História Overtime - Os Senhores do Tempo - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Deuses, Ficção, Mitologia, Romance, Super Poderes, Tempo, Terror, Viagem No Tempo, Zumbis
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Klow


Estávamos frente a frente com um deus que nem imaginávamos que existia e agora teríamos que matá-lo, a questão era como faríamos isso.

 Os outros estavam tão em dúvida quanto eu, a fumaça do chapéu de Klow era intimidadora de alguma forma, Walter explicou que mesmo o matando nada mudaria para a entidade a qual pertencia, isso só aconteceria quando finalmente enfrentassemos o Deus-Rei, o que poderia demorar um pouco já que ainda tínhamos que matar outros deuses antes de finalmente chegarmos no Deus-Rei. 

 Quando um deus morria não acontecia nada, porém o Deus-Rei se tornava um tanto mais fraco já que uma das funções dos outros deuses era lhe proteger, nós deveríamos enfraquecê-lo até conseguirmos encará-lo e finalmente matá-lo, dessa forma salvariamos o mundo. Mas a realidade é que estávamos com medo de passarmos pelo primeiro deus, os poderes de Gregor e de Wagen não seriam úteis. Petva não podia fazer nada além de morrer e reviver,até mesmo ela estava assustada. Isabella poderia tentar fazer alguma coisa com suas sombras, mas não acreditava que iria ser útil para derrubar Klow, eu podia criar outros universos mas não sabia como meus poderes  funcionavam direito.

 Eu tive a idéia de criar um mundo onde eu poderia derrotar um deus com a minha força, mas não tinha como eu trazer essa versão de mim para esse universo ou pelo menos eu não sabia como fazer isso. Não sabia nem se esse universo havia sido criado, ainda continuava como se fosse apenas minha imaginação, eu não tinha nenhum indício de que realmente tinha criado um outro universo. Eu tive uma idéia de criar um universo onde seria possível entrar nele utilizando um portal que apareceria na minha frente, mas nada aconteceu. Teríamos que usar nossas próprias forças para derrotar Klow. Isabella tentou utilizar sua sombra para atacar Klow, mas não conseguiu atingi-lo. Sua sombra agora não era tão diferente das nossas. Os poderes de Wagen também pareciam não funcionar. 

 - Agora sabem que seus poderes são inúteis contra mim? - disse Klow cruzando os braços.

 Ele tinha razão, não poderíamos fazer nada, golpes físicos também não seriam úteis. Petva era a única que não tinha aceitado a derrota iminente pois ainda estava com a arma apontada para Klow. A fumaça no chapéu de Klow aumentou e nos cercou, nós começamos a tossir com aquilo. Ele estava utilizando seus poderes para nos atingir. Se Walter tivesse nos dito alguma dica para conseguirmos matar o deus seria mais fácil.

 A única coisa que ele disse era que não era tão difícil matar um deus quanto parecia, mas ele talvez só quisesse nos acalmar porque nós morreríamos na primeira missão. Pensei que a viagem no tempo poderia ser divertida mas agora que morreríamos para o primeiro deus que encontramos aquilo pareceu ser o maior erro da minha vida. Eu ainda me esforçava para criar um universo que poderia nos salvar, se meus poderes estavam funcionando eu devo ter criado dezenas de universos iguais apesar de não estar ajudando em nada. Petva diferente de nós continuou atirando em Klow que claro não era atingido.

 - Você sabe que eu sou um deus não é? Porque insiste em atirar em mim? - perguntou Klow. 

 Petva não respondeu, ao invés disso ela simplesmente abriu a arma e retirou todas as balas dali de dentro, os cartuchos agora estavam espalhados no chão. Ela voltou a apontar a arma para Klow, agora sem munição.

 - O que você tá fazendo? Perdeu a noção? - perguntou Wagen.

 Wagen tentou se aproximar dela mas Petva não disse nada, quando Wagen estava prestes a tocar nela ela encostou em seu tórax o empurrando para trás e voltou a mirar em Klow com a arma vazia. Petva puxou o gatilho e como era esperado nada além do barulho do clique aconteceu, mesmo assim continuou apertando como se estivesse brincando. Klow também não estava entendo o que ela estava fazendo, decidiu atacá-la com um soco mas enquanto se aproximava um ar estranho saiu da arma de Petva, como se fosse uma bala de vento e acabou acertando o peito de Klow, que surpreendentemente foi atingido no peito. Klow levou as mãos ao tórax ensanguentado incrédulo Como aquilo era possível? Ainda existiam muitas dúvidas. 

 Klow se ajoelhou no chão com as mãos sobre o peito, ele estranhamente estava chorando. Lamentava como se temesse a morte mesmo que fosse um deus.

 - Eu não queria que as coisas fossem assim, mas era o único jeito. - disse Klow soluçando. 

 Antes que pudéssemos fazer alguma pergunta ele desabou no chão e simplesmente desapareceu, estava morto. 

 - Nós matamos um deus? - perguntou Wagen. 

 - Na verdade Petva fez tudo sozinha. - corrigiu Gregor.

 Ele estava certo, se não fosse por Petva todos nós estaríamos mortos naquele momento. De qualquer forma tínhamos cumprido nossa primeira missão, quando voltássemos ao presente teria muitas perguntas para Walter. 

 - Como você fez isso? - perguntou Gregor. - Aquela coisa com a arma.

 Petva não respondeu, apenas fez um gesto com os ombros que indicava não saber. Aquilo me deixou um tanto nervoso, tudo bem ela não querer falar com a gente ou não querer fazer amizades mas aquilo era uma coisa que precisávamos fazer, provavelmente ficaríamos em situação parecida por algum momento então se ela contasse o que ela fez seria mais fácil para nós mas ela se recusava a falar sobre qualquer coisa.

 - Escuta, não tenho nada contra você ou seu país de merda mas se você continuar quieta desse jeito não vai ser nada agradável. - disse Wagen, ele tinha razão. 

 Petva olhou para o chão ressentida e depois olhou para o rosto de Wagen.

 - Eu tenho meus motivos. - Petva finalmente disse alguma coisa.

 Wagen se afastou dela um pouco com as mãos pra cima indicando respeitar essa opção dela. 

 - Eu entendo, tudo bem se não quiser fazer amizade com a gente. Mas precisa compartilhar coisas importantes como essa que acabou de acontecer, nossas vidas podem depender disso. - disse Wagen.

 Ele estava certo, Gregor e Isabella também indicaram que concordavam com ele. Ela abaixou a cabeça novamente como se o que Wagen disse fosse um sermão de seus pais, talvez isso fizesse com que ela entendesse nosso ponto. Wagen se aproximou de mim e de Isabella e ficou no meio de nós dois entrelaçando cada um de seus braços suados em nossos pescoços.

 - Mas se te serve de consolo, é melhor que sejamos amigos. Como eu e esses caras aqui. - disse Wagen. 

 E aí estava, Wagen tinha conseguido falar algo que todos nós pensávamos e logo em seguida já estava sendo um babaca de novo. É claro que ele não fez nada além de colocar sua mão em meu pescoço mas aquilo além de ser irritante era um desrespeito com Petva e sua opinião sobre não fazer amizades, tecnicamente ele a ameaçou. Ou talvez eu simplesmente não suportasse que ele tocasse em mim e principalmente em Isabella, as duas opções eram aceitas. 

 - Me desculpe. - Petva disse, seu sotaque russo ficou com mais evidência agora.

 - E então, vai contar como fez aquilo? - perguntou Wagen. 

 - Não. - respondeu Petva entrando na máquina do tempo em seguida.

 Wagen fez uma expressão de raiva mas não disse nada, ficou claro a sua frustração. 

 - Não se preocupe, uma hora ela vai contar o porquê de ela ser assim. - disse Isabella. 

 - Como sabe disso? - perguntou Gregor. 

 - Eu sou mulher. - disse Isabella sorrindo e entrando na máquina do tempo.

 Agora que tínhamos concluído nossa tarefa teríamos que voltar para o presente, eu gostaria de ter ficado mais um pouco nos anos 80 era uma das minhas épocas favoritas, mas acabei não falando nada e entrei na máquina depois que todo mundo já tinha entrado. Isabella digitou a data, coordenadas e a hora um minuto depois que saímos assim como Walter disse no painel. Petva ficou ao fundo do elevador afastada de todos assim como na ida enquanto o resto de nós estávamos bem próximos da porta. O elevador pareceu estar subindo, foi um longo minuto até que ele apitou e suas portas se abriram.

 Nós saímos da máquina e estávamos de volta para a sala secreta da biblioteca, Walter estava sentado no sofá.

 - Ótimo, vocês conseguiram. - disse Walter percebendo nossa presença. 

 - É, mas infelizmente não sabemos como. - disse Wagen dando uma encarada em Petva. 

 - Ficou esperando o tempo todo? - perguntou Gregor. 

- Não esperei tempo nenhum, pra mim só se passou um minuto desde que saíram. - disse Walter.

 - É verdade, eu tinha me esquecido desse detalhe. - disse Gregor um tanto constrangido.

 - Quanto tempo demoraram? - perguntou com curiosidade Walter. 

 - Algumas horas. - respondeu Wagen abrindo a porta para ir embora.

 Gregor se despediu dizendo que nos veria no dia seguinte e também saiu da sala, Petva saiu em seguida sem falar com ninguém. Só restou eu e Isabella na sala além de Walter.

 - Eu tenho algumas perguntas. - Eu disse. 

 - Faça. - disse Walter.

 Isabella não foi embora, ela também queria as respostas para as perguntas, estava tão curiosa e confusa quanto eu.

 - Como nós matamos um deus? Quero dizer, de verdade. - Eu perguntei sério.

 Isabella ficou esperando a resposta de Walter, parecia ter a mesma pergunta que eu, Walter nos encarou como se já tivesse respondido mas ele foi muito vago nos detalhes. Apenas disse o que tínhamos que fazer mas não explicou como e era isso que queríamos. 

 Ele assentiu mas enfim começou a explicar, disse primeiro a parte que eu já havia deduzido no começo sobre matar o corpo humano de um deus e em seguida explicou porque Petva havia conseguido matar um deus e nós finalmente entendemos, pelo menos achávamos que sim. Mas eu tinha outra pergunta, como funcionavam meus poderes? Isabella já não tinha mais nenhuma relação com isso mas ela estava curiosa para saber e continuou no local para ouvir, eu não me importei. Walter explicou, meus poderes funcionavam de forma simples, eu imaginava um mundo diferente onde as coisas fossem do jeito que eu bem entendesse, era como um deus criando o universo e assim esse mundo iria crescer e evoluir por conta própria, era como se eu tivesse criado uma terra paralela que se desenvolvesse de forma diferente. Eu poderia até mesmo criar um universo vazio mas é claro que essa não era à minha maior dúvida, essa era a parte óbvia que eu queria confirmar então fiz as perguntas verdadeiramente importantes. Como eu visito os mundos criados por mim? E eu posso controlar o que acontece nesses mundos? Fiz essas perguntas e Walter se prontificou em responder.

 Eu deveria usar a máquina do tempo para ir aos outros mundos mas deveria usá-la de forma inversa, fiquei confuso no início mas ele logo explicou que eu mesmo deveria inventar um código de acordo com o número de universos criados por mim, por exemplo o código #0#0#0# seria o nosso mundo, eu notei esse código impresso no painel quando tínhamos ido para o passado, a partir dos códigos 1#1# 1# seriam os mundos criados por mim, eu deveria simplesmente criar um mundo e digitar um código na máquina e desejar ir para o local que a máquina nos levaria ao local, mas é claro que só funcionaria comigo. Os outros deveriam estar dentro da máquina para poderem chegar ao meu mundo mas não poderiam encostar no painel. Ele explicou que ele mesmo codificou a máquina para fazer isso, já que não era uma de suas propriedades mas ainda não tinha testado. 

 A outra pergunta a resposta era mais simples, eu não teria controle sobre o mundo criado por mim a não ser que eu quisesse isso, me lembrei que eu já havia criado mundos onde eu seria um deus, então só poderia controlar esses mundos quanto aos outros eles seguiriam rumos próprios apenas com o conceito inicialmente criado por mim. Se eu tivesse feito um universo controlado por robôs, esse universo seria controlado por robôs de sua própria maneira. Se a humanidade quisesse revolucionar e dominar a Terra aí já seria algo totalmente próprio daquele multiverso, o universo moldava sua própria história. Mas Walter disse que não era 100% certo já que meus poderes eram mais complexos do que ele poderia explicar,  isso foi o mais simples que ele conseguiu resumir. 

 - Você quer testar? Ir para um de seus mundos. - perguntou Walter.

 Eu assenti com medo mas estava curioso para ver como funcionava na prática e então aceitei testar. 

 - Eu posso ir com você? Eu também estou curiosa. - disse Isabella.

 Eu concordei, não tinha motivos para não deixar ela ir comigo, desde que eu não visitasse mundos completamente insanos que eu havia criado onde wookies estavam em guerra contra os decepticons, então pensei em visitar um mundo mais normal possível. 

 Nós entramos no elevador e Walter explicou que para voltarmos era só repetirmos o processo, independente do que fizéssemos isso não criaria um paradoxo no universo original mas era melhor evitarmos distorções porque aquele outro mundo seria tão real quanto o nosso. Eu então levei minhas mãos ao painel com receio e digitei um número aleatório, o "código" do universo deveria ser inserido no local das coordenadas geográficas, então imaginei a vontade de ser teleportado para um mundo aleatório criado por mim e torci para não ser nenhum bizarro, acabei escrevendo no painel 18-09-2087-#x:341#y:341#z:341 18:22 PM e fiquei preocupado se nós não iríamos simplesmente parar naquelas coordenadas e então apertei o botão de confirmação. O elevador ao invés de parecer estar subindo ou descendo parecia estar indo para a frente, o que me deixou ainda mais nervoso.

 - Confesso que estou um pouco assustada. - disse Isabella.

 - Eu também estou, nunca visitei nenhum de meus mundos antes, pra falar a verdade não sabia que eram reais até ontem. - Eu disse tentando a calma e Isabella mas provavelmente escolhi as palavras erradas, a frase não saiu como esperava.

 O elevador demorou mais que o habitual para apitar e abrir, talvez porque fosse uma viagem interdimensional. Mas quando saímos da máquina eu sentia uma atmosfera estranha. O cenário ao nosso redor era uma simples cidade ao anoitecer, era nitidamente Paschenia. Carros circulavam o trânsito normalmente, pessoas caminhavam nas ruas, comércios funcionando normalmente. Eu reconhecia aquela rua, era onde ficava o complexo para órfãos onde eu morava com a diferença de que ele não estava lá, no lugar do complexo havia alguma espécie de retiro religioso. Eu estranhei, Isabella parecia não conhecer o local mesmo no universo original. 

 - E então? Estamos em outro universo? Eu não sinto nada estranho, parece uma simples rua de Paschenia. - disse Isabella. 

 Realmente não existiam muitas diferenças, agradeci silenciosamente por não ser nenhum dos meus mundos bizarros mas eu tinha certeza que estávamos em outro mundo, estávamos no meu mundo. 



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