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História Ousada Maria Madalena - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Episódio II


-- Você sente alguma dor ou ardência? - Meus olhos não observam outra coisa, a não ser os movimentos de seus lábios. 

-- Eu... Eu... Sim... Ardência um pouco. - "Que porra é essa Maria?"

Ele solta meu queixo e se encosta na mesa de vidro.

-- Há quanto tempo?

-- Três dias, eu acho.

-- Você acha? - Eu dou de ombros. Meu único defeito é esse, esquecer coisas "insignificantes" facilmente. - Você precisa vir daqui três dias novamente, vamos poder fazer um exame mais complexo quando seus olhos estiverem melhor. - Ele me entrega a receita.

-- Ok. 

-- Alguma dúvida? 

-- Não Doutor. Até mais.

Pego meu óculos de suas mãos e me levanto saindo da sala em seguida. Passo pela secretária e deixo já o horário marcado, para não ter espera da próxima vez.

Saindo do consultório, procuro pelo meu celular dentro da bolsa, com minha visão ainda embaçada, tenho dificuldade em encontrar. De repente um garoto passa correndo por mim levando minha bolsa junto.

-- HEI SEU FILHO DA MÃE! - Grito já irritada por esse longo dia de hoje. Se eu não estivesse praticamente cega, eu já teria comido esse filho da puta na porrada.

Em seguida um homem de camisa escura corre atrás do garoto, dando-lhe uma rasteira e tomando a bolsa em mãos quando o bandidinho cai. Ele fala algumas coisas inaudíveis para mim, por conta da longa distância o que faz o garoto sair correndo e o homem vir até mim com a minha bolsa.

-- Aqui está senhorita Rívera. 

 Eu tento enxergar melhor o rosto do homem à minha frente, eu acho que não conheço esse cara.

-- Desculpe,  nos conhecemos? É que eu não  estou conseguindo enxerga muito bem... Hoje.

-- Ah, não tem problema. Um prazer, sou Guillermo, cheguei à apenas alguns dia na cidade. - Eu não conheço essa voz?

-- Maria Madalena, prazer. 

-- Bom, você quer uma carona? Já está um pouco tarde para a filha do prefeito andar por ai sozinha, não acha? - Isso explica o por quê desse cara me conhecer.

-- Eu também não deveria entrar no carro de um forasteiro. Se puder pedir um táxi para mim já é uma boa.

-- E não daria no mesmo? A filha do prefeito entrando no carro de um desconhecido?

-- Tudo bem, você me convenceu. - "Isso, entra no carro de um desconhecido, sua vadia louca."

-- Então, vamos?

Eu aceno com a cabeça e o sigo em direção ao carro. Eu sento no banco passageiro, fechando a porta ao meu lado. 

 Eu olho a hora e percebo o quão tarde está. Já passa das cinco. Quando foi que o tempo passou tão rápido? 

-- Será se você poderia passar na farmácia? Eu preciso comprar umas coisas.

-- Claro. Então, como é ser a filha do prefeito. 

-- Bom, chato pra cacete. Não se pode ficar embriagada em uma das melhores boate da cidade, no outro dia aparece sua cara estampada na droga de uma revista de fofoca e o pior é que...



*Quebra de tempo*



-- Chegamos. 

-- Aqui nos despedimos forasteiro. 

As luzes acendem, pego minhas sacolas e abro a porta. Quando estou prestes a sair, sinto uma mão tocando minha perna. 

-- Espera... Será se... Você topa ser minha guia turística? - Dito isso, ele passa a mão na nuca, envergonhado, talvez? - Mas se não quis...

-- Amanhã me pega às oito.

Eu saio do carro me perguntando o que eu estou fazendo da minha vida, ele pode ser um sociopata ou pior... Mas eu sigo meu coração, é ele quem manda.





*Continua*












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