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História Outra chance ao amor. - Capítulo 2


Escrita por: e ISTEXMY7


Capítulo 2 - Prólogo parte 1


Fanfic / Fanfiction Outra chance ao amor. - Capítulo 2 - Prólogo parte 1

                Aeroporto de Seoul

                Domingo, 9:00 AM


Jeongguk e Sarang estavam voltando de sua segunda viagem às ilhas maldivas, a primeira fora em sua lua de mel, há um ano atrás, quando ainda nem sequer passava-se por suas cabeças que voltariam e que ainda por cima Sarang estaria grávida. O casal era amante de viagens e essa era uma das coisas que tinham em comum, portanto, sempre viajavam juntos sem se importar com o tempo entre uma viagem e outra. Jeongguk era completamente apaixonado por sua esposa e só tinha olhos para ela, a mesma não era diferente, ambos eram o amor da vida um do outro e não mediam esforços quando se tratava de passar tempo juntos. 


Jeongguk encontrava-se mais feliz do que pensou que poderia ser um dia e pra ele isso só foi possível por causa de Sarang, sua esposa, com ela a sua felicidade estava completa e não precisava de mais nada. A relação deles tornou-se ainda melhor quando descobriu há cinco meses passados que sua esposa estava grávida, essa era com certeza a melhor notícia que Jeongguk poderia receber, ele estava completo, tinha uma esposa maravilhosa e agora os dois estavam esperando o que era fruto desse amor tão grande que nutriam um pelo outro. O que poderia ser melhor? 


Essa era a primeira de muitas viagens que fariam à três; ele, a mulher e o filho que esperavam. Sua felicidade havia se multiplicado e com isso a responsabilidade de cuidar de sua família querida e ser o melhor pai e esposo que pudesse ser. 


— Lembra que eu prometi te trazer outra vez às ilhas maldivas? -Jeongguk olhou sua esposa nos olhos enquanto segurava com um dos braços a sua cintura e com o outro a sua mão, para que ela pudesse se apoiar nele enquanto desciam do jatinho.


— Lembro sim, meu amor! -Sua esposa respondeu carinhosamente com um sorriso largo nos lábios. — Obrigada por me fazer a mulher mais feliz desse mundo. -Voltou o seu olhar ao dele. 


— É só o começo, minha princesa! -afirmou, sorrindo. — Ainda tem muita coisa que eu quero fazer com você, e muitos lugares onde quero te levar! 


Depois de descer do jatinho particular no qual haviam feito sua viagem, um carro já os esperava na entrada do aeroporto para levar-lhes à seu lar. 


— Amor! -ela o chamou com a voz chorosa. — Eu posso ir a qualquer lugar do mundo com você, mesmo que seja embaixo da ponte. Eu te amo, Jeongguk. 


Ambos pararam e viraram-se um para o outro. Jeongguk levou as mãos até o rosto de sua esposa e o acariciou levemente secando as lágrimas que caíam sorrateiramente. A gravidez a deixava mais sensível que o normal e ele sentia que precisava mima-la em tudo. 


— Eu também te amo, Sarang! -afirmou olhando em seus olhos. — E o nosso bebê! -Jeongguk levou uma das mãos que outrora estava no rosto dela à sua barriga alisando-a de cima pra baixo. 


Logo em seguida o homem se ajoelhou ficando com o rosto em frente ao barrigão de sua esposa e selou-o carinhosamente com os lábios. 


— Como está o bebê do papai? -falou fitando a barriga da mulher com um sorriso bobo nos lábios. 


— Acho que ele está bem até demais! -Sua esposa respondeu sorrindo enquanto o olhava de cima, vendo o rosto de Jeongguk e o seu barrigão simultaneamente. A visão que tinha agora poderia tê-la para sempre, e não trocaria isso por nada. — Amor, ele mexeu! -exclamou, surpresa. 


— Sério? Isso quer dizer que ele me respondeu, certo? -seus olhos se arregalaram em surpresa e logo em seguida o sorriso nasalado que o fazia parecer um coelho se formou em seus lábios. 


Sarang às vezes duvidada da idade de seu esposo. Jeongguk não aparentava ter a idade que tinha, parecia ter menos em alguns momentos e em outros mais, sua dualidade a confundia, entretanto, ela amava como ele conseguia ser fofo e sensual sem nem perceber.


— Sim! -ela o respondeu, e levou uma das mãos até as madeixas de seu esposo mexendo nelas carinhosamente. — Nosso filho gosta mais do papai do que da mamãe, sempre que o papai fala ele mexe. -a mulher cruzou os braços e fez um biquinho fofo fingindo chateação. 


— É, filho? -Jeongguk perguntou alisando a barriga de sua esposa. — Você tem que amar muito a mamãe também, okay? Ela é uma mulher incrível e vai ser uma mãe ainda melhor! -depois de deixar um último selinho em sua barriga, seu esposo levantou-se e a segurou pela mão entrelaçando seus dedos. 


— Vocês são os homens da minha vida! -Sarang falou olhando seu esposo nos olhos.


— Amo quando você fala isso! -respondeu, sorrindo bobo. — Sinto-me o homem mais feliz do mundo! 


— Você é o homem da minha vida, Jeon. -falou  novamente, dessa vez com a expressão facial séria a fim de provoca-lo. 


— Sabe o que eu penso quando você me chama assim? -um sorriso malicioso se formou em seus lábios e rapidamente o homem assumiu a postura que a deixava de pernas bambas, extremamente sensual quando falava sério. 


— ESTÁ VENDO! -a mulher gritou inconscientemente assustando-o e a si mesma. — Você estava sendo tão fofo há segundos atrás Jeon, como pode mudar tanto de uma hora pra outra? -Interrogou frustrada, com a testa franzida. 


— É você que faz isso comigo, amor! -respondeu mantendo a postura séria, provocando-a. — Por que? Não gosta quando fico sério? -sussurrou suavemente aproximando o rosto do seu. 


— Jeongguk estamos no meio da rua, seu sem vergonha! -sua mulher acertou-lhe com um tapinha de leve no braço e ele riu. 


— Não falei nada demais, amor! -retrucou, insistente. 


— Vamos logo pra casa que eu estou cansada! -falou ignorando-o e apressou os passos indo em direção ao carro que os esperava. 


                               (•••)


Jeongguk e Sarang moravam juntos em uma casa enorme onde haviam vários empregados, dentre eles a governanta Noh em quem confiavam de olhos fechados. Depois de descobrir sobre a gravidez de sua esposa, Jeongguk decidiu que a mesma deveria poupar os seus esforços para não prejudicar a criança ainda que ela insistisse que não precisava e por este motivo acabou contratando empregados que pudessem ajuda-la e até mesmo fazer-lhe companhia enquanto trabalhava, já que o homem passava maior parte do seu tempo na empresa e ficava receoso em deixa-la sozinha.


Assim que chegaram estavam todos, somando um total de doze empregados, os esperando em frente a porta da mansão lado a lado com um sorriso no rosto. Eles eram patrões queridos, pessoas extremamente especiais. 


— Sejam bem-vindos de volta, senhores! -a governanta Noh deu um passo a frente e os cumprimentou fazendo reverência. 


— Por favor governanta Noh, não precisa fazer isso! -Sarang exclamou sorrindo e aproximou-se da mesma. — Senti falta da senhora! -abraçou-a. 


— Oh minha linda, também senti sua falta! -a senhora riu e abraçou a jovem mulher de volta dando tapinhas leves em suas costas. — E esse bebê como está? 


— Eu estou bem! -Jeongguk respondeu brincalhão intrometendo-se na conversa fazendo-as rirem. 


— Não me referi a você, Jeongguk. -A governanta Noh respondeu, rindo do seu comentário. — Você não é mais um bebê! 


— Eu tenho minhas dúvidas! -A esposa dele respondeu olhando-o de relance, provocativa. 


— Posso tirar suas dúvidas mais tarde, meu bem! -Jeongguk lançou um olhar de maliciara para sua esposa e recebeu em troca um tapa no braço. 


— Jeongguk! -Repreendeu-o, constrangida e ele riu. 


— Pelo visto a viagem foi boa mesmo, hein! -A senhora comentou sorrindo. — Fico feliz em vê-los feliz assim!


Depois de trocarem algumas palavras, o casal cumprimentou o resto dos empregados e entraram em casa. 


— Governanta Noh! -Jeongguk chamou-a. 


— Sim, senhor? -respondeu, diligente. 


— Pode dispensar os empregados por hoje, peça que voltem amanhã pela manhã! -orientou-lhe. 


A senhora assentiu com a cabeça e retirou-se para cumprir sua ordem. A governanta Noh era como uma mãe para Jeongguk, ela fora a sua babá quando criança já que os seus pais viviam ocupados demais em seus afazeres e mal tinham tempo para ele, Jeongguk temia cometer o mesmo erro dos seus pais com o seu filho e esposa, por isso sempre tentava conciliar entre trabalho e família. Para ele, nada nesse mundo era mais importante do que Sarang e o seu filho que esperava. 


Depois de ter sua breve conversa com a governanta Noh, Jeongguk foi até sua esposa e encontrou-a tentando subir a escada que levava até o quarto deles, mas com dificuldade já que a sua barriga estava crescendo a ponto de dificultar os seus afazeres mais simples. Então, o homem aproximou-se de leve e pegou-a no colo cuidadosamente para não assusta-la. 


— Acho que eu vou ter que te carregar todos os dias até o nosso filho nascer! -comentou enquanto subia a escada com a mulher em seus braços. 


— Ele nem nasceu e você já está o mimando desse jeito, como vai ser quando nascer? -sua esposa brincou, envolvendo o braço em seu ombro. 


Jeongguk levou sua esposa até o quarto em seus braços, abriu a porta com o pé e entrou encontrando o lugar impecavelmente limpo e arrumado, com um cheiro suave de flores. Logo em seguida, ele a pôs no chão. 


— Tenho medo de não ser bom como pai, e se eu acabar cometendo o mesmo erro que o meu pai? -seus olhos receosos encontraram os dela que o encararam com ternura. 


— Eu tenho certeza que você será um pai incrível, meu amor! -a mulher aproximou-se dele e envolveu os braços ao redor de seu pescoço fazendo com que a sua barriga ficasse rente ao abdômen dele. — Então, não se preocupe com isso! 


— Obrigado por acreditar em mim! 


Jeongguk inclinou-se e beijou a sua esposa carinhosamente, iniciando um beijo lento e cheio de ternura, daqueles que faz a sua mente rodopiar e os seus sentidos se perderem completamente. Sarang sentia-se mole nos braços de Jeon, poderia montar em cima dele facilmente se a barriga não a impedisse.


O resto do dia seria todo deles, Jeongguk aproveitaria cada minuto ao lado de sua esposa e filho já que amanhã mesmo teria que voltar ao trabalho. Ele não queria, se pudesse jamais sairia do lado de sua esposa, pelo menos até que ela desse a luz, mas as suas obrigações o chamavam e ele já tinha ficado tempo demais longe da empresa. 

                             (•••)

      

            Segunda-feira, 8:00 AM. 


— Não pode ficar mais um pouquinho? -Sarang perguntou manhosa, enquanto abotoava os botões da camisa social branca de Jeon. 


— Você sabe que se eu pudesse nem saia de perto de você, mas eu não posso passar tanto tempo sem ir na empresa, preciso acompanhar de perto o que acontece por lá. -falou com a voz marcada pela decepção, afinal, Jeon realmente queria ficar com a sua esposa. 


Com a ponta dos dedos Jeongguk pôs uma mecha do cabelo de Sarang atrás d sua orelha enquanto a olhava fixamente. 


— Você vai ficar bem? -Perguntou, preocupado. 


— Não se preocupe, amor! Eu sei me virar e qualquer coisa eu tenho a governanta Noh e os outros empregados! -confortou-o. 


— Assim eu fico mais tranquilo, se não fosse por eles não ousaria te deixar sozinha! -respondeu, sério. 


— Amo quando você me trata como um bebê! -Sarang sorriu e se permitiu desfrutar do toque de seu esposo por mais alguns segundos, ser tocada por ele era o que mais amava na vida. 


— É porque você é meu bebê! E agora eu tenho dois bebês para cuidar! -falou e logo em seguida deu-lhe vários selinhos seguidos finalizando com um na ponta do nariz. 


— Céus Jungkook, desse jeito eu vou ter diabetes! -falou, gargalhando e apertou o pescoço dele suavemente. 


Jeon apenas continuou a beijar sua esposa, espalhando os beijos por todo o seu rosto e logo em seguida direcionando-os ao seu pescoço. Jeongguk sempre foi carinhoso, essa era uma qualidade marcante dele e logo depois de descobrir sobre a gravidez de Sarang, tornou-se ainda mais meloso, mas isso ela amava. Afinal, quem não quer ser mimada pela pessoa que ama? 


Jeongguk afastou-se de sua esposa relutante após despedir-se dela e a mesma o acompanhou até a escada, mas o homem não a deixou descer e pediu-lhe que não se esforçasse muito. 


— Amor, temos que ir hoje comprar uma parte do enxoval do nosso filho, quero ir com você! -ela comentou, lembrando-o. 


— Prometo que vou tentar sair na hora do almoço, ok? -olhou-a de baixo depois de descer a escada. 


A mulher assentiu com a cabeça e logo em seguida seu esposo foi embora e ela voltou a seu quarto a fim de tomar um banho e preparar-se para o seu dia, após despir-se por completo Sarang foi ao banheiro e ligou o chuveiro posicionando-se debaixo dele e enquanto acariciava sua barriga e conversava com o seu filho. 


                             (•••)


Enquanto isso, Jeongguk estava em sua sala presidencial atendendo ligações, marcando compromissos e aprovando novos projetos. O tempo o que passou sem vir a empresa, rendeu-lhe bastante trabalho, até mais do que ele imaginou. Sentado em sua poltrona, folheando alguns papéis importantes que valiam milhões, tais que apresentavam projetos já concluídos e outros que estavam sendo analisados, ambos que envolviam muito dinheiro. Jeongguk foi interrompido pelo barulho da porta a qual refletia o som de batidas. 


— Senhor Jeon? -a voz de seu secretário Jimin foi reconhecida. 


— Entre. -Respondeu, sem tirar os olhos dos papéis. 


— O senhor tem dois compromissos muito importantes hoje, acho que já deve saber! -o moço de cabelos negros lhe chamou a atenção fazendo-o olhar para ele.


— Hum... -Franziu o cenho, confuso. — Não lembro-me de ter marcado nenhum compromisso! -Concluiu, ainda confuso. 


— O senhor deve ter esquecido, mas hoje há uma reunião com os acionistas para decidir se o projeto da construção da creche e asilo serão aprovados. -informou-lhe, e o homem lembrou-se na hora. 


— É verdade! -Confessou, levando a mão a cabeça. — Que horas mesmo? 


— As 15h senhor! respondeu, de imediato. 


— Há mais algum compromisso pra hoje? -perguntou, completamente perdido. 


— O presidente Min quer almoçar com o senhor, disse que tem algo muito importante a tratar! Posso confirmar? 


Jeongguk acabou esquecendo que havia prometido a sua esposa encontra-la na hora do almoço. 


— Confirme! E, por favor, organize todos os meus compromissos desse mês e me envie por arquivo! 


— Sim, senhor! 


Jimin deixou a sala de seu presidente e o mesmo buscou em seu notebook o arquivo sobre o projeto da creche e asilo que ele mesmo havia desenvolvido logo que descobriu da gravidez de sua esposa. Jeongguk queria oferecer as crianças tanto de ricos quanto de pobres uma oportunidade e pretendia concluir esse projeto para que o seu próprio filho pudesse frequentar a creche. Não queria que o menino se sentisse superior só por ter um pai que é empresário e muito rico, mas queria ensina-lo a ser humilde. 


Faltando alguns minutos para o meio dia, Jeongguk recebeu uma ligação do presidente Min. 


— Jeongguk? -a voz de seu sócio soou do outro lado da linha. — Onde vamos nos encontrar para o almoço? 


— Vou deixar isso à sua escolha! -respondeu, neutro. 


— Ótimo! Tenho certeza que vai gostar da minha proposta! -afirmou, confiante.


— Veremos! 


A ligação foi encerrada. Por outro lado, a alguns quilômetros dali, Sarang estava se arrumando com as expectativas a mil, ansiosa para encontrar o seu esposo. O momento mais esperado por ela era o de comprar o enxoval e a mesma não queria ir sem o Jeon. Logo após se arrumar, usando um vestido estampado ombro a ombro que ia até os pés, uma rasteirinha simples e o cabelo solto, Sarang saiu do quarto e desceu as escadas cuidadosamente. 


Ao chegar no fim, foi até o sofá e sentou-se. Observou o seu relógio que constava como meio dia em ponto e resolveu ligar para o Jeon a fim de confirmar se ele realmente viria e onde se encontrariam, estava ansiosa e cheia de euforia, não via a hora de encontra-lo para que pudessem ir, ainda que seu esposo não pudesse ficar muito, ela se certificaria de aproveitar o máximo dele, mas o mesmo não atendeu. Ela insistiu e ligou outras vezes, mas nenhuma das ligações foram atendidas, frustrando todas as suas expectativas. 


— Governanta Noh! -Sarang chamou a senhora que veio rapidamente atendê-la. 


— Sim, senhora? -respondeu, aproximando-se dela. 


— O Jeon te ligou ou deixou algum recado? -perguntou, apreensiva. 


— Não, senhora! Por que? O que houve? 


— Nada! Obrigada! -forçou um sorriso. 


Sarang respirou fundo e resolveu esperar mais um pouco, Jeon não é do tipo que a deixa esperando ou falta em seus compromissos, portanto, ela tinha certeza de que viria, mas essa não era a realidade. Jeongguk estava tão ocupado que esqueceu completamente que havia marcado de sair com sua esposa, portanto, a essa hora o homem estava saindo para almoçar com o presidente Min sem nem se dar conta do que havia esquecido. 


A Min Corporation era a segunda maior empresa de Seoul perdendo apenas para a JK Corporation, tal que era liderada pelo Jeongguk. Uma parceria entre as duas geraria um lucro absurdamente alto para ambas as empresas, não era uma oportunidade de se jogar fora. 


Devido a demora, Sarang concluiu que o seu esposo não viria, a mulher ficou chateada, afinal, esperava ir com ele, mas decidiu ir mesmo assim temendo que acabassem tendo que adiar por vários dias. Ela não podia exigir tanto do Jeon, o mesmo já tinha adiado muitas de suas obrigações por causa dela. 


Estavam todos trabalhando dentro da enorme mansão em que moravam, então ela decidiu sair sem avisar. Foi caminhando mesmo, o bairro em que moravam não ficava longe do centro, pensou em passar na empresa e ver Jeon, mas descartou a possibilidade já que ele poderia estar ocupado e a visita dela só o atrapalharia, portanto, continuou andando sem pressa enquanto sentia o vento refrescar sua pele. 


Do outro lado estava Jeongguk numa conversa de extrema importância com um de seus sócios, presidente Min.


— Pretendo bancar financeiramente o seu projeto de construção da creche e asilo e em troca espero que possamos trabalhar juntos, A Min e a Jeon Corporation num projeto. -Falou o presidente Min, depois que ambos fizeram o seu pedido. 


— Ótimo! -Jeon respondeu. — Suponho que já tenha a ideia do projeto em mente! -comentou, simples. 


— Sim, mas isso é conversa para um outro dia. Podemos marcar uma reunião e eu deixaria sobre a responsabilidade do meu secretário apresentar-lhe o projeto detalhadamente! 


— Pode ser! -concordou, convencido. — Estou ansioso para trabalhar com você, presidente Min. 


— Eu também, presidente Jeon.


Enquanto conversavam Jeongguk recebeu uma ligação e ao pegar o celular viu que haviam várias ligações de sua esposa, foi então que lembrou do que lhe havia prometido. Com tantos compromissos pendente, reuniões marcadas e projetos a serem avaliados ele acabou esquecendo que tinha marcado de sair com a Sarang tampouco ligou para avisa-la.


— Droga! -xingou inconscientemente pensando que sua esposa poderia estar agora decepcionada. Jeon nunca havia furado um compromisso marcado com a Sarang, não sabia exatamente como ela lidaria com isso. — Desculpe presidente Min, mas tenho que sair agora, conversamos depois. 


Antes que o mesmo fosse capaz de responder, Jeongguk saiu apressado, com o celular na mão ligando para a sua esposa que não atendeu mesmo ele insistindo em ligar repetidas vezes nenhum resposta foi obtida. Então, decidiu ligar para o telefone residencial o qual foi atendido pela Governanta Noh, mas o que ouvira dela o deixou ainda mais preocupado.


— Como assim ela não está aí? -perguntou, frustrado. — Governanta Noh, ela não saiu sozinha, certo? 


— Ela me perguntou sobre você, mas não me disse nada! -respondeu, apreensiva. — Parecia que estava te esperando, vocês marcaram algo?


Enquanto falava com a governanta Noh a ligação foi interrompida por outra que constava ser de Sarang, Jeongguk desesperadamente desligou a chamada e atendeu na esperança de ouvir a voz de esposa dizendo-lhe que estava tudo bem, mas não foi isso que aconteceu. 


— Você é o esposo da senhorita Jeon Sarang? -uma voz masculina soou e Jeon sentiu-se mal, tanto é que demorou bastante para responder. O barulho de buzinas de carro sendo tocadas junto com as vozes várias pessoas falando juntas indicavam que algo tinha acontecido e não parecia ser algo bom.


Jeongguk sentiu seu peito apertar, aquela voz não era conhecida e porque um homem estava atendendo ao celular de sua esposa? Talvez ela tenha o perdido? Ou quem sabe acabou se perdendo? Tudo bem, nada demais aconteceu, está tudo bem. Era isso que ele queria pensar, que sua esposa estava bem.


— Sim, sou eu! O que houve? -perguntou, já começando a desesperar-se. 


— Ela acabou de sofrer um acidente, o senhor precisa vir rápido! 


Jeongguk não acreditou no que ouviu. Um acidente? A sua esposa? Não podia ser, não podia ser ela, com certeza era um engano ou quem sabe um trote, esse tipo de coisa não era tão incomum de acontecer, afinal, ele era um homem rico e bastante influente, as pessoas maldosas poderiam usar de mentiras envolvendo quem ele mais amava para tirar dinheiro dele. 


— Isso é algum tipo de trote? Saiba que se for eu vou descobrir e colocar toda a polícia da Coreia do Sul atrás de você! -Jeongguk tentou manter a calma, mas a verdade é que estava morrendo de medo. 


A postura séria, indiferente e inexpressiva que mantinha diante de todos era totalmente nula em frente a sua esposa, o Jeongguk que Sarang conhecia e presencia não havia sido visto por mais ninguém além dela, nem mesmo os seus pais, ninguém. Ele não costumava sentir medo, afinal, estava no topo, tinha praticamente todo o controle do mercado financeiro e sua empresa era a que mais gerava lucro para o país, não tinha porque temer, mas quando se tratava de Sarang Jeongguk sentia se indefeso, qualquer que a machucasse o machucaria ainda mais. 


— Não senhor, não é um trote! A sua esposa foi acidentalmente atropelada por um carro que ultrapassou o sinal vermelho. Estamos socorrendo-a neste exato momento, o senhor precisa vir urgentemente! Ela está sendo levada para o hospital Asian Medical Center de Seoul, sabe onde fica? -Jeongguk não respondeu, não sabia o que dizer, não sabia nem sequer como reagir. — Senhor? Está aí? Se...


Ao ouvir tal notícia, Jeongguk não pensou em absolutamente nada, apenas guardou o celular no bolso sem nem ao menos desligar a ligação, foi até seu carro, entrou e dirigiu o mais rápido possível até o hospital que lhe havia sido informado. Tão rápido que poderia facilmente sofrer um acidente ou mesmo ser multado por dirigir em alta velocidade numa das avenidas mais movimentadas de Seoul arriscando não só a própria vida como a de todos os que estavam dirigindo até mesmo os pedestres, mas nada disso tinha importância agora a não ser ver a sua esposa, vê-la bem em seus braços. 


Ao chegar no local, a ambulância que havia socorrido a sua esposa acabava de parar em frente ao hospital e quando ele desceu do carro pode vê-la deitava na cama com um tubo em seu pescoço, um aparelho respiratório e algumas manchas de sangue na cabeça e no corpo, completamente inconsciente. Jeongguk correu desesperado e parou ao lado da maca segurando firme a mão de seu esposa que estava gelada enquanto a equipe médica corria levando-a até a sala de cirurgia. 


Jeongguk olhou em seus olhos, segurou firme a sua mão e desejou do mais profundo do seu ser que ela ficasse bem. Sem perceber, estava chorando, mas foi impedido e teve que soltar a mão de sua esposa quando chegaram em frente a porta da sala vermelha. 


— Salve a minha esposa doutor, eu te imploro! -desesperado, o homem segurou uma das mãos do médico com as suas duas e apertou. Não era um pedido, mas um súplica, um clamor. Jeongguk o homem que tinha tudo e todos aos seus pés estava implorando em lágrimas que salvassem a vida da sua esposa, afinal, do que adiantaria ter tudo e todos aos seus pés e não tê-la, se foi por ela e por causa dela que ele havia chegado tão longe? 


Em frente a porta do hospital repórteres e paparazzis começaram a aglomerar-se, a essa altura do campeonato a notícia já estava em todos os jornais do pais ao vivo e em tempo real, não demoraria muito para que os pais dela, a governanta Noh e até mesmo o Jimin, seu secretário fiel e braço direito estivessem ali. Jeongguk caiu no chão e encostou-se na parede que ficava ao lado da sala de cirurgia, enterrou as duas mãos em seus cabelos e reclinou a cabeça. Como isso foi acontecer? A culpa pesou sobre os seus ombros. Nada disso teria acontecido se ele não tivesse esquecido do seu compromisso e tivesse ido com ela, a mesma estaria bem agora, sã e salva. Esses eram os pensamentos que tomavam a mente de Jeon.


Rapidamente a governanta Noh chegou juntamente com o Jimin, seu secretário e os pais de Sarang, Jeongguk mal conseguia falar. 


— Jeongguk? Meu filho, o que houve? -A senhora Noh correu até ele, ajoelhou-se ao seu lado e o abraçou forte. 


— Foi minha culpa, se eu não tivesse esquecido... -lamentou-se enquanto chorava. 


— Não diga isso, acidentes acontecem, se você tivesse ido poderia ter acontecido do mesmo jeito, não se torture, vai ficar tudo bem... -ela o consolou, abraçando-o forte. 


Minutos depois, o médico-chefe saiu da sala de cirurgia. Jeongguk nunca reagiu tão rápido como havia reagido agora, como se seu corpo por conta própria tivesse o feito, antes mesmo que ele pudesse raciocinar e quando deu por si já estava em pé. O semblante do médico não era dos melhores, na verdade, não era nada bom. 


— Conseguimos salvar a vida do bebê, ele está são e salvo na incubadora, mas infelizmente... -o médico pausou, hesitante. — não conseguimos controlar a hemorragia, e a paciente acabou não resistindo... sinto muito, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Eu sinto muito. 


Logo após dar a notícia, o médico retirou de volta a sala de cirurgia e as portas se fecharam. Jeongguk de repente, não conseguiu sentir os seus pés ou mesmo chão, não conseguia sentir o chão debaixo de seus pés, mexer-se era algo que não estava sob a sua vontade naquele momento. Sua mente recusava-se a aceitar o que havia ouvido. 


— Sinto muito, por quê? -perguntou, incrédulo. — Ela está bem, está viva não está? Eu quero vê-la, não acredito, NÃO! É MENTIRA, É MENTIRA! 


Jeongguk gritou histérico, não tinha mais o controle de suas ações/emoções, não conseguia sentir a si mesmo, como se tivesse dormente, era assim que parecia. Perdeu o chão, os sentidos, a vontade de viver, esqueceu-se até mesmo do seu filho que havia sobrevivido e por um momento desejou que ele tivesse ido no lugar dela, desejou profundamente tomado pela dor que ela tivesse ficado em vez dele. Ele não conseguiu sentir mais nada, o toque da governanta Noh que chorava e tentava consola-lo, os pais de sua esposa em sua frente desesperados e o seu secretário Jimin em sua frente, tudo começou a ficar embaçado, a sua visão foi escurecendo aos poucos até que tudo ficou preto e ele não viu mais nada. 


Nunca sabemos quando será a última vez, se soubéssemos aproveitaríamos melhor as pessoas que amamos, ou mesmo evitaríamos que elas se fossem. Se Jeongguk soubesse que aquele momento especial que teve com sua esposa pela manhã antes de sair para o trabalho seria o último em que a veria, se soubesse que seria a última vez que ela sorriria para ele e o abraçaria, jamais teria saído para trabalhar, não teria saído do lado dela, não deixa a deixado morrer.


Jeongguk sentiu que fosse morrer de dor e desejou que a dor que sentia naquele momento o matasse, mas há um tempo pra tudo. O tempo de Sarang havia chegado, mas o de Jeongguk não, ele precisava ficar. Afinal, o que seria daquela criança se crescesse sem os pais.


Notas Finais


Opa, cheguei com o prólogo. Eu o dividi em duas partes, porque se não ia ficar muito grande e capítulos grande demais ficam cansativos e enfadonhos, certo? <br /><br />Eu sei que vocês não esperavam por essa, ou talvez sim, pelo menos quem leu a sinopse... Mas não desistam da fic, é apenas o começo, okay? Deem uma chance. <br /><br />Não esqueçam de votar e comentar, bebês. <br /><br />Beijos e até a segunda parte do prólogo.


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