1. Spirit Fanfics >
  2. Outlander >
  3. O nascimento da esperança

História Outlander - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Aos leitores...
Espero que gostem.

Capítulo 2 - O nascimento da esperança


Tanta preocupação fez minha mãe ficar doente e ter de ficar de repouso total até o meu nascimento. Quando ela finalmente entrou em trabalho de parto, Taj não fez questão de apoia-la, e ela estava tão triste que não tinha forças para me trazer ao mundo. Felizmente, uma grande amiga esteve ao seu lado para apoia-la, e disse as palavras mais encorajadoras que minha mãe poderia ouvir naquele momento de grande tristeza.

(Naila) – Vamos Zara, você precisa ter fé, mesmo que essa filhotinha tenha metade do Taj, ela ainda tem metade de você, e tenho certeza que ela será incrível como a mãe. - E foi assim que eu nasci, tão bonita quanto a minha amada mãe, e tão forte e corajosa quanto o meu pai. Eu era a esperança para aquele reino, mas eu só descobriria meu poder alguns anos depois. 

(Naila) – Nasceu, é uma linda menina. – Minha mãe sorri quando Naila pula de alegria ao seu lado. Colocando-me entre as patas de minha mãe, Naila se deita ao seu lado, me observando. 

(Zara) – Obrigado pela ajuda Naila, sem você talvez eu tivesse desistido da minha linda filhotinha. A Nara e eu seremos eternamente gratas a você. - Naila sorri alegre. Ela tinha uma aura extremamente bonita e seus traços delicados faziam-na parecer uma filhotinha alegre quando sorria. Minha mãe, cansada, encosta a cabeça no ombro de Naila e elas aproveitam os momentos de paz antes da chegada do Taj.

O rei aparece algumas horas depois, completamente despreocupado. Ele pede a Naila que se retire e se senta em frente à minha mãe, observando-a. 

(Taj) – E então? É uma menina? – Minha mãe faz sinal com a cabeça, concordando. – Sem deficiências? 

(Zara) – Ela é perfeita Taj, não que você se importe, pois ela é só um objeto para você, mas ela é. Mais alguma pergunta inoportuna? – Taj franze a testa e bufa.

(Taj) – Não, descanse. Retornará as suas atividades em algumas semanas.

Os meses se passaram e quando eu aprendi a andar e me mover com agilidade comecei meus treinamentos. Com isso, eu e minha mãe passávamos pouquíssimo tempo juntas. Pois o Taj fazia questão de que os filhotes não treinassem com suas mães para que elas não pegassem leve. Uma manhã, minha mãe e eu ficamos descansando no olho d’água após o treinamento, pois nenhuma das duas tinha mais tarefas, visto que Taj estava reorganizando as escalas de treinadoras. Mamãe e eu fomos nos deitar perto do lago e ficamos conversando durante várias horas.

(Nara) – Mamãe, eu posso te fazer uma pergunta?

(Zara) – Pode sim filha.

(Nara) – Por que nós treinamos tanto?

(Zara) – Porque o Taj, ele quer dominar outros reinos, e para isso ele precisa de um exército forte e capaz de lutar com bravura.

(Nara) – E por que só fêmeas, os machos não são mais fortes?

(Zara) – Em alguns aspectos sim, como tamanho e força. Mas a juba deles não é um bom aliado. A juba dos machos atrapalha seus movimentos, fazendo com que se movam mais devagar por conta do peso. O que os atrapalha durante a batalha.

(Nara) - É por isso que o Taj mata os filhotes machos?

(Zara) – Sim filha, mas vamos falar sobre outra coisa. O que você acha da sua treinadora?

(Nara) – Ela é legal, ela disse que eu estou evoluindo muito rápido. Mas hoje eu treinei com uma leoa diferente, a minha treinadora está grávida e está perto dela dar à luz, então ela não pode continuar me treinando. – Minha mãe torce o nariz. 

(Zara) – Hum, que estranho. – Foi a minha vez de torcer o nariz.

(Nara) – Por que você está com essa expressão?

(Zara) – Porque geralmente as leoas treinam suas aprendizes até a hora do parto. Tem algo errado. Vamos Nara. - Mamãe e eu corremos até nossa caverna e lá encontramos o Taj junto com minha instrutora Darana discutindo.

(Darana) – Taj, eu estou velha, se eu continuar treinando a Nara todos os dias, eu posso ter um parto prematuro, o que pode resultar na morte do meu filhote ou na minha. 

(Taj) – Eu já lhe disse Darana, todas as leoas continuam suas tarefas até a hora do parto. Eu não abrirei exceções, nem para você e nem para nenhuma outra leoa.

(Darana) – Taj são apenas algumas semanas, por favor, eu posso morrer.

(Taj) – Mas é exatamente o que eu quero que aconteça. Você está velha, como já mencionou, e tem sido um peso para mim esses últimos meses. Eu mesmo iria matá-la, mas felizmente, você conseguiu engravidar. Então, trate de parir esse filhote e morrer.

(Darana) – Mas Taj, mesmo que eu esteja velha, eu ainda posso procriar.

(Taj) – Todas as leoas aqui podem procriar Darana, e como eu já disse, você teve sorte de conseguir engravidar dessa vez. Mas infelizmente será a última, agora se me der licença eu estou cansado, você sabe o que tem que fazer quando entrar em trabalho de parto, então suma. – Taj sai sem deixar Darana responde-lo. Minha mãe corre em direção ao Taj e para em sua frente.

(Taj) – Zara, o que quer?

(Zara) – Eu quero fazer o parto da Darana. – Taj sorri, desafiando minha mãe.

(Taj) – Não há necessidade Zara.

(Zara) – Você quer que ela morra, não é? Mas não tem certeza que ela vai morrer, então, eu posso garantir que ela morra e que o filhote nasça saudável. 

(Taj) – Sabia que uma hora me apoiaria Zara, eu realmente não errei em escolhe-la como esposa. Faça o que me propôs. Traga-me o filhote se for fêmea, caso contrário pode mata-lo. E livre-se do corpo. – Minha mãe sorri e concorda. – E você Darana, volte a treinar a Nara amanhã. Minha mãe caminha em direção a Darana e eu vou ao encontro das duas.

(Zara) – Não se preocupe Darana, tudo vai ficar bem. – Darana agradece minha mãe com um aceno de cabeça. Finalmente após um longo silencio ela resolve falar.

(Darana) – Eu... gostaria de lhe pedir um favor Zara. Você, se importaria de ficar está noite em minha caverna, comigo? Eu tenho me sentido aflita.

(Zara) – É claro que sim. – Minha mãe se vira para mim. – Vá até o Taj e avise-o que passarei a noite aqui com a Darana. E volte para cá.   

Zara contará essa parte da história ---------------------------------------------------------------

Assim que instrui a Nara, ela saiu correndo em direção a caverna e eu observei a Darana, que se ajeitava. Ela em determinados momentos fazia expressões de dor, como se o filhote estivesse chutando constantemente. Eu esperei que ela dissesse algo, me atualizando sobre seu estado; mas ela apenas se deitou em um canto afastado da caverna e fechou os olhos para dormir. Eu vi duas filhotinhas passando e as pedi para avisar para a Nara, para que ela não retorne. Eu estava com um palpite, de que a Darana daria à luz logo, então era melhor que a Nara não estivesse presente.

Me acomodei um pouco distante da Darana para dar-lhe o seu espaço, mas o suficiente para me aproximar para ajudá-la caso precisasse. Eu quase não dormi a noite, assim como a Darana. Isso por que ela constantemente gemia de dor, o que estava me preocupando bastante. Quando o dia nasceu, a Darana e eu nos levantamos para ir treinar nossas respectivas alunas. Pouco antes de sairmos, Nara apareceu e eu discretamente pedi que ela ficasse de olho na Darana para mim. A Nara concordou, e as duas foram treinar na campina e eu fui encontrar minha aluna.

Nara contará essa parte da história --------------------------------------------------------------

Eu e Darana caminhamos devagar, por estar perto o seu parto, ela ficava cada vez mais pesada, andando cada vez mais devagar. Ela me pediu para me aquecer e depois iniciamos o exercício. Eu percebi que várias vezes a Darana gritava de dor e se contorcia, e eu não conseguia saber por que, mas sabia que acontecia com alguns intervalos, que estavam diminuindo. Em um determinado momento, o Taj veio verificar se a Darana estava me treinando e reclamou sobre ela estar pegando muito leve comigo. Ele disse que ela deveria me atacar e eu deveria me defender. Após isso, ele saiu. Darana inspirou fundo e quando correu para me atacar, ela solta um rugido de dor, seguido por uma enorme enxurrada de água que escorria entre suas patas.

(Darana) – Volte para sua caverna e avise o Taj que eu e sua mãe iremos para a caverna do desfiladeiro. – Eu apenas concordo e corro em direção a minha caverna, enquanto vejo Darana ir em direção ao campo de treinos de minha mãe.

 

 


Notas Finais


Espero que gostem...
Até breve.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...