1. Spirit Fanfics >
  2. Oxygen >
  3. Chapter 3 - Im the only one that you need

História Oxygen - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Olá!! Tá todo mundo lavando as mãos por ai?

Capítulo 4 - Chapter 3 - Im the only one that you need


Fanfic / Fanfiction Oxygen - Capítulo 4 - Chapter 3 - Im the only one that you need

Jackson POV 

Após 18 horas de voo, finalmente pousamos na cidade do pecado. O tempo passou tão devagar dentro da aeronave que confesso estar levemente embriagado quando enfim chegamos, depois de acabar com pelo menos duas garrafas de champanhe. Minha cabeça lateja de tempos em tempos, demonstrando o quanto preciso de uma boa noite de sono, um bom banho e comida. O sol brilha forte do lado de fora das janelas do avião, deixando meu fuso horário completamente confuso. Deixo que todos os outros desçam primeiro na esperança de me preparar de alguma forma para o tempo quente e extremamente seco que me aguarda lá fora.

Assim que chegamos, os seguranças habituais dos Devine nos aguardam já na pista de pouso. Então eu sei que não terei nem um minuto sequer de descanso enquanto eles me guiam até seus enormes carros e então em direção a mansão da família. Pela janela posso observar alguns pontos famosos da cidade que, como sempre, está cheia de turistas curiosos. Posso ver também locais que não são tão frequentados assim pela grande massa, mas são de meu conhecimento. Guardam lembranças de dias agitados, mas divertidos. Sorrio ao passarmos em frente ao grande letreiro vermelho da boate GORILLA`S, memorias vívidas revirando em minha cabeça.

- Eu já fiz muita merda nesse lugar! – aponto na direção do local. Jinyoung rapidamente o reconhece e abre um grande sorriso, cheio de suas próprias lembranças.

- Nem me fale... – ele continua sorrindo enquanto desvia seu rosto em outra direção, parece mais feliz quando está em um ambiente conhecido. Já trabalhamos com essas pessoas tantas vezes que já podemos nos considerar parte dessa família louca que eles formam. Pela primeira vez em muito tempo, não importa em que tipo de cilada Rebeka se meteu, sei que iremos nos divertir. Ele suspira assim que adentramos os portões da propriedade, em uma área mais afastada da agitação da cidade, cheio de desejo. – Cada vez que eu venho aqui, fico com ainda mais inveja. Quando terei algo assim? – ele volta a me olhar. Dou de ombros.

- Nós temos tipo... uma centena de casas dessas espalhadas por ai. – ele revira os olhos e bufa, como se fosse obvio de que não se trata disso.

- Não vivemos em nenhuma delas... – ele murmura.

- É, você tem um bom argumento. – me espreguiço, flexionando meus membros depois de tanto tempo de viajem e logo que passamos pela revista na entrada da mansão, partimos em direção a maior e mais exagerada em quesito de decoração, sala de estar do mundo. Viro a cabeça em direção aos inúmeros quadros, fotos e enfeites espalhados em todo lugar e sorrio. – Parece que nada mudou por aqui.

- Ai é que você se engana! – então, do alto da escada, ela surge. Como sempre cheia de joias e enfiada em saltos muito altos mesmo que ainda sejam apenas nove da manhã. Ela está linda, como de costume. Não quero ser rude então não falarei isso em voz alta, mas parece muito melhor desde que seu pai morreu e pode assumir todo esse império.

- Parece que nada mudou mesmo, inclusive suas entradas triunfais... – Jiny é o primeiro a se aproximar, estendendo a mão em sua direção para ajudá-la com os últimos degraus. Os dois se abraçam por um tempo assim que ela termina sua decida e ela logo segue em minha direção, de braços abertos. Perdemos algum tempo então apenas matando a saudade naquele abraço demorado. Logo que se afasta de mim, seus olhos espertos se prendem em Jaebeom, interessada no que vê.

- Quem é o seu novo amigo? Consegue falar minha língua? Ele é bem gato! – ela dispara de uma vez. Pelo jeito como as sobrancelhas dele se franzem, surpreso com o jeito aberto da mulher a sua frente, fica claro que ele entendeu cada uma de suas palavras. Então ele se curva em um cumprimento costumeiro.

- Pode me chamar de JB, eu consigo falar sua língua e... obrigado pelo elogio. – ela então gargalha.

- Já cheguei em um ponto da vida que nem mesmo consigo ficar constrangida. É um prazer conhecê-lo. – ela então imita seu movimento e ele sorri sincero em sua direção. Você só precisa de dois minutos ao lado dela para se apaixonar perdidamente por sua personalidade.

- JB é nosso...novo trabalho. Está aqui para ajudar, espero que não se importe. – finalmente me pronuncio.

- Ah, claro que não. Eu deixaria vocês dormirem mais realmente preciso dos seus serviços com urgência. Podemos falar sobre isso enquanto dividimos uma taça de whisky?

- Nunca vamos negar uma bebida paga por você. – Jinyoung prontamente aceita o convite. Deixo que os dois partam mais a frente, provavelmente em direção ao escritório enquanto sigo mais atrás para conversar com meu estudante.

- Deve ter pelo menos um milhão de quartos nessa casa, procure um empregado, se acomode e descanse um pouco.

- Mas... eu achei que iria ajudar. – ele me encara. Suspiro

- Las Vegas é... um lugar barra pesada, Se nunca nem atirou em alguém, aqui não é o melhor lugar para começar. Apenas vá descansar. – meio a contra gosta ele permanece na sala enquanto caminho em direção aos outros dois que me aguardam mais a frente.

O trabalho aqui aparentemente vai ser duro, mas envolve bastante dinheiro então estou animado. Ela me conta rapidamente sobre a invasão de um traficante de armas russo em sua região. Aconteceu aos poucos, ele veio agindo como um amigo para só então começar a mostrar seu verdadeiro interesse, assumir os trabalhos pendentes que o pai de Rebeka havia deixado sobre sua responsabilidade. Ele não era o primeiro. No mundo do crime organizado nesse lado do globo tudo do que se falava nas últimas semanas era sobre como achavam ultrajante que o velho tivesse deixado tudo para ela. Estavam contanto com seu fracasso eminente. Mas como isso não parecia sequer próximo de acontecer, decidiram não esperar pelo destino e começar a agir por conta própria.

 - E é ai que você entra. Não quero que seja nada explicito, não estou tentando passar um recado ou amedrontar ninguém. Eu quero que eles continuem acreditando que eu sou só um belo par de seios porquê desse jeito, eu posso matar todos eles facilmente e assumir suas funções. É melhor do que iniciar uma guerra. – tomo outra dose de meu whisky enquanto admiro toda a ideia do plano.

- Parece uma decisão inteligente. Por isso resolveu me chamar? – do outro lado de sua mesa de mogno ela cruza os braços, se recostando em sua cadeira, a sombra de um sorriso presunçoso brinca em seus lábios pintados com batom vermelho.

- Você vem do outro lado do mundo. Se alguém ver um cara chinês matando gente por ai, por que ligaria isso a mim? – ela da de ombros.

- Tem certeza que não lembraram de Jackson por todas as coisas do passado? - Jinyoung questiona, um pequeno vinco de preocupação entre suas sobrancelhas. 

- Ninguém prestava atenção em mim naquela época. E não terá ninguém para reconhecê-lo quando todos estiverem mortos! -  ela pisca na minha direção, animada com tudo. 

- Você minha querida, é a porra de um gênio! – ela então sorri abertamente com o elogio e levanta seu próprio copo, propondo um brinde.

- Agora falando sério, não é uma grande quantidade de pessoas mas eles são russos... você vai precisar de alguma ajuda? – reviro os olhos.

- Coloque esse cara em um prédio alto nas redondezas sem que ninguém perceba e de a ele uma arma de longa distância e um bom silenciador, essa é toda ajuda de que preciso. – aponto na direção de Jinyoung enquanto falo e de canto de olho posso vê-lo abrir um pequeno sorriso orgulhoso.

- Tem certeza? – ela insiste, sempre cautelosa.

- Eu já matei russos antes Rebeka. E na verdade, foi a China que inventou a máfia, deixa comigo.

- Eu não sei se essa informação histórica está correta mas tudo bem. Descansem e comam alguma coisa. Espero que vocês consigam agir ainda essa noite. Depois, tem um avião disponível para levá-los para qualquer lugar do mundo bem cedo pela manhã.

Quando voltamos a sala Jaebeom não está mais lá. Descubro através de uma das dezenas de empregadas que se instalou em um dos quartos do primeiro andar. Então antes de tomar um bom banho e dormir, checo o quarto ao lado do meu e o vejo jogado de bruços sobre a cama. Está confortavelmente espalhado pela king size, nem mesmo retirou o tênis antes de adormecer. Espero que aproveite e não se acostume com tanto conforto, na maior parte do tempo vamos estar bem longe de locais luxuosos. Se prepare JB, vai ser um ano e tanto.

                                                                                         [...]

- Tem certeza? – Jinyoung questiona enquanto arruma a gola alta de sua camisa preta. O rifle solicitado a Rebeka descansa completamente montado em uma maleta ao seu lado. Ele parece mais ansioso do que nunca para um pouco de ação.

- Só deixe que ele fique ao seu lado e observe um pouco. Nada de mais. – ele então assente. Não parece feliz com a decisão que acabei de tomar, talvez a ideia de ficar de babá não seja realmente agradável. Mas temos um trabalho a fazer e precisamos apresentar resultados. Caminho lentamente em sua direção, arrumando o ponto em sua orelha. – Só fale comigo se for extremamente necessário, você sabe que eu prefiro trabalhar em silencio.

- Não é minha primeira vez Wang. – mesmo carrancudo, suas mãos rapidamente se voltam para minha jaqueta, arrumando a gola e puxando as pontas. – Fique vivo.

- Você também. – nossas mãos se apertam em um comprimento e então ele me empurra porta a fora seguindo meus passos com Jaebeom bem em seu encalço. Antes de entrar em meu carro lanço mais um olhar na direção dos dois. Vestido de preto dos pés à cabeça, JB parece tão pálido que poderia até mesmo ser um fantasma. Sorrio. – Ei você! – ele rapidamente olha em minha direção. – Fique tranquilo. Não seja morto! – pisco e finalmente fecho a porta, ocupando meu lugar atrás do volante sem esperar uma resposta.

O esconderijo dos alvos é um lugar completamente isolado, praticamente uma cidade fantasma. Então preciso fazer boa parte do percurso a pé, para evitar que notem minha proximidade. Até o mais silencioso dos motores seria notado a quilômetros nesse fim de mundo. A parte boa é que eles acham que ninguém sabe de sua estadia aqui então o esconderijo é precário e tem pouco segurança. Não passa de um aglomerado de casas e depósitos velhos no meio do deserto, nenhum portão alto, nenhum cachorro por perto. Chego a suspeitar se são realmente russos, eles amam cachorros.

Não existem prédios nas proximidades, pelo menos não nenhum onde seja seguro ficar. Tudo parece meio prestes a desabar por aqui. Localizo um monte cercado por algumas pedras, logo acima das casas, e é o melhor esconderijo que posso prover para Jinyoung essa noite. Assim que o informo através do ponto ele pragueja, irritado. Espero até que esteja devidamente posicionado para só então começar a avançar. Existe apenas uma pequena cerca de arame farpado que divide os barracos da avenida principal então é fácil entrar. Observo um pouco mais do local e consigo identificar, pela quantidade de luzes acesas, onde estão os meus alvos.

- Jiny, provavelmente tem um monte deles com as luzes apagadas. Vou começar pela primeira casa, se alguém sair de algum outro lugar e ameaçar minha posição, atire na cabeça.

- Entendido. Faça bastante barulho Wang, quero muito usar essa belezinha hoje. – sorrio ao ouvi-lo e dou início ao ataque. Praticamente engatinho da moita onde estou escondido até a janela da primeira casa. Lá dentro apenas dois caras estão vendo TV e comendo porcaria. Relaxados. A arma mais próxima esta desleixadamente jogada sobre a mesa. Parece fácil então resolvo me divertir um pouco. Sigo abaixado até encontrar a porta, só dai me levanto e disfiro três batidas leves contra a madeira, esperando que alguém me atenda.

- Oi, eu queria fazer uma piada engraçada mas eu não sei falar seu idioma. – o homem careca a minha frente mal tem tempo de franzir o cenho e demonstrar sua falta de compressão. Assim que termino a frase, um buraco pequeno enfeita sua testa. Seguro seu corpo pesado, evitando o baralho que causaria caso tombasse no chão. A televisão lá dentro continua alta, da porta posso ver o topo da cabeça de seu parceiro, confortavelmente sentado em uma poltrona marrom. Sento o corpo do grandalhão sobre os degraus da entrada da pequena casa e parto na ponta dos pés até seu amigo. Pela quantidade de garrafas de vodca vazias no chão e o cheiro que se espalha na sala, consigo entender porque estão com o raciocínio tão lento, parece que a noite foi divertida. Saco rapidamente minha faca, pressionando a lamina fria no pescoço gordo e suado do homem sentado. Novamente não dou muita margem para surpresa, rasgando a pele de ponta a ponta e logo vendo a vermelhidão do sangue sujar sua camisa xadrez.

- Alguém te viu pela janela. Estão indo na sua direção. – a voz de Jinyoung se faz presente no ponto, suspiro, limpando minha faca na calça antes de guardá-la novamente.

- Mas já? Droga! – preparo as duas armas que estão presas em meu quadril, garantindo que tenham munição suficiente e caminho em direção a porta. Tudo depois disso envolve muito sangue, luta corporal e morte. Muita morte.

Estou dolorido, os cortes em meus dedos prestes a cicatrizar voltaram a se abrir novamente depois de meu último encontro da noite. Há sangue em tantas partes de minha roupa que sequer sou capaz de apontar, sinto que se deitasse agora poderia dormir por um ano inteiro. É sempre assim depois que toda a adrenalina vai embora. Nos livramos de minhas roupas ensanguentadas antes de voltar a mansão, queimando tudo no meio do deserto. Voltamos no carro que trouxe Jinyoung até ali e abandonamos o utilizado por mim no mesmo local que estacionei, caso alguém queira investigar, não vai encontrar o carro que levou o assassino dessa noite na garagem dos Devine.

Não trouxemos peças reservas dessa vez, então estou fazendo o caminho de volta apenas enfiado em minhas meias e minha calça. Eu poderia estar até envergonhado não fosse pelo cansaço total. Na verdade, chego até a me sentir bem ao notar que vez o outra Jaebeom deixa que seus olhos se percam em tudo que está exposto. É engraçado porque sei que ele está se esforçando para não olhar, com as bochechas completamente coradas e os pescoço duro, temendo sequer se mover. Se ainda me restasse alguma energia, faria uma piada sobre isso só para vê-lo ainda mais constrangido.

Assim que chegamos, Jinyoung se apressa em contar a loira tudo que aconteceu essa noite e só quando ela vai embora, satisfeita com as informações que recebeu, ele me ajuda a descer do carro e subir as escadas até o meu quarto. Confesso que talvez esteja fazendo uma cena muito grande apenas para que possamos ter algum tipo de contato, um momento a sós. Me jogo sobre a cama imediatamente ao ouvi-lo fechar a porta. Ele segue para o banheiro, determinado em suas funções, sempre muito sério, e logo posso ouvir o barulho de água corrente quando começa a encher uma banheira.

- Eu não vou entrar em uma banheira cheio de sangue do jeito que estou. – ele então suspira, puxando minhas mãos para que me levante e o siga

- Tudo bem. Então apenas tome uma ducha, a água quente vai ajudar a relaxar os músculos machucados.

- Machucados? Eu estou ótimo! – giro sobre meus calcanhares de braços abertos para que ele possa ver todo o meu corpo, querendo provar que de fato não fui ferido.

- Jackson... eram pelo menos uns 10 caras contra você. Pode não parecer agora mas eu sei que amanhã você vai acordar parecendo uma obra de arte, todo em tons de roxo e vermelho. – exibo o dedo do meio enquanto caminho em direção ao banheiro o vendo abrir um sorriso imediatamente.

Preciso lutar com todas as minhas forças para arrancar o tecido jeans da calça de meu corpo suado. Quando finalmente estou debaixo do chuveiro, me sinto até agradecido pela insistência de meu parceiro, a água trabalha rápido para se livrar do meu cansaço. De cabeça baixa, deixando que as gotas escorram por meus cabelos, posso ver a água sob meus pés ficar rapidamente vermelha quando a sujeira sai de meu corpo. Eu sempre odeio esses momentos depois de meus trabalhos, quando preciso lavar sangue alheio de meu corpo. Enquanto sou obrigado a contemplar isso, milhões de cenas claras e nítidas enchem minha mente, revivendo em câmera lenta cada momento daquela noite. E de tantas outras....

Isso me enche de uma angustia inexplicável. Um abismo enorme se abre em meu peito e sinto que simplesmente não existe mais ar puro suficiente no mundo, pois sou incapaz de trazer algo para meus pulmões. E é ai que decido dar fim a esse banho. Lá fora, no mundo das pessoas normais, que vivem suas vidas despreocupadas, que sequer imaginam que existam pessoas como eu, o banho é um ritual sagrado. Cura feridas, clareia a mente, traz novas ideias. Para mim, é sempre um martírio. Ficar dentro de um boxer apertado envolto em vapor, sozinho, apenas eu e minha mente caótica, não é um de meus hobbies preferidos. Me seco rapidamente enquanto respiro fundo, tentando alcançar algum tipo de equilíbrio emocional antes de voltar para o quarto onde sei que Jinyoung me espera. Depois de amarrar a toalha em minha cintura, preciso de um tempo em frente ao espelho apenas para olhar no fundo dos meus próprios olhos, me reconhecer, lembrar de quem eu sou. Mas a imagem ali refletida me dá nojo e preciso segurar os impulsos que me pedem loucamente para socar aquele merda.

- Tá tudo bem ai dentro? – ainda estou me encarando ferozmente quando sua voz corta ao meio meus pensamentos ruins, me puxando a força de volta para realidade. Viro meu rosto em sua direção e forço um sorriso minúsculo.

- Tudo ótimo. Novo em folha! – com a cabeça encostada no batente da porta ele apenas continua a me encarar, digerindo minhas palavras, pesando em sua balança da verdade, decidindo se essa noite aceitará minhas mentiras ou não. Quando ele finalmente suspira e caminha em minha direção sei que hoje esse fingimento não será suficiente. Ele para a poucos centímetros de distância, dentro de sua cabeça está lutando contra muitos impulsos. Sei disso porque também estou. Mas ai ele cede. Estica sua mão até meu rosto, me puxando em sua direção.

Por um momento, quando nosso lábios finalmente se encontram, sinto que tudo no mundo parece se encaixar de novo. Tudo volta a fazer sentido, contanto que ele permaneça ali, em meus braços. Minhas mãos correm até sua cintura, ansiando mais e mais de seu corpo. Então o colo em mim, sem deixar nenhum espaço entre nós, cada parte de mim encontrando cada parte dele. Estamos quase sem ar quando ele finalmente desgruda sua boca da minha. Mas rapidamente encontra outro lugar para onde levá-la, deixando que se perca em meu pescoço. Fecho meus olhos, tomado de um prazer instantâneo ao sentir seu toque. Apenas desejo que isso não acabe nunca.

Não consigo evitar o gemido longo e rouco que escapa de meus lábios quando sua mão livre desce por meu corpo, arranhando cada lugar onde passa, abrindo pequenas fendas avermelhadas em meu peito e abdômen até parar delicadamente sobre meu membro, evidentemente duro sob a toalha branca. Ele faz apenas uma pequena pressão ali, usando seu indicador e polegar para pressionar a ponta, testando os limites de meu autocontrole. O som que me escapa depois disso é muito mais animal do que humano, parece muito um rosnado, um aviso claro do quanto estou completamente sedento por ele e pronto para atacar.

Com o rosto ainda enterrado em meu pescoço ele sorri. Aquele tipo de risada que faz algum tipo de coisa com meu coração, desconcerta ele, solta um parafuso, ele simplesmente erra uma batida sempre que escuta esse som. Sei que está se divertindo com o jeito como pareço desesperado. E estou. E deixo isso bem claro em meus próximos passos. Aperto ainda mais minhas mãos em sua cintura e o empurro na direção que eu quero, guiando seu caminho até minha cama sem nunca desgrudar meus lábios do seu. Uso de um pouco de força adicional para jogá-lo sobre o colchão enquanto me desfaço da única coisa que me separa da nudez total no momento. Seus cabelos, geralmente impecáveis, estão completamente uma bagunça agora. E seus lábios estão extremamente vermelhos e inchados depois de toda a diversão que teve em meu pescoço. Mas ainda assim, ele traz ali um sorriso. Um sorriso que me diz claramente o quanto gosta disso, desse tipo de diversão.

Assim que me desfaço de minha toalha, a jogando sobre o carpete felpudo, sua expressão muda. O par de olhos negros rapidamente desgrudam de meu rosto e se fixam em minha ereção. Suas bochechas estão levemente coradas agora e a ponta de sua língua umedece rapidamente o lábio inferior. Apesar do rubor, não acho que esteja com vergonha. Pelo contrário, acho que anseia por isso tanto quanto eu. Então, brincando um pouco de seu jogo, enfio minha mão agressivamente entre seus fios, guiando seu rosto até onde quero que esteja. Não preciso fazer mais do que isso, não é sua primeira vez nesse tipo de situação, ele sabe exatamente o que quero.

- Porra! – mesmo que tenha me preparado e desejado esse momento um milhão de vezes durante o último mês, não posso conter a sensação de êxtase que percorre meu corpo quando finalmente sinto o interior molhado de sua boca me envolver quase por completo. Ele não me dá tempo para me recuperar dessa sensação e rapidamente começa a se mover ali. Devagar, para frente e para traz, usando o máximo de saliva possível para me dar ainda mais prazer. Meus dedos ainda estão apertando sua nuca, puxando os fios escuros, descontando um pouco de meu prazer ali. – Sua boca é... – um gemido alto corta minha frase, quando ele se afasta de meu pau apenas para lamber e sugar meus testículos. – Puta que pariu. A porra da sua boca é coisinha mais gostosa do mundo Jiny. – falo manhoso, completamente envolto em uma nuvem de prazer que me deixa zonzo. Por isso e pelo formigamento que surge em minha barriga, sei que não aguentarei muito mais.

 - Ah é? – ele volta a se afastar, deixando apenas que a ponta de sua língua brinque contra minha extensão enquanto me envolve em uma punheta lenta. – Se eu deixar que me foda com força, ainda acha que terá a mesma opinião sobre minha boca ser a coisa mais gostosa do mundo? – volto a rosnar, olhando para baixo, para seu rosto cheio de perversidade enquanto aquele sorriso sacana volta a brincar no canto da boca. Aproveitando minha mão perdida em seus cabelos, o faço voltar a ficar de pé.

- Tira a porra da roupa Park! – antes de me obedecer ele deixa um breve selar em meus lábios. O movimento mais inocente do mundo, como se não tivesse acabado de chupar o meu pau. Então rapidamente se livra de sua camisa, a jogando pelo chão do quarto. Segundos depois, sua calça tem o mesmo destino. Preciso respirar fundo para dar conta de tudo que estou vendo, porque cada parte desse homem parece ter sido feita com excelência e perfeição. Quando finalmente está completamente nu, ele engatinha meio tímido até o meio da cama, me deixando apreciar suas nádegas fartas. Minha mão age mais rápido que meu cérebro quando rapidamente desfiro um tapa forte no local, o fazendo arfar.

Não perco mais nenhum segundo e me ajoelho bem atrás de seu corpo. Deixo que minhas mãos massagem levemente seus ombros, dissipando sua tenção. Depois guio uma delas até seu membro, massageando cada parte sua enquanto escuto seus gemidos baixos preencherem o ambiente. Me demoro ainda mais, espalhando mordidas em suas costas, nuca, pescoço e orelha e apenas ameaço finalmente me encaixar em sua entrada quando sinto que ele esta prestes a derreter em meus braços.

- Não seja um filho da puta Wang. Acabe logo com isso... – sorrio. Assopro em sua nuca vendo sua pele alva se arrepiar instantaneamente. Então levo meus lábios de volta a seu ouvido, surrando ali.

- O que você quer que eu faça?

- Só... me fode. – as palavras mal passam de um murmúrio. Poderia pedir para que repetisse mais alto pois adoraria ouvir mais um vez. Mas aquilo mexe comigo, cada pequena partícula de meu corpo. Então finalmente invisto contra seu corpo, enfiado dois dedos em sua boca quando ela se abre em um gemido mudo, completamente extasiado pela sensação de me ter dentro de si. Assim que se recupera, ele suga meus dedos lascivamente, fazendo o animal dentro de mim, sedento por seu corpo, reagir imediatamente.

Então começo com estocadas leves, tentando prolongar esse momento o máximo possível. Preciso de todo autocontrole do mundo nos primeiros minutos para não me derramar dentro dele e acabar com tudo. Mas quando finalmente um gemido sôfrego e alto escapa de Jinyoung, mostrando para mim que atingi o ponto certo dentro dele, não posso mais me segurar. Apenas aumento a força de meus movimentos, deixando que o quarto se encha do barulho de nossos corpos se chocando. Até que finalmente, em um estremecer, aperto seus quadris com força o suficiente para marcar meus dedos ali e me derramo lá dentro. Alguns segundos depois, ajudado pela própria mão, ele também chega ao ápice, sujando os lenços novos que Rebeka nos disponibilizou. É a melhor sensação do mundo quando toda a minha energia vai embora naquele momento, então apenas fico um tempo parado ali, o sentindo se apertar a minha volta e só então, me jogo ao seu lado sobre os travesseiros. Ele demora ainda mais para se recuperar, mas assim que o faz, suspira e se arrasta para dentro de meu abraço, deitando sua cabeça em meu ombro e respirando fundo contra meu pescoço. Sei que alguma merda vai acontecer em algum momento dos próximos minutos, sempre acontece, então só o aperto contra mim, aproveitando aquele pequeno acontecimento. Estou prestes a cair no sono, envolto em cansaço quando ele se levanta abruptamente, sentando na beira da cama a procura de suas roupas.

- O que está fazendo? – murmuro.

-  Não posso continuar fazendo isso por você Wang. Você precisa voltar a tomar seus remédios. – me levanto rapidamente, ficando sobre meus cotovelos. Preciso olhar diretamente em sua direção para ter certeza que não acabei de inventar em minha cabeça as palavras que acabou de dizer. Sorrio pelo nariz, de repente cheio de raiva.

- E você deveria procurar outro lugar para dormir.

- Jack eu só estou dizendo...

 - Seu trabalho aqui acabou Jinyoung, não vou mais precisar de você essa noite. Estou cansado, me deixe dormir. – me viro rapidamente, não dando chance para que responda. A próxima coisa que escuto é o barulho da porta ao bater com força exagerada. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...