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História Over the rainbow - Imagine Midoriya. - Capítulo 2


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Notas do Autor


N/a: Olá meus queridos leitores! Resovi deixar um extra pra quem gosta de um final feliz. Pra ser sincera me surpreendi quando vi que o extra seria maior que a one-shot oficial. '>'
Este extra foi inspirado no livro "Depois de você" ( continuação maravilhosa do "Como eu era antes de você"), ou seja, tem altas referências.
Desculpe qualquer erro de gramática ou burrice mesmo. Eu e o sono estamos em relacionamento muito intenso, é muito amor envolvido!

Boa leitura!

Capítulo 2 - - Extra -


Fanfic / Fanfiction Over the rainbow - Imagine Midoriya. - Capítulo 2 - - Extra -

{C/C} - cor do cabelo. 

{S/N} - seu nome. 

{S/S} - seu sobrenome. 

{C/O} - cor dos olhos. 

{S/P} - sua preferência 


.





Anos se passaram desde a morte de [S/N]. Parece que o mundo de Izuku colorido por ela teve que aprender a viver em escalas de cinzas.

Teve que despedir de suas risadas enérgicas, sua voz doce e suave ao seus ouvidos, seus cabelos [C/C] que mesmo que ela tentasse insistiam em ficarem desarrumados. Não foi fácil os primeiros anos... isso é verídico, mas o tempo o fez adaptar-se com a partida de sua amada... nunca superá-la.


Atualmente nosso querido esverdeado é famoso por ser o herói nº1, o tão almejado título que ele se esforçou, e depois de anos de lutas e desafios, ele conseguiu.


Mas parecia que mesmo com o seu grande sonho realizado, ainda lhe havia um vazio. 


Midoriya pov's


Acordei cedo me preparando para meu dia como qualquer outro. Tomei meu banho, vesti meu uniforme e preparei meu próprio café da manhã bem reforçado. Hoje em dia meu cabelo também é diferente então resolvi arrumá-lo. Olhei no espelho do banheiro e por alguns segundos não reconheci o dono do reflexo: tanto a personalidade quanto aparência não era de se imaginar comparado ao antigo Izuku Midoriya, verdadeiramente ele se tornou em um alguém irreconhecível. 

Faz alguns anos que trabalho como herói e desde que me formei, estou morando sozinho. 

Meus amigos dizem que eu deveria seguir em frente em relação ao amor. {S/N} nunca me impediria de me apaixonar novamente, de me casar e construir uma família. Mas sinto como se eu não conseguisse prosseguir nesse quesito. Estive até em grupos de apoio para pessoas que perderam alguém especial mas de nada me adiantou. 


Às vezes imagino o que ela pensaria desse Izuku... Ela se orgulharia do que eu me tornei?  


Desta vez em vez de usar meu carro, resolvi ir voando mesmo, me lembrando de como ela amava voar abraçada à mim, ver seus cabelos dançarem ao vento e suas lindas orbes {C/O} brilharem à sensação de voo...


Ao entrar na minha sala, sendo a principal da minha agência (particularmente não gosto de coisas muito exageradas) resolvi fazer meu  ritual de abrir as cortinas do local com no timbre suave daquele vídeo já velho. Toda vez que escutava-a cantar este dia parecia que seria o melhor.


-Puta que pariu! Acho que o vídeo do All Might perdeu pra esse, Deku. - ouvi Kacchan entrando na sala com seu olhar sarcástico e no fundo, mas no fundo mesmo, brincalhão.

Depois de um certo período turbulento, no 1º "aniversário" da morte de {S/N}, começamos a deixar as nossas desavenças de lado. Hoje agradeço por esse dia, se não fosse pelo apoio de Kacchan, acho que eu não estaria vivo, muito menos sendo o herói nº1. 


-Irei começar minha ronda, se eu fosse você deixava de ser burro e também faria! 


-Tudo bem Dinamight, e tenha um bom dia! - acenei de forma simpática enquanto ele revirava os olhos. 


- × - Quebra de tempo - × - 


Até o momento o dia está sendo monótono, gatos presos no telhado, senhorinhas que quase morrem atropeladas na faixa de pedestres e uns aspirantes à ladrão correndo por aí. 

Se eu conseguisse fazer toda a minha patrulha e se não houvesse emergência eu poderia chegar na agência, fazer meu relatório e simplesmente não fazer absolutamente nada depois daquilo. Eu não gosto muito mas confesso que há dias que estou tão esgotado que acho que não é tão ruim assim...

Quando estava na última quadra antes da agência escuto uma explosão que parecia vir do banco da cidade... 


"Tenho quase certeza que é o Kac-" 


-Nem adianta pensar que sou eu, estou bem do seu lado! - o loiro interrompe meus pensamentos enquanto estava com a sua carranca costumeira. Não é por voltarmos a se falar normalmente que mudaria seu humor e personalidade. 

- A Alien e o Pikachu de Chernobiyl já estão a caminho... -completou. 


-Faz um bom tempo que não nos encontramos... nem em missões! - sorri e o loiro apenas acentiu.


Ao chegarmos no local vi que Ashido-san lutava contra uns dos capangas, impedindo-os de avançar com o assalto. Me importei em resgatar os funcionários e clientes do local feridos enquanto Kacchan tinha todo o seu foco em ajudar Ashido e principalmente, "socar" a cara dos ladrões como ele costuma dizer. 

Logo paramos de frente ao líder, um homem alto mas não tão forte. Se eu não tivesse aprendido que aparência (principalmente quando se está em um mundo em que 80% da população tem poderes) não mostra muito o que seu dono é. Dele começaram a sair lâminas que aparentavam estar afiadíssimas e vinha com toda velocidade para a nossa direção, antes que atacasse Pinky, Chargebolt apareceu ajudando a amiga. 

Até que tivemos bastante trabalho para um assalto ao banco genérico. Quando eu estava a prender o  líder apenas escuto a rosada gritar:


-Deku, cuidado! - quando me virei apenas senti uma pancada na cabeça e desacordei. Fazia muito tempo que eu não tinha deixado a guarda tão baixa para me atacarem por trás. Sou idiota por ter sido tão descuidado! 


- × - Quebra de tempo - × - 


Acordei em um quarto branco, já sabia que estava em um quarto de hospital, talvez pela frequência de vezes que fui ao local. Suspirei ao pensar em quantas vez que fui literalmente quebrado para aquela sala,mas essa fase já se passou há anos atrás. 

Então uma enfermeira entrou no quarto e percebendo que eu havia acordado veio até mim. 


Se eu disser que ela era feia, estarei mentindo: tinha cabelos cor {S/P} presos em um coque, aparentava ter mais ou menos a minha idade, sua uniforme era discreto mas marcava bem suas curvas, seus lábios era avermelhados e tinham aparentemente apenas um protetor labial. E seus olhos... Me lembravam... De {S/N}. 


- A sua sorte foi que o indivíduo se assustou e a pedra não o atingiu tão forte. Sabe lá o que poderia ter acontecido... - ela me fitava séria enquanto trocava as gazes que estava no topo da minha cabeça, no local lesionado. - Você é o herói nº1, certo? 


-Sim... Deku. - Falei envergonhado, talvez eu nunca me adaptarei com a fama de ser herói, principalmente o nº1. 


-Meu irmão é seu fã de carteirinha, toda vez que levo-o no mercado comigo, pede brinquedos, roupas do herói Deku. - ela parou de refazer o curativo por um momento para falar a última frase com a clássica pose do All Might. - A restauração da paz... Aliás nós já tivemos o nosso símbolo. - Meu sorriso de canto disfarçava o quão nervoso eu estava. {S/N} foi a única garota que eu me aproximei. 


-Eu já quis ser super-heroína mas como minha quirk nunca existiu eu arrumei a minha forma de salvar pessoas. - ela sorri gentilmente enquanto finalmente termina o curativo. 


-E parece que você é incrível no que faz! - a garota cora com a frase. 


-Na verdade dizem que eu sou muito agitada e tagarela mas entrei aqui como a "garota prodígio"... - nós nos encaramos por alguns segundos até ela quebrar o silêncio novamente. - Acho que agora eu posso te dar alta. Vou lhe receitar alguns medicamentos anti-inflamatórios e anestésicos para a recuperação e alívio da dor de cabeça. 


-Sei que é estranho falar isso mas espero te ver em breve! - nós dois rimos da frase dita por mim. 


-Desde que você não esteja quase morto ou todo quebrado. - ela abre um sorriso de orelha a orelha. 


-Qual é o seu nome? - eu precisava voltar a falar com ela. 


-Meu nome é-


-DOUTORA, RECEBEMOS UM HERÓI QUE PRECISA DE CIRURGIA URGENTEMENTE! - Uma garota que agora eu acho que é a enfermeira invade a sala. 


-Te vejo por aí Deku, tenho que ir! - ela acena e saí correndo. 


-Então ela não é enfermeira e eu não sei o nome dela... - quase sinto uma gota saindo da minha cabeça. 


- × - Uma semana depois - × -


- Hey Deku, houve um ataque terrorista no centro da cidade. Acho melhor você ir... - Como quase todo o dia, Kacchan estava lá pra me avisar de alguma encrenca mais grave. - Se eu fosse você arruma logo a droga de uma secretária, não estou sendo pago pra fazer isso!


-Está bem, Kacchan! - o mais velho apenas estalou a língua como o de costume ao ouvir o famoso apelido. 


Bem como Kacchan havia dito, há alguns terroristas na área do centro causando caos e confusões. 

Demoramos um pouco para os prender mas a missão pode ser considerada um sucesso.

Ao terminar, escuto um pedido de socorro e vou a procura de sua origem. Ao chegar no local surpreendo-me ao descobrir que a dona da voz era a médica que tinha me atendido, quase sendo esmagada por blocos de pedras enormes feitos com a explosão dos terroristas. Nem penso duas vezes e consigo resgatá-la, afasto as pedras para ter tempo o suficiente pra pegá-la no colo e levá-la para um lugar seguro. 


-Parece que dessa vez você me salvou... - a {morena/loira/ruiva} deu um sorriso singelo. 


-Eu só devolvi o favor de me ajudar naquele dia... Estamos quites agora! - retribuo o sorriso. - Bom... O que você acha de algum dia irmos tomar um café? 


-Por mim tudo bem! Pode ser na quarta, no café ao lado do hospital às 15h? - a mulher me olhava gentilmente enquanto seus cabelos voavam suavemente. 


- Nesse horário já irei ter acabado minha ronda, então sim! 


-Te vejo na quarta então? 


-Até quarta-feira! - aceno para ela enquanto ela ia embora. 


.


- Sinto lhe informar mas você tá com a mesma cara de quando se apaixonou pela {S/N}... - Bakugo sorri com ironia.


-Acho que ela ficaria feliz em saber que estou seguindo a minha vida... - falo suavemente enquanto olhava para o horizonte, agora com a médica dos cabelos {C/C} esvoaçantes à uma grande distância. 


"Mas outro dia comecei a pensar sobre o que realmente quero da vida e me dei conta de que quero alguém para amar."  


- × - Na outra semana - × - 


- Como você ficou presa entre toda aquela confusão? - pergunto curioso. 


-Eu estava saindo do meu horário de almoço quando vi um garotinho entre os blocos. Para salvá-lo e ele conseguir resgate eu precisei ficar no lugar dele. Eu aguentaria segurar os bolocos, ele não. 


-E é nessas horas que descubro que heróis e heroínas nem sempre tem individualidades ou capas. - ela sorri com o elogio. 


- E você... Tem se apaixonado por alguém? - ela pergunta de forma tão direta e penetrante que eu paraliso por um momento. Me sinto novamente com 15 anos de idade. 


- P-Perdão? - meu rosto fica vermelho... 


-Vo...cê...gos...ta...de...al...guém? - ela fala pausadamente enquanto ria do meu desespero. 


- Acho que sim... Ela me lembra uma pessoa que amei muito mas eu que eu a perdi faz alguns anos. Acho que estou prestes a ser feliz novamente, porém eu não mereço essa felicidade. - desabafo. 


- "Não acredito que felicidade seja uma questão de merecimento." - ela cita e eu olho surpreso. 


-Esse é uma das famosas frases do livro favorito dela! - damos uma leve risada com com a frase... - Tens algum outro conselho com esse livro? 


-Eu amo essa frase: "Nenhum de nós segue em frente sem olhar para trás. Seguimos em frente sempre levando aqueles que perdemos." - ela fala e logo após beberica seu café. Saímos do café e formos para o parque, fomos conversando coisas totalmente aleatórias, desde aventuras nossas até vídeos de gatinhos. 


-Engraçado... Você sabe meu nome mas eu não sei o seu! - digo lembrando da situação. 


-Me desculpe a falta de educação... Meu nome é {S/N} {S/S}! - olho assustado ao finalmente eu perceber com quem eu falava esse tempo todo. 


- Não é possível! Mas você havia morrido! - a olho incrédulo enquanto tentava encontrar suas semelhanças com a da antiga garota que fez meu coração disparar mais rápido. 

Seu rosto calmo e sereno permaneciam intactos, sua fisionomia um pouco mais velha mas perfeita. Seu sorriso... Ah! Como senti falta desse sorriso. 


-No final eu descobri que eu sempre tive uma individualidade: consegui matar o meu tumor sozinha naquele mesmo dia. Para ter certeza daquilo eu fiz muitos testes e teve como desculpa a minha morte. Fiquei anos fora estudando e me formei em medicina. Foi doloroso eu saber que o amor da minha vida estava por aí e que tinha que me mater longe... - seus brilhantes olhos {C/O} estavam agora inundados pelas lágrimas.


-Acho que me apaixonei pela a mesma pessoa duas vezes - ela dá um sorriso. 


Com um braço a seguro pela nunca e o outro braço pela cintura e puxo-a para um beijo calmo mas necessitado. Todo aquele contato que precisávamos e todos os sentimentos que foram acumulados com o tempo por nós dois saíram descontroladamente através dos beijos e das lágrimas que desciam freneticamente. Não nos impotavam com aquilo.


- A partir de agora, você quer criar um final feliz comigo? - pergunto-a enquanto lhe dava um último selinho.


- Se é em um lugar onde sonhos realmente se tornam realidade... Aceito! 


-Nosso lugar! E não precisamos ir mais além do arco-íris para isso!


- × - Cena extra do extra :'D  - × - 


Narradora pov's


- Arashi Midoriya! Eu já não falei pra não mexer no computador da mamãe sem pedir? - {S/N} chamava atenção enquanto segurava a mais nova. 


-Desculpa mamãe, mas é que eu vi esse vídeo da senhora tocando esse violão esquisito. - a pequena esverdeada aponta para a tela. 


-Bem, esse "violão esquisito" se chama ukulele. Esse vídeo é bem antigo mas se você quiser ver, minha pétala de flor. 


-Eba! - a mais nova comemorava. 


- × - Quebra de tempo - × - 


-Cheguei! - o mais velho da casa avisava. 


-Boa noite, meu amor! - a de cabelos {C/C} da um selinho no marido. 


-Papai,  eu vi um vídeo da mamãe tocando ukukele! - mais velho faz uma careta. 


-Ukulele? - a pequena Arashi afirma.


-Em vez de verem um vídeo, que tal depois do jantar eu tocar um pouco? 



"Quando uma história termina, 

outra tem que começar." 





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