História Ousadia - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Izuku Midoriya (Deku), Shouto Todoroki
Tags Tododeku
Visualizações 435
Palavras 1.261
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Ousadia


Todoroki caminhava quase parando, estava tão cansado depois de ficar horas trabalhando e ainda ter que pegar três ônibus para chegar em casa. Subia as escadas da comunidade com vontade de morrer.

- Hey, Shouto, depois posso passar na tua casa?! – ouviu Denki gritar de uma sacada.

- Só vai lá para comer, né?!

- Exatamente! – o loiro riu quando o meio-ruivo lhe mostrou o dedo do meio.

Shouto sorriu ao encontrar sua mãe em casa, porém a mulher estava com uma expressão triste no rosto. Largou a mochila no sofá e andou apressado até a mulher o cansaço fugindo de seu corpo.

- Que foi, mãe? – a Beta suspirou antes de olhar para o Ômega – Desculpe, Shou, eu perdi os brincos que você me deu.

O meio-ruivo suspirou, lembrava-se de ter comprado os brincos para a mulher poder ir a um casamento, os brincos custaram muito caro. Sorriu, o cansaço voltando com tudo.

- Tudo bem, no seu aniversário te dou outro. – beijou os cabelos brancos de sua mãe.

- Não precisa, vai que aquela garota os pega também. – deu de ombros.

- Como é que é? Que garota? – franziu o cenho, seu cérebro agitado com a nova informação.

- A Maria fuzil, Uraraka.

- Aquela piranha pegou os seus brincos? – puxou uma cadeira para se sentar de frente para sua mãe – Me explica essa história direito. – cruzou os braços.

A mulher suspirou antes de começar a falar:

- ‘Cê' sabe que não dá para negar nada para aquela garota, se não o Deku pode ficar puto. Ela gostou dos brincos e disse que os queria, só faltou arrancá-los das minhas orelhas.

O bicolor respirou fundo, aquele era um péssimo dia para mexerem com a sua família, ele teve um dia de cão no trabalho, assediado por clientes nojentos e quase sendo demitido por responder o chefe. E quando chega em casa fica sabendo disso?

- Onde você está indo meu filho?! – Rei se pôs de pé assustada, observou espantada o garoto se dirigir até a porta – Shouto?!

- Eu vou tirar satisfação com aquela piranha, quem ela pensa que é? – abriu a porta.

- Tá doido?! Ela é a mulher do chefe do morro. Mexe com aquela garota e o Deku te mata. Esquece isso.

Shouto não deu atenção aos conselhos de sua mãe, passou por um Kaminari perplexo. Andava irritado para onde sabia que a mulher estaria àquela hora, no bar do Katsuki.

- Que foi isso, Tia? Shou, saiu soltando fumaça pela boca. – o loiro olhava preocupado para a mulher assustada.

Ninguém deveria provocar Deku, por mais que ele ajudasse a comunidade, todos sabiam que ele não tinha piedade com quem mexia com os seus.

- Ele foi tirar satisfação com a Ochako.

- Eita peste... – o Beta teve que se segurar para não correr atrás do Ômega.

Quando Shouto chegou no bar todos o olharam estranho, sabiam que o Ômega não era de frequentar bares em dias de semana, porém o que mais chamou atenção foi a forma como ele caminhou até a “Baronesa”.

- Já tá no ponto, piranha? – olhos heterocromáticos se estreitaram ao verem os brincos de sua mãe nas orelhas da Beta, Ochako lhe olhou com desdém.

- Com quem acha que está falando? – praticamente rosnou para o Ômega.

- Com o corrimão de bandido mais famoso dessa favela. – a mulher gritou quando o homem a segurou pelos cabelos e a arrastou até a saída do bar.

Todos começaram a gritar torcendo para o Ômega, não suportavam a mulher de roupas curtas.

- O que está fazendo?! Tá louco?! – gritou enquanto se debatia.

- Isso é para você aprender a não mexer com a minha mãe! Porra, tá achando o que?! – arrancou os brincos das orelhas da mais velha, Ochako gemeu ao sentir sua orelha direita doer como o inferno.

Observou Uraraka começar a chorar, estremeceu ao sentir algo frio encostar em sua cabeça.

- Qual foi, moleque? Tá doido, mexendo com a mulher do chefe? – alguém apontava uma arma para a sua cabeça – Agora vai ter que se explicar para o Deku.

De repente Shouto sentiu que não valeu apena toda aquela confusão por causa de simples brincos.


...


Izuku olhou entediado para seus amigos, estavam todos discutindo sobre coisas inúteis como futebol quando Uraraka entrou correndo na sala. Monoma logo atrás empurrando um Ômega para dentro do local.

- Deku, olha o que esse filho da puta fez nas minhas orelhas!

O esverdeado olhou irritado para toda a agitação.

- Que porra tá acontecendo? – ele queria o tédio de volta.

- Esse garoto arrumou barraco com a tua mina. – Neito empurrou o meio-ruivo, Todoroki o olhou como se o fosse incinerar.

Midoriya suspirou enquanto se virava para encarar o menor, quase sorriu ao ver a forma arrogante com que o Ômega o olhou.

- Que aconteceu?

- Ele roubou meus brincos! – chorou a mulher.

- Teus brincos nada, olha é o seguinte: eu vivo ‘trampando’ feito um condenado para colocar as coisas dentro de casa, para vir essa cadelinha de bandido pegar as coisas da minha mãe? Só peguei de volta o que é meu e se reclamar eu arranco tua orelha. – olhou irritado para a garota.

- Você vai deixar ele falar assim comigo, Deku? – correu para os braços do Alfa, mas o esverdeado a empurrou – Deku?

- Que história é essa de pegar as coisas dos outros? Você têm dinheiro, caralho.

- Eu queria aqueles brincos. – gemeu manhosa.

Shouto revirou os olhos para os dramas da mulher.

- Essa daí é mais inútil que camisinha em carnaval. – Shouto murmurou para si mesmo.

- Ochako, some da minha frente antes que eu te mate. – Deku rosnou, Todoroki respirou fundo quando o homem lhe encarou, era a primeira vez que via o homem – E você? Arrumando barraco por causa de brincos?

- Brincos que comprei com o meu dinheiro. – encarou o Alfa, só faltou bater palmas para pontuar cada palavra.

A mulher saiu visivelmente irritada. Deku caminhou até o garoto, Bakugou e Kirishima apenas esperando o Ômega começar a chorar e implorar para que o deixasse ir embora.

- Deve ter muita coragem para bater na Ochako.

- Realmente, não é todo mundo que põe a mão em merda.

Izuku estava prestes a responder o menor quando Dabi entrou no local, o moreno se engasgou ao ver o meio-ruivo lá.

- Que porra você tá fazendo aqui, Shouto?!

- Conhece o cara? – Bakugou quase riu, aquilo estava se tornando interessante – Peguete teu, Dabi?

- Claro que não! – gritaram ao mesmo tempo.

- Esse embuste viciado em desinfetante é meu irmão. – disse o bicolor.

- O que esse pirralho fez? – o moreno podia sentir uma dor de cabeça se formando.

- Olha, já que é família então tá liberado. – Midoriya sorriu para o Ômega – Mas não pense que pode ficar aprontando na minha quebrada não, respeito você, mas não pode sair batendo nas pessoas.

Todoroki revirou os olhos, respirou fundo antes de assentir, estava sem vontade de iniciar outra confusão e não era idiota de arrumar briga com a porra de um traficante.

- Beleza, posso ir?

- Certo. – quando o Ômega estava quase saindo o Alfa de cabelos verdes falou – Por que não cola no baile no sábado?

Dabi observou seu irmãozinho parar sua caminhada, o bicolor se virou para encarar o chefe com absoluto desinteresse.

- Foi mal, mas não dou moral para bandido.

Bakugou ficou rindo quando Deku franziu o cenho enquanto o garoto ia embora.

- Oh porra, o que foi isso? – Kirishima riu junto ao seu namorado.


Notas Finais


Achei perdido na minha pasta, então postei


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