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História Oxygen - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá! Não aguentei ficar nem dois dias longe daqui haha. Espero que aproveitem essa loucura que eu vou começar a fazer, é um tema completamente novo para mim e um grande desafio. Posso contar com vocês?

Capítulo 1 - Prólogo - The fucking beginning


Fanfic / Fanfiction Oxygen - Capítulo 1 - Prólogo - The fucking beginning

Caminho tranquilamente entre a multidão de adolescentes agitados ao som de uma música sem nenhuma letra e batidas extravagantes. Há mais drogas e bebida nesse lugar do que jamais fui capaz de ver em toda a minha vida. Metade dessas pessoas já deveria estar na cama depois de fazer o dever de casa da semana. Mas identidades falsas são mais facilmente adquiridas do que boas notas e é por isso que preciso me esquivar de meninos de 17 anos completamente alcoolizados enquanto procuro quem realmente me interessa.

É difícil enxergar muita coisa quando os organizadores do evento acham super interessante e descolado espalhar por todo canto aquele tipo de luz que não para de piscar e é capaz de deixar qualquer um louco. Mas tento ver isso como algum tipo de vantagem a meu favor. Apenas arrumo o boné para que cubra ainda mais de meu rosto e após um longo e profundo suspiro, continuo minha caminhada em meio aqueles zumbis.

Em um canto mais afastado da festa uma briga se inicia. Posso ver rapidamente um aglomerado se formar e garotas histéricas gritando por toda a parte. Por incrível que parece elas conseguem soar ainda mais alto que a música. Provavelmente algum infeliz deve ter derramado a cerveja em alguém. Ou pior, derrubado a bebida do cara errado. Sorrio, lembrando do meu próprio tempo de pavio curto e pouco papo, onde tudo era resolvido com os punhos. Observo a confusão por mais algum tempo até que alguns seguranças enormes venham intervir. Quando a multidão aos poucos se dissipa, em um breve segundo de luminosidade no ambiente, posso ver exatamente quem estou procurando.

Novamente arrumo o boné em minha cabeça, ocupando minhas mãos enquanto cruzo rapidamente a distância que nos separa. Quando estou um pouco mais perto, garanto que a gola de minha camisa cubra pele o suficiente para que nada comprometedor fique visível. E quando finalmente dou os últimos passos em direção aquele pobre coitado, flexiono meus dedos dentro das macias e quentes luvas pretas que estou usando. Os próximos movimentos são precisos e estudados. Praticados pelo menos uma centena de vezes. Assim que a lamina afiada atravessa o tecido fino da camisa de ceda que o outro está usando, meu braço desocupado passa por seus ombros, o trazendo para perto, como em um abraço. A curvatura que o corpo alheio faz, tentando se livrar da dor, facilita o acesso de meus lábios ao seu ouvido. Então enquanto ele arqueja, digo o que precisa ser dito.

- Diga ao seu chefe, que ele mexeu com as pessoas erradas. – ele tenta virar o rosto em minha direção, se esforça para lembrar de meus traços para que assim possa buscar algum tipo de vingança. É patético, mas previsível. Com a mesma facilidade que empurrei o punhal para dentro eu o retiro, o guardando junto a minha cintura. Com isso meu trabalho se encerra, desfaço meu abraço estranho e improvisado com aquele homem e apenas deixo que escorregue para dentro de seu próprio círculo de amizade, iniciando outro aglomerado e outra série de gritos estridentes enquanto me perco na multidão até sumir de vista.  



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