História Outsiders - The Wild Wind - Capítulo 1


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Categorias Originais
Tags Civsweetsin, Ficção, Misticismo, Quatro Elementos, Universo Alternativo
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Palavras 813
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


➡ Essa é uma história original de Universo Alternativo, e todo a face fantasiosa deste foi idealizada pela minha cabecinha. Portanto, sem plágios.
➡ Como essa é uma obra original, os capítulos podem ser editados/alterados de tempos em tempos de acordo com os meus objetivos e meios de contar a história. Sou uma mente pensante em busca de evoluir minha obra, afinal!
➡ Estou orgulhosa de finalmente estar postando isso em algum lugar, venho trabalhando nessa história já tem um tempão. Sendo assim, esperam que possam aproveitar plenamente a experiencia de leitura do primeiro livro de Outsiders, torço para que gostem dos personagens tanto quanto eu faço.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo - Perdido


Era uma manhã de segunda-feira. O dia permanecia banhado no sol e apesar do vento parecer ter dado trégua, nos corredores do West Hills era difícil andar com papéis soltos, pelo menos sem esperar que eles voassem para longe.

Os olhos de Diego estavam frios, como usualmente, enquanto ele andava em direção a última aula do ano. E por mais que o vento forte fizesse com que as pessoas se encolhessem de frio nos cantos dos armários; devido seus segredos. Esse mesmo vento o abraçava como uma terapia aos tornados que rodavam seus pensamentos e suas complexidades.

O vento, de fato, era uma parte dele. Corria no seu sangue, Diego o sentia nas suas veias.

Não achava que manipular o vento o fazia melhor. Aliás, nem gostava da habilidade secreta, quase a achava inútil. O que ele podia afinal fazer, além de derrubar trabalhos pelos corredores com uma boa ventania, ou fechar portas a distância com a corrente de ar? Nada, ele não tinha descoberto mais nenhuma utilidade para o vento que criava.

Também não se lembrava exatamente de quando começou a manipular o ar, tampouco o motivo de esconder as habilidades da mãe desde sempre. Achava que era apenas muito novo quando fez pela primeira vez e que deveria ter ficado com medo e escondeu o talento. O medo deveria ter intensificado quando, aos poucos, conheceu o mundo ao seu redor e se apercebeu que ninguém mais parecia conseguir fazer o que ele fazia.

A habilidade não parecia ter evoluído muito através dos anos, no entanto. Mas ela o incomodava. O deixava com uma crise existencial extensa e aparentemente sem saída, porque Diego sabia, ele sabia que nunca seria normal. Nunca teria uma vida normal. Nunca pensaria como alguém normal.

Isso era apenas demais para que o seu coração aguentasse.

As aulas passaram voando, como de costume. Diego ignorando os colegas, pregando peças, com o vento, em seus professores, vendo sua mente girar em furacões durante as aulas, sem deixar que se concentrasse ou prestasse a devida atenção. Parecia certo que não se envolvesse demais, que não deixasse as pessoas o conhecerem e saberem sobre ele e sobre a tempestade em seu interior.

Chegando em casa, vendo o bilhete inesperado de sua mãe dizendo que ela teve que viajar de última hora, percebeu que por mais uma vez durante algumas semanas, teria de ficar sozinho.

Colocando uma roupa não muito pesada e já preparando o moletom, amarrando-o na cintura; Diego seguiu para mais um dos passeios despretensiosos que fazia a tarde. Em busca de lugares bons para que pudesse colocar o vento para fora sem ser tachado de incomum ou anormal. Na estação de metrô, escolheu uma rota aleatória que daria na parte sul da cidade e foi sem medo. Tinha feito tanto isso, durante tanto tempo de sua adolescência, que já não se importava mais em se perder por horas em ruas que não conhecia e eventualmente até dormir fora. Com desculpas esfarrapadas a mãe, no dia seguinte, dizendo que foi para casa de amigos.

O lugar onde estava não era muito bonito, ou muito bem cuidado, em comparação ao resto da cidade. A maioria das casas eram velhas e tinham as plantas do jardim mortas ou no processo. Os poucos prédios ou casas de dois andares tinham extensos pedaços das paredes descascando e nas ruas se viam carros velhos ou caindo aos pedaços. O lugar, no entanto, não era abandonado. O movimento pelas ruas era comum e via-se pessoas saindo e entrando nas casas.

Andando um pouco, Diego percebeu que estava no lugar que, por parte de sua mãe, vivia ouvindo sobre. Quando criança, chamavam de ‘lar dos abandonados’. Essa constatação veio do fato de que, a cada três ou quatro esquinas, haviam altas construções com grandes placas indicando serem orfanatos. Cada um com um nome mais esquisito que o outro.

Ele não conhecia essa parte da cidade, nem ninguém que vivia ali, de vista ou passagem. Ele nunca tinha estado ali, nunca tinha realmente ouvido nada sobre. Após várias e várias horas andando por cada rua, Diego percebeu que mais uma vez, o inevitável aconteceu: estava perdido. Perdido no meio do lar dos abandonados.

Com o céu já dando os primeiros sinais da noite, ele se permitiu andar um pouco mais para parar em uma parte do lugar completamente vazia. Era apenas um grande espaço aberto, onde havia lama, mas também terra seca; onde havia árvores em pé, mas também troncos caídos espalhados. E, no meio daquela bagunça que o lugar e ele mesmo se encontravam, havia uma parte verde reluzente, vivaz onde encontrou com uma amoreira, uma árvore crescendo mais rápido do que podia contar.  O toque, de um garoto robusto com o cabelo castanho e os olhos brilhantes, havia feito aquilo.

Ambos se assustaram quando seus olhos se encontraram. Os de Diego com admiração, surpresa e alívio.


Notas Finais


Queria deixar um imenso beijo na boca da @Sccar pela capa maravilhosa que fez para a história. Você é muito talentosa, vida <3
[edição 17/01/2018]: Meu amor @Icce betou o capítulo na data desta edição, além da sinopse uns dias atrás, então vim substituir pela versão betada só hoje, meus agradecimentos a essa pessoa maravilhosa. Podem contratar <3

O nome da fanfic foi inspirado na música Outsiders, do Against The Current. A música é boa, e eu recomendo que ouçam.
Espero que tenham gostado do conceito da história e tudo mais, eu tenho um imenso carinho por todo o universo em que ela se passa. Não sabem quanto fico feliz de compartilhar essa saga com vocês :)

Até mais!


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