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História Ousadia - Capítulo 21


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Capítulo 21 - Capítulo 21


Ousadia


Bakugou pensou que iria morrer, não porque ele estava dirigindo como um louco, mas porque Todoroki Shouto estava no carro. O loiro pensava seriamente em pular do carro em movimento, talvez assim ele tivesse uma chance de não ser assassinado pelo Ômega.

Kirishima ao seu lado segurava o cinto de segurança com tanta força que a ponta de seus dedos se tornaram brancas, no banco de trás Izuku tentava acalmar Shouto.

- Calma, amor, respira...

- CALA A BOCA, PORRA! EU ESTOU EM TRABALHO DE PARTO! – gemeu de dor – KATSUKI, VOCÊ ESTÁ TENTANDO SER MAIS LENTO QUE UMA TARTARUGA? SEU IMPRESTÁVEL!

O motorista sentiu lágrimas chegarem aos seus olhos, por que ele estava sendo tratado tão mal? Era assim que os garotos com quem fazia bullying na adolescência se sentiam?

- Estamos quase lá. – Deku ofereceu a mão para que o Ômega segurasse, grande erro, pensou que Todoroki estava tentando quebrá-la.

- ISSO É TUDO CULPA SUA! – gritou com o esverdeado – EU VOU TE MATAR.

Os Alfas suspiraram quando estacionaram, saíram do carro às pressas, um enfermeiro surgindo com uma cadeira de rodas para que o meio-ruivo não tivesse que andar.

- Moço, eu não tenho culpa de que você está grávido. – disse o enfermeiro que estava sendo xingado todo o caminho – Quanto tempo entre as contrações?

- Você acha que eu parei para contar? – a voz do Ômega trouxe arrepios a todos que estavam por perto.

Todoroki tentou relaxar, em pouco tempo ele se viu sendo guiado para uma sala, todo o tempo Izuku tentando lhe acalmar, em algum momento sua mãe e os casais “Shinkami" e “Shigadabi” chegaram ao local.

- Tente se acalmar, Shouto... – “Ou vai acabar quebrando a minha mão!” pensou com certo medo.

- Me acalmar?! – ele definitivamente mataria Midoriya quando tivesse forças para se levantar, franziu o cenho quando o maior tentou entrar na sala em que ele seria operado – O que está fazendo?!

- Vou ficar do seu lado.

- Ah, mas não vai mesmo! – gemeu de dor novamente para a grande preocupação de seu marido – Pelo bem da nossa vida sexual, você vai ficar aí.

- Mas, Shoutinho...

Os médicos se assustaram quando o meio-ruivo sentou-se na maca e agarrou alguns objetos que estavam por perto, Midoriya desviando antes de ser atingido por instrumentos desconhecidos.

- Não me chama de Shoutinho! Olha a dor que você está me fazendo passar...

O traficante suspirou aliviado quando já não podia mais ver o menor, se aproximou de sua família e sentou-se ao lado de Rei, sua sogra segurando sua mão. Esperaram ali pelo que pareceram horas, no entanto só trinta minutos haviam se passado.

- Nasceram?! – Inko chegou ao local, Yagi ao seu lado com uma expressão bastante ansiosa.

- Ainda não. – o esverdeado respondeu, seu pé fazendo um barulho irritante ao repetidamente batê-lo no chão.

Ficaram ali por um bom tempo, Midoriya pensando que deveria ter entrado naquela sala mesmo correndo o risco de ser assassinado. Não, logo ele poderia ver Shouto e seus filhos, Shouyou e Karma estariam bem nos braços do Ômega.

A família – muito grande que o casal tinha formado – se levantou quando um médico se aproximou, Izuku ficou muito apreensivo quando seu vínculo com Shouto ficou mais fraco, o homem desconhecido tinha uma expressão indecifrável no rosto.

- Senhor, infelizmente houve complicações na cirurgia...

Deku já estava começando a se desesperar, ouviu sua mãe e Denki chorando, não queria que o médico lhe desse uma má notícia, porém o homem continuava falando:

- Seu marido não sobrevi... – foi interrompido por dois enfermeiros que pularam em cima de si – Me soltem!

- Sentimos muito, senhor, ele fugiu da ala psiquiátrica. – disse um dos homens que imobilizava o Beta.

- Graças a Deus! – disse Rei – Que susto da porra...

- Mano do céu, quase morri aqui. – Kirishima suspirou.

O esverdeado estava prestes a exigir ver seu marido quando uma grande sensação de felicidade tomou conta de seu corpo, era um sentimento tão intenso que quase o fez cair de joelhos. Uma idosa baixinha se aproximou dele.

- Pronto para ver seus filhos?

Ao entrar no quarto onde estava seu Ômega não pôde evitar chorar, Todoroki sempre será a pessoa mais linda que ele já viu em toda a sua vida, mas vê-lo segurando seus gêmeos simplesmente fez seu coração derreter em uma poça de arco-íris.

O Ômega de expressão cansada olhava com tanto carinho para seus filhos, tanto amor...

- Shouto... – falou baixinho para não acordar os recém-nascidos, quis rir ao ver os cabelos ruivos dos bebês – São tão lindos, puxaram a você.

O menor sorriu, lágrimas nos olhos heterocromáticos, olhou para o Alfa que sentou-se perto de si e beijou sua testa, já amava tanto esses ruivinhos que sentia que poderia morrer por eles, seu vínculo com Izuku lhe dizia que ele sentia o mesmo.

- Segure eles. – arqueou uma sobrancelha quando o mais velho balançou a cabeça em negação.

- Eu vou deixá-los cair ou machucá-los, eles são muito pequenos...

Todoroki revirou os olhos para a hesitação de seu marido, fez com que o maior os segurasse de qualquer maneira, Deku tremendo dos pés a cabeça com medo de machucar os bebês.

- A imagem mais bonita que eu já vi. – sussurrou o bicolor, toda sua raiva tinha sumido no momento em que os segurou pela primeira vez – Agora só temos que saber diferenciar o Karma do Shouyou.

Midoriya riu, prendeu a respiração quando uma das crianças se mexeu um pouco.

- Bem, vamos dar um jeito de diferenciar os dois. – beijou os lábios de seu marido – Eu te amo, obrigado por me dar esses presentes.

- Também te amo. – riu – Me desculpe por ter ameaçado te matar.

- Acho que com isso já estou acostumado.

Suspiraram ao olhar para seus filhos, notaram assim que os pegaram no colo, um era Ômega e o outro um pequeno Alfa. Decidiram que o Alfa de olhos dourados se chamaria Karma e o de olhos castanhos; Shouyou.

- Vamos cuidar bem deles. – Shouto beijou a testa de cada um de seus filhotes, os ruivinhos nem se mexeram, de repente algo lhe atingiu em cheio, a percepção tirou o ar de seus pulmões – Somos pais.

Olhos esmeraldas se arregalaram, as palavras do meio-ruivo afundando em seu cérebro.

- Somos pais. – repetiu – Oh meu Deus...


Notas Finais


Ok, IMPORTANTE!

Esse deveria ser o final da fic, mas continuarei para mostrar um pouco desses garotos sendo pais.

E um pouco de como os adolescentes são chatos, estreando: Karma e Shouyou!


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