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História Overworld - Capítulo 4


Escrita por: EzeKeast

Capítulo 4 - O recomeço


- Cinco anos passaram-se depois daquela catástrofe, setenta porcento da população haviam morrido e o motivo, é simples. No primeiro ano: uma terça parte dos que adquiriram poderes se tornaram radicais, como assim? Você deve se perguntar. Pois bem, eles começavam a criar ideologias, alguns diziam-se ser superiores e por consequência, praticavam todo tipo de crueldade: escravizavam pessoas a qual não tinham poderes, roubavam, matavam, violentavam de qualquer forma, psicológica ou física, falavam que eles dominavam tudo e todos. Já outros, que este poder foi algo divino e que eles foram escolhidos para serem a justiça, ou seja, subjugariam as pessoas que cometiam atos cruéis e errados, por causa disso, eles matavam um ao outro. No segundo ano: atmosfera do planeta havia-se combinado com o gás da PLANTERA fazendo as pessoas que não haviam adquirido poderes o ganharem, pequenos conflitos por terras, lugares na qual sentiam-se seguros começara, acarretando em mais mortes. Um pequeno grupo de pessoas que se diziam ser os salvadores do mundo surgira, eles convenceram boa parte da população a se juntarem ao grupo, seu objetivo era criar um governo, valorizando aqueles humanos que tinham poderes extremamente forte. Mas advinha só, outro grupo foi criado, dessa vez com o propósito de destruir este governo, uma guerra começou. Este conflito durou bastante tempo, o resultado foi eminente, a derrotada dos dois lados e a morte dessas pessoas. Foi assim que setenta porcento da população mundial se extinguiu. É claro, houveram outras batalhas, mas não preciso falar sobre isso. Onde foi que parei... ah, lembrei. No terceiro ano: os trinta porcento que sobrara, decidiram sobreviver do jeito que acharem melhor, criando vilas, protegendo aqueles que precisavam de ajuda, aceitaram o mundo da forma que lhe foi dado. O planeta ficou em paz, será que posso dizer isso? Com o restante da população se estabilizando nos lugares para viver, é chegado o próximo ano. No quanto ano: foi descoberto as dimensões e várias pessoas começaram a procurá-las, depois que o primeiro núcleo da dimensão foi adquirido, o mundo mudou mais uma vez, os núcleos das dimensões liberam outro tipo de poder, esse poder era magia. Os humanos conseguiam usar magias perfeitamente e isto foi um grande avanço, já no quinto ano, não ocorreu muitas coisas, ainda continua a mesma coisa do quanto ano, pessoas indo atrás desses núcleo e das dimensões. Então me diz, o que achou deste resumo - contou Black, penetrando sua espada de coloração negra na barriga de um homem se contorcendo de dor.

- Por favor Black, eu te imploro. Não me mate! - implorou o homem, deitado no chão, cuspido um pouco de sangue.

- Você devia ter pensando direito antes de tentar me matar - retrucou Black, posicionando outra espada na direção da garganta do homem, na qual implorava por misericórdia. Com o semblante calmo e o olhar vazio, Black perfurou a garganta dele que lhe fitava dando seus últimos suspiros de vida.

Já morto, Black retirou as espadas do corpo do homem e colocou as espadas nas bainhas que ficavam em suas costas. Black é um jovem de dezenove anos, um pouco magro, mas com o corpo atlética, seu cabelo era preto e os olhos escuros, vestia camisa de coloração cinza com uma pequena estampa na frente, usava por cima uma jaqueta jeans escura com uma silhueta de dragão nas costas, calça jeans preta e sapatos pretos. Para esconder sua aparência, usava uma espécie de manto que cobria toda sua vestimenta e seu rosto. Ele era visto como assassino, alguém perigoso, incapaz de viver com outras pessoas, por isso vivia sozinho, da forma que achara melhor, ele também não se importava de ficar só.

O local onde Black se encontrava era uma floresta bastante densa, com árvores enormes nos requisitos de altura, notava-se que seus galhos com muitas folhas, cobriam a maior parte do topo da floresta fazendo com que os raios do sol não entrassem no lugar, deixando o local com um aspecto sombrio e misterioso. Black caminhava pelo lugar, já tinha se acostumado com aquelas sensações, ele chegou em um local parcialmente escondido e pouco acessada por quem quisera entrar na floresta, entretanto Black conhecia muito bem aquele lugar.

Chegando mais perto, havia uma pequena casa de três cômodos aparente, sua estrutura e acabamento estavam desgastados: com parte das paredes e do telhado cobertos por vinhas e trepadeiras, podia ver que suas janelas eram tapadas por tábuas de madeiras e na entrada, tinham dois corrimãos, um quebrado na maior parte e o outro, coberto por musgo. Lar doce lar, Black entrou na casa sem expressar muito, já na parte de dentro, a divisão era por uma sala, cozinha e banheiro que a vista não estavam limpas, na sala haviam alguns móveis: um sofá com partes rasgadas e em sua frente uma pequena mesa, podia ver uma estante e em cima dela, uma televisão quebrada. Black retirou o manto que o cobria e o atirou no sofá, saindo da sala, caminhou pela cozinha em direção ao banheiro, notava-se que a cozinha tinha alguns armários, uma mesa no centro do cômodo e cadeiras envolta, uma geladeira e fogão que não funcionavam.

O aspecto do banheiro era um pouco agradável, pois, diferente do resto da casa, aquele era o lugar mais limpo. Nele continha uma banheira com uma torneira ao lado, um espelho na parede e embaixo uma pia, na parede havia um cabide contendo uma toalha. Black entrou no banheiro, demonstrava cansaço, começara a se despir, atirando suas roupas na pia e suas espadas ao lado da porta, ele posicionou-se dentro da banheira. Fitou atentamente a torneira por um tempo, levantou sua mão direita na mesma direção, de apenas uma molécula de água torne-se infinita, Mizu Infinity, depois de dizer tais palavras, sua mão começou a emanar energia de coloração azul e um círculo com símbolos se formou, depois que a energia se dissipou a torneira liberou água, enchendo a banheiro lentamente.

Enquanto a banheira enchia, Black fechava os olhos pouco a pouco, escutando apenas o som da água caindo. Sempre que fechava os olhos ouvia alguém lhe dizer tais palavras, “É hora de você acordar, Radius” , essa frase ecoava em sua mente, perturbando às vezes, se preocupava com isso, afinal ele não sabia de quem era a voz que lhe sussurrava. Depois que a banheira se encheu de água, ele desfez o feitiço, então passou um bom tempo olhando o teto do banheiro, não pensava em nada, apenas olhando para cima.

Depois de lava seu corpo, se retirou da banheira estendendo sua mão para pegar a toalha que ficava no cabide que se encontrava na parede. Logo em seguida, vestiu suas roupas e tomou suas espadas, saiu do banheiro e caminhou em direção a sala, chegando lá, colocou suas espadas na mesa e deitou no sofá de busto para cima, direcionou seus braços ao rosto, esperando que o sono viesse. Não demorou muito para cair no sono e também, o sonho que tinha foi estranho, Black estava em um lugar totalmente escuro, com neblina densa, mau podia enxergar direito. Ao longe, ele avistava uma pessoa se aproximando lentamente.

Como acha que está sendo sua vida? Qual o sentido de você está vivo? Você já deveria ter acordado, não ver que essa vida não lhe pertence, você nunca existiu de fato, este corpo não te pertence, não te pertence, não te pertence. Graças ao Yamori, eu perdi tudo que tinha. Eu perdi quem eu era. O vazio tomou conta de mim, me transformando no  que sou agora. É legal viver no corpo de outra pessoa? Você está no meu lugar! Logo seu tempo vai acabar e você não poderá fazer nada para impedir, você já viveu o bastante. Agora está na hora de você acordar. Então eu não existo... eu não tenho razão para existir. Quem é você? Eu sou você... eu me chamo Radius e sou você, Black. Está dizendo que nós dois somos a mesma pessoa? Estou... ou melhor, estou dizendo que você tomou meu lugar! Eu não tomei o seu lugar! Você perdeu o controle do seu corpo e isso não é problema meu. Errado. Se você não tivesse surgido, eu estaria no controle, você só é uma personalidade falha, você foi criado pelo sofrimento... pela triste... e pelo vazio da minha alma. Eu não deixarei de existir, mas você sim, afinal esse corpo é meu, essa mente é minha. Você não passa de sentimentos na qual criaram “vida” , digamos assim. Por que não acorda de uma vez, Radius Black! Pare... pare de brincadeira! Por que eu preciso acordar, por que tenho que deixar de existir? Qual foi a razão de estar vivo? Você tem me atormentado por muito tempo, dizendo para eu acordar e tudo mais, porém não quero isso, não quero perder quem sou agora, temos personalidade diferentes, por que quer tanto voltar? Por quê? Existem pessoas que amo e que preciso encontrá-los, mas graças a você, eu não posso, por que agora estou sendo caçado... Me tornei um assassino. Mas tudo bem, não me importo com isso, vai chegar a hora de acordar, Black. A hora está chegando, então vou dizer mais uma vez, você tem que acordar, Black! Acorda!



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