História Outono. - Capítulo 1


Escrita por:

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Taekook, Vkook, Vmim
Visualizações 19
Palavras 4.361
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Ecchi, Ficção Adolescente, Fluffy, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então, essa é minha primeira fic, de começo pensei em fazer uma long, mas desisti por achar que ninguém vai ler.
Não sei se alguem vai ler
mas para todos os efeitos. Boa leitura!

Capítulo 1 - Fall


                                                                   Outono.

As folhas secas e levemente avermelhadas, sinal clássico do outono. Outono, uma época maravilhosa.

Muitos dizem que a primavera é a estação dos apaixonados. Mas, creio que não. O outono traz com o vento boas notícias, assim como, amores e até mesmo pessoas. Mas não são qualquer pessoas, provavelmente as pessoas que conhecer no outono, serão as mais prováveis de conseguir levar para toda a sua vida. E a melhor forma de apreciar as maravilhas do outono, é acompanhado de uma boa xicara de café macchiatto, caramelo, e uma boa camada de chantilly. Enquanto aprecia pela janela do seu estabelecimento favorito a beleza sórdida dessa estação tão pouco apreciada. É a melhor forma de esperar pelo seu cavalheiro de armadura reluzente.  Acredite, experiência própria.

                            “Tae, eu provavelmente não poderei comparecer.

                            Estou preso em uma reunião, sobre a compra.

                                                              Desculpa.      –JungKook”

Há dez anos atrás. Assim que cheguei em Seul, tive uma certa dificuldade em me acostumar com o ambiente da cidade. Era totalmente oposta de minha cidade natal, á qual estava tão acostumado. Não que eu esteja reclamando, longe disso. Sempre achei que o ambiente pacato de Daengu, não combinava lá essas coisas comigo. Sempre gostei de ambientes mais agitados e movimentados. O que era algo que não era encontrado em basicamente lugar nenhum daquela cidade. Me recordo de ter feito vários, milhares de inscrições para faculdades em outras cidades. Sempre amei minha cidade, porem... viver dezenoves anos presos no mesmo lugar, não é lá tão amistoso, como parenta ser. Queria viver algo novo, diferente de tudo o que já tinha vivido, apesar de não ter vivido praticamente nada. Quando fui aceito em uma faculdade em Seul, me senti tão bem, me senti como se pela primeira vez em toda a minha vida, Eu tivesse sido bom em algo. Eu conheci um lado de mim a qual não sabia que existia. tinha conseguido algo. Eu realizei um sonho.

Eu estava mesmo muito feliz. Mas, na minha família, era somente eu que ficou animado com a noticia.

“ –Você vai simplesmente nos abandonar? Depois de tudo que fizemos por você, Como pode? –minha mãe não gostou da noticia.

-Deixe-o ir. É o sonho dele! Ele não é obrigado a viver do mesmo modo que nos. Ele tem um sonho, e tem os meios para realizar-lo, não o obrigue a viver infeliz só porque você acha que ele não pode realizar seus sonhos, já que a anos atrás você não pode. –meu pai pode ter ficado do meu lado. Mas lembro do pesar que que tinha nos olhos dele.”

Depois de alguns dias. Malas feitas. Passaportes validos. Tudo, absolutamente tudo, perfeitamente arrumado. Eu não estava com nenhuma vontade de ir, as palavras da minha mãe, e o olhar do meu pai, tinham me atingido

“- mãe, se preferir, eu posso não ir. Não é como se eu estivesse desesperado ‘pra ir.- Não estou desesperado, estou completamente desesperado.

- Do quê esta falando, TaeHyung? É seu sonho, corra atrás. Não deixe essa velha infeliz de dizer o que pode ou não fazer. Você já tem dezenove anos, sabe muito bem o que é bom para você. E essa vida quem ira viver é você. A nossa já vivemos. é a sua vida agora!- A voz do meu pai se fez presente como um estrondo de trovão. Ele sempre teve mania de falar com minha mãe assim, pode até parecer um briga, mais muitas vezes, era só brincadeira, ou uma forma descontraída de conversar. Mas dessa vez, parecia extremante sério

- tanto faz, garoto. – seu olhar tinha tanta raiva e desdém.

- M-mãe...?

- deixe-a ir.- ele não me olhava, mas eu conseguia imaginar a dor que havia estampado no seu olhar.

-Mas, pai...

-Tae...- ele me olhava com doçura –Você conseguiu. Conseguiu encontrar a possibilidade para realizar seu sonho, sabe como é gratificante para mim, saber como meu filho conseguiu realizar algo? E não é algo qualquer. É o sonho dele na melhor faculdade de Seul, é em Seul, TaeHyung!

- E por que ela não entende isso? - Desviei o olhar pelo caminho que a mais velha havia seguido.

- Ela tinha... outros planos ‘pra você – ele desviava o olhar.

-mas...

- Algo que eu não aprovo, nem hoje e nem nunca. Não vou submeter meu filho a algo assim, entendeu?- seu olhar era duro, porem apavorados.

- s-sim pai.

No dia em que eu teria que viajar para Seul, eu estava tão animado, estava tudo arrumado, minha ansiedade estava a mil, o coração estava acelerado. Meu pai não estava em casa, minha mãe estava na cozinha fazendo o café. Eu acho.

- venha comer. Assim quando for embora, não poderá dizer que passava fome. – Sua voz era acida.

- Eu nunca falaria isso, Omma.

- Eu não duvido de mais nada vindo de você contra a minha família.

- TaeHyung, coma no aeroporto, temos que ir. – meu pai sempre salvando as brigas. – vou te esperar no carro

- Já estou indo, appa. –me levanto para ir pegar as malas –só vou pegar as malas”

Quando eu estava indo subir as escadas, minha mãe segurou meu pulso com uma força exagerada.

“- Não se atreva a passar por aquela porta. Você não deve nos deixar! – ela apertou mais, agora tenho certeza que ficará marca

- Me deixe realizar meus sonhos. Cansei de ficar preso nessa casa, nessa cidade, em vocês!

- você fala como se tivéssemos trancado você dentro de um quarto pela sua vida inteira.

- só não fizeram isso, porque é contra lei.

- Se você passar daquela porta, não precisa mais voltar, não lhe conhecerei. – ela me soltou e pude ver com clareza a marca avantajada em meu punho.

- Mãe eu te amo – ela não me olhou – me desculpe, mas tenho que fazer isso. – ela se virou e saiu da sala.- me perdoe, só quero viver, huh!?

- Não volte. Você não pertence mais a essa família, espero que seu avião caia e você morra com todos os outros hereges. Você não merece ser amado nunca mais.”

Acho que nunca na minha vida, uma frase me machucou tanto como essa. Me senti horrível, eu só queria realizar um sonho, por que ela não me apoia, por que ela é tão contra?

Fiquei pensado nisso minha viagem inteira. Ela tem razão, eu estou os abandonando por um sonho besta. Não deverei ser amado mesmo, mas por quê? Só não quero morrer num mesmo lugar, sem conhecer as maravilhas que o mundo tem para oferecer.

- TaeHyung? – uma voz doce interrompe meus devaneios, mas não me parece real. Elevo meu olhar ao jovem, tão conhecidos por mim, mas não vistos a tanto tempo.

- Jiminnie? Oh, Jimim! É você, meu “deus” á quanto tempo! – levanto-me para abraçar o moreno, agora rosado. Não o vejo a tanto tempo, senti tanta falta do seu perfume de lírios.

- Oh, TaeTae- hyung, é você mesmo? Senti tanto a sua falta, garoto. – pareço uma criança agarrado assim ao corpo do menor – sua risada preenche o silencio rotineiro do local –Meu “deus”, TaeHyung, eu vou cair.

- Oh, me desculpe, acho que me empolguei, sente-se um pouco comigo, temos tanto oque falar.

-Claros- ele se senta na mesa, enquanto chama o garçom com um leve elevar de mão

- O que desejam? – o garçom de feições meigas, mas não muito expressiva.

- Um achocolatado, por favor – Jimim pede, dando uma piscadela em seguida para o garoto, que apenas desviu o olhar para longe, envergonhado. Ignoro essa.

- quero te contar tantas coisas, nem sei por onde começar.

- Que tal começarmos por... o que é esse pedaço gigantesco de pedra dourada no seu dedo? Sério, quando eu passei por aquela porta, quase fiquei cego com o brilho – ah, como eu senti falta dessa risada, e esse eyes smile. O garçom retorna ainda corado, com o pedido, e com um pequeno papel verde, igual seus cabelos. Essa juventude!

                                                      “555- 6548

                                                        Me liga.

                                                -Min Yoongi”

-O que foi isso? - não contenho a risada ao olhar para o rosto cheio de expectativa do garoto

- Isso se chama flerte, te ensino qualquer dia desse. – ele sorri, guardando o pequeno papel no bolso do moletom

- Ih, não preciso oh, sou casado, amore. – passo minha mão diversas vezes seguidas na cara dele, fingindo exibir minha aliança.

- Ai – meu – “deus”, como isso aconteceu? – ele falou tão pausadamente, que me deixou apreensivo.

- Ih, é uma longa história.

- Legal... não tenho compromisso mesmo essa tarde. E pode começar, odeio enrolação. – Ah, esse moleque!

- Eu conheci meu atual marido – rimos – há dez anos atrás...

“Eu só tinha uma semana na faculdade de medicina, e, já estava totalmente, completamente acabando. Prontinho para desistir, o cansaço era tanto, que eu já estava pensando frequentemente em voltar para casa em Daengu.  Nem que para isso eu fosse precisar voltar me arrastando.

- TaeHyung?

- Sim, professor.

- Percebi que está tendo um pouco de dificuldade com as matérias, precisa de ajuda?

 - Na verdade, sim... peguei o semestre já pela metade, e não estou conseguindo entender muita coisa nos conteúdos

- Oh, entendo... Se quiser ajuda estou aí.

- Não quero atrapalhar.

- Não estará atrapalhando, mas se preferir temos um programa de ajuda entre os alunos, poderia participar, o que acha?

- Seria interessante, mas... como funciona?

- é uma espécie de troca de ajuda, entende? Por exemplo, você é bom em cálculos, e logicamente temos alunos ruins em cálculos, porem bons nas matérias em que você tem dificuldade, entendeu? Você ajudaria ele ou ela em cálculos e eles ajudaria você, entendeu?

- Sim

- Aceitaria participar?

- Sim! Quando posso começar?

- Que tal agora?

- Agora?

- Sim! Olha vou lhe apresentar indiretamente – riu – o Jeon. Jeon JungKook, ele é ótimo em quase todas as atividades, só deixa a desejar em cálculos, mas nada muito ruim, apenas o vicio dele em ser perfeito em tudo. Aceita? Normalmente, eu mesmo iria ajudar- lo, mas não seria muito justo com os outros alunos, não é mesmo?

- Oh, sim... Qual é o dormitório dele? – ele sorriu satisfeito

- Na verdade, você o encontrará no café mais perto.

- Oh, sim, claro! Devo dizer que foi o senhor que me mandou?

- Claro, se lhe for do agrado

- Até mais, professor.

-Até, lembre-se Jeon JungKook – gritou - você vai precisar. – sussurrou quase inauditivel”

- Espera! O universo conspirando para vocês dois se conhecerem e ‘tu não percebestes?

- Jimim, só paga a conta e vamos embora. E por que resolveu falar assim agora?

- Ah, não sei... para te irritar é uma opção?

“Algumas quadras dali, tinha um café de tema francês, era lindo. Decoração colorida e aconchegante, algumas mesas delicadas, que davam a impressão de que se você sentasse ela poderia facilmente quebrar. Mas, aparentemente isso nunca aconteceu ali, não que eu saiba.

A decoração meiga e convidativa, com o ambiente aconchegante e extremamente calmo, atraia mais a atenção de jovens amantes e universitários que queria apenas desfrutar de um bom chocolate quente, wi-fi grátis, na companhia de seus livros, ou atividades acadêmicas. Naquela tarde em especial não tinha muitas pessoas. Apenas alguns alguns casais mais aos fundos e dois estudantes, uma garota de logos cabelos negros, provavelmente não coreana. E um jovem rapaz de aparência jovem e meigas um pouco mais alto que eu, bebericando um chocolate quente. No qual apostei ser o rapaz que procurava. Ele parecia extremamente concentrado nos papeis, cadernos e livros esparramados pela pequena mesa. Ele era encantadoramente adorável.

- Você é Jeon... hum, jun-... jung – Droga! Eu esqueci o nome do garoto.

- Jeon JungKook. – ele me encarava com uma expressão estranha. Mais é claros, eu tinha acabado de aborda-lo é não lembrava o nome do rapaz. – é essa a pessoa que procura?

- S-sim... não é você?

-  Na verdade. Sou eu sim! O que quer? – ele sorriu. Seus dentes tinha uma pequena elevação nos dois primeiros da frente, normalmente, acharia estranho. Mas lhe era adoravelmente fofo.

 - O professor, me mandou lhe procurar, ele disse que você poderia me ajudar com algumas matérias, enquanto eu poderia lhe ajudar com cálculos. – o sorri dos moreno morreu ao mencionar o nome do professor. Acho que ele preferia ter a ajuda do mais velho, á ajuda de um desconhecido, que nem o nome dele conseguia lembrar.

- Oh, ele te mandou...? – seu olhar tinha ficado do vago derepente.

- Sim. Mas se não quiser, tudo bem! Eu posso falar com ele depois e pedi para ele me mandar falar com outra pessoa, não quero te atrapalhar. E aparentemente você nem precisa de ajuda. – falei ao observar uma das contas que era para tarefas estarem totalmente resolvidas corretamente. Estranho! Me virei para voltar

- Espera! Não precisa ir. Pode ficar... – ele agarrou meu pulso

- Mas, você nem precisa de ajuda.

-Mas você, sim!

- Mas, se não precisa de ajuda, por que pediu para a professor?

- sente-se – ele riu baixo – eu te conto. – me sentei. Não julga, minha curiosidade fala mais alto. – acho, que fiz isso para ele me notar... – ele ficou corado, mais ainda sim engraçado.”

- Espera! Seu atual esposo, estava apaixonado pelo professor de vocês? Meu “deus”, vocês foram mesmos feitos um para o outro – a voz esganiçada de quem prende uma risada, dava ‘pra ser percebida por qualquer um. Tínhamos saído do café a poucos minutos e eu já me arrependia internamente de te-lo trazido. A cada cinco segundos ele falava algo alto demais, chamando a atenção e olhares indesejados.

- Ah, mais era o professor dos sonhos de qualquer aluno, Jimim.

- Isso me lembrou de você na quinta série se declarando para a professora baixinha e gordinha do primeiro aninho – dessa vez ele não conseguiu segurar a risada. Eu nunca mais peço para alguém me acompanhar até em casa, ainda mais se essa pessoa se chamar Park Jimim.

- Ah, ela era legal! E me dava doces.

- O que poderia ser facilmente considerado pedofilia.

- aishi, só cala a boca.

“ – tipo aquelas garotas de seriados americanos? Que finge ser burras para ter ajuda do crush supremo?

- Algo assim – risos- Não vai contar para ninguém, ou vai?

- Eu? claros que não. Prefiro guardar esse micão só para mim, se muitas pessoas saberem perde a graça.

- Jura de dedinho?

- Quê ?- perguntei confuso e  ele riu

 - Era para você juntar o dedo mindinho ao meu, assim – ele enroscou nossos dedinhos – E dizer “ eu juro de dedinho”, não teve infância?

- “eu juro de dedinho.” – afinei a voz para parecer com a dele arrancando risadas do moreno.

- Minha voz não é assim! – fez uma careta – você é péssimo com imitações.

- Não sou não! – ri – você que não sabe apreciar artes.

 - acho... que posso me acostumar com você, mesmo não sendo o professor que eu queria.

- Você também não é nenhum professor dos sonhos, querido.

- Claros que sou. Sou o galã de dorama

- Sim, sim. Aproposito, me chamo Kim TaeHyung.

- Jeon JungKook, é um prazer lhe conhecer. – um aperto de mão, foi o suficiente para que eu soubesse que a partir daquele momento minha vida não seria mais a mesma.

Alguns meses depois, e já éramos melhores amigos. Na faculdade, já não não éramos chamados apenas de TaeHuyng, ou só de JungKook. Na verdade acho até que éramos apresentados para os novatos como VKook, nome que ganhamos após uma temporada de jogos escolares. Montamos uma dupla devido meu apelido de infância ser V de vitória. E o dele Kook, que era apenas uma abreviatura de seu nome.

E o nome pegou.

Poucos tempos depois JungKook, já não tinha mais intenção de chamar atenção do professor. O que foi bem estranho, já que em semanas descobri que o gênio era bem gamado no mais velho.

- Tae! – O garoto me chamava

- Me deixa dormir. – ele não saia mais do meu dormitório. Não que eu esteja reclamando, mais só era estranho. Já que muitas pessoas haviam perguntado se estávamos namorado. Mas o mais estranho, foi que ao falar que não estávamos namorando fiquei cabisbaixo.”

- Aigoo, TaeHyung, quanto clichê na sua vida.-  estávamos andando pelas ruas de seul a caminho da minha casa, preferia ter ficado pegando um taxi, mais o idiota falou que era melhor andar, para ter mais tempo de contar a historia da minha vida. Pirralho chato!

- Eu juro que se você me interromper mais uma vez, eu arranco sua cabeça.

- Não está mais aqui quem falou – ele deu um sorriso de lado

“ Nossa amizade ficou assim por dois anos. Dois longos anos de cumplicidade, e uma grande amizade que cresceu junto com a quantidade de colinhas trocadas nas provas. Era bom ter ele por perto, mais, nessa altura a pergunta “vocês namoram?” não me incomodavam mais. Já tínhamos feito tantas coisas que isso nem era tão estranho. Bom não era estranho até um certo dia em que nos beijamos, foi apenas um selinho onde ambos não sentiram nada. Estávamos em uma festa promovida por um universitário, uma garota passou a maior parte da festa atrás do JungKook, mas ele não estava afim.

- Oppa... você não quer ficar comigo?

- Nayon, não!

- Mas, por que? – A garota era persistente. Muito persistente, tenho que admitir. Ele me olhava desesperado

- E-eu sou gay, e estou namorando!

- G-gay? Namorando? Com quem?

- Com o V – ele falou, me olhando como se pedisse desculpas silenciosas.

- Prove – ela mandou, ele estava mesmo decidida a ficar com ele aquela noite. E ele me beijou, sim! Foi um selar, mais era meu melhor amigo me beijando, entende isso? E eu era, sou! Hétero.”

- Querido, você só é meio trouxa, mesmo! – tínhamos sentado em um banco, para conversar

- Jimim, de novo?

- Foi mal, ‘custume, sabe como é?

“Depois dessa noite, tudo ficou meio estranho entre nos. Ele parecia estar envergonhado do seu ato, e eu? Bom, eu não estava diferente. Nossa conversas havia diminuindo drasticamente. Acho, que só não paramos de falar totalmente, por que nenhum dos dois tinham outros amigos, então. Não dava para fugirmos o tempo todo. Mas na nossa relação, esse não estava sendo o pior, além dos dois não saber como lidar com o quase beijo. Mas, esse assunto não estava mais só entre nós dois. Alguém havia visto, previsto ou sei lá esse nosso momento, e tirando uma foto, gravado para falar a real. Já tinha se espalhado pela universidade inteira... Acho que foi isso que o fez ficar tão envergonhado perante a mim. Na verdade, não foi ele quem parou de falar comigo, mas, eu estou parando de falar com ele, fiquei com um pouco de vergonha, pelo que rolou, pelo que estavam falando. Ele até tentou vir falar comigo, mas, respondi que aquele não era o momento, que eu estava um pouco confuso e ocupado.

Estava tudo tão estranho entre nós, nossas tarde de vídeo - game não existiam mais, nosso passeios a noite nem eram mais lembrados, matar aulas então? Nem conversávamos sobre isso. Era ruim ver meu único e primeiro amigo se afasta de mim por algo tão besta e banal como isso. Foi um selar, nem beijo de verdade aquilo foi. Então por quê? Por que está tudo tão estranho, ele é meu amigo. Não deveríamos para de falar assim, só por que os outros acharam estranho? Eu deveria ir falar com ele? Ele deveria vir falar comigo de novo? O que eu devo fazer? Está tudo tão complicado.

As ruas estavam estranhas, completamente vazias, estavam cinzas, as flores das ruas pareciam mortas, as pessoas pareciam mais triste que eu, e muito mais sem vidas.

De longe, a única cor naquele local, era á que provinha de um café na esquina. Sim, aquele mesmo café onde eu havia falando com ele pela primeira vez. E nada melhor para se recuperar de uma tristeza profunda, do quê entrar em uma pior ainda. Ao adentrar no local, o sininho badalou, fazendo um leve sonar, olhei na direção da mesa em que ele estava no fadísdico dia. E não ele não estava lá. Meu pareceu se apertar com a visão, caminhei lentamente ignorando sem perceber a voz do atendente perguntando diversas vezes o que eu desejava. Sentei – me imaginando o calor do cor dele emanado para mim ao meu lado

- Um café, por favor!- pedi – O mais amargo possível. – não me daria ao luxo de algo doce.

- O mesmo para mim. – elevei o olhar até o dono da voz, sorri sem perceber, ao mesmo tempo que congelei do rosto para baixo, era ele. Ele estava ali, Jeon JungKook, estava ali, ele veio atrás de mim.

- O-o que está fazendo aqui? – Praguejei-me internamente por gaguejar

- Vim falar com você, estamos exagerando, não acha?

- E-eu... não sei. Talvez? – indecisão? Péssima hora para aparecer.

- Você está desconfortável- aishi! Foi só um beijo até entendo se disser que não gostou. O que na verdade eu duvidaria muito. Mas, agora ficar fugindo de mim é demais, não acha? Sou seu melhor amigo, poxa, TaeHyung!

- Eu g- gostei. – sussurrei o mais inauditivo possível

- O quê?

- Eu não estou fugindo porque não gostei, estou me afastando porque gostei de te beijar, Kook

- C- como...?

- Aishi...esqueça. s-só não me deixe ficar tão longe, huh!?- sorri, acho mesmo que seria bomse ele não tivesse entendido o que disse...

Semanas depois, estávamos ainda tentando reatar nossa amizade, mas ele ainda estava meio distante de mim.

- Jeon?- chamei, recebi um “hum” para prosseguir.

- Está acontecendo algo?

- Não, por que estaria?

- Está estranho.

- Eu? Não. Acho, que só estou preocupado com os boatos, entende?

- Talvez.

- Jeon?

- Sim?

- Acharia estranho se eu te falasse supostamente que gostei do beijo.

- V- você gostou?

- Err... eu tenho que ir.

- Espera! – Ele me segurou pelo pulso de forma brusca, me fazendo olhar-lo, seus olhos negros tinham um brilho lindo, mas ainda sim! Pertubador. Ele me puxou fazendo meu corpo bater contra o dele, seu braço se entrelaçou a minha cintura, deitou levemente a cabeça para o lado encarando minha boca. Eu não fazia ideia do quê fazer. – Se gostou, não se importaria de repetir, se importaria?

- E-eu... não. Quer dizer, sim! Aí, eu não sei. – eu me afastei dele e sai dali. Queria sair da faculdade, do bairro, da cidade, do país. Queria ficar longe dele. Mas, queria que ele estivesse ali, é tão complicado.

Nos próximos 6 dias de aulas eu não compareci.

Eu tinha literalmente expulsado meu colega de quarto do nosso dormitório, para quê ninguém me visse no estado deplorável em que eu estava, nem mesmo queria me ver. Cobri os dois únicos espelhos do quarto com lençóis antigos.

As vezes, alguém batia na minha porta, mas eu nunca abri. Não sabia quem era.

O um dos meus professores, me mandou um e-mail, perguntando se eu estava bem. E o que tinha acontecido. Respondi que apenas não estava mais me sentido bem.

Ele me mandou ir até o café, pegar algumas atividades. E eu fui. Vesti uma roupa qualquer, um moletom azul claro, e uma calça beje. Tanto faz.

Caminhei algumas quadras até o café. E até que enfim cheguei.

Sentei e fiquei esperando o professor. Pedi uma xicara de chocomenta. Era doce, e ao mesmo tempo a ardência conhecida da menta. Era bom. Tinham um sabor bem familiar, mas eu não fazia ideia da onde eu o conhecia, mas me era familiar, muito familiar.

Alguém se sentou ao meu lado, me prendendo contra a parede. Eu até então não sabia quem era, mas sabia que independente de quem fosse, eu não conseguiria sair dali.

- Precisamos conversar. – era ele, ali de novo.

-...- Não consegui falar nada.

- Tae, por favor. É horrível não te ter por perto, eu me sinto mal ao olhar para sua mesa e não te ver ali, bater na sua porta e você não atender, sair na rua olhar ao meu lado e você não estar, te ligar e você não atender, eu preciso ouvir sua voz roca de sono de vez enquanto, eu sinto sua falta. Me desculpa mesmo, por ter tentado de beijar novamente, vou entender se ficar bravo comigo. Mas por favor não me odeie, não me deixe. – Ele falou tudo tão rápido. Que não atendi o a maior parte da historia. E eu o beijei. Não sei porque, mas o beijei. Somente isso.

- Pensei que estivesse confuso, ou com raiva de mim. – ele disse depois de alguns minutos me encarando confuso

- Estou. Mas você falando rápido assim, me estressa. – sorri, ainda com a testa colada na dele. Eu acho que amo esse guri. Mas, ignorei, por ser tão preconceituosos quanto os outros.”

- È aqui. Aonde eu moro.- falei apontando para o prédio a nossa frente.

- Porra, que lacre. É uma pena eu não poder ficar e conhecer seu príncipe, mas agora tenho mesmo que ir, tchau Tae. – ele se despede antes de chamar um taxí e partir na direção oposta de onde passamos.

Adentrei o prédio, comprimentei o porteiro, peguei o elevador e subi até meu apartamento. Tudo monótono. Encarei a porta já encostada, e controlei meu coração, que estava acelerado, ao encarar o paletó, tão amado por mim, já encostado no cabideiro.

- Amor, cheguei. – gritei, ouvindo minha voz ecoar pelas paredes gélidas do local. Uma presença atrás de mim, me abraça por atrás, e me beija por toda a extensão da minha clavícula.

- Finalizei a compra, meu amor. Vamos comemorar! Seu restaurante favorito, o que acha?- ele sorri, 10 anos se passaram e o sorriso de coelho dele ainda é meu favorito, sua pele ainda é única para mim, ele é único para mim. Somente meu!

- Que tal ficarmos em casa, e comemoramos aqui? – sorri sapeca. E ele me respondeuda mesma forma.

       Eu o amo tanto. E dessa vez, não nego.

Ah, eu o conheci, e descobri o amar no outono. Minha estação do amor!

 



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