História Over Again - Capítulo 111


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Categorias Amanda Seyfried, Bangtan Boys (BTS), Lana Del Rey, SHINee
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jonghyun Kim, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 28
Palavras 4.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite amores❤
Desculpem a demora😞
Dia 02/08 foi meu niver e dia 01/08 voltei para o curso. Não me abandonem, e perdon a demora.😢

Capítulo 111 - O Terceiro Inferno - Part. II


Fanfic / Fanfiction Over Again - Capítulo 111 - O Terceiro Inferno - Part. II

[Primeiro dia de Aula]

(S/N) ON

Escuto o barulho do despertador e ainda de olhos fechados, tateando a minha cômoda, o pego e lanço na parede, ouvindo apenas ele despedaçar. Eu estava literalmente acabada. Com aquela sensação de: "Não dormi... Desmaiei". Abrindo os olhos lentamente, começo a tentar a levantar, mas assim que visualizo minha bolsa e lembro da apresentação, dou um salto da cama.

Vou para o banheiro e assim que me olho no espelho, vejo meu semblante exausto. - Senhor amado, hoje eu tenho que estar belíssima, e tô só o bagaço... - Penso no que poderia fazer pra mudar aquela situação, até que lembro das coisas que aprendi em um concurso que participei. - Se as pessoas soubessem até onde esse povo chega por beleza... Mas agora, sem mais delongas! -.

Tomo banho, escovo os dentes e assim que saio, passo hidratante com gliter nas pernas. - Truquezinho... - Asim que termino, passo hidratante sem gliter no resto do corpo e pego a roupa que separei. Visto a calcinha, a bermuda jeans e o sutiã.

Enrolo meus cabelos nos bob's, enquanto ia cuidar da cara de zumbi. Desço até a cozinha e pego gelo, depois, volto para o quarto e indo até o banheiro, deixo meu rosto de molho na água com gelo, me agarrando na beirada da pia, faltando morrer com aquilo. Depois que termino, borrifo tônico, passo óleo essencial, uma ampola facial, sérum, creme para área dos olhos, hidratante e protetor solar.

Começo a fazer uma maquiagem bem leve, pois queria deixar para terminar na hora que fosse me apresentar. Passo um primer, a base, contorno, pó compacto, faço os meus cílios, passo um batom da cor da minha boca para não ficar muito marcado na hora de passar o outro, mais tarde.

Ao terminar, coloco meu tênis branco, a minha blusa decotada, mas escondida pela blusa de frio e solto meus cabelos. Antes de sair, pego minha coleção de anéis com desenhinhos de lua, sol e estrelinhas, que Bin me deu em uma de suas viagens à negócios e um cordão, com pingente delicado.

Pego minha mochila e jogo dentro da bolsa que estava com minha roupa da apresentação, uma mini-maleta de maquiagem, uma toalha, sabonete líquido, perfume, escova e pasta de dente, um vestido, calcinha e afins. Ao passar perto da cômoda, passo um perfume maravilhoso que comprei assim que cheguei na Coréia e depois, pego meu celular.

(...)

Entrando na cozinha, encontro Bin bebendo um copo de água e parecia estar me esperando, com a chave da sua Maserati Quattroporte em mãos. Assim que me percebe, seus olhos brilham. Me senti um sol em um dia nublado, ao vê-lo olhar encarar daquela forma. Com um sorriso largo, vem em minha direção.

Bin: - Como sempre, perfeita! - Sorrio e antes que eu diga algo, ele segura meu rosto com as suas mãos suaves e me beija. Seus lábios macios tomavam os meus que tão desejosos eram para com os seus. - Era um beijo estonteante, aquele que nos põe sob uma realidade alternativa, que nos tira de um mundo e nos faz naufragar nas terras de um amor jamais sentido, jamais tido. - Assim que seus lábios se apartam dos meus, ao abrir meus olhos, o encaro, mal acreditando que ele estava ali. - Bin foi o minha calmaria, minha fuga quando nada mais existiu por aqui. - Olhando para sua boca, levo um deus dedos até seus lábios, marcados levemente por meu beijo. Me lembro de noite passada e como foi bom, como ele cuida de mim depois de me levar aos meus mais insanos limites. - Com Bin, conheci a sensação de ser menina, mas também sua menina, e isso era uma das mais desafiadoras missões, pois de todas as formas, só ele conseguia me levar a todos os limites que um dia cheguei a conhecer. - Então digo, ao retomar a voz: - Ainda é difícil compreender como você consegue fazer isso comigo. Eu... - Levanto meu olhar até o seu e continuo: - Te amo tanto... - Nossas testas se encostam, meu peito se inflama ao compartilhar tudo o que nos dominava, em paz, ali. - Me sentia realizada, me sentia viva e disposta a tudo -.

De repente escuto a voz de Nam: - Por que você demorou tanto para se arrumar? Eu te chamei várias vezes! - Saindo da minha realidade alegre e feliz, olho para ele com ódio por estragar tudo.

(S/N): - Eu não escutei! - Reviro os olhos.

Nam: - Vamos logo! O papai já saiu.

(S/N): - Eu vou tomar café!

Nam: - Não dá mais tempo, vamos! Sunhee está esperando no carro. - Diz se virando.

Bin: - Vão na frente! - Nam se volta para nós. - Ela precisa tomar café. Nós vamos no meu carro, então, não se preocupe! - Nam olha sério para mim, mas ao encarar Bin, apenas assente e vai em direção da porta, acenando e dizendo: - Vocês que sabem! - Acho engraçado essa coisa do Nam sempre não se importar quando Bin diz que vai fazer algo da sua maneira ou toma frente de uma determinada situação. Ele parecia se despreocupar e saber que Bin sempre faria e de alguma forma, com seu jeito controlador e manipulador, faria dar certo. Assim que Nam bate a porta, ao sair, Bin me puxa, comigo ainda de costas para ele.

Bin: - Você está tão linda... - Começa beijar meu pescoço. Aquilo parecia me possuir de uma forma que só ele sabia como fazer tão facilmente. - que.... - Bin  agarra uma de minhas coxas e começa a deslizar entre elas. Meus olhos se fecham em desequilíbrio real e minha cabeça se deita em seu ombro. Se continuássemos, eu não iria conseguir mais sair daquele lugar. Me desprendo de seus braços na mesma hora.

(S/N): - Vou pegar uma maçã. Vamos nos atrasar, então é melhor irmos! - Após pegar a maçã na fruteira, em cima da mesa, dou uma mordida sorrindo e olhando para trás travessament. O vejo sorrir e pender a cabeça para frente com as mãos no bolso da jaqueta de couro. Era o sorriso mais feliz e espontâneo que poderia ver aquela hora da manhã.

Quando chego na porta da frente, com Bin, percebo que ainda estava chovendo e que Nam havia pego o único guarda-chuva que havia na casa - Eu não acredito! -.

(S/N): - E agora? - Bin tira sua jaqueta, e sendo ele, bem mais alto que eu, ela me cobria perfeitamente. - Mas amor, sua jaqueta vai ficar toda molhada...

Bin: - Não tem problema! - É engraçado o jeito cuidadoso dele. Após tanto ajeitar um lado e outro, Bin pega minhas coisas e diz: - Vem rápido! - Eu o sigo.

Ao chegar na frente da casa e percebermos que a chuva havia alagado o lugar onde precisávamos passar para ir até à garagem, paramos.

(S/N): - O que vamos fazer agora?

Bin: - Vem aqui! - Fala me puxando, para que eu subisse em seu colo.

(S/N): - Socorro, socorro, socorro, socorro... - Ele me carrega, e com medo, aperto os olhos. Ao abrí-los, me dou conta que ele já havia me posto no chão.

Bin:  - Você é tão dramática! - Diz caçoando e rindo de mim.

(S/N): - Aish!!! - Ele sorri ainda mais. Abrindo a porta do carro para mim,  coloca minhas coisas na parte de trás rapidamente enquanto joga seus cabelos um pouco molhados para trás, ao passar sua mão. - Que vista... -. Se virando para mim, diz: - Entra logo, amor! - Eu entro e ele bate a porta para mim. Ao ver que meu tênis estava um pouco molhado, me lembro que deixei um dentro do carro, da última vez que... Vasculho a parte de trás antes que ele entre, e o encontro. Meu cabelo estava intacto e minha maquiagem tambem - Milagre! -. Ele entra e fecha a porta. Coloco meu cinto e sinto seu olhar sobre mim.

Bin: - Esse tênis... - Olho para ele me sentindo minimamente sem jeito, mas não sou de demonstrar, pelo contrário...

(S/N): - Sim... - Dou um tapinha em sua coxa e deslizo minha mão até a barra de sua calça. - Ele segue minha mão com o olhar e arqueia a sobrancelha.

Bin: - Você não quer fazer isso... - Ele tira minha mão que estava sobre ele e vem em minha direção. Levo um grande susto. Bin estava tão perto, que cheguei a me afundar sobre o banco de seu carro, ao sentí-lo em cima de mim. Ele sorri maldosamente com os lábios, então me dá um selinho.

Bin: - Se enxuga! - Me entrega uma toalha pequena. Então percebo que ele estava mexendo no porta luvas enquanto tentava me assustar.

Puxo a toalha e ele volta para seu banco gargalhando. - Uma peste dessas... - Enxugo toda minhas pernas e pegando um hidratante dentro da bolsa, passo ele enquanto Bin dá partida no carro.

(...)

Em poucos minutos estávamos na escola. Depois da minha apresentação, Bin ia para a empresa, ele cancelou todas as reuniões para estar comigo hoje de manhã. Me lembro até hoje, da apresentação que tive depois de algumas semanas que a mamãe havia falecido. Eu ia cantar e dançar, porém, ao olhar para a platéia, não a vi, como era de costume. Não encontrei propósito dentro de mim, mas de repente, mesmo atrasado, ele apareceu em meio a platéia e a minha voz, que havia sumido, ressurgiu. - Enquanto cantava e dançava, lhe encarava e enquanto desabava, ele me encontrava levantava.

Olhando pela janela do carro, percebo que caíam apenas alguns respingos e do lado de fora, Nam, Sunhee e os meninos. Bin sai do carro e dá a volta para abrir para mim. A película do carro é muito escura, suponho que por isso os outros não haviam me notado ainda.

Bin abre a porta, então saio e assim que o faço, ao me notarem, os meninos param. Jogo meus cabelos para o lado, ao passar uma das mãos sobre eles. Após bater a porta, Bin me abraça pelos ombros e vamos até os outros. Yoongi estava quase me engolindo com os olhos e JungKook, ele estava com um sorriso que por mais que eu tentasse negar... Era encantador.

Sunhee: - Nossaaaaa... - Bin e eu rimos. Sunhee vem me abraçar. Após me soltar, ela tira a blusa de frio com capô e coloca em mim. - Nada de pegar um pinguinho de chuva! - Sim, minha irmã mais velha.

(...)

Ao entrar na escola conjuntamente com os meninos, Sunhee e Bin, ele me dá a mão e JungKook vem até nós, andando ligeiramente ao meu lado.

kookie: - Você vai ficar em que sala? - Pergunta me chamando a atenção

(S/N): - Na 89. - O encaro.

kookie: - Sério? A minha é a 92. É bem perto! - Diz sorrindo.

(S/N): - Aaaah, sérioo? - Não consigo controlar a empolgação. Jungkook me olha surpreso e Bin solta minha mão e volta a me abraçar pelos ombros. Ao perceber a reação dele, JungKook fica estranho e sorri sarcasticamente não acreditando. Fito Bin ao olhar para cima, que estava com o sorriso mais provocante que o de sempre. Reviro os olhos com sua atitude.

kookie: - Aliás, S/N... - Volto a lhe encarar. - Você está linda hoje! - Sorrir para mim e depois para Bin. Os meninos, que estavam conversando atrás de nós, se calam e eu nem olho para cima, sabendo que Bin não estava nada satisfeito com o elogio moldado por provocação, que JungKook havia feito. Se eu estava querendo morrer naquela hora? Óbvio! Entre a Hiroshima e Nagasaki, eu estaria querendo o quê?

Nam: - Vamos ver se a sala de música está vazia, para ensaiarmos no intervalo. - Avisa, nos chamando a atenção, o que nos faz virar para encará-lo.

kookie: - Tudo bem, vou levar a S/N até a sala dela! - Diz me puxando pela mão. Eu o encaro perplexa, congelada, incrédula, sem ar, morta. Todos olham para ele e vejo de relance, Yoongi segurando o riso.

Bin: - Eu sei a onde é! Ela não precisa da sua ajuda. - Puxa a mão que JungKook havia pego para segurar.

Nam: - Acho melhor vir JungKook! - O encara sério junto com os outros meninos que tentavam disfarçar, sem sucesso, seus olhares incrédulos sobre ele.

Kookie: - Então nos vemos no intervalo S/N! - Me lança uma piscadela e sai. Jesus amado... Ele quer morrer? Só pode!

Bin solta minha mão e vai para cima dele como um trovão e agarra as golas da sua jaqueta, o puxando para perto, então sibila: - Se não parar de olhar assim para a minha namorada e continuar me provocando, a primeira coisa que vai perder, são os olhos! -  Engulo a seco.

JungKook arqueia as sobrancelhas e o fuzila com os olhos. É melhor eu mesma acabar com isso! Eu não iria gostar nem um pouco no lugar de Bin, e eu quero que ele entenda que eu não estou dando espaço.

(S/N): - Por favor Bin, para... - Eles continuam parados se encarando, se degladiando pelo olhar. - JungKook, eu não gosto que me tratem dessa forma tão... Íntima, então não faça mais isso! - Bin o solta. JungKook assente ao me encarar e pressiona os lábios com o sorriso mais rápido que já o vi dar, indo até os outros que ainda estavam parados e nos olhavam da mesma forma que antes. Olho brevemente para o chão e ao voltar encarar Bin, vejo que ele ainda fitava JungKook. Vou até ele e o abraço pela cintura, na esperança de acalmá-lo.

(S/N): - Vamos logo oppa! - Ele me olha de cima e com um brilho de vitória sobre seu semblante, assente e me acompanha, deixando os outros para trás.

Quando começamos a passar pelos corredores, percebi que todos nos encaravam. Na verdade, o foco era mais eu, que Bin.

(S/N): - É impressão minha ou todos parecem estar nos olhando?

Bin: - Bom, eu acho que eles devem ter a mesma opinião que a minha!

(S/N): - Qual?

Bin: - Que você está linda! - Sinto como se já tivesse escutado aquilo. Tô ficando é louca... Bin solta um sorriso de canto ao me perceber viajando na maionese. Aquilo me distrai e de repente, me desequilibro ao bater em alguém.

Bin: - S/N, cuidado! - Só deu tempo dele me segurar.

(S/N): - Meu Deus, me desculpe! - Digo olhando para a menina caída no chão, após nosso impacto. Ela olha para Bin e depois para mim.

Bin: - Você tá bem? - Pergunta para mim.

(S/N): - Estou! - Volto minha atenção para a menina, estendendo a mão para que ela levantasse. - Me deixe ajudá-la!

Ela não aceita a ajuda. Se levantando sozinha,  pega os livros que deixou cair.

Sunny: - Vê se olha por onde anda, dá próxima vez! - Que garota mais bugada... Ia pegar um dos livros para ajudá-la, mas antes que eu o faça ela grita: - SOLTA AS MINHAS COISAS! - Meu corpo dá um leve salto com o susto por sua reação tão repentina. Antes que eu tome qualquer atitude, Bin chuta o livro que eu ia pegar e me tomapelo braço. A encarando, transparecendo raiva, diz: - Ninguém precisa suportar uma menina escrota como você! Se não quer ajuda, então pega essa merda de livro, antes que eu a mande enfiar em um lugar específico! - Ela para estática, pois não teve nem reação ao ouví-lo falar em um tom baixo, mas bem pior que o seu. Bin, por quê você faz isso? Admito que fiquei com muita pena dela. Fico sem reação ao vê-la daquela maneira, mas logo sou arrastada por ele dali.

Bin: - Quer água, amor? - Pergunta tentando desviar minha atenção sobre a situação que aconteceu ainda a pouco. Como ele age tão naturalmente após fazer esse tipo de coisa?

(S/N): - Não estou com sede!

Bin: - Tá chateada... - Olha para o outro lado entediado.

(S/N): - Sim! Eu estou! Não entendo porquê faz isso... - Nos encaramos.

Bin: - Por que eu não quero ver ninguém tratando você mal! Não entende isso? -Olho para baixo e quando levanto meu olhar, percebo que ele continuava me encarando.

(S/N): - Mas as coisas não se resolvem assim! - Soo repreensão.

Bin: - Tá! - Diz na tentativa de finalizar o assunto. - Vamos! Ou você vai se atrasar para a sua apresentação! - Resolvo deixar de lado aquele assunto. Eu e Bin íamos deixar minhas coisas na sala e depois eu ia me trocar, para encontrarmos com os outros no ginásio.

(...)

Chegamos a sala 89. Ela já estava cheia quando cheguei. Digo para Bin me esperar e que iria apenas colocar minha mochila lá dentro. Ele concorda, mas como sempre, fica me vigiando pela porta. Reviro os olhos, mas para lhe provocar... Com um sorriso caçoador, tiro a blusa de frio, deixando o decote da blusa que usava por baixo a mostra. Jogo meus cabelos para o lado e começo a andar rebolando. Uma corrente de ar vem em minha direção e percebendo todos olhares sobre mim, me sinto vencida pelo ego.

Acho um lugar vago perto de um menino que estava mexendo em uma câmera. Ele estava tão distraído, que nem me nota. Haviam algumas fotos em cima da sua mesa, de paisagens e de algumas pessoas distraídas. Supus que não notaram quando ele as registrou - Que interessante, um stalker... -. Minha atenção logo foi tirada do menino e levada para Bin, que ainda estava na porta, com cara de psicopata.

De repente, uma senhora de cabelos grisalhos, com saia e blusa social entra na sala com uma ficha na mão. Passando por Bin, o encara com estranheza e ele sorrir como um menino desajeitado. Começo a rir da sua reação.

Ela vem até mim e assim que está mais próxima, pergunta: - S/N? - Assinto, confirmando. - Pode ir pegar seus livros quando quiser. Use esta carteirinha, quando for. - Me entrega uma carteirinha com minha foto. Jesus amado, quando eu tirei essa foto 3x4? Senhora, vou usar pra espantar mosquito em casa! - Essa vai ser a chave do seu armário! - Me entrega com um sorriso cordia. Lhe devolvo o gesto com o meu melhor sorriso. Então diz: - Espero que possa se adaptar rápido. Você veio do... - Ela procura na sua ficha e antes que ache, eu respondo: - Brasil.

- Sim. Espero que se dê bem em nossa escola e com seus novos colegas de classe. Iremos trabalhar duro até o final do ano!

(S/N): - Obrigada! - Ela sorrir novamente e sai.

Quando eu ia colocar minha mochila em cima da cadeira, notei que o menino  havia parado de mexer na câmera e agora estava olhando para mim. Ignorei isso e organizei meu caderno e outras coisas em cima da mesa.

- Você é mesmo de outro país? - Pergunta o menino. E você é mesmo um fofoqueiro?

(S/N): - Sim.

- Que legal! Nunca tinha conhecido uma pessoa que se parecesse tanto com uma coreana e não fosse, realmente.

(S/N): - Ah... - Quer tirar uma foto pra grudar no espelho do quarto? Por acaso sou um ET, minha gente? Pego meu estojo na mochila.

Ao perceber a sua plena falta de educação, diz: - Não quis ofender! É que não é muito comum aqui. E prazer! Meu nome é Jonghyun, mas pode me chamar de Jon!

(S/N): - Prazer Jon! Não, tudo bem... - Faremos a educada. - Eu olhei suas fotos, são ótimas! - Sorrio amigavelmente.

Jon: - Obrigado! - Ele pega a câmera e aponta para mim, me surpreendendo, ao tirar uma foto. - Essa também ficou ótima! - Pegando a foto, me mostra como havia ficado. Começo a rir assim que a vejo, mas logo alguém aparece, e puxa a foto da minha mão. Ao erguer meu olhar, Bin me fitava sério. Jon o encara um pouco cabisbaixo.

Bin: - Desde quando gosta de ficar pousando por aí? - Fico pasmem. Eu acho que eu quero matar ele, porra... Bin se volta com a foto em mãos para Jon e diz: - Se tirar outra foto da minha namorada, eu quebro essa câmera! - Jon fica sem jeito com a reação de Bin e eu mais ainda.

Jon: - Desculpe S/N, prometo não fazer mai! - Eu não acredito nisso, o que Bin pensa que está fazendo? O menino só está brincando!!!

(S/N): -  Não me peça desculpas, você não fez nada de errado! Ele que está sendo idiota demias hoje... - Falo encarando firmemente Bin.

Puxo a foto da mão dele e guardo no bolso, então pego meu casaco e passo por ele, batendo em seu ombro com raiva.

(...)

Entro no banheiro para me arrumar ainda chateada com tudo o que meu namorado imbecil tinha feito hoje - Eu sei que ele não gosta de muitas coisas que as pessoas fazem ao se aproximar de mim. Mas cara, eu relevei a maneira como ele tratou o Yoongi, JungKook, até aquela menina estranha... Custava dar um tempo? Não! Ele tem que estragar tudo. Porra, às vezes eu tenho vontade de matar ele! -. Termino de fazer minha maquiagem e após vestir minha roupa, me encaro no espelho, e por baixo daquele cabelo arrumado e cheio de laquê; aquela imensa quantidade de maquiagem, me vejo cansada, exausta. Sinto um vazio me alcançar. Olho para cima e minhas lágrimas começam a cair em meu rosto -

Eu tento, eu juro que tento, mas será que é normal? É um vazio imenso, é algo sem explicação, é como se nem um ser pudesse sentir essa dor que me alcança quando eu menos espero. É sempre que estou sozinha, que eu sinto ela me segurando, me prendendo ali. É quando eu me afasto de quem amo; é quando eu brigo, é quando tudo começa a se misturar e eu não consigo lidar com o que eu quero e com o que é certo para mim.

Me sinto uma tola; me sinto presa e perdida. Sinto que estou presa em um lugar que jamais poderei saber do que se trata e dói, parece infinitamente permanente e cíclico. Tudo aqui gira em volta de um mesmo círculo e eu me vejo colidir com minha mente ao ficar tonta com todas aquelas voltas.

Às vezes eu queria fugir e por um momento isso parece tudo que eu quero. Eu não sei, tantas coisas não se encaixam, tantas coisas se perderam e eu nem ao menos me vejo viva nesse carrossel que nunca para de girar. Eu sinto que não estou vivendo minha vida; sinto que me perco e não consigo voltar quando mais preciso, que sou apenas arrastada por tudo aquilo que preciso ser -.

Começo a soluçar sentindo meu coração doer ao ver a menina escrota é sorridente na imagem do espelho. - Tudo em mim era distante demais para poder salvar, resgatar, ou apenas, enxergar -.

(S/N) OFF

Bin ON

Eu queria que ela entendesse que eu só quero o bem dela, que eu só aprendi dessa maneira. Eu gostaria ter aprendido de outra forma, por ela, mas não aprendi. S/N me impedia de ir além, pois me mostrava, através de seu olhar, toda vez que meu jeito podia nos afastar. Me sinto perdido por não saber como agir e quando paro para perceber, já ter fiz a maior merda de todas, que é magoá-la. Magoar S/N, é algo que me fere, pois meu desejo é unicamente protegê-la e quando não consigo; quando falho e a magoou, é também, quando percebo o quão idiota eu posso ser.

Só queria que ela percebesse que eu larguei minha vida, deixei tudo para trás e esse inferno que ela viveu, faz parte do meu também. Eu realmente estou aqui. Minha alma, perpetuada à sua, a única alma que um dia me fez o bem, ao me arrancar da realidade que vivia e me salvar.

Fazia muito tempo que S/N estava dentro do vestiário, eu estava começando a ficar preocupado, então decido ir até lá, pois a campa já havia tocado e as pessoas já haviam se dispersado pelos corredores.

Empurro a porta do vestiário e assim que entro, escuto um pequeno ruído. Observo o armário de S/N aberto, mas não a vejo. Caminho devagar e quando chego no corredor feito pelos armários, que ficava de frente para algumas pias e espelhos, vejo S/N sentada em um banco de madeira, com a cabeça baixa e chorando.

Bin: - S/N? - Ela levanta a cabeça, mas a escuto tentando controlar a voz de choro, então diz: - Eu já estou terminando... Pode-pode esperar lá fora. - Eu odiava ser o motivo daquilo, odiava fazê-la se sentir daquela forma, odiava fazê-la chorar.

Bin: - Não. - Ela continua encolhida no banco. - Eu não vou! Eu te amei com todas suas formas, te amei, sabendo quem você é e com todas as lágrimas e defeitos. Não me peça para sair, não me peça para ir! Por... Por favor. - Ela começa a soluçar ainda mais. Eu vou rapidamente em sua direção, à pegando em meus braços. Ela logo se aconchega em meu peito e encaixa a cabeça em um espaço perto do meu pescoço. Beijo sua testa fechando meus olhos, tendo meu tudo em meus mãos, meu tudo, ela.

Bin OFF

Continua...


Notas Finais


O que estão achando?😋
Compensei o tempo que sumi? 😂😂😂😂😂


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