sorri e afasta-se.

- Hyunjin. – Siyeon chama meu nome – Já pedi para levarem a mala até a cabana de sempre. Se precisar de alguma coisa já sabe que pode falar comigo, a minha esposa ou os instrutores.

- Obrigada.

- Agora se me dão licença, tenho de ir tratar de uma papelada. Foi um prazer revê-lo.

- O prazer é meu. – meu pai aperta novamente a mão da dona do acampamento.

- Nos vemos pelo campo, Hyunjin.

- Sim, senhora. – a mulher ri e acena saindo em direção ao seu escritório.

- Acho que está na hora. – meu cota diz cabisbaixo – Odeio me despedir da minha bebé, porém já anoiteceu e eu não gosto de conduzir de madrugada.

- Não fique assim, também vou sentir saudades. – abraço-o – Cuidado no caminho de volta, não vá muito depressa e ligue quando chegar a casa pra eu ficar descansada.

- Esqueceu que celulares são proibidos no acampamento, menina Hyunjin? Não deve demorar até Siyeon ou Bora pedirem o seu. – é, nada de celulares ou outros aparelhos eletrónicos como tvs, consolas, computadores, etc. Faz sentido, né, afinal isto é um acampamento onde é suposto os adolescentes se distanciarem um pouco de suas vidas na cidade e aproveitarem a natureza pelo tempo que quiserem. Habitualmente fico três semanas, máximo um mês.

- Tenho a certeza que se pedir pra ficar com ele até amanhã de manhã para receber sua chamada elas deixarão então não esquece de me ligar, tá?

- Ok, não me vou esquecer. – um barulho, mais precisamente minha barriga roncando, provavelmente implorando por comida, decide interromper nosso momento de pai e filha – Vai lá comer. – gargalha negando com a cabeça – Te amo, filha. – e beija minha testa.

- Eu também, pai.

- Também o quê?

- Também me amo.

- Ai é assim? Até daqui a três semanas então. – exagerada e dramaticamente meu pai abre a porta do carro e entra.

- Estava brincando! Também amo você!

- Mas eu amo mais. – ele fala após baixar a janela e estica o braço, agarro sua mão – Qual a condição para poder vir aqui?

- Comer e descansar direitinho, respeitar as senhoras Lee, os instrutores e as outras crianças, não esquecer que minha família me ama e está torcendo por mim em casa.

- Isso mesmo! – desta vez beija as costas da minha mão – Minha menina vai regressar a casa novamente carregada de medalhas este ano?

- Vou tentar. – no acampamento há várias atividades, contudo a mais famosa e esperada é a competição de três dias. Uma competição em que os participantes realizam provas físicas e mentais, pode ser individual ou em equipe, normalmente competem umas cabanas contra as outras e os vencedores ganham, além de prêmios em comida ou material escolar, medalhas. Meu pai adorava ouvir as histórias de como as ganhei e dizia que estava muito orgulhoso de mim. Como eu gostava de o deixar orgulhoso, sempre dava o meu melhor em cada uma das provas.

- Sabe que eu adoro me gabar para meus colegas no trabalho de seus feitos, no entanto não pense tanto em ganhar e se divirta, isso é o mais importante.

- Tenho o melhor pai do mundo! – abraço-o uma vez mais mesmo que pela janela do automóvel.

- E eu a melhor filha do universo!

- Está reconhecendo que sou sua filha favorita? – recuo ligeiramente para ver seu rosto.

- Um pai não pode escolher entre seus filhos, amo todos de igual forma, contudo assumo que sou um pai babado por minha princesa. – fico satisfeita com a resposta – Agora melhor irmos parando por aqui ou ficaremos até amanhã nisto. – rio concordando – Bora não disse que ia aquecer seu jantar? Por este andar está frio outra vez.

- Aish, é verdade! – levo as mãos à cabeça – Minha comida está esperando por mim.

- Não deixe ela esperando mais.

- Pare no caminho se tiver fome e coma a sanduiche de atum que preparei. – aponto para a lancheira que estava antes aos meus pés, tinha preparado aquilo às escondidas – Se cuida ein!

- Certo. Te amo muitão, tchau!

- Bye bye! – fico acenando até não enxergar mais o carro, que passado um tempo desaparece na estrada como se tivesse sido engolido pelas árvores em sua volta, e depois sigo para o refeitório. Lá pude me deliciar com a comida feita pelos cozinheiros e que Bora guardou pra mim.

- Estava boa? – a última citada aparece de novo.

- Super! Tive saudades da comida de cá. – tudo é orgânico, os legumes provêm da pequena horta do acampamento, os leites e queijos das vacas e cabras que são cuidadas a quilômetros daqui, as carnes de rebanhos da região, as frutas também são de agricultores que trabalham todos os dias debaixo do sol abrasador, os peixes são pescados no enorme lago que fica ao lado do acampamento e o meu querido pão é entregue todas as manhãs fresquinho por um padeiro da aldeia mais próxima. Por mais que eu coma coisas deliciosas todos os dias, nada bate as refeições deste acampamento.

- Que bom. Agora que está devidamente alimentada pode ir descansar ou ir ter com os outros lá fora, suas amigas devem estar à volta da fogueira também.

- Vou fazer isso, obrigada pela comida e..posso ficar com o meu celular até amanhã? Estou esperando uma chamada do meu pai pra saber se chegou a casa em segurança.

- Tudo bem, é o nosso segredo. – pisca cúmplice e leva a loiça que eu usei para dentro da cozinha para a lavar ela mesma já que os trabalhadores foram dispensados à pelo menos uma hora, uma vez que o horário de jantar é das 19:30 às 21:00.

Dirijo-me então ao grande relvado do campus iluminado por algumas luzinhas penduradas nas árvores e pelos postes perto da entrada das cabanas. Já conseguia ver o montinho de gente dispostos numa roda ao longe e, por conseguinte, ouvir a canção que cantarolavam em conjunto. As noites no acampamento costumam ser assim, ficamos todos juntos a cantar em volta da fogueira até dar a hora de recolher, mais conhecida por onze da noite.

- HYUNJINNNNNN! – tento fugir, mas não dá tempo. Ela já havia saltado pra cima de mim e me abraçava tão forte que meus ossos chegaram a estalar – Tive tantas saudades!

- Saia de cima de mim, Chuu unnie. – peço. Kim Jiwoo ou Chuu, a garota mais fofa que conheço, o próprio aegyo em pessoa.

- Hyunjin! – oh não..chegou a manada.

- Por que não avisou que vinha hoje? – Jo Haseul, por vezes tratamos ela por “mãe galinha” porque apesar de não ser a mais velha age como se fosse cuidando de todas nós e tem medo de muitas coisas. Um facto engraçado é que suas duas orelhas têm uma forma diferente uma da outra.

- É, não fazíamos a mínima ideia que você estava aqui até encontrarmos uma mala amarela com uma etiqueta dizendo “BreadJin” e autocolantes de gatos colados na cabana. – Jeong Jinsol ou Jinsoul, nunca vem para o acampamento sem seu peixe de estimação, sério, uma cama da cabana é ocupada pelo aquário gigante daquela coisa minúscula.

- Surpresa?

- Conseguiu trazer comida? – Jo Yeojin, irmã mais nova de Haseul unnie e a criança do grupo, sussurra em meu ouvido enquanto Chuu unnie beijava minha face ainda agarrada a mim como se fosse um koala pendurado em sua árvore favorita. Yeojin não gosta de comer feijões, deve ser porque são da mesma espécie (é tão baixinha que a chamamos “feijãozinho”).

- Trouxe pão. – respondo simples.

- Uuu pão, eu quero.

- Pela última vez, unnie, sai de cima d-

- Desculpa o comportamento dela. – Ha Sooyoung ou Yves vem tirar a namorada de cima de mim, ajeito minhas roupas após agradecer pela ajuda. Yves unnie vive em Busan e frequenta uma academia de dança, ela é muito boa.

- Você está mais alta. – Park Chaewon ou Gowon. Pra ser sincera não somos muito próximas, ela gosta de música, em especial Oh My Girl, e jogar em sua Nintendo Switch, eu prefiro desporto e pão, nada haver uma com a outra.

- E você não está mais com o cabelo pintado naquele azul chamativo.

- É.

- Você está linda, Hyunjin.

- Obrigad- espera, quem é você?

- A Vivi unnie. Eu também fiquei chocada quando a vi. – se Chuu unnie é o aegyo em pessoa, Choi Yerim ou Choerry é o sol. Sempre sorrindo, sempre de bom humor, sempre positiva. Me pergunto como é possível alguém estar feliz 365 dias por ano, mas esse alguém existe e é Yerim.

- Uau, de cabelo preto você fica tão diferente.. Ficou top, Vivi unnie! Parece até mais velha.

- Não sei bem se isso é um elogio. – Wong Kahei ou Vivi, a mais velha e única estrangeira do nosso círculo de amizade. É de Hong Kong, é bastante flexível, arrepio-me toda vez que passa a cabeça entre os braços, e quem sempre a ajudou mais com o coreano foi Haseul unnie, por essa razão que elas são “grandes amigas” (se comem às escondidas achando que ninguém sabe).

- Oi. – Son Hyeju mesmo, ela não gosta muito que a tratemos por “Olivia Hye”, gosta de lobos, é meio sinistra, frequenta a mesma escola que Yerim. Como o mundo é pequeno, não é?

- Ainda bem. – suspiro aliviada, todo mundo continua igual à primeira vez que as conheci e à última em que as vi. Tive saudades das minhas nove garotas. Nove? – Onde está a Lip unnie? – Kim Jungeun ou Kim Lip, melhor amiga da Chuu unnie, fala muito e enrola-se com todo mundo. Fica com garotos e garotas, até eu já fiquei com ela, mas acho que ela gosta mais de curtir com Jinsoul unnie só não quer admitir.

- Dormindo, já passa das 22. – é, ninguém mudou.

- Gostei do cabelo azul, Jinsoul unnie. – comento.

- Obrigada, também acho que estou demais. – diz convencida fazendo Hyeju e muitas outras revirar os olhos.

- A Lip unnie, ela..

- Sim, continua loira. – parece até que leu meus pensamentos.

- Nem quero imaginar a dor que o seu couro cabeludo está passando… Façamos um minuto de silêncio por ele. – fecho os olhos arrancando boas e altas risadas das outras, quer dizer, exceto da Gowon e Jinsoul unnie que não acharam assim tanta piada pelos seus couros cabeludos já terem estado em situações críticas.

- Está cansada da viagem ou vai juntar-se a nós? – Haseul unnie muda de assunto.

- Dormi durante a viagem então não tenho muito sono, bora cantar um pouco.

Ao chegarmos mais perto da roda de gente noto que alguém estava tocando violão no centro, tento me infiltrar pra poder ver quem era. Me deparo com uma garota que nunca tinha visto antes.

Seus olhos castanhos e cabelos dourados brilhavam por conta das chamas, ela sorria enquanto cantava com os demais, lindo sorriso aquele, seus dedos delicados facilmente encontravam as cordas certas, parecia saber exatamente onde precisava tocar para o seu violão emitir os mais belos sons.

Hyunjin’s pov off

 

- Quem..é ela?

- Jeon Heejin, é a primeira vez dela no acampamento. Chegou ontem e, apesar de ser um pouco tímida, já fez muitos amigos em seu primeiro dia. – Sooyoung a informou.

- Olha a baba a escorrer. – Yeojin apontou para o canto da boca de Hyunjin e recebeu um peteleco na testa em troca – Ai!

- Calada, feijãozinho. Ela toca bem, só isso.

- Admita logo que foi amor à primeira vista, eu vi bem a sua cara.

- Haseul unnie, não passa já do horário desta criança ir dormir? Ela está imaginando coisas onde não há.

- Eu já desisti de lhe dizer algo, ela não me respeita como irmã mais velha.

- A Yeojin faz o que quer. – Jinsol tinha pena da irmã dela – Só não lhe chamamos boss baby porque essa já é a alcunha da Hyeju. Por falar em Hyeju, onde ela está?

- Aqui. Estive aqui o tempo todo, como podem não notar?

- Talvez se você falasse isto não aconteceria.

- É cansativo falar.

- Então faça o favor de não reclamar!

Felizmente, para Hyunjin, esqueceram a conversa sobre a tal Heejin que por sinal não estava mais tocando violão perto da fogueira. A coreana ainda a procurou com o olhar, mas vários adolescentes caminhavam em direção às respetivas cabanas o que tornou mais complicado a busca.

- Também devíamos ir andando. – Sooyoung disse após ver as horas em seu relógio de pulso, estava na hora de recolher.

- Podemos ficar jogando às cartas na cabana. – sugeriu Jiwoo abraçando a mais velha por trás.

- Mas a Lip já está dormindo, não podemos ter as luzes ligadas.

- Há velas lá. – Chaewon lembrou – Podemos acendê-las.

- Não se esqueçam de incendiar a cabana.

- Olha quem fala, Haseul unnie. – esta coçou a nuca meio envergonhada.

- Por que simplesmente não ligamos um candeeiro? – Hyeju se pronunciou já não aguentando a burrice de suas unnies.

- Se não fosse a Hyeju o que seria de nós. – todas concordaram mentalmente com a Ha.

- É uma pena que não podemos ficar todas juntas numa cabana. – Kahei fez um biquinho.

- Imagina onze pessoas num espaço daqueles, claro que estamos separadas!

- Chega de conversa e toca a ir para as cabanas, meninas. – Bora havia ido ver se os adolescentes estavam cumprindo o horário de recolha.

- Estamos indo! – Sooyoung respondeu e logo se despediu das amigas – Boa noite.  

- Até amanhã, malta. – Jinsol coçava o braço, algum inseto a tinha picado.

- A última a chegar é um ovo podre! – assim que Yeojin gritou isso, ela e Yerim desataram a correr.

- Que crianças…

- Bons sonhos pra todo mundo! – Jiwoo fez o seu famoso Chuu heart, uma espécie de círculo com as mãos que quando ela morde se torna um coração, um ato que as amigas sempre acharam fofo.

- Pra você também, unnie. – Hyunjin sorriu e dito isto, ela, Haseul, Jinsol e Kahei seguiram para a cabana B-F (B feminina) onde Yerim e Yeojin já se encontravam acenando para elas e o resto para a cabana D-F onde Jungeun estava no seu quinto sono.

Já dentro da cabana, uma a uma, foram ao banheiro escovar os dentes e depois vestiram seus pijamas.

- Podemos fazer alguma coisa? – pediu Yeojin – Não tenho sono.

- Vê se comes menos açúcar, garota, estamos todas cansadas. – Jinsol recusou se enfiando debaixo do seu lençol azul.

- É, acho que vou dormir. – Hyunjin deu um bocejo falso para a mais nova não insistir.

- Que sorte que eu tive pra ficar numa cabana com velhas.. Pelo menos a Yerim não me vai abandonar, certo?

- Desculpa, Yeo, acordei cedo hoje então também estou cansada.

- Para de incomodar as outras e lê um livro se não tens sono.

- Mas livros são uma seca.

- Exatamente, assim vais adormecer rapidinho. – Haseul jogou um livro para a cama da irmã e também se deitou.

- Haseul unnie é um génio. – Hyunjin queria um dia ser tão inteligente quanto ela.

- Vou desligar as luzes, ok? – anunciou Kahei andando até o interruptor. Quando Yeojin ligou o candeeiro perto de si, a mais velha as desligou.

Todas, exceto Yeojin, preparam-se para dormir.

- Boa noite. – disseram em uníssono e de seguida deixaram suas pálpebras pesadas caírem permitindo-se ir para o mundo dos sonhos.

 

 

 

 

 


Notas Finais


O que acharam? 👀​
Pensem neste acampamento como o da série Acampamento Kikiwaka, apesar de algumas diferenças, a ideia base está lá.

Amanhã posto dois capítulos. Até lá 👋​


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