História Coldheart - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 3.091
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Capítulo 7


Já havia anoitecido. Acendi o cigarro e fiquei observando as ondas do mar quebrarem na beira da praia. Estava tudo tão calmo, aquela imensidão enegrecida e iluminada pela lua parecia me chamar de alguma forma, para que eu mergulhasse.

E nunca mais emergisse.

— Para onde você vai agora? — Ouvi o rapaz perguntar e olhei na sua direção meio cansada. Eddie estava agachado no chão enquanto fechava a caixa de isopor, ele havia conseguido vender todos os picolés, muito diferente de mim.

— Para casa — Respondi soltando a fumaça. — Como você consegue ser tão simpático com as pessoas ao ponto delas cederem suas carteiras e comprarem um picolé tão pobre como esse? — Fiz a pergunta sem nem filtrar a minha frustração.

— Bom, eu não sei — Disse e soltou uma risada. A pele de seu busto e rosto estava avermelhada, devido ao constante sol que pegara na praia. Vi ele mexer no bolso de sua bermuda e em seguida estender para mim algumas notas de cinco. — Isso aqui é pelo seu trabalho de hoje.

— Obrigada — Sorri minimamente e peguei o dinheiro. Vinte contos. Eu realmente mereço essa merda. — Bom eu acho que já vou. — Avisei pegando a minha mochila. — Adeus.

Não esperei que ele me respondesse, simplesmente saí andando pela rua. O clima estava quente, havia acabado de começar o verão, mas um ventinho gelado sempre aparecia no fim do dia para refrescar. Eu estava apenas usando um short jeans curto de cintura alta e uma cropped preta sem manga, eu nem havia passado protetor solar e minha pele também estava avermelhada. Nem tenho dinheiro para comprar essas merdas mesmo. Havia passado duas semanas desde que Theodore se foi e tudo o que eu consigo arrecadar em cada bico simples que faço são míseros vinte ou trinta contos. Os remédios da minha irmã ficaram de lado, infelizmente, porque precisamos mais de comida e objetos de higiene pessoal do que outras coisas.

Isso é tão frustrante.

Guardei o dinheiro na mochila e saí caminhando sem rumo pelas ruas. Era sábado, as pessoas estavam saindo para se divertir com seus amigos — e isso me fez sentir um pouco de inveja. Eu queria muito encontar Alice, estava com saudade dela. Não nos falamos mais desde do dia que eu a ignorei e espero que ela não esteja magoada com isso. Eu só queria um tempo para mim.

Passei em frente a uma pizzaria bem movimentava, tinha um grupo de jovens que não paravam de falar e rir alto. Uma dessas risadas me chamou a atenção. Olhei na direção do lugar e me deparei com Sasori encostado à uma garota de cabelos rosa, eles conversavam com alguns rapazes e o cara que eu mais me irrito no mundo. Travis estava ali, vestindo uma camisa de manga e uma calça jeans, eu podia ver as tatuagens desenhadas em seus braços — imagens sombreadas e bem feitas, muito bonitas. Por um instante eu fiquei com vontade de fazer uma também, mas o transe desapareceu no instante em que escutei meu nome ser pronunciado aos quatro ventos.

— Annabeth — Vi Sasori acenar na minha direção. — Vem aqui!

Fiquei encarando aquele grupinho. Ali estavam o Lucas, Kevin, John e mais três garotas que eu não conheço. Eu nunca gostei dos amigos de Travis, por motivos bem simples, nem das meninas que andam com ele. Eles possuem alguma coisa que eu não entendo, talvez a forma como falam ou o jeito de ver o mundo seja muito diferente do meu, e isso acaba me fazendo sentir incomodada perto deles.

Desvio o olhar e retomo a caminhada. Eu me recuso a ficar perto desse tipo de gente. Eu tenho certeza que estão falando sobre coisas bem inúteis, as festas que irão ou quanto custa uma sacolinha de maconha.

— Abby, espera! — Escutei a voz dele me chamar e senti sua mão em volta do meu pulso. — Você está indo para casa?

Virei-me para olhá-lo com desdém, Travis realmente é um imbecil. Como vem falar comigo em um tom tão casual sendo que ele sabe que não gosto de sua presença. Ah, eu havia esquecido disso: Isso não faz a menor diferença para ele.

— Isso não é da sua conta, agora me solta. — Resmunguei puxando o meu braço, mas ele apertou mais os seus dedos e me impediu de sair dali. Suspirei nervosa pela aproximação e olhei para o outro lado. — O que você quer?

— Eu e meus amigos vamos ali jantar na pizzaria. Pensei que você poderia comer com a gente também.

— Ah... Mas eu não estou com fome.

A verdade era que eu estava morrendo de fome. Minha barriga chegava a doer por causa disso, eu tinha ficado o dia inteiro sem comer nada decente. Sua oferta era tão tentadora, mas eu não tinha dinheiro o suficiente para dividir no final com o resto daqueles babacas — considerando que todos são híbridos, quatro pizzas não serão o suficiente. É vergonhoso para mim estar nessa situação, e tenho certeza que Travis vai rir de mim. Ele sempre ri. Ele gosta de me ver nervosa quando está por perto e se diverte com as minhas expressões de raiva. Não é como se eu pudesse controlá-los, eu já nasci irritada com o mundo.

— Eu pago para você — Travis disse de repente e eu o olhei rapidamente. Isso fez com que um sorriso sacana surgisse nos lábios. — Você pode pedir o que você quiser que eu vou comprar.

Não consegui segurar a risada e a pele das minhas bochechas vermelhas arderam.

— Do que está rindo?

— Travis, o que fizeram com você? — Levei a mão livre até o seu queixo e a apertei, sorrindo sarcasticamente com aquela situação. — O badboy da escola vai pagar comida para sua Coldheart inimiga. Que romântico... — Aproximei meu resto do seu, ainda zombando dele. — Responde para mim, Travis, responde bem baixinho: isso faz parte de uma aposta, não faz?

— Por que você acha isso? — Travis perguntou, sem sorrir, apenas olhando para mim. Seus olhos brilhavam com a iluminação pobre da rua. — Você não confia em mim, Annabeth?

— Nunca — Meu sorriso morreu no mesmo instante. — Nunca mais me chame desse nome novamente.

— Não me diga o que fazer, amor — Sussurrou rente aos meus lábios, com aquela voz rouca que cortou a minha coluna com um arrepio. Vi que ele estava se aproximando, então soltei o seu maxilar, dando alguns passos para trás no intuito de me afastar, mas sua mão me pegou pela cintura e me puxou para mais perto, fazendo com que meu corpo se chocasse ao seu com força.

Então ele me beijou.

Levei minhas mãos até os seus ombros e tentei empurrá-lo para longe, mas eu estranhamente não estava exercendo força — ele rodeou a minha cintura com um braço e levou uma das mãos até a minha nuca, puxando meus cabelos de leve. Senti uma sensação estranha no estômago, uma espécie de frio e excitação que pedia para que eu correspondesse àquele imbecil. E eu desejava aquilo, de alguma forma. Movi meus lábios meio hesitante, sem saber exatamente como fazer. O moreno raspou a língua no meu lábio e abri a boca, me entregando completamente naquele ato. O beijo era tão gostoso, e embora eu não tivesse experiência naquilo, tentei aproveitar ao máximo a segunda vez que eu beijava — mais especificamente, o cara que mais me deixava estressada no mundo. Eu me esqueci de tudo que ele fez. Esqueci que éramos inimigos, esqueci de que não gostava dele.

Eu estava me sentindo tão bem perto dele.

Quando nos separamos para respirar, Travis passou a ponta dos dedos na minha bochecha, fazendo-me sentir um arrepio gostoso. Umedeci os lábios, olhando nos seus olhos. Eles pareciam turvos e estranhamente entorpecidos, o que era incomum para mim já que nunca tinha o visto desse jeito. Olhei em volta, lembrando que estávamos em um lugar público e me afastei rapidamente dele, passando a costa da mão na boca e colocando os meus pensamentos em ordem.

Mas que porra aconteceu aqui?!

— Eu vou embora — Falei, mais para mim mesma, e virei-me, caminhando para longe dele.

— Travis, a gente já vai entrar! — Ouvi um de seus amigos gritar do outro lado da rua. Será que eles viram o que fizemos? Ah, é obvio que viram, até porque foi o Sasori que percebeu minha presença. Droga, não acredito que beijei Travis na frente deles. Vai ser assunto para a escola inteira segunda feira.

Porra.

— Abby, por favor, não vai — Escutei o moreno dizer e segurar o meu braço de novo. — Falando sério agora, eu sei que você está com muita fome. Vem comigo, eu posso pagar a sua janta.

— Como você sabe que eu estou com tanta fome assim? — Alterei-me e virei para olhá-lo com ódio. Eu só queria ir embora ali.

— Não me compare com um humano comum, Abby. Eu sei que você está com fome e não me esforcei nenhum pouco para saber disso. — Disse sério e se aproximou. — Lábios pálidos, olhos fundos, você não tem força nem para me bater. Aceite o meu convite logo e para de fazer cu doce.

Fiquei estática, olhando para ele meio assustada e surpresa. Pensei um pouco no que ele falou, eu não queria cair desmaiada no meio da calçada e depois ir para o hospital.

— Se você tentar mais uma gracinha eu juro que vou te bater — Avisei, olhando para ele desconfiada.

— Que medo — Soltou uma risada. Em seguida, pegou na minha mão e deu alguns passos para trás, me puxando junto. — Você vai adorar a comida do Little Chicken.

*****

Peguei o copo de refrigerante e levei à boca, sentindo-me bem, por estar comendo, e irritada, por ouvir todo aquele besteirol.

— Por que você beijou a Karen ontem na casa do Juca? — Yoona perguntou. Ela era a garota de cabelos rosa que ficava o tempo todo falando de festas.

— Sabe o que eu acho? Eles batizaram as bebidas com absinto, tenho quase certeza. — O ruivo falsificado disse confiante. — Por que depois eu fiquei doido e não consegui raciocinar direito.

— Que bela desculpa, hein? — Travis comentou cínico enquanto pegava o pote de asinhas de frango. Aproveitei que ele trouxe para o seu lado e peguei uma asinha também.

— Mas é verdade! — Sasori protestou com a boca cheia. — Olha, Yoona, você não tem moral para me cobrar fidelidade porque eu te vi dando uns amassos naquele filho da puta da turma 325.

— Quem? — Lucas perguntou curioso. Esse cara mostrou documentos falsos para os caras da pizzaria apenas para conseguir uma pizza de chocolate.

— Um tal de Jonathan. Aquele bosta da casta MacGregor que faz parte do time de basquete da escola.

— Isso não é verdade — A garota ruiva que em três à três minutos olha para o Travis sem motivo defendeu a amiga. — Eu estava com ela o tempo todo e ela nem chegou perto daquele cara.

— Para de mentir, Gaion, tu tava atrás do Diego na piscina. Pensa que eu não vi? — Lucas disse sarcástico e a ruiva ficou corada. — Aliás, quem diabos teve a brilhante ideia de mijar na piscina ontem?

O pessoal começou a rir. De repente, olharam para John, que enfiava um pedaço inteiro de pizza na boca.

— Foi tu, né, seu desgraçado! — Gaion disse e pegou algumas pipocas do pote e jogou na cara do loiro. — Você é um nojento mesmo.

— Não sei como a Renata aguenta. — Travis brincou e bem no momento em que foi pegar mais uma asinha, seus dedos se encontraram com os meus. — Você gostou mesmo disso, não é?

Assenti, ainda mastigando. Ele passou o polegar no canto dos meus lábios e eu dei um tapa no seu braço, irritada com tal intimidade. Eu estou muito desconfiada porque desde que sentamos nessa mesa Travis não fez um comentário idiota direcionado a mim. Parecia entretido com a conversa tosca dos amigos da festa que ele não foi, mas vez ou outra direcionava o olhar para mim, sem dizer nada.

Mas que coisa idiota.

— E você, Abby, como foi os seus dias suspensa da escola? — Sasori perguntou de repente. O olhei, sem emoção.

— Foi normal — Eu disse dando de ombros, lembrando-me lentamente dos eventos trágicos que ocorreram a duas semanas atrás.

— Mas por que você foi suspensa mesmo? — Tornou a perguntar.

— Eu agredi Jonathan MacGregor no pátio durante o intervalo.

— Oh, então você me vingou, indiretamente falando. — Soltou uma risada descontraída.

Depois que ele disse isso, o assunto morreu e todos ficaram em silêncio. E eu sabia o por que. Ninguém gostava de mim naquela mesa, e eu igualmente retribuía esse sentimento com olhares frios direcionados a eles. Não tinha graça para mim escutar as histórias loucas de festas, traições e essas bostas que eles tanto falam.

Eu não disse? Eu não faço parte desse mundo de diversão que eles vivem. Eu não consigo achar graça o fato de alguém beber mais do que o próprio corpo aguenta e vomitar no decote de uma garota qualquer.

Quem diabos faz isso?

Ah, eles fazem.

— Abby, você já foi em festas? — Ouvi Yoona perguntar.

— Não gosto de festas — Respondi e a olhei friamente. — Por que?

— Ah, eu só estava curiosa. Tipo, você é tão... Quieta. — Ela desviou o olhar e mexeu nos fios rosas do cabelo. — É que, ano passado, por exemplo, você não foi na festinha de fim de ano da turma. O pessoal meio que sentiu a sua falta.

— Quando que alguém vai sentir falta da Abby? — Lucas comentou, arqueando as sobrancelhas.

— Eu só estava cansada de olhar pra cara de cu de alguns de vocês e resolvi ficar em casa. — Respondi dando um gole do meu copo, olhando especificamente para o moreno do outro lado da mesa. Vi ele fechar a expressão em desprezo.

— Você está se achando muito, não é, Abby? — Lucas me provocou. — Só porque o Travis está de quatro pra você.

Cuspi todo o refrigerante em cima da mesa e comecei a rir.

— Do que está rindo, Coldheart? — Ele cruzou os braços, incomodado.

— Dessa sua cara de côco de cavalo — Falei, passando a mão na boca.

— O que você disse? — O rapaz rosnou se levantando.

— Eu disse que você é um bosta, seu maconheiro idiota! — Levantei-me também, sentindo uma irritação repentina.

— Não sou muito diferente de você, sua viciada em cigarros!

— Eu não sou viciada!

— Aposto com absoluta certeza que você só não tem um maço agora por que o seu pai te abandonou sem um conto no bolso! — Exclamou alto e eu senti meu coração saltar da boca.

Aquilo era verdade.

Mas como ele sabia daquele fato?

Senti meu rosto começar a ficar quente e minhas mãos formigarem. Eu não acredito que ele falou isso, alto e em bom tom para todo mundo ouvir.

— EU VOU MATAR VOCÊ! — Berrei em plenos pulmões enquanto me debruçava em cima da mesa e pegava no seu pescoço e o puxava para mim. — SEU FILHO DA PUTA! VOCÊ NÃO SABE DE NADA!

— QUEM LIGA? ATÉ O SEU PAI TE DEIXOU POR VOCÊ SER TÃO INSUPORTÁVEL! — Berrou de volta, olhando nos meus olhos.

Senti meus olhos lacrimejarem não só de raiva, mas de tristeza também.

Como ele poderia afirmar aquilo com tanta certeza?

— Chega! Abby, vai embora daqui! — Gaion gritou irritada, agarrando minha mão com força. Sentia suas unhas cravando na minha pele.

— Abby! Solta o Lucas! — Sasori e Yoona gritaram ao mesmo tempo enquanto pegavam no meu braço e tentavam puxar para longe do amigo.

Comecei a apertar o pescoço do garoto, sem me importar com nada.

Eu só queria me imaginar matando-o.

— Meu Deus! Tá todo mundo olhando. — Renata disse manhosa. Ela estava chorando.

— O Lucas está ficando roxo, alguém faz alguma coisa! — Kevin se levantou afobado. — Travis, tira essa ogra de cima do nosso amigo.

Só senti uma mão nos cós do meu short e em seguida eu fui puxava com força, caindo sentada na cadeira. Olhei para Travis irritada, ele mantinha uma expressão calma, embora seus olhos mostrassem certa inquietação.

— Que droga! Deixa eu dar uma lição nele, Travis! — Exclamei e tentei levantar novamente, mas o rapaz me segurou novamente pelo jeans. — Quer por favor tirar a mão daí?

— Não — Disse sem nenhuma emoção e olhou para o outro moreno, que recuperava o ar com a mão no peito. — Você está bem, Lucas?

— Se eu estou bem? Que merda é essa Travis? — Perguntou indignado. — Ela quase me matou! Por que diabos você trouxe ela aqui?

— Porque eu estava com saudades dela. — Respondeu simples, dando de ombros.

— Era pra ser somente a gente, Travis. Você sabe que nenhum de nós se dá bem com a Coldheart. — Gaion disse, olhando para ele com intensidade. — Ela não gosta da gente.

Relaxei no banco, sentindo meu rosto queimar.

— É claro que eu não gosto de vocês. Um bando de inconsequentes e irresponsáveis que vivem em festas, se drogam e bebem como se não houvesse o amanhã. — Falei, ríspida. Estou começando a odiar esse garota.

— Pelo menos a gente aproveita a vida, coisa que você obviamente não faz. — Yoona resmungou, sentando-se novamente junto com os outros.

— Eu gosto da Abby — Sasori disse de repente. — Ela é uma boa garota e o Travis gosta dela também.

— Que? — Retruquei com nojinho e o moreno ao meu lado me interrompeu.

— Vocês disseram que se eu saísse de casa pelo menos um pouco eu ia me sentir melhor, mas olha a bagunça que vocês estão fazendo. — Travis disse, entrelaçando os dedos das mãos, com os cotovelos apoiados na mesa. — Eu sei que a Abby tem uma personalidade difícil, mas vocês também provocaram ela.

— Agora você está do lado dessa daí? Cadê o "amigos em primeiro, vadias em segundo"? — Lucas disse irritado.

— Eu não sou uma vadia. — Falei brava.

— Cala a boca!

— Não me diga o que fazer!

— E lá se vai o jantar calmo que nós planejamos para o Emptylie. — Sasori riu, balançando a cabeça e voltando a comer.

— Como assim? — O olhei confusa, e ele apenas deu de ombros.

— Travis estava triste e a gente decidiu que seria bom ele sair um pouco, para acalmar e deixá-lo menos estressado do que ele já está.

— Mas o que aconteceu? — Perguntei, olhando de relance para o moreno. O rapaz havia pegado um pedaço de pizza sabor camarão.

— A mãe do Travis está com câncer.


Notas Finais


Desculpe todos os palavreados 🙏


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