História Ouroboros (Hiatus) - Capítulo 8


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Fantasia, Got7, Jinmark, Jinyoung, Mark, Markjin
Visualizações 192
Palavras 5.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


TEM NOTICIAS IMPORTANTES NAS NOTAS FINAIS, SUPER IMPORTANTES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Capítulo 8 - 0006


Fanfic / Fanfiction Ouroboros (Hiatus) - Capítulo 8 - 0006

Jinyoung assistia a comoção pela lateral, não querendo chamar atenção ou ter que responder perguntas que ele não sabia a resposta.

“Vocês vão ficar hospedados no palácio até nós sabermos o que fazer.” Um dos amigos de Mark, Jaebum, afirmou autoritário e Jinyoung decidiu não retrucar, segurando o pulso de Arin, evitando que ela também pudesse começar a retrucar.

“Ele vai ficar bem.” Arin sussurrou próximo de Jinyoung assim que Jaebum se afastou.

Os dois assistiam os guardas de Mark o carregar para fora da sacada, enquanto um dos seus amigos andava até o meio da arena para auxiliar os outros guardas a retirarem Amy.

 

//

 

“Você é o outro.” Um senhor com o rosto familiar afirmou sorrindo, lembrando Jinyoung de algum outro sorriso, que logo foi confirmado de quem pertencia quando um dos amigos de Mark apareceu logo atrás do homem, lhe oferecendo o mesmo sorriso.

“Eu sou o Mestre do palácio, pode me chamar de Mestre Choi.” O homem lhe estendeu a mão, e Jinyoung se sentiu relutante por um milésimo de segundo até aceitar o cumprimento do homem.

O tal mestre Choi lhe olhava curioso, como se houvesse algo em Jinyoung que ele não entendia, não conseguia identificar. Ele olhava Jinyoung como se o rapaz fosse  um livro, e ele  o estudasse, porém não conseguia encontrar respostas nas páginas em branco.

“Eu trouxe o livro que o senhor pediu.” O amigo de Mark com a cópia do sorriso do homem chamou atenção para si, entregando um livro com a capa aveludado azul escuro, com as páginas amarelo ouro e várias fitas saindo de suas bordas indicando as várias marcações de páginas.

Jinyoung esperava na frente do quarto onde ele acreditava ser de Mark, considerando a quantidade de guardas que guardavam o corredor, e pela luxúria que existiam na ornamentação da porta.

Arin havia decidido que a melhor forma de lidar com a situação, era deixar Jinyoung sozinho, enquanto ela andava pelo palácio em busca de informações sobre como ajudá-lo a lidar com o que estava por vir. Enquanto ela havia chamado sua viagem pelo palácio de pesquisa de campo, Jinyoung havia chamado de em busca de fofocas.

“O outro?” Jinyoung finalmente perguntou, assistindo o homem folhear algumas páginas do livro.

“A outra parte dele.” O homem respondeu honestamente e com calma, não tirando sua atenção da leitura rápida que fazia no meio do corredor, como se dando uma informação que pensava já ser de conhecimento de Jinyoung.

“Pai…” O rapaz chamou o homem ao assistir o olhar surpreso de Jinyoung.

“Ele não sabia...disso.”

O olhar do homem desviou do livro, olhando surpreso para a expressão que Jinyoung tinha no rosto.

“Oh!” Ele voltou atenção para o livro, percorrendo o dedo sobre a página para ajudar a separar as linhas.

“Agora ele sabe.”

“Achei!” A voz do homem soou mais alta, ecoando por todo o corredor, e antes que os dois outros rapazes perguntassem o que ele havia achado, o homem já estava andando de volta na direção do quarto de Mark, onde os guardas abriram a porta e lhe deixaram entrar.

 

//

 

“O que você sabe?” Youngjae perguntou. Ele teve que se apresentar novamente para Jinyoung, pois o rapaz já não se lembrava do seu nome.

“Não muito.” Jinyoung respondeu, e o olhar de julgamento de Youngjae pela resposta curta e nada específica, fez com que ele sentisse a necessidade de complementar o pouco que sabia.

“Até o momento, tudo parece pesados soltos e eu não tenho respostas pra nada. Claro que eu já ouvi falar sobre a lenda, mas eu não sei qual a verdadeira versão. Porque eu estou envolvido nela. O porquê eu e e-ele temos sentimos essa conexão. Eu não sei nem se ele sente a conexão que eu sinto. Tudo está muito confuso, eu tenho me perguntado se eu não deveria estar aqui desde o momento que eu cheguei.” Talvez aquela fosse a tormenta de palavras mais longa que Jinyoung tivesse jogado pra fora desde que havia chegado em Thebes. Com exceção de Arin, Jinyoung havia apenas interagido com a moça da estalagem em que os dois estavam hospedados, e ainda assim eram respostas curtas para as perguntas que a outra fazia.

“Ele sente.” Youngjae respondeu, dando foco em uma das perguntas ocultas que Jinyoung fez no meio do seu desabafo.

“Ele sente a conexão com você.” Youngjae justificou, assistindo a expressão de Jinyoung ir de confuso para ansioso.

Jinyoung sentiu a palma das suas mãos gelar, liberando suor de nervosismo.

“A lenda é verdadeira Jinyoung. Você provavelmente se sente fraco agora, porque ele está fraco. Mas não no mesmo nível, porque a conexão dele com a Amy é mais...como eu posso dizer isso?” Youngjae procurou pela melhor escolha de palavras, até encontrar uma boa forma de explicar.

“A conexão dos dragões com seus donos é mental, por isso nós conseguimos influenciá-los enquanto eles estão em batalha. Isso você sabe, certo? Você sente isso com o Amon.”

Jinyoung concordou com a cabeça.

“Com você e o Mark acontece a mesma coisa, assim como acontece com ele e a Amy, e você com o Amon. Quando você desmaiou aquele dia no Grande Mercado, ele se sentia fraco, mas não ao ponto de desmaiar porque era você a fonte da fraqueza. Se fosse a Amy, ele teria sentido a fraqueza mais diretamente, e então você também sentiria, mas não com tanta intensidade. Conseguiu entender o que eu estou tentando explicar?” Youngjae parecia frustrado por não encontrar uma forma melhor de explicar a situação.

“Nós quatro compartilhamos a mesma conexão, com intensidades diferentes se for entre nós e os dragões.” Jinyoung repetiu, usando menos palavras e explicando exatamente o que Youngjae havia tentado.

“E qual parte eu entro nessa história da lenda?” Essa era a parte que Jinyoung queria mais entender, mas seu subconsciente lhe dizia que não seria algo bom.

“Sobre isso…” Youngjae lutava sua própria batalha interna, seus pés chutavam o concreto da fonte em que ele e Jinyoung haviam sentado para conversar, tentando de alguma forma distrair seu corpo e sua mente.

“A lenda diz que...que...juntos vocês são os mais fortes, mas também os mais fracos. A conexão pode fazer com que vocês passem força um para o outro, e para seus dragões, mas também diz que, um faz os outros se tornarem fracos...Se um...Se um vier a deixar de existir, ou chegar ao ponto de maior fraqueza, todos os outros também sofrem com isso.  Vocês são as forças dos seus dragões e seus dragões são suas forças, e vocês dois...bem, se a conexão entre vocês dois quebrar de alguma forma, Amy e Amon perde a fonte de força deles, porque eles não tem mais de onde tirá-las.”

Jinyoung tinha muito para absorver, o fato dele e Mark estarem ligados, e que se algo de ruim acontecesse com o rapaz ou com Amy significava perder Amon, aquilo doía.

Até o exato momento, tudo que Jinyoung havia sentido era empatia pela situação em que o príncipe estava. Mas agora a situação era diferente, agora que ele sabia que um deslize e ele poderia perder Amon, aquilo era demais.

Youngjae havia decidido não mencionar a parte da lenda que dizia que a única forma de manter o equilíbrio das forças, era se os donos dos dragões de olhos azuis, compartilhassem a mesma alma. Jinyoung não precisava se preocupar com isso...por agora.


 

//

 

“Ele está pedindo por você.” Jackson avisou, e a ideia de que Mark estava chamando por Jinyoung, fez a espinha do outro gelar.

“Porque?” Uma parte de Jinyoung sentia necessidade de ver em que situação Mark se encontrava, enquanto a outra parte sentia medo e insegurança.

Jackson deu com os braços, fazendo um movimento que indicava que ele não fazia ideia do motivo pelo qual Mark pedia pela presença do outro.

Um mês já havia se passado, desde o acontecido, e conforme os dias iam passando, a situação de Amy ia piorando e consequentemente, Mark, Jinyoung e Amon.

“Mark?” Jinyoung chamou baixo, abrindo a porta com cuidado, avistando o corpo escondido entre as montanhas de cobertores na cama.

Desde que Jinyoung havia sido “ordenado” a ficar hospedado no palácio, o mais próximo que ele havia chegado perto de Mark, foram nos primeiros dias em que ele passava o tempo todo sentado no chão na frente do quarto do outro, assistindo os guardas, os amigos de Mark, os mestres e o Rei ea Rainha entrarem e saírem do aposento.

Mark estava mais pálido do que a última vez que Jinyoung o viu, óbvio. Agora, ali, vendo Mark fraco na cama, ele se dava conta do seu próprio estado.

Assim que Amy caiu envenenada, Jinyoung sentiu seu corpo reagir, mas não na mesma intensidade que Mark. Nas últimas semanas ele tem estado mais sonolento, e na última semana seu nariz sangrou três vezes, mas ele escondeu a situação de todos, não querendo causar uma cena, sabendo que ele só estava ali como parte ‘da outra metade’.

“Eles estão te tratando bem?”

Jinyoung ficou surpreso com a força que as palavras do outro rapaz ainda tinham, e agora que ele o olhava de perto, a impressão que dava era que só  o corpo de Mark estava fraco, sua mente e fala ainda conseguiam funcionar perfeitamente.

“Sim?” Jinyoung respondeu, um pouco surpreso com a pergunta. Mark era quem estava doente e ainda assim, sua preocupação era sobre o bem estar de Jinyoung?

“Você não parece tão certo disso. Se eles não estiverem--”

“Não. Não! Eles estão me tratando muito bem, melhor do que eu poderia pedir.” A interrupção afobada de Jinyoung, trouxe um sorriso no rosto de Mark. Simples, calmo e delicado.

Por alguns segundos, os dois se encararam. A conexão que os dois sentiam todas as vezes que seus olhos se encontravam estava de volta, e antes que Jinyoung pudesse vir a se arrepender no futuro, ele se deixou perder nos olhos do outro.

“Injusto não?” Mark não deixou de olhar Jinyoung por um segundo, e por mais que ele soubesse o que aquilo significava, ainda assim ele se mantinha focado, tentando ler todas as páginas da vida de Jinyoung em que ele não fazia parte.

“O que?” Jinyoung sentou na ponta da cama, tentando estar perto e ao mesmo tempo longe de Mark.

“Que depois de tanto tempo ouvindo sobre a outra metade, a outra metade de Amy” Mark tentou corrigir. “Depois de tanto tempo ouvindo sobre a outra metade da Amy, ela é envenenada.”

Talvez fosse culpa da conexão, mas Jinyoung sentia a dor das palavras de Mark.

“Ela vai ficar bem. Existe um batalhão de pessoas tentando encontrar um antídoto ou uma cura.” Jinyoung tentou acalmá-lo, ou soar confiante o bastante para que Mark acreditasse que tudo iria ficar bem.

“Como seu Amon está? Ele foi muito afetado?” Por mais que Mark já tivesse perguntado sobre Amon para os mestres e seus amigos quando vinham até o quarto, eles sempre arrumavam formas de mudar de assunto e evitar respondê-lo.

“Eu acredito que ele vai ficar bem.”

‘Outra resposta vaga.’ Mark estava cansado de ser enganado. Se ninguém queria lhe contar a verdade sobre Amon, quer dizer que Amy estava tão mal quanto seu irmão.

Mark fez menção para levantar da cama, surpreendendo Jinyoung o bastante pra pular até a cabeceira da cama e manter o outro deitado.

A ação inconsciente fez com que os dois se tocassem, e ficassem próximos o bastante para que seus corpos sentissem eletricidade percorrer seus poros.

O silêncio era preenchido com o som abafado da respiração cansada de Mark, e as pulsações de ambos corações ecoando em seus tímpanos.

“Onde você pensa que vai?” Jinyoung perguntou, encarando os olhos de Mark, que ainda estava próximo o bastante para que se quisesse se aproximar e beijá-lo, fosse perfeitamente possível.

A voz de Jinyoung era calma normalmente, até quando ele estava agitado e irritado, Mark já havia notado isso nos outros encontros que os dois ocasionalmente tiveram. Porém, no momento, a voz de Jinyoung tinha um tom diferente, um tom sedutor e autoritário, talvez com um pouco de preocupação envolvida, Mark não sabia identificar com certeza, mas ele queria continuar ouvindo a voz de Jinyoung, sentir sua respiração próxima o bastante da sua pele, e definitivamente queria que o rapaz continuasse se preocupando com ele ao ponto de não sair de perto do seu corpo com medo de que ele talvez se rebelasse e fugisse para longe.

“Eu preciso saber como eles estão. E ninguém me fala a verdade.” Mark finalmente respondeu, e quando o fez, o arrependimento bateu ao ver Jinyoung se afastar do seu corpo, tirando as mãos que haviam pousado nos seus ombros o impedindo de se levantar quando ele havia tentado minutos antes.

“Eles vão ficar bem. Eu não posso pedir para você confiar em mim porque mal nos conhecemos, mas acredite no seus amigos e empregados.”

“Eu confio.” Mark respondeu rápido o bastante para surpreender Jinyoung com a certeza que ele confiava.

“Em você. Eu confio em você.” Mark corrigiu, e ouvir aquilo fez os poros de Jinyoung arrepiarem e uma onda fria percorrer todo seu corpo.

“Você devia descansar Mark.” Jinyoung tentou mudar de assunto, não conseguindo pensar rápido o suficiente para garantir que o que fosse sair da sua boca pudesse ser revertido.

Jinyoung não conseguia confiar nas pessoas com facilidade, talvez fosse um dos seus defeitos...A falta de reciprocidade quando o assunto era confiança. Arin havia demorado anos para conquistar sua confiança, e Jinyoung podia dizer que ainda assim era algo difícil. Expor seus sentimentos era difícil.

Após pedir para que o outro descansasse, Jinyoung se levantou da cama, indo em direção a porta até ser interrompido pela voz de Mark.

“Onde você vai?”

“Te deixar sozinho para descansar.”

“Fica.” Mark soava frágil, indefeso e infantil, Jinyoung sorriu ao pensar no quão mimado ele tivesse sido enquanto estava doente durante a infância.

Jinyoung não encontrou palavras para recusar o pedido, seu inconsciente também lhe pedindo para ficar próximo de Mark. E agora que Jinyoung havia analisado a situação, desde o momento em que ele se aproximou de Mark na cama, o cansaço que ele vinha sentido nas últimas semanas, havia diminuído o bastante para ele mal notar o desconforto e mal estar. A verdade era, Mark oferecia força para Jinyoung mesmo estando fraco, e embora Jinyoung também não soubesse disso, Mark se sentia consideravelmente bem estando na presença do outro.

 

//

 

“O que tem de errado com o seu rosto?” Arin perguntou assim que Jinyoung entrou no quarto que ela vinha dormindo desde que eles começaram a se hospedar no palácio. Ela carregava uma bandeja de comida e se Jinyoung não tivesse tão confuso com seus próprios pensamentos, ele teria a repreendido por estar acabando com o estoque de alimento do palácio, não que isso fosse possível.

Jinyoung tocou a pele do seu rosto, ainda sentindo a queimação de vergonha e ansiedade.

“N-Nada.” A resposta saiu incerta, mas nada, realmente, havia acontecido.

“Como foi lá com o bonitinho?”

Jinyoung se jogou na cama, encarando o teto enquanto ouvia Arin alcançar os alimentos e continuar comendo como se sua vida fosse acabar no próximo segundo e ela precisasse devorar toda a bandeja antes disso. Jinyoung sempre se perguntou como era possível alguém comer tanto e manter o peso intacto.

“Hã?”

“Com o bonitinho, o príncipe, sua alma gêmea...Como foi?” Desde que os dois haviam descoberto que Jinyoung tinha um tipo de conexão com Mark, Arin começou a se referir ao rapaz como ‘sua alma gêmea’, na brincadeira.

“Ele está fraco, e preocupado com nossos dragões.”

A resposta de Jinyoung pegou Arin tão de surpresa que pela primeira vez desde que o rapaz havia entrado no quarto ela parou de comer e olhou no seu rosto.

“Já chegaram nesse estágio do relacionamento?” O sorriso provocativo e irônico irritava Jinyoung. Por mais que nas profundezas do seu cérebro ele não quisesse ter nada a ver com Mark, a verdade era que uma parte dele queria poder conhecer o outro melhor em outras circunstâncias.

“Não existe nenhum relacionamento.” Jinyoung sabia que Arin também sabia disso, mas talvez falar em voz alta de que não existia nenhum relacionamento entre os dois o fazia enxergar a situação como ela realmente era: Ele e Mark? Só compartilham uma conexão com os dragões e por isso ele sentia a ansiedade percorrer seu corpo toda vez que o nome de Mark era mencionado, ou quando os dois estavam próximos. Tudo era só parte da conexão.

“Tudo é só parte da da conexão.” Jinyoung repetiu em voz alta seu pensamento, deixando Arin novamente surpresa.

“Tudo? Eu não disse nada Jinyoung. O que seria ‘Tudo’?”

Só então Jinyoung se deu conta de que havia deixado sair mais informações do que ele planejava.

“Tudo, tudo. Você sabe? Tudo.”

‘Agora seria uma boa hora para ser interrompido.’ Jinyoung pensou, depois de tantas vezes sendo interrompido por algum dos guardas lhe dando informações sobre Amon, ou alguma das camareiras vindo trocar os lençóis. Mas a vida era injusta e com certeza ninguém entraria no quarto e lhe tiraria daquela situação...Até alguém bater na porta e Jinyoung agradecer aos céus pela interrupção.

“Pode entrar.” O rapaz informou, mesmo aquele não sendo seu quarto.

“Nós estamos indo ver o tal Cheng. Queríamos saber se você quer ir junto?” Youngjae avisou e Jinyoung se levantou da cama tão rápido que mal deu tempo de Arin se oferecer a acompanhá-los.

Jinyoung puxou Youngjae para fora do quarto, fechando a porta e só então se dando conta de que havia mais pessoas com ele, o que fazia sentido considerando que ele havia mencionado ‘nós’.

Desde toda a situação do envenenamento ter ocorrido e todas as novas informações que foram jogadas na vida de Jinyoung, as únicas pessoas que conversavam com ele no palácio eram: Youngjae, Jackson, Arin (óbvio) e os guardas que vinham lhe informar sobre a situação de Amon. Os outros amigos de Mark não lhe direcionava palavras diretamente, principalmente o mais alto e mais novo entre eles. Toda vez que Jinyoung pousava os olhos no rapaz, ele sentia o ódio mortal que recebia, talvez o outro lhe culpava pelo que tinha acontecido com Mark. E talvez, Jinyoung tinha culpa de certa forma.

“Eles não parecem muito felizes comigo indo junto.” Jinyoung sussurrou para Youngjae, que andava mais atrás dos outros quatro rapazes.

“Eles não estão.” Youngjae respondeu honestamente. “Mas você tem tanto direito quanto nós, talvez até mais por conta da sua conexão com Mark. Não é justo te deixar de fora.”

Os olhos de um dos rapazes, que Jinyoung sabia chamar Jaebum, encontrou os dele e então olhou para Youngjae, o que lhe fez se afastar do garoto com medo de que tivesse ultrapassado algum limite no qual ele ainda não tinha conhecimento sobre.

 

//

“Não se preocupe. É sempre assim…” Jackson sussurrou para Jinyoung, da mesma forma que o outro havia feito com Youngjae, que agora andava próximo do garoto que parecia soltar relâmpagos de ódio na sua direção.

“Assim como?”

Cheng havia sido preso em uma das grutas na grande prisão de Thebes, e para chegar até o local, era preciso atravessar um pântano escuro e úmido, que era exatamente por onde os quatro rapazes junto de alguns guardas estavam se encaminhando.

“Ele sente insegurança toda vez que alguém se aproxima do Youngjae, mas não tem coragem pra assumir como se sente.”

Jinyoung não tinha certeza se queria saber das fofocas do grupo de amigos de Mark, principalmente se aquilo era algo pessoal sobre a vida de Youngjae, que havia se tornado seu amigo com o passar das semanas. Talvez Youngjae não se sentisse confortável se soubesse que Jackson estava falando sobre sua vida pessoal e amorosa.

“Não precisa se sentir mal por eu estar te contando. Todos nós sabemos como ele é em relação ao Youngjae, então é melhor se você souber antes.”

Jackson ofereceu um dos seus sorriso de lábios fechados, tentando acalmar a mente de Jinyoung e fazer com que a situação não soasse como algo ruim.

“Eles se gostam então?” A pergunta saiu antes que Jinyoung pudesse se abster.

“Ele é louco pelo Youngjae, desde que o garoto chegou na cidade. Mas como o Youngjae se sente sobre ele é um mistério, talvez por isso ele nunca tenha tomado alguma iniciativa.”

Jinyoung chegou a conclusão de que Jackson realmente adorava uma fofoca.

Seus olhos encontraram os dois rapazes, observando Youngjae andando na frente com o rapaz mais alto, enquanto Jaebum andava alguns passos atrás os observando e de uma certa forma, cuidando para que caso algo acontecesse ou os atacasse, ele estivesse próximo o bastante para protegê-lo.

Por algum motivo, assistir aquela cena fez Jinyoung se lembrar de Mark, e com as poucas memórias que os dois compartilhavam, sua mente o levou direto para a cena do grande mercado, onde Mark segurou seu quadril o impedindo de encontrar o chão quando seu corpo estava muito fraco para continuar em pé.

Jinyoung sentiu seu coração apertar, pensando que ele queria ser capaz de proteger Mark, e impedir que o outro rapaz sozinho no palácio não sofresse mais.

 

//

 

“Existe um antídoto, não existe?” No momento, Jaebum era o mais velho entre os rapazes, e isso lhe dava espaço para ser o responsável em fazer as perguntas para o rapaz sentado na escuridão da sua cela.

“Bom ver vocês novamente.” O sarcasmo que deixava os lábios do rapaz parecia ser tão venenoso quanto o veneno de seu dragão.

“Vamos direto aos negócios. Existe um antídoto, e você quer algo em troca para nos dizer onde consegui-lo. Então fale, qual seu preço?”

“Todo veneno possui um antídoto. Na verdade, existe vários antídotos para um único veneno. Tudo depende de para quem você pergunta, onde você procura e como você o prepara.”

Jinyoung não era do tipo de deixar sua fúria transparecer, mas a raiva que ele sentia no momento era palpável até para aqueles que não o conhecia.

“Nós não temos o dia todo. Qual o seu preço?” Jinyoung pediu, e embora suas palavras não tivessem sido grosseiras, seu tom foi o bastante para chamar atenção dos outros rapazes.

“Olá pra você também Jinyoung. Bom te ver.”

‘Ele sabe meu nome.’ Foi tudo que Jinyoung conseguiu pensar ao ouvir seu nome ser pronunciado pelo rapaz atrás da cela.

“Eu esperei tanto tempo para finalmente lhe conhecer. É uma honra.” O rapaz comentou sarcástico, se levantando do fundo da cela e se aproximou de uma das grades.

“Como está o Amon? Espero que ele não tenha sido muito atingido pela repentina doença de Amy.”

Ouvir o nome de Amon saindo da boca do outro era como se ele estivesse o amaldiçoando.

“Oh! Espere! A conexão deve tê-lo afetado da mesma forma, não? Uma pena. Eu espero que vocês encontrem o antídoto antes que o fim dele seja o mesmo de Amy. Pois eu realmente gostaria de tê-lo pra mim.”

Se não fosse os braços de Jackson e Jaebum segurando os ombros de Jinyoung, era possível de que ele tivesse tentado quebrar o nariz do rapaz entre as grades.

“Chang, Chan, Xin, ou qualquer que seja seu nome. Corte a embromação e desembuche. Onde nós encontramos o antídoto?” Bambam perguntou, e embora ele sempre fosse o mais amigável, sua voz soava tão envenenada quanto a do prisioneiro.

“Meu Caro Bambam, que bom que você decidiu falar. Meu preço é simples, eu quero o seu dragão e o dragão do seu amigo ali.” Cheng apontou para Yugyeom.

“Nada feito.” Jaebum respondeu por Bambam.

Bambam parecia ter perdido a voz, sua mente divagando por qualquer outra opção.

“É uma decisão difícil, por isso eu vou deixar vocês pensarem. Pelas minhas contas, Amy e Amon ainda tem uma ou duas semanas antes que o corpo dos dois começar a se deteriorar. Até lá, vocês tomem uma decisão.” O rapaz voltou a sua posição inicial, sentado no fundo da cela em silêncio, enquanto os outros rapaz se entreolhava em busca de alguma solução que não envolvesse discutir mais com o prisioneiro.

 

//

 

“Você não vai abrir mão dela!” A voz aguda de Arin ecoou pelo salão de festa, onde os seis garotos (+ Arin) estavam sentados tentando encontrar uma solução que não envolvesse tirar os dragões de Bambam e Yugyeom.

Yugyeom olhou para a garota surpreso, um pouco lisonjeado pelo fato de que ela defendia Bastet como se fosse seu próprio dragão.

Jinyoung por sua vez, tinha a mesma expressão de Yugyeom, surpreso pelo fato de que sua amiga havia defendido outro dragão que não fosse Amon. Jinyoung se lembrava do quão brilhante os olhos da garota haviam brilhado enquanto ela assistia Bastet lutar, mas não ao ponto de entrar em uma briga (que por sinal não era dela) só para defender o dragão.

“Eu não pretendo me desfazer dela?” Yugyeom se defendeu, olhando confuso para Arin, e lhe respondendo com incerteza.

Por alguns segundos, parecia que os dois estavam discutindo sozinhos, e não só Jinyoung estava confuso, já que todas as expressões da mesa indicavam a mesma coisa, afinal Arin e Yugyeom se detestavam tanto quanto Yugyeom detestava Jinyoung. Certo? Aparentemente não.

“Eu não quero ter que me desfazer Horus.” Bambam comentou, tirando a atenção dos outros de Arin e Yugyeom.

“Ninguém vai se desfazer de nada. Nós vamos encontrar uma solução sem que ninguém perca nenhum dragão.” Jackson respondeu, direcionando seu olhar para Jinyoung, tentando lhe assegurar que o ‘ninguém perca nenhum dragão’ também envolvia ele e Mark.

“Vocês não acham estranho ele querer o dragão do Bam e do Yug?” Youngjae perguntou, verbalizando seus pensamentos desde que eles haviam deixado a gruta.

“Pensem bem...Ele podia ter pedido pelo outro dragão de olhos azuis. Ou pedido por Shu, que é tão poderoso quanto Amon, mas ainda assim ele pediu por Bastet e Horus. Com todo respeito meninos.” Youngjae explicou, pedindo desculpas se sua linha de pensamento talvez soasse preconceituosa com os dragões de Bambam e Yugyeom.

“Faz sentido.” Yugyeom concordou.

“E porque ele quer os dragões se ele será executado assim que nós encontrarmos o antídoto? Não faz o menor sentido.”

Os rapaz concordavam com a cabeça, tentando pensar no motivo por trás o pedido do rapaz.

“Porque Bastet e Horus?” Bambam perguntou seus pensamentos, e provavelmente de todos na mesa, em voz alta.

 

//

 

“Eu preciso falar com o Mark, Jaebum ou o Jackson. Qualquer um deles.”

Aquela voz era estranhamente familiar para Arin, ela estava voltando de um dos seus passeios pelo grande mercado, e uma mulher com um capuz suplicava para um dos guardas no portão principal do palácio lhe deixar entrar.

“Hey, eu te conheço?” Arin perguntou se aproximando da mulher.

“Arin? Arin!” A mulher comemorou em voz alta, se dando conta de que ela de fato conhecia a garota. Quando ela tirou o capuz, Arin imediatamente lhe reconheceu.

“Youngju?”

“Arin, eu preciso ver como o Mark está. Eu preciso falar com ele ou com um dos rapazes, mas eles não me deixam entrar.”

A voz de Youngju soava desesperada, como se ela não tivesse tempo para continuar suplicando, ou algo muito ruim pudesse acontecer.

“Deixe ela entrar. Ela é aliada.” Arin informou um dos guardas, mas ela não tinha poder suficiente para ordenar os guardas do palácio, logo, sua ordem foi ignorada.

“Eu vou pedir para um dos rapazes vir te buscar, eu não tenho poder suficiente para ordená-los. Espere aqui, ok?” Arin pediu, e se seu olhar pudesse matar, aquele guarda estava morto.

 

//

 

Alguns minutos depois e Youngju estava dentro do palácio, andando rápido na direção do quarto de Mark, Jackson e Jaebum tentando acompanhar os passos rápido da moça.

“Mark, Mark, Mark, meu menino Mark.”

Os rapazes haviam se reunido no quarto quando souberam que Youngju estava vindo, e ao assistir a cena da moça acariciando o rosto de Mark, era doloroso. Youngju agia mais como mãe, do que a própria rainha e mãe de Mark. Ela parecia muito mais preocupada do que a rainha demonstrou durante todo esse tempo.

“Eu vou ficar bem. Não se preocupe.” Mark tentou confortá-la, embora ele se sentisse cada dia pior e soubesse que sua situação não era das melhores e que ele provavelmente não iria ficar bem.

Youngju sorriu, alcançando uma das mãos de Mark e acariciando com cuidado, se virando para os outros rapazes.

“Rapazes, eu trago noticias. Eu não falo dessa parte da minha vida, mas eu não sou só uma atendente de taverna.”

Os rapazes ouviam com atenção, enquanto assistiam Youngju acariciar a mão de Mark.

Jinyoung não pode deixar de sentir vontade de poder fazer o mesmo com o rapaz deitado, mas assim que o sentimento de ciúmes surgiu no seu cérebro, ele tentou focar em outra coisa.

“Feche a porta por favor.” Youngju pediu, e assim que Yugyeom fechou, ela continuou contando.

“Eu venho de uma família de bruxas. Nós tivemos que se espalhar no passado para nossa segurança, estavam havendo várias caçadas de bruxas e a aldeia que nós morávamos foi queimada e os poucos de nós que sobreviveram tiveram que fugir e se espalhar pelos outros reinos.”

A cicatriz que Youngju trazia no rosto, era por causa do incêndio e agora muitas coisas faziam sentido.

“Seu povo não foram os únicos que sofreram caçadas. Nós bruxos, e tantas outras criaturas foram caçadas. O medo do homem de perder seu poder, para criaturas que realmente possuem poderes o faz violento e sanguinário. Mas eu não vim aqui para lamentar pelas tragédias do passado, eu vim aqui dar boas notícias.” Youngju olhou na direção de Mark, lhe oferecendo um dos sorriso que fazia o rapaz sentir conforto assistindo.

“Assim que eu soube do envenenamento de Amy, eu viajei para um dos reinos onde uma parte do meu povo foi, tentando buscar respostas. E eu descobri que existem antídotos para o envenenamento de Amy.” Youngju contou sorrindo, e o coração de todos no quarto aceleraram ao ouvir tal notícia.

“Antídotos? Quer dizer que existe mais de um?” Youngjae perguntou ansioso.

“Que nós temos conhecimento sobre, são dois. Mas deve existir mais combinações.”

As mãos de Arin entrelaçaram o braço de Jinyoung, lhe dando conforto e demonstrando sua felicidade pela notícia de que Amon iria ficar bem.

“Eu trouxe comigo um deles. Mas tem um problema, a quantidade que eu trouxe só garante que eles vão ficar bem por um período de tempo. Vocês precisam encontrar o antídoto real para limpar o sistema de Amy. O que eu estou oferecendo pra vocês, é tempo e força para conseguirem encontrar o antídoto verdadeiro.”

Youngju sabia que no momento, tempo era o que eles mais precisavam e seu coração agora se encontrava em paz por poder ter conseguido ao menos isso.

“Mas nós não sabemos onde encontrar o antídoto real, o tal Cheng quer nossos dragões em troca de onde encontrá-lo.” Bambam informou, e o sorriso de Youngju lhe trouxe a esperança que ele havia perdido dias atrás.

“Eu sei onde encontrar o antídoto e como prepará-lo. Mas será uma longa jornada.”

O sorriso de Youngju foi interrompido por um dos guardas entrando sem bater no quarto, surpreendendo todos os presentes.

“O prisioneiro sumiu. Ele sumiu. O tal Cheng, desapareceu da cela.” O guarda contou.

 


Notas Finais


GENTE DEFENDO MEU TCC QUINTA-FEIRA, DEPOIS DISSO TO LIVREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!
Altas fanfics depois que eu me livrar dessa merda, UHUUUL \o
Gente, tá sem editar o capítulo dai eu tava pensando que...quando vocês acharem um erro, comentem ele ou me mande mensagem pra eu corrigir porque eu REALMENTE ODEIO REVISAR!! Sejam meus betas <33

Comentem o que acharam do capítulo, se eu escrevi algo que ficou confuso, podem perguntar também.
ESPERO QUE GOSTEM <3


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