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História Overdose - Capítulo 23


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Capítulo 23 - Capítulo vinte e três: um mal entendido homérico


Chen deu uma risada tão alta que ela ecoou por vários segundos pelo beco em que estavam, que felizmente estava vazio e abandonado há tanto tempo que ninguém se incomodaria com isso. — Parabéns, vocês pegaram o equivalente a um faxineiro do contrabando.

Estavam os sete naquela mesma rua, com o “assassino” amarrado pelos cadarços de Seulgi. Ele era apenas um moleque de seus dezesseis, dezessete anos, com uma pistola comum, calibre 38, e um rosto muito assustado; na cabeça dele, era seu fim, e havia sido pego e seria preso, ou coisa pior, mas tudo não passava de um mal entendido.

— Espera, então vocês conhecem os donos daquela loja? — Suho indagou a Chen e Xiumin, que não estavam levando nada a sério desde que descobriram a confusão.

— Sim, a Shangri-la é de uns amigos nossos do ramo, eles distribuem produtos falsificados, alguns ilegais, outros legais. Esse moleque aqui é funcionário de lá, e provavelmente achou que o Jongin era algum policial ou coisa do tipo. Quanto à Junri, bem, ela só entrou numa confusão sem saber. Eles fazem entregas de produtos ilegais usando livros falsos como embalagens, para driblar a fiscalização. — Minseok explicou, desamarrando o pobre mensageiro.

Jongin não estava satisfeito com o desfecho feliz daquela confusão homérica. — Ele quase me matou!

— E a gente quase o matou também, então acho que no fim das contas, está tudo acertado. — Seulgi disse, apontando para o ferimento na cabeça dele, que estava sendo “tratado” por um saco de ervilhas congeladas que Sehun comprara em uma loja de conveniência próxima, como pedido de desculpas.

— E, como diz o ditado, tudo termina bem quando acaba bem. — Jongdae deu de ombros, pegando o telefone para fazer algumas ligações e desembolar o emaranhado que se tornara essa tarde um momento de comédia e de certo alívio. A chuva caía pesadamente além da proteção da velha marquise sob a qual estavam, e não dava previsão de dar trégua. Aquilo talvez fosse um presságio dos eventos que estavam por vir.

(...)

Baekhyun riu, uma risada muito alta. — Não acredito nisso, vocês quase mataram um moleque aleatório…! Esse caso está mexendo com a cabeça de todo mundo, eu estou falando…

— Nem me fale… Aliás, não sei mais o que estamos fazendo aqui, investigando isso, se chegamos a um beco sem saída. O que o chefe quer, nos colocando para investigar um homicídio? — Chanyeol questionou. Ele parecia especialmente impaciente naquele fim de manhã: ele e Byun passaram o dia fora do laboratório, cuidando de outros projetos pessoais, e os quatro haviam acabado de se reencontrar na sala 333 para compartilhar as novidades.

O rosto da jovem subitamente adquiriu um tom mais sombrio e sério. — Aliás, precisamos falar com ele sobre isso.

Jongin entendera o recado, obviamente, mas era melhor não comentarem sobre cometer um crime assim tão levianamente. Ainda havia muita coisa para ser compreendida ali, e precisavam ser ágeis. Ele se levantou da cadeira em que estava sentado sem pensar duas vezes: — Vou ver se ele está na sala dele.

A jovem o acompanhou, e os dois atravessaram os corredores vazios do laboratório em silêncio, andando a passos rápidos, para encontrá-lo antes do horário de almoço. Ela percebeu imediatamente que Kai andava pendendo para um lado, como se tivesse dificuldade em mover o tronco: — Tem certeza de que não quebrou uma costela?

 — Não, foi só um chute feio que levei. Já está roxo e vai ficar pior, mas eu vou sobreviver. — ele falou, afastando o jaleco e levantando a lateral da camiseta. De fato, um hematoma já havia se formado no local, arroxeado e largo. Você está encarando, Seulgi pensou, desviando os olhos rapidamente — Aliás, sobrevivi graças a você. A você e ao Sehun…

— O que mais eu deveria fazer? Deixar você morrer? — ela sorriu sarcasticamente. 

Os dois bateram na porta do chefe Kyungsoo, mas não houve resposta. Eles insistiram, e nada. Sabiam que ele ainda não havia saído para o almoço, provavelmente (era um tanto cedo demais para isso), mas ele não respondia. Girando a maçaneta, perceberam que a porta estava destrancada; ele provavelmente foi ao banheiro ou está por perto, Jongin imaginou, sabendo que Kyungsoo nunca deixava a porta destrancada se planejava se ausentar por um período de tempo considerável.

Mas por qualquer razão que fosse, os dois decidiram entrar na sala e esperá-lo lá dentro, afinal, era um assunto de urgência: com tudo que acontecera, acharam que seria importante comunicar que o corpo de Yixing ainda estava desaparecido de seu túmulo, o que era no mínimo preocupante. O assassino ainda estava a solta… Pensar nisso era aterrorizante, mas era verdade, e se Kyungsoo queria pegá-lo, era necessário que usasse sua influência para conseguir mais do que um grupo de cientistas parados em um laboratório.

Seulgi observava os troféus que ele tinha em uma estante, a maioria deles do ramo da biologia. Do Kyungsoo não era um executivo qualquer tomando decisões baseadas em dinheiro somente: ele sabia como as pesquisas financiadas e realizadas pelo laboratório eram importantes para a humanidade como um todo. Era algo francamente admirável, ela admitiu para si mesma. Nem todo mundo tem essa mesma dedicação ou visão de mundo.

Seus dedos correram pela estante, tocando um ponto estranho e mais elevado segunda prateleira de madeira em relação ao teto (a última que conseguia alcançar, ainda que na ponta dos pés), que lhe parecia bastante peculiar, pelo seu formato regular e liso. — Ei, Jongin-ssi, acho que encontrei alguma coisa, mas eu preciso da sua ajuda.


Notas Finais


Aparentemente, tudo não passou de uma coincidência e um encontro ao acaso... Que pode ou não revelar pistas, rs.


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