História Ouvi dizer - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Sope, Vmin, Yoonseok
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Palavras 2.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI GENT TUDO BOM? i'm back
ESSE É MEU PRESENTE DE COMEBACK PRA VCS SEUS LINDO
a capa é provisória.
boa leitura.

Capítulo 1 - O guri da lanchonete


Ouvi dizer que aquele menino que senta sozinho na mesa do canto na lanchonete da quadra 17 é um pegador nato. Então eu decidi conferir.

Min Yoongi

Eu estava sentado comendo meu lanche de sempre: Pão de hambúrguer, carne, cheddar e o “ingrediente especial” da casa, mas eu suspeito que esse ingrediente especial seja “pessoas que comeram aqui e nos deram duas estrelas ou menos na internet”. Mas é tão bom que eu não resisto, mesmo tendo esse pensamento.

Sem tirar a atenção do meu principal objetivo, enquanto comia, olhava discretamente para o garoto do outro lado do local, que estava comendo apenas uma porção pequena de fritas com queijo e bebendo um refrigerante tradicional. (Como eu sou fit, eu tomo suquinho de laranja com morango. Esqueçamos todo o chantilly que eles colocam por cima).

Eu apenas continuei comendo e olhando de canto de olho, então nem percebi quando meu lanche havia terminado, então comecei a beber meu suco. E ele também acabou.

“Por que o garoto demora tanto para entrar em ação?” era o que eu me perguntava. Então eu decidi olhar em volta e obtive minha resposta: Só tinha um atendente, eu, ele e um velho dormindo na última mesa que fica ao lado do banheiro. Talvez eu tenha vindo um pouco mais cedo do que deveria, mas só talvez.

“E porque Min Yoongi estaria esperando até que o guri da lanchonete começasse a dar em cima de alguém?” você me pergunta.

Não é óbvio?

Se ele realmente for um pegador nato, eu posso adquirir conhecimento com ele. Não que eu queira usar, mas... É, enfim.

Como fiquei por um bom tempo esperando ele fazer algo para comprovar minhas teorias de que ele seria um agente secreto infiltrado para persuadir clientes e levá-los como amantes por uma ou mais noite (e, inclusive, torrei minha querida mesada com suquinhos de fruta), eu consegui tirar muitas informações físicas dele.

Vejamos: Ele parece ser bem mais alto que eu, só sentado já posso notar sua altura. Ele tem um cabelo marrom claro com algumas ondulações (aquilo que as garotas acham charmoso) e... Oh, sim, sua pele! Que bonita é, parece um bumbum de nenê.

Aposto que aquele pilantra passa dois quilos de reboco na cara só pra vir tomar café da manhã e pegar geral. E depois passa mais três pra ir à escola. Não é possível que ele só tenha uma única pinta (que nem é considerado “imperfeição”).

Seu físico também me parece bom. Corpo esbelto (quem fala esbelto hoje em dia que atire o primeiro dicionário), bem cuidado e provavelmente tem, não só um tanquinho, mas uma Brastemp por debaixo da camiseta preta.

Reparei que ele pode ser ansioso também, pois não parava de mexer as pernas, e quando não as mexia, mexia as mãos.

Ele não me viu ali. Concluí isso quando me levantei. Ele olhou meio surpreso ou coisa assim quando me viu levantar (sim, eu tinha desistido de esperar). Talvez aquele banco tenha o encosto muito alto para alguém com a minha altura, então o garoto nem deve ter me visto. (É isso o que meus amigos falam de mim, me zoam pela minha “ausência de comprimento”).

Quando fui pagar meus suquinhos e o lanche, o garoto se sentou ao meu lado no balcão e ficou me encarando com um sorriso de lado.

“Ah, então quer dizer que a isca sou eu mesmo?” finalmente entendi. Eu deveria ter feito isso antes! Por que eu sou tão insistente mesmo?

– Perdeu o cu na minha cara? – Perguntei sem ao menos olhar para ele.

– Nossa moço, eu só ia dizer oi. – O garoto fechou a cara na hora e ainda desviou seu olhar, agora parecendo sem graça.

E eu me dei conta de que deveria ser amigável com ele se quisesse descobrir se ele é realmente um pegador tão bom quanto eu ouvi dizer, para poder roubar suas técnicas para mim. O que eu tinha que fazer era dizer oi e sorrir, tarefa fácil.

– Então... Olá! –Sorri e olhei para ele empolgado, como se estivesse revendo um amigo de data.

– Oh, olá! Agora você me parece animado. –Voltou a me fitar, mas dessa vez o sorriso não era ladino, na verdade, preenchia boa parte de seu rosto.

“Animado o caralho”. Sim, foi a primeira coisa que veio na minha mente. Ah se eu pudesse pular a parte chata da ‘simpatização’ e ir direto ao ponto... Poder eu posso, dever não devo.

– Sim, estou bem animado. E, afinal, Min Yoongi. – Estendi minha mão em sua direção na intenção de (trollar ele) cumprimentar ele.

(Essa palavra, cumprimentar, vai me perseguir nos meus sonhos de tanto que já pensei nela).

– Jung Hoseok. –Apertou minha mão e deu uma piscadela gentil (com os dois olhos), então ele provavelmente não quer me paquerar.

Eu não vou gastar mais nenhum centavo com aqueles sucos, então se quiser continuar conversando com ele, vou ter que ir até a mesa dele e fingir que estou com ele. (Sim, esse é um daqueles lugares chatos que só pode ficar e usar o banheiro se pedir algo).

– Quer se sentar comigo? Ainda não terminei. –Ele apontou para o refrigerante na mesa em que estava sentado e se levantou.

– Ah, sim, claro.

Então nós nos sentamos.

E ficamos em silêncio.

Nos encarando.

Constrangedor.

 

– Ei. –Daí ele me acordou, já que eu estava quase dormindo de olhos abertos. – Você tem quantos anos?

– Que pergunta desrespeitosa. –Franzi as sobrancelhas, mas mantendo um tom brincalhão. –Tenho 17.

– Wou! Eu sou mais novo que você. –Fingiu surpresa.

– E o que tem isso?

– É que pela sua altura, eu pareço ser uns dois anos mais velho. –Explicou gesticulando com as mãos.

Okay, eu senti vontade segurar aquele pescoço branquelo com as minhas duas mãos e estrangular o menino ao som de música clássica.

– É, eu sou meio baixo... –Tentei conter a minha raiva toda em um único sorriso ladino que mais parecia um sorriso psicopata, mas relevemos.

O assunto havia acabado novamente. “Deveria eu perguntar se ele pode me dar umas dicas agora ou ainda é muito cedo pra isso?”. Mas eu me toquei que seria estranho pra ele, logo provavelmente recuaria.

Então a minha segunda opção era:

– Foi um prazer te conhecer. –Levantei e saí andando.

Mas eu não fiz isso.

– Foi um prazer te conhecer. – Disse sorrindo como um idiota.

– O prazer foi todo seu. –Disse num tom galanteador (quem fala galanteador hoje em dia que atire o segundo dicionário) se aproximando um pouco mais de mim.

Isso parece cena de filme clichê, onde os personagens se apaixonam no primeiro dia em que se veem. Mas, por favor, né, Min Yoongi não se apaixona. Muito menos por meninos (rindo de nervoso).

Eu? Ir embora? Agora que ele finalmente entrou em ação? Capaz.

– Não tinha cantada melhor?

– Não era uma cantada, bobo, era uma piada.

Será que ele está preso num filme clichê onde ele se apaixona todo dia por algum estranho que vem nessa lanchonete tomar café da manhã?

– Onde você estuda? –Perguntou.

– Ali na Legend, fica na...

– Quadra 15! –Completou minha frase.

– Como sabe?

– Eu fui transferido. Segunda-feira que vem será meu primeiro dia lá. Não é empolgante? –Falou alto dando algumas palminhas curtas.

Depois dessa, pode considerar que eu tive um mini-ataque-cardíaco-interno (interno, que eu digo, dentro do meu ser, lá no fundo da alma mesmo). Como assim esse menino ia estudar na minha escola? Será que ele ia começar a paquerar os alunos? Isso estava cada vez mais estranho.

Espera, agora que raciocinei a última parte. “Não é empulgante?”. O que significa a palavra “empolgante” mesmo? Agora sim eu precisava dos dois dicionários que os (idosos) cultos tacaram por ainda falarem aquelas palavras.

– Oh, que legal! –Respondi na maior animação desse universo e de outros também, mas por dentro eu estava mais ou menos assim:

“Que ótimo, mais um pra ter que dividir meu lanche todos os dias no intervalo além do Jimin e do Taehyung”.

Eles nem sabem que eu pensei isso deles quando os conheci, mas relevemos.

– Essa sua roupa é muito feia, hyung! –Exclamou. –Tira ela.

É esse o garoto que eu estava procurando.

– Mas menino, tu é muito ousado viu. Você faz isso com todo mundo?

– Faço, claro, chego nas pessoas já dizendo “tira a roupa aí, na moral”. –Disse irônico.

O único irônico/sarcástico/foda-se daqui sou eu. Quem esse menino pensa que é para roubar o meu cargo?

– Não, mas agora falando sério... Você pega ônibus?

“Pra que caralhas ele quer saber se eu pego ônibus?” pensei. A minha primeira hipótese foi que talvez ele quisesse ir embora comigo, e isso seria péssimo. Não iria querer alguém falando do meu lado enquanto eu quero apenas ouvir uma música boa com os meus fones de ouvido.

– Eu pego.

– Prazer, me chamo Ônibus. –Sorriu.

Eu bufei, mas acabei rindo em seguida. Ele não é paquerador, é tonto, isso sim. Se eu não estivesse no primeiro piso, já teria me jogado da janela na primeira chance. Mas eu acabei rindo, então eu provavelmente iria preferir algumas risadas por cantadas idiotas do que alguns ossinhos quebrados.

– Você por acaso é um agente secreto? –Soltei sem querer.

Eu tinha pensado “Vou perguntar e fingir que é uma brincadeira se ele disser que não”, mas...

– O que? Como descobriu? –Ele arqueou as sobrancelhas na hora e parecia realmente surpreso. Eu estava começando a acreditar nisso, até que ele decidiu mandar mais uma antes que eu pudesse dizer algo. –Mas, cá entre nós, você sabe que agente junto é erro de português, certo? –Apenas assenti já podendo sentir a dor da merda que viria. –Só que a gente separado é erro do destino.

– Você é muito besta. Gostei. –Soltei uma longa risada, mesmo sem motivo algum.

– Oh, eu também gostei de você. –Sorriu ladino que nem da primeira vez que me olhou.

E claro, estávamos atrasados para o colégio e certamente teríamos que entrar na segunda aula. Mas para mim isso já é normal, eu venho me atrasando desde a segunda semana. Estamos na quarta.

 

Chegamos ao mesmo tempo do sinal! Incrível como eu coloquei um pé no piso do pátio principal e o sinal tocou. Acho que tenho poderes mágicos! Isso não seria o máximo?

Ok, pare de brisar, Min Yoongi.

Assim que chegamos, o diretor viu o garoto ao meu lado e chamou ele para a diretoria, mas ele sussurrou para eu esperar ele. Se eu esperasse, perderia a aula de literatura do professor Wang... Então eu decidi esperar ele.

Eu pensei que ia apenas me sentar no banco e esperar ele sair dali, para depois aguardar o segundo sinal e ir para a sala.

Mas o diretor também mandou me chamar.

Pensa num cu que não passava nem sinal de wi-fi de tão... Enfim. Eu gelei, mas fui assim mesmo. Assim que eu entrei, estava o diretor Lee sentado em sua cadeira e o garoto sentado na cadeira a frente, colocando alguns materiais em sua bolsa (que eu nem tinha reparado que ele tinha).

– Bom dia, Yoongi! – Disse o diretor. – Bem, como chegaram juntos, eu suponho que já se conheçam. Que tal mostrar a escola para o Hoseok?

E PERDDER A AULA DO PROFESSOR WANG?

Claro que eu aceitei. Peguei um papel para mostrar ao professor assim que chegasse na sala, pois anularia minha falta.

– Você já deu uns pegas no corredor? –O menino (acho que eu vou chamar ele assim até me acostumar com Hoseok) caminhava suavemente olhando para todos os lados, parecendo admirado.

– Não, e nem quero dar, ta bom? Aqueta esse teu cu.

– Sabe, você deveria me apresentar a escola e não me levar pra passear...

Continuei a andar, falando sobre cada uma das salas que víamos. As de música, o laboratório infantil e o do colegial, as salas da soneca (que eu acho a coisa mais fofa do mundo, mas como eu não gosto de crianças, nunca passo por lá quando não estão dormindo) e por aí vai.

– Yoongi, de onde tirou aquilo de agente secreto e não sei o que? –Hoseok parou de subir as escadas e apenas se sentou em um dos degraus.

– Ah sim... É que eu ouvi dizer que você é um “paquerador nato”, então comecei a criar paranoias na minha própria mente. Todos que frequentam a lanchonete falam sobre você.

– Oh! Sou famoso e nem sabia. –Ele sorriu e bateu de leve no degrau, indicando para eu me sentar ao seu lado.

Assim o fiz, me sentei ao lado dele para respirar um pouco. Já tinha cansado de andar pela escola. Mas se ficássemos ali por muito tempo, seríamos atropelados pelo terceiro ano descendo que nem uma manada de elefantinhos.

– Você gosta de crianças? –Perguntou repentino. –Eu sei fazer.

– Nós não podemos fazer uma criança. E não, eu não gosto. –Respondi seco, mas ainda assim não pude segurar o riso. Ele é um idiota legal, é isto.

– Bom dia, hyung! – Jimin surgiu do nada com todo o amor do mundo para me cumprimentar enquanto Taehyung andava animado ao seu lado.

– Dia, pois o bom se perdeu e não chegou a tempo. – Disse.

Hoseok olhou para mim como quem queria me mandar pra puta que pariu, mas apenas sorriu para Jimin e Taehyung depois de me matar apenas com o olhar.

– Meu nome é Jung Hoseok, e o de vocês? –Perguntou.

Jimin teria se apresentado se o terceiro ano não tivesse nos atropelado e nos amassado com panquecas naquela escada.

Foi assim que a minha semana começou.


Notas Finais




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