História P. S. I Love You -Stony - Capítulo 6


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Categorias Deadpool, Homem-Aranha, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bucky, Dr. Bruce Banner (Hulk), James Rupert "Rhodey" Rhodes, Peter Parker (Homem-Aranha), Steve Rogers, Thor, Wade Willson (Deadpool)
Tags Spideypool, Steve Rogers, Stony, Tony Stark
Visualizações 686
Palavras 1.546
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Orange, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey meus amores!! Como estamos?? Mais um capítulo fresquinho para vocês!
Uma ótima leitura a todos e até a próxima!

Capítulo 6 - I will always be here


                                                                         VI.

                                                              I will always be here

 

Steve pegou aquela fita que acabara de ver e brincou com ela em suas mãos. Ele até podia imaginar Tony mexendo em seu cabelo enquanto ele dormia, Tony beijando seu rosto enquanto o cobria e depois o abraçava pela cintura. Poderia imaginar o corpo quente de Tony contra o seu e a maneira como aqueles pequenos gestos do menor poderiam ser tão reconfortantes em seu corpo. Ele até poderia ouvi-lo sussurrando: 'eu te amo’, ao pé do ouvido de Steve e Steve até poderia imaginar o formigamento em sua orelha ao ter essas palavras sussurradas.

Ele tinha um plano: ver cada fita daquela,todos os dias. Uma a cada dia, mas não na ordem certa. Ele só queria deixar a última fita gravada, para o final.Ele se levantou da cama e guardou a caixa novamente, junto da filmadora.

Quantas horas eram? Steve olhou as horas no rádio relógio. Eram quatro da tarde. Onde Tony estava? Onde todo mundo estava? Um toque de telefone despertou-o, fazendo-o dar um pulo.

-Alô? -ele disse, assim que atendeu.

-E aí, campeão! -aquela voz ele conhecia e não era de hoje. Era o seu amigo de infância, Bucky Barnes.

-Bucky... -a voz de Steve era suave.

-Como você está? Foi mal não ter ido te visitar no hospital. Eu tive alguns problemas com o Wade... -Steve podia sentir que Bucky fizera uma careta ao dizer o nome de Wade.

Wade Wilson e Bucky Barnes tiveram uma espécie de “romance” no passado, mas agora, Wade estava com Peter e Bucky estava feliz com Harleen, que sempre vivia viajando a trabalho.

-Tudo bem.

-E o Tony? Ele já está fazendo piadinhas? -Bucky perguntou, dando risada em seguida.

Steve deu de ombros. Ele não sabia como Tony se comportava.

-Ele deveria estar fazendo? -Steve quis saber.

-Como assim, Steve? Como se você não conhecesse seu próprio marido.

Steve piscou algumas vezes. Claro. Seu marido. Tony era casado com Steve. Steve tinha que se acostumar com aquilo.

-Na realidade, não me lembro de nada dos últimos dez anos da minha vida. -Steve disse e depois deu uma risada fraca logo em seguida.

Bucky não falou nada por um momento.

-Isso é sério?

Lentamente, Steve confirmou com a cabeça, mesmo sabendo que Bucky não poderia ver o seu ato.

-É, isso é sério. Todo mundo me disse que estamos em 2018 e não em 2009... todo mundo me disse que eu sou casado... só que eu não me lembro disso.

-Steve, eu estou indo para aí agora.

-Bucky... -Steve tentou impedir o moreno, mas o mesmo já havia desligado o telefone. Ele tirou o telefone da orelha, frustrado. -Aquele cabeludo desligou na minha cara!

Steve recolocou o telefone em seu devido lugar e deu uma passeada por sua casa. Ele ainda não estava acostumado em estar andando por ela, até porque, tudo aquilo que havia nela, não parecia algo que Steve aprovaria para a decoração de sua casa. A sala de jantar era enorme e tinha um lustre de prata pendurado no teto, em cima da mesa. Era herança de sua avó.

-Joseph vai gostar de ver isso. -Steve sussurrou para si mesmo.

Joseph. Seu pai. Há quanto tempo Steve não falava com ele? Ele correu até o telefone e ligou para a sua mãe.

-Alô? -Sarah disse,ao atender.

-Mãe, sou eu.

-Oi, meu amor. Algum problema? Você está bem? -a voz de Sarah soava preocupação.

-Não, está tudo bem.

-Então... o que houve?

Steve se aproximou de uma poltrona preta de couro e se sentou nela, recostando-se nela.

-Eu quero falar com o papai. Chama ele para mim? -ele pediu, enquanto brincava com a aliança em seu dedo.

Sarah hesitou do outro lado da linha. Steve estranhou a hesitação da mãe.

-Mãe, você ainda está aí?

-Sim, eu... eu estou meu amor. -Sarah disse, antes de limpar a garganta.

-Então chama o papai.

-Steve, amor, me escuta.

-Fala. Eu estou escutando.

Sarah respirou fundo. Como ele iria contar uma notícia dessas para o seu filho? Quando ela contou da primeira vez, fora doloroso para ele, imagina agora que ele não se lembrava de absolutamente nada?

-Meu amor, o seu pai estava com uma doença terminal, há alguns anos...

O coração de Steve disparou.

-E ele infelizmente não sobreviveu ao tratamento.

Aquela notícia certamente era para acabar com qualquer um. Joseph... morto? Não, aquilo não poderia ser verdade. Steve e Joseph faziam exatamente tudo juntos. Era para ele que Steve contava sobre suas desilusões amorosas, era para Joseph que Steve pedia colo e um pouco de conforto. Era para ele que Joseph contava sobre o seu trabalho e o que ele gostava de fazer ou não. Ele era o seu melhor amigo, muito mais do que qualquer pessoa jamais fora antes.

-Diz que está mentindo, mamãe.Por favor. -Steve pediu, ofegante.

-Eu sinto muito,meu amor. Mas é verdade.

-Quando? Quando foi?

-Foi no dia 30 de abril de 2012, Steve.

Steve sentiu suas mãos e suas pernas tremerem e largou o telefone na poltrona, antes de levantar e sair correndo para o seu quarto. Ele abriu o closet e pegou a filmadora, junto da caixa de fitas e se jogou na cama ,procurando a fita com a data da morte de seu pai.

Assim que a encontrou, Steve a colocou na filmadora e a ligou logo em seguida.

Steve estava debruçado sobre a mesa, enquanto chorava e tremia. Tony se aproximou na ponta dos pés, filmando o companheiro. Steve ergueu seus olhos inchados e vermelhos para o marido, antes de enxugar as lágrimas presentes em seu rosto.

-Como você está, meu amor? -Tony quis saber.

Steve nega com a cabeça. Como ele poderia estar se sentindo? Ele acabara de receber a notícia que seu pai falecera.

-Como você acha que eu estou? -ele perguntou, erguendo seus olhos para o marido. -Como você realmente acha que eu estou?

Tony suspirou e puxou uma cadeira para poder se sentar. Steve virou seu rosto um pouco, tentando tirar o foco da câmera de si.

-Steve, olha para mim.

Steve fez que não com a cabeça e soluçou um pouco.

-Steve, amor, olha para mim.

Lentamente, Steve se virou para Tony. Os olhos de Tony estavam sem emoção e ele estava pegando toda a dor do marido para si, nesse momento.

-Eu sinto muito. De verdade. Eu sinto muito.

Steve assentiu com a cabeça,enquanto passava a manga de sua blusa sobre o seu nariz. Ele sabia que Tony sentia muito pela perda do pai de Steve.

-Como eu vou fazer agora, Tony?-Steve perguntou,erguendo seus olhos para o companheiro. -Ele era meu companheiro, meu amigo, aquele que construía brinquedos para mim, que me escutava chorar e vinha me abraçar...-Steve parou de falar e recomeçou a chorar.

Steve escondeu seu rosto em suas mãos, deitando sua cabeça na mesa, enquanto soluçava e chorava. Tony colocou a filmadora em cima da mesa, enquanto se levantava e abraçava o marido por trás, deitando sua cabeça nas costas do mesmo.

-Eu estou aqui, meu amor. Lembre-se disso.

Steve fez que sim com a cabeça.

-Na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença... até que a morte nos separe. -Tony sussurrou, enquanto acariciava o cabelo de Steve.

Steve passou suas mãos sobre os braços de Tony e levantou seu rosto, apoiando sua cabeça sobre o peito do marido. Ele fechou os olhos em seguida, deixando as lágrimas rolarem por seu rosto.

-Eu sempre vou estar aqui. -Tony sussurra para o mesmo e beija seus cabelos. -P. S. Eu te amo.

Tony se virou para a câmera e desligou a mesma.

Steve podia sentir todo o seu corpo tremer com o que tinha acabado de ver. Ele realmente se sentiu mais aliviado ao ver aquela filmagem, realmente sentiu seu corpo mais aliviado ao receber o abraço de Tony e as palavras de conforto do mesmo.

Ele pegou a fita em suas mãos e a guardou dentro da caixa, desejando poder ter aquele abraço novamente...

 

(...)

 

"Sabia que o seu sorriso é a coisa mais linda do mundo?" Steve sussurrou para Tony que tomava um copo de conhaque e olhava para as estrelas que enfeitavam o céu.

"É mesmo?"

"É sim. Nunca conheci uma pessoa como você antes: doce, gentil e carinhosa. Às vezes chego a pensar que não sou merecedor de nada disso. Chego a pensar que um dia você vai acordar e perceber que eu não sou o cara certo para você."

"Esse dia jamais irá chegar, sabe por quê? Porque eu amo você e você é merecedor sim de cada gesto de carinho meu. Eu estou aqui para fazê-lo feliz, apenas isso. E para amá-lo, acima de tudo."

Tony pegou a mão de Steve que estava com a aliança e sorriu antes de beijá-la.

"Eu sempre quis encontrar alguém que me amasse pelo o que eu sou. E eu encontrei você, Steve. Eu não vou deixar você escapar, de maneira alguma. Quero você para mim. Como amigo, companheiro, para a vida toda."

Steve puxou Tony para si e o beijou, as lágrimas presentes em seus olhos.

"Você tem a mim, Steve. Para toda a vida. Para toda a vida eu serei seu."

Steve sorriu.

"Então para toda a vida eu também serei seu, Tony."



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