História Outlander - Capítulo 7


Escrita por: e zaphyes

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Ação, Aventura, Época, Fantasia, Ficção, Fidne, História, Hoseok, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Outlander, Pirataria, Piratas, Rap Monster, Romance, Suga, Taehyung, Viagem No Tempo, Yoongi
Visualizações 918
Palavras 3.621
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI OI MEUS ANJINHOS EU VOLTEI ♡
Vocês viram que Outlander tá de capa nova? Uma belezinha dessas, bicho~
Não tenho nada pra falar aqui, então só aproveitem o capítulo! Nos vemos nas notas finais :3

Capítulo 7 - Não faça besteiras


Fanfic / Fanfiction Outlander - Capítulo 7 - Não faça besteiras

Tortuga fedia.

Sim, essa foi a primeira impressão que eu tive da cidade. Ela fedia. Fedia a sangue, urina, carniça e rum. Nada diferente do que era de se esperar de uma ilha pirata como aquela, é claro. Mas ainda assim, não era exatamente o que eu tinha em mente. 

Era uma cidade bagunçada e suja. A cada metro andado, havia cinco novas prostitutas rodando seus vestidos velhos por aí e esbanjando maquiagens exageradas e feias. Quase todas as construções da cidade eram bares ou bordéis. Piratas cambaleavam por aí, bêbados de rum, sujos de lama ou brigando uns com os outros. Não parecia ter sequer uma pessoa sóbria naquele lugar, com exceção de nós.

— Então, onde é que vamos encontrar essa bruxa? — indaguei, virando-me para Jimin. Aquele cheiro de urina já estava me deixando tonta e eu estava doidinha para voltar ao navio. Péssima ideia, decidir vir até aqui. É claro que eu esperava que a cidade fosse um pouco desorganizada, mas não achei que fosse ser essa zona fedida. JungKook estava certo. Eu não deveria ter vindo, em primeiro lugar. Deveria ter ficado no navio, transando com o capitão. Com certeza teria sido muito mais divertido. — Ela tem, tipo assim, uma caverna onde ela faz poções ou coisa do tipo?

Jimin deu risada da minha cara.

— Uma caverna? Mas em que mundo vives, princesa? — ele balançou a cabeça, como se realmente tivesse achado graça na minha pergunta. Cara, eu estava falando sério! Por que é que ninguém nunca me leva a sério por aqui? — Manyeo tem uma posição de grande respeito por aqui. Ela é casada com o governador e é dona de um dos bordéis mais luxuosos da ilha.

— Ok, então só precisamos ir até lá?

— Não é tão fácil, Hana-ssi — Taehyung ditou, sério. Por que aquele diacho era tão sério?! Eu sempre havia lido nas histórias sobre Taehyung ser o mais bem-humorado dentre os lordes, juntamente com Hoseok. Fala sério, aquele homem mal sorria. — Manyeo não pode sair à luz do sol.

— O quê? Por que não?

— Porque ela é uma bruxa, ora — Jimin disse, como se fosse óbvio. — Dizem que a pele dela quebra e ela começa a virar pó se é exposta ao sol por muito tempo. Sendo isso verdade ou não, é dito que ela nunca foi vista sob a luz do dia. Temos que esperar até o anoitecer.

Eu bufei, emburrada. Anoitecer? Mas nem eram meio-dia ainda!

— E o que vocês sugerem que a gente faça até o anoitecer? Porque se acham que eu irei me enfiar em um bar e observar enquanto vocês dois enchem a cara, estão muito enganados.

— O que acha que estamos fazendo aqui, Hana? Acha que viemos brincar? — Taehyung revirou os olhos. — Muitos dos tripulantes do Lady Jeon se atiraram aos mares depois que souberam sobre Port Royal. Eu sou encarregado de encontrar mais membros para a tripulação. Além disso, apesar do governador, ainda mandamos aqui — Taehyung prosseguiu, dando de ombros. — Terei que coletar os tributos. Isso facilmente irá me tomar a tarde inteira.

— Mas e eu? Vou ter que ficar te seguindo por aí que nem um cachorrinho?

Taehyung suspirou.

— Não. Jimin irá contigo até o centro. Jeon não confia tanto nele quanto ele confia em mim, portanto, deixou que eu cuidasse das tarefas oficiais. Podem fazer o que bem entenderem por lá, Hana-ssi.

— Ele não confia nele, e decide deixá-lo como minha babá?! Ora, mas... — Olhei para Jimin rapidamente, apenas para constatar que ele estava se engraçando com uma mulher loira qualquer que tinha passado por ali. Além disso, ele segurava uma garrafa de rum nas mãos. De onde tinha saído aquela garrafa? Sem dó, puxei-o pela orelha até onde estávamos. Ele reclamou e gemeu, emburrado, mas eu não me importei. Tomei a garrafa de sua mão e a joguei no chão, fazendo com que o vidro se espatifasse. Taehyung só assistia à cena, divertido. — No que você está pensando?! E de onde veio essa maldita garrafa? — Me virei para Taehyung. — Você não pode realmente crer que esse cara vai ter alguma maturidade para cuidar de mim.

— Honestamente princesa, acho que tu és a babá neste caso, e não ele.

— Isso é um absurdo! Eu não vim até aqui para ser babá de um bêbado mulherengo!

Taehyung apenas fez uma careta.

— Sinto muito, princesa. É mais do que bem-vinda a se juntar a mim, se quiser. Estarei no Filha do Capitão. — Taehyung apontou para um bar a poucos metros de distância de onde estávamos. Aparentemente, era bem badalado. Ora vejam só, um pirata tinha acabado de ser jogado da janela. Que civilizado, não? — Mas temo que terei que deixar os dois sozinhos se quiseres ir ao centro. De qualquer forma, encontraremo-nos na frente do Monte Vênus ao anoitecer, savvy?

Monte Vênus.

— O bordel de Manyeo — Jimin explicou. Antes que eu pudesse implorar a Taehyung para que houvesse alguma mudança de papéis naquela organização estúpida de JungKook, Jimin me abraçou pelo braço e sorriu para mim. Maldito. Não pude evitar de sorrir de volta. Por que aquele sorriso tinha que ser tão... Contagiante?! — Não se preocupe, princesa. Estás em boas mãos. Irei cuidar de ti.

Apenas engoli em seco e desviei o olhar, corada. Nas histórias, Park Jimin era sempre tido como o mais galanteador dentre os sete. Filho de um corsário inglês que fora assassinado, Jimin foi deixado à porta do orfanato onde Jeon Areum trabalhava, tendo sido adotado pela mesma mais tarde. Nunca conhecera seu pai e nem sua mãe, e eu tenho certeza de que aquilo havia afetado o seu psicológico de alguma maneira, para que ele decidisse se portar como um mulherengo pervertido 99% do seu tempo. As lendas diziam que Park tinha sossegado um pouco após a dita cuja maldição de Manyeo, mas aquilo claramente não era verdade.

Taehyung olhou feio para Jimin, como se o bronqueasse.

— Deixá-los-hei, então. Não se esqueça, Park: Monte Vênus, ao anoitecer.

— Aye, senhor! — Jimin exclamou, fingindo bater uma continência. Não consegui prender o riso e acabei soltando uma risadinha, me calando assim que vi a cara feia do Taehyung. Este apenas revirou os olhos e deu as costas, caminhando até o Filha do Capitão com uma carranca no rosto. — Ele é tão emburrado, ah, acho que está passando tempo demais com Yoongi...

— Por que ele é assim? — indaguei, logo me aproveitando da frase que Jimin havia terminado de soltar. Ele olhou para mim, com as sobrancelhas franzidas. — Sempre me foi dito que Taehyung-ssi era um dos mais felizes dentre os lordes piratas. Entretanto, desde que embarquei no Lady Jeon, ele parece miserável.

Jimin pareceu hesitar.

— Taehyung sofreu algumas perdas recentemente... — ele suspirou. — Um destino pior que a morte, digamos. Desde então, anda sempre carrancudo.

Ergui as sobrancelhas. Ah, então as lendas eram verdadeiras.

Eu sempre havia duvidado acerca da veracidade dos rumores que rondavam Os Sete. Alguns estavam se provando verdadeiros — entretanto, muitos eram falsos. E eu pensei que o rumor sobre Elisa Barnett fosse mais um a ser descartado como apenas uma fofoca de tavernas em Tortuga.

Eu estava errada.

— Devíamos ir, aye? Não queremos deixar o carrancudo ainda mais emburrado — Jimin constatou, entrelaçando seu braço com o meu. — Se são roupas que a princesa deseja ter, são roupas que a princesa terá.

Jimin me guiou por uma das vielas até o centro da cidade, que eu presumi ser aquele amontoado de lojas e estabelecimentos ao redor de uma praça. Praça que, assim como o resto da cidade, era fedida e bagunçada.

Havia uma loja especializada em roupas para mulheres, e foi lá que fomos pela primeira vez. É claro que só encontramos vestidos bufantes e espartilhos apertados, mas dispensando os corseletes, até que as peças não eram tão desconfortáveis. Eram calorentas, sim, mas eu ainda podia cortar metade da saia e customizar para não ter que arrastar aquele vestido longo por aí. E era impossível não me apaixonar completamente pelos vestidos da loja. Eu estava me sentindo dentro de uma série de TV.

— O que acha? — perguntei para Jimin, uma vez que saí do provador. O modelo da vez era um vestido sem mangas e em tons de dourado. Era o primeiro que eu encontrava sem mangas, e eu decididamente havia o adorado. Jimin estava sentado em uma das poltronas da loxa que, aparentemente, era bem luxuosa. A dona da loja/vendedora não parecia muito contente por ter um pirata ali, mas a saca de ouro que Jimin entregou para ela pareceu tê-la alegrado o suficiente para que me tratasse como se eu fosse uma cliente exclusiva. Girei, permitindo que ele visse o vestido. — Eu gostei. É bem fresco, concorda? E bem melhor do que aqueles trapos que eu o capitão pediu que eu usasse.

Jimin abriu a boca para dizer algo, mas hesitou. Ele não desgrudou os olhos de mim, porém. Apoiou um dos cotovelos na braçadeira da poltrona e inclinou a cabeça para o lado, soltando um sorrisinho.

— Acho que entendo porque o Jeon pediu para que usasse trapos, princesa — Jimin suspirou. — Com certeza chamaria muita atenção se saísse por aí assim.

— Que bom que tenho você para me proteger, não é? — disse, jogando as minhas roupas velhas na direção de Jimin. Ele apenas as segurou, com as sobrancelhas franzidas. — Porque eu não irei vestir os trapos quentes de novo.

— Não acho que isso seja sábio, Hana-ssi. Posso lhe proteger dos outros, mas não posso lhe proteger de mim mesmo — Jimin mordeu o lábio inferior e me olhou de cima a baixo, fitando demoradamente os meus braços desnudos. Ah, sim, que excitante. Braços. Suponho que não muitas mulheres andem com os braços à mostra no século XVII. Ele se levantou e caminhou na minha direção. Não recuei. Entretanto, a surpresa era nítida no meu rosto. O que é que ele estava fazendo? Jimin me virou, deixando-me de costas para ele, e eu pude olhar nosso reflexo no espelho. Inclinei a cabeça para o lado ao sentir o seu toque no meu pescoço, calmo e carinhoso, muito diferente da maneira como o capitão Jeon havia me tocado naquele mesmo dia. Não pude deixar de fechar os olhos e soltar um leve suspiro, ainda mais ao sentir a sua respiração quente contra a minha pele. — É uma pena que o Jeon tenha te reivindicado primeiro, princesa. Eu certamente adoraria lhe puxar até um dos bordéis dessa cidade e lhe fazer minha até que esqueceste teu próprio nome.

Espera, o quê? Ele havia acabado de dizer que JungKook tinha me reivindicado?

Ah, não. Mas não mesmo.

Virei-me na direção de Jimin, provavelmente tão emburrada que eu havia cortado todo o clima entre nós.

— Você disse que JungKook fez o quê? Ele me reivindicou? Como se eu fosse um pedaço de terra, é isso?

— Não veja por esse lado, princesa — Jimin pediu, cautelosamente. — Todos ouvimos o que aconteceu na cabine dele há alguns dias. Não é necessário esconder nada. E, já que és a mulher dele...

— Eu não sou a mulher dele!

— Por mais que eu queira, Hana-ssi, não posso lhe tocar dessa maneira. Não é o meu lugar. JungKook pode ser mais novo que eu, mas ainda é o capitão do Lady Jeon.

— Pode me tocar da forma que bem entender, Jimin — rebati, imediatamente. Talvez eu estivesse um pouco precipitada. Nós estávamos convenientemente sozinhos e próximos, e eu não via nenhum outro jeito diferente daquela situação acabar. O mínimo que poderíamos fazer era sair aos beijos dali e nos enfiarmos no primeiro bordel que aparecesse. Entretanto, não parecíamos muito a fim de fazer aquilo. Jimin não pareceu levar muita fé nas minhas palavras; então, antes de deixá-lo responder, me aproximei dele e puxei-o pelos ombros para mais perto, até que nossos lábios estivessem colados. Jimin pareceu hesitante, mas ele não demorou a me corresponder. A sua língua explorava a minha boca como se sua vida inteira dependesse daquilo, e o seu aperto na minha cintura era tão excitante e quente que minhas pernas chegavam a tremer. Recuei, ainda sem me desgrudar dele, até que estivéssemos contra o espelho. Tateei em busca das cortinas e fechei o provador. Só então, Jimin se afastou. — Não pertenço ao JungKook. Não sou a mulher dele. Muito menos uma propriedade. E ele não é ninguém para me reivindicar, pouco me interessa se é o capitão ou não. Foi só sexo. Assim como vai ser agora, se você escolher me dar o que eu quero.

Certo, eu definitivamente estava agindo de maneira precipitada. Mas aquilo pouco importava naquele instante. O meu tesão por Park Jimin e a minha raiva pelo Capitão Jeon já haviam feito com que eu estourasse os limites da minha paciência, e eu só queria que Jimin me fodesse até que eu esquecesse todos os meus problemas. Sim, era isso. Portanto, quando ele avançou na minha direção novamente — dessa vez de maneira mais descontrolada e selvagem do que antes —, não pude evitar de me sentir aliviada.

Eu havia ouvido os boatos sobre Park Jimin, mas nunca imaginei que poderiam ser tão ridiculamente precisos. Ele realmente era capaz de enlouquecer alguém apenas com algumas palavras, e eu já me encontrava à beira de perder a sanidade ao que senti seus lábios quentes deslizando pelo meu pescoço, ignorando as marcas vermelhas deixadas previamente por JungKook, e criando outras para si. Eu provavelmente voltaria para o século XXI com tantos roxos no pescoço que as pessoas pensariam que eu apanhava, mas não me importei com aquilo naquele instante. Enquanto Jimin chupava e beijava o meu pescoço, ele ergueu uma das minhas pernas e a entrelaçou na sua cintura. Abracei-o pelos ombros, cravando minhas unhas no tecido pesado da sua jaqueta ao sentí-lo dedilhando a minha intimidade com a mão livre. Como ele havia chegado ali tão rápido?

— Hm, o Jeon realmente não mentiu sobre ti, princesa — Jimin sussurrou, mordiscando o lóbulo da minha orelha. Joguei a cabeça para trás e suspirei ao que ele deslizou dois dedos para dentro de mim, sem muitas dificuldades. — Excito-lhe tanto assim, é?

— Acho que vai ter que provar e descobrir, Park.

Jimin sorriu, beijando-me novamente. Ao que ele uniu nossos lábios, acelerou os movimentos dos seus dedos lá embaixo, entrando e saindo com mais velocidade até que eu não conseguisse mais me segurar. Tudo piorou — ou melhorou, na verdade — quando decidiu usar a palma da mão para friccionar o meu clitóris ao que deslizava os dedos para dentro de mim daquela forma. Se ele não estivesse me segurando com tanta força, tenho certeza de que eu seria incapaz de me sustentar em pé quando atingi o meu ápice. Jimin ainda explorava a minha boca quando o fiz, e meus gemidos foram abafados pelos seus lábios, fazendo com que ele soltasse um sorriso logo em seguida.

— Por que não me ajuda a tirar essas calças e me deixa fazer o que eu quero, hm? — Jimin soprou, fazendo com que eu me arrepiasse. Ainda de olhos fechados, aquiesci e direcionei minhas mãos, desajeitadamente, até a sua calça. Enquanto o fiz, Jimin prosseguiu beijando o meu pescoço calmamente e me desconcentrando. Maldito. Como é que ele se atrevia? Desafivelei o cinto e os botões, até que por fim sua calça deslizou até os tornozelos e ele se encontrou livre da vestimenta. — Ah, muito melhor.

Jimin ergueu a saia do vestido com alguma dificuldade, pelo menos até ter se encaixado na minha entrada. Ele se enterrou em mim, deslizando seu membro rijo por completo para o meu interior. Uma vez que já tinha me penetrado, soltou a saia e ergueu ainda mais a minha perna, deixando que esta descansasse sobre o seu ombro.

Eu gemi com aquilo. A posição só permitia que ele fosse ainda mais fundo e, como estávamos de frente um para o outro, eu poderia me deliciar com as expressões sexuais de Park Jimin. A feição que tomava conta do seu rosto ao que ele se impulsionava contra mim já era quase o suficiente para me fazer explodir em outro orgasmo, mas eu me agarrei aos seus ombros e me controlei.

— És tão flexível, princesa — Jimin constatou, enterrando a cabeça na curva entre o meu ombro e o meu pescoço. Ele largou a minha perna, que já estava bem acomodada sobre o seu ombro, e fez questão de me agarrar pela cintura, puxando-me para mais perto e apertando as minhas curvas cada vez que ele estocava em mim. Enterrei meus dedos nos seus fios negros, como se eu quisesse aliviar toda aquela pressão sem fazer nenhum barulho que nos denunciasse. Afinal, estávamos em uma loja. — Eu poderia te foder pela eternidade.  

— Não acho que temos a eternidade, Jimin — rebati, apertando-o no meu interior e fazendo com que ele soltasse um gemido alto.

Um barulho de sino ecoou pelo local, indicando que alguém havia entrado na loja. Jimin percebeu tão rápido quanto eu. Ele rapidamente se posicionou melhor, grudando mais nossos dois corpos, e ergueu-me pela cintura. Com uma das pernas ainda nos seus ombros, entrelacei a outra à sua cintura e me apoiei na parede.

Jimin prosseguiu estocando no meu interior, agarrando-se a mim com cada vez mais afinco. Eu mordia meu lábio inferior com tanta força que o gosto metálico de sangue já se fazia presente na minha boca. O Park reiniciou o ósculo, tomando meus lábios como teus à mesma medida que me fazia dele, com força e paixão, deixando-se levar pelo ritmo que a música de nossos corpos se unindo formava. Eu estava completamente dependente dele. E, da mesma maneira que eu dizia não me importar com aquilo na hora, não posso dizer que não senti uma pontada de medo e arrependimento no meu interior. Tentei ignorar meus sentimentos confusos e relaxar, puxando-o para ainda mais perto pelo cabelo, ao que nós dois gozamos e nem nossos lábios foram páreo para abafar os gemidos manhosos e satisfeitos que preencheram o provador.  

Ele se retirou de dentro de mim, colando nossas testas em seguida. Estávamos arfando e ofegantes, incapazes de pronunciar qualquer som que não fossem suspiros arrastados. Eu nem sequer conseguia me manter de pé; quando Jimin tirou minha perna de sua cintura e posicionou a que estava no seu ombro no chão, senti como se todos os ossos do meu corpo tivessem virado gelatina. A saia do vestido estava levemente amarrotada, mas nada que denunciasse o que tínhamos acabado de fazer. Jimin rapidamente subiu a sua calça e colocou os adornos novamente, soltando um pigarro antes de dar as costas e sair do provador.

E eu sei o motivo de ele parecer tão emburrado, de repente. Afinal, eu sabia que só tinha o provocado desse jeito para me vingar de JungKook e de todo esse papo de reivindicação.

O pior, entretanto, é que eu tinha adorado.

— Já se decidiu, minha senhora? — a dona da loja indagou, aparecendo atrás de mim no provador poucos instantes depois. Limpei o suor que escorria da minha testa e olhei para ela por cima do ombro, aquiescendo. — Ótimo! Quais serão?

— Todos esses — apontei, para os vestidos que estavam pendurados nos cabides e que eu tinha experimentado, antes da transa selvagem com Park Jimin. Ela pareceu impressionada e ergueu as sobrancelhas, mas não me contradisse. — E eu gostaria de sair com o que estou usando, por favor.

Ela aquiesceu e sorriu. Precisou fazer três viagens para levar todos os vestidos para o balcão. Afinal, eu havia facilmente comprado mais de quinze modelos, e eles não eram nada leves de serem carregados.

— Não conte ao JungKook sobre o que aconteceu, savvy? — Jimin indagou, quebrando o silêncio estabelecido entre nós uma vez que estávamos fora do estabelecimento. Ele carregava desajeitadamente o baú com os meus vestidos. Revirei os olhos. Ainda carregava a saca de dinheiro em mãos, pois havia moedas sobrando apesar da compra gigantesca, e a minha vontade foi de bater na cabeça de Jimin com aquelas moedas. Qual era o problema no que tínhamos feito? Pessoas transam. É a lei natural da vida. — Nada disso deveria ter acontecido.

— Está dizendo que não gostou, Park? — mordi o lábio inferior, parando em sua frente. Jimin desviou o olhar. Entretanto, segurei-o pelo queixo e puxei seu rosto na minha direção. — Eu sei que você gostou. Não precisa me esconder nada disso.

— Não estou dizendo que não gostei, princesa. Estou dizendo que nada disso deveria ter acontecido — ele bufou, irritado, me contornando e prosseguindo a caminhar. — Eu e JungKook prometemos que não deixaríamos nenhuma mulher prejudicar nossa relação novamente. Foi um erro de minha parte ter te seduzido, Hana-ssi. Peço para que me perdoe.

— Me seduzido? Você não me coagiu a nada, Jimin. Pare de andar e me escute! — exclamei, batendo o pé no chão e cruzando os braços. Jimin me obedeceu, apesar de não se virar na minha direção. — Não sei o passado de vocês dois e mulheres, mas eu sei que fiz o que fiz porque eu quis. E porque Jeon JungKook não é o meu dono, savvy? — bufei, aproximando-me dele. — E não há nada que você possa dizer para mudar o que aconteceu. Porque eu não pertenço a ele, tanto quanto não pertenço a você. Eu pertenço a mim mesma e eu faço o que eu quiser com quem eu quiser.

Jimin não me respondeu. Ele só continuou andando e carregando o baú. E, pelo jeito feio que os olhares eram dirigidos para mim, não tive nenhuma alternativa senão seguí-lo. Quando menos percebi, já estávamos na frente do Filha do Capitão novamente.

— Entre aí e fique com Taehyung — Jimin ordenou, apontando com a cabeça para o bar. — Irei deixar os seus pertences no Lady Jeon e já retorno. Não faça besteiras, Hana-ssi.

Não faça besteiras, ele disse. Seria uma pena se, ao invés de entrar no bar, eu me dirigisse até a loja logo ao lado da taverna.


Notas Finais


Vestidinho boladão da Hana: https://i.pinimg.com/736x/5f/f4/89/5ff48979440caf09d5573adb3b7abb85--reign-tv-show-reign-fashion.jpg

E AÍ MEUS NENÉNSSSSS
acho que vocês não esperavam por isso, né? hehehe
Sei que muita gente tava gostando da relação dela com o JungKook e tal, massss aquela possessividade toda dele não tava rolando, e a Hana já tinha deixado bem claro o quanto tava descontente com isso. O capítulo de hoje foi só o estopim disso tudo~

AH, e vocês viram que estamos de capa nova também? Essa coisa linda foi feita pela @harmonix deusa da minha existência e eu gostaria de agradecê-la pelo trabalho duro, porque ela é incrível ♡ espero que gostem da capa tanto quanto eu gostei!

Espero que tenham gostado do capítulo! Se sim, não se esqueçam de comentar, deixar seu favorito e panfletar pros seus amiguinhos, porque ajuda demais a titia aqui. Só assim eu consigo saber o que estão achando do rumo que a fic tá tomando ♡

P.S. Espero que tenham prestado atenção na parte da Elisa Barnett. Ela é super importante mais pra frente.

Beijos de luz, amo vocês e obrigada por tudo ♡

Meu perfil: @fidne
Perfil reserva: @zaphyes


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