História Pacific Rim - Em Chamas - Capítulo 1


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Categorias Círculo de Fogo (Pacific Rim)
Personagens Dr. Newton Geiszler, Herc Hansen, Hermann Gottlieb, Mako Mori, Personagens Originais, Raleigh Becket, Tendo Choi
Visualizações 9
Palavras 1.185
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então meus amores, acho que eu só tenho a dizer que espero que gostem da minha humilde Fanfic Shuashua
Decidi escrever apenas para matar o tempo e exercitar a imaginação, porque simplesmente não tava conseguindo não por no papel (Vocês entenderam ksks).
Espero muito que gostem, e se derem aquela força nos comentários, eu vou gostar muito :3
❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤

Capítulo 1 - Febril


7 dias após o último ataque

A febre tinha passado, e o calor que antes sentia em sua testa diminuirá, deixando apenas uma densa camada de suor frio. Sim, as doenças também alcançavam os campeões, e a exaustiva subida os fizeram enfraquecer. Em um mundo onde, agora, as pessoas se encaixavam, em um mundo onde tudo o que conhecíamos tinha morrido ou sido destruído. Um mundo de medo, em que fracos não poderiam ser tolerados, até mesmo nesse mundo, os heróis poderiam cair.

Sentei na beirada da cama, arrumando as pontas das cobertas caídas, ajeitando os braços do homem, que antes tinha se debatido em delírios. Seu rosto se mostrava sereno, nos pequenos cortes acima no olho direito, nos hematomas pelo corpo, e no rouco dos seus lamentos doentios. Tinha meiguice naquele olhar, dei por mim divagando, talvez se retirasse a arrogância e audácia que marcavam suas feições claras, talvez se arrancasse dele sua essência selvagem de predador, porém, em seu interior, sabia haver a calmaria de um oceano em paz.

Ou talvez ele não seja nada do que penso. Pensei, sentando em uma cadeira ao lado da cama, esticando o corpo cansado. E tudo o que penso se torne mentira quando abrir os olhos para o mundo dos vivos.

E fechei meus próprios olhos. Estava tão cansada, eram tantos feridos, tanta desgraça, tantos mortos. Agora só podia recomeçar, assim como todos os outros, e ajudar no que sabia fazer. Quando os Kaijus vieram, eu não passava de uma criança, uma menina que não entendia a gravidade dos fatos, mas entendia bem o significado de medo. Vivemos com medo por tanto tempo, que, agora onde tudo terminava, não parecia haver espaço onde coubesse a calma. Ainda fechava os olhos e via o mar de abrindo em garras, em uivos tão assustadores quanto os dos lobos na floresta. Fechava os olhos e escutava os gritos das pessoas, e o som de pedra partindo.

Esse era um mundo novo, apenas nos restava esperar até quando.

Kven skal synge meg. – cantei em voz baixa, buscando a melodia na lembrança. - I daudsvevna slynge meg. Når eg Helvegen går. Og dei spora eg trår. Er kalde så kalde. – respirei fundo. - Eg songane søkte. Eg songane sende. Då den djupaste brunni. Gav meg dråpar så ramme... Av Valfaders pant.

-É linda. – aquela voz rouca murmurou, perdida no silêncio da cabine. Mexi as pálpebras, dando de cara com olhos azuis, puros, límpidos e curiosos. – Não pare.

Levantei, tocando sua testa, o fazendo voltar a deitar, mas agora já não estava desorientado e olhava para mim com a curiosidade típica de uma criança admirada. Corri os dedos pelo cabelo loiro, sujo, ainda com alguns sinais de sangue.

-Bem-vindo ao mundo dos vivos, senhor Becket. – disse, sentando ao seu lado, analisando as pupilas se dilatarem um pouco. Sua temperatura parecia normal, assim como os batimentos cardíacos, ao menos era o que sentia ao apoiar a mão em seu peito. – Lembra do que aconteceu?

Ele assentiu calmamente, a face transformada em um marco de graça e admiração, porém, apenas por um momento antes das lembranças voltarem com força total.

-Mako. – chamou, tentando sentar na cama.

Resmunguei ao ter que segurá-lo, empurrando de volta aos travesseiros. Sorri, ainda me era bom ver o quanto um homem daquele tamanho poderia ser sentimental, e provar que eu estava certa. Becket encarou meu rosto por um longo tempo, trincando o maxilar forte, a barba crescia, tão clara quanto seus cabelos densos.

Suspirou, segurando meu pulso, que, sem que percebesse, afagava seu peito desnudo, deslizando pelo suor e as cicatrizes. Corei vivamente, o coração pulando, sangue bombeando com força. O pulso virava meus sentidos, e por dentro meu mundo inteiro virou, virou em uma onda tempestuosa, que arrepiou a carne e a alma, assim como via virar o interior dos seus olhos de mar.

-A senhorita Mori está bem. – respondi, afastando-me. – Ficou desacordado durante 7 dias, senhor Becket, febril, decorrente da subida e do seu tempo sem oxigênio. – mexi em alguns papeis em cima da mesa, os dedos trêmulos como a muito não sentia. – Cuidamos para que sua recuperação fosse total, e por isso peço que descanse...

Mal tinha acabado de falar e ele já estava sentado na cama, tateando o chão com pés descalços. Praguejei, apartando-o no momento em que se ergueu, estralando as costas. Becket riu, algo rouco que pareceu rasgar na garganta, e o fiz sentar na cadeira onde eu estava.

Nos encaramos por um longo momento, talvez, tentando entender um ao outro.

Foi assim que ele sorriu, afastando o olhar, quase envergonhado, creio eu, pelo modo como imitei seu gesto, sentindo a face arder.

-Então eu salvo o mundo e meu leito de hospital é minha antiga cabine? – brincou, passando a mão pelos cabelos. – Sinto que bebi até cair.

-Se visse o estado do mundo lá fora se sentiria grato por acordar em uma cama, seguro. – fiz questão de salientar, soltando-lhe um sorriso matreiro e cheio de audácia. – Deseja alguma coisa, senhor Becket?

Ele ergueu o rosto, antes escondido entre seus dedos, e no seu olhar vi palavras que sua boca não podia dizer. Os lábios secos ensaiaram um sorriso, capturado pela análise que fazia de mim mesma, parada, sem conseguir conter o formigar nas coxas.

Olhei para cima, puxando todo o ar que conseguia. Mantendo a calma.

- Que é você? – perguntou por fim, deixando-se escorar despreocupadamente na cadeira. – Era piloto, não posso estar tão enganado.

Engoli em seco.

-Pilotei o Ranger durante três anos. – respondi seca. – Formada em engenharia e enfermagem, senhor, não piloto um Jaeger fazem muitos anos.

Seus olhos brilhavam, agora com uma cor intensa e cheia de vida.

-Senhorita Myra Odegaard. – ele sorriu com todos os dentes, algo estranhamente belo. – Sabia que conhecia essa voz de algum lugar. Tivemos uma missão juntos, no sul, uma missão com três Jaegers.

Senti os ombros formigarem, e tomei uma postura dura diante da animação do homem, que foi a perdendo aos poucos. Dei as costas, pegando algumas roupas que já tinha separado, vendo como a arrumação do quarto estava, e, com uma toalha em mãos, indiquei o banheiro.

-Tome um banho, senhor Becket, quando eu voltar trarei uma refeição. – ele obedeceu, andando até mim com uma lentidão justificada. Sua sombra me assustava, tanto em altura, quanto pela constituição de soldado, esguia, forte e vigorosa. – Logo estará em forma novamente.

Sorriu, atrevido, escorado em uma parede, balançando despreocupadamente a toalha que tinha entregado.

-Senhorita Odegaard. – chamou quando eu já me dirigia até a porta, parada por Becket, que segurou meu punho, chamando minha atenção. Tinha algo de insano em suas feições. – É Raleigh.

Mordi o lábio com força, procurando não me abalar com a sua presença tão malditamente penetrante e intensa. Sorri, olhando para sua mão, que prendia meu punho.

Quando voltei a encontrar seus olhos azuis, ardi em febre.

Soltou minha pele, deixando que seus dedos corressem pelos meus, apenas mais um toque. Mordi o lábio, a respiração compassada e cheia de tensão. Assenti calmamente, saboreando cada letra dançar pela língua:

-Raleigh. – confirmei, dando as costas para o seu ousado sorriso atrevido.


Notas Finais


Obrigada por ler minha gente, desculpa ai qualquer erro. Shuashuashua
:D


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