História Pact of Revolution - Capítulo 11


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Categorias Monochrome Factor
Tags Akira, Fator Monocromático, Shorogane
Visualizações 5
Palavras 4.523
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Magia, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal!! Finalmente voltei com a continuação que vocês tanto me pediram.
Como sabem, essa fanfic eu fiz para vocês, então espero muito que gostem.

Só avisando que vai demorar um pouquinho chegar a parte de ação que estou pensando colocar. Agora que eles são humanos, vou fazer as coisas bem lentamente ok. Vou por algumas referências para deixar bem misterioso, e até lá, vejam se descobrem quem é o vilão ok? Kkk
Boa leitura e descoberta detetives.

Capítulo 11 - O duvidoso relacionamento


Fanfic / Fanfiction Pact of Revolution - Capítulo 11 - O duvidoso relacionamento

Acabando de me arrumar, peguei a minha bolsa enquanto olhava mais uma vez o diário de Ryuko. Quanto tempo faz que não o velho?.. francamente, porque estou preocupado com esse velho pervertido!? Se bem que.. Não Akira!! Para já com isso. Tem coisas mais importantes para pensar que isso.. vai..

Respirei fundo e fui em direção a sala, onde meus pais comiam calmamente com o meu professor de filosofia.

- bom dia – falei ao me aproximar. Me sentei na mesa e comecei a montar o meu prato

- bom dia Aki-chan – disse minha mãe Leila com um sorriso no rosto. Ela estava muito contente hoje, pelo visto.

- bom dia Akira. Dormiu bem hoje? – perguntou Shirogane usando novamente a máscara com o seu típico e falso sorriso

- hun.. oi sensei – respondi em um tom seco. Não acredito que ele ainda tem a cara de pau de continuar agindo assim.

- sério mesmo? Irá continuar irritado com isso? – perguntou Shirogane percebendo o que estava acontecendo.

- “com isso”? Alguém deu encima de você, é você diz apenas algo como “com isso”!? – o olhei irritado levantando o meu tom de voz.

Bati minhas mãos na mesa, quase deixando o suco do meu copo derramar. Ao escutar aquilo, Shirogane não conseguiu pensar em nenhuma desculpa e permaneceu calado. Meus pais sentiram que algo estava estranho, e minha mãe se atreveu a se pronunciar.

- Aki-chan.. Yuu-chan.. aconteceu alguma coisa entre vocês? – perguntou minha mãe receosa

- não – respondeu Shirogane rapidamente

- não? Sim, aconteceu. E sabe o que houve? Acredita que minha professora de história se declarou para ele? – comentei irritado enquanto fuzilava Shirogane com os olhos.

- eu te contei!! Além disso, você sabe muito bem que eu não sinto nada por ela – disse Shirogane tentando se proteger das minhas palavras

- me contou!? Você só me disse por que eu te perguntou. Por que se não fosse por isso, o idiota aqui nunca saberia. Claro.. já que não posso confiar nem mesmo no MEU namorado, em quem mais vou confiar? Na parede!? – reclamei bufando. Cruzei os meus braços olhando fixamente para a mesa. Aquela discussão tinha tirado a minha fome

- a gente já conversou sobre isso. Mas eu já disse, eu não gosto dela. Eu a rejeitei!! – disse Shirogane aumentando o tom de voz, insistindo que era inocente.

- há, é mesmo!? Por que eu acho muito estranho já que ontem ela tinha chegado na sala super feliz dizendo que tinha um encontro – disse com ironia, me virando para Shirogane que processava as minhas palavras.

Empurrei o meu prato e me levantei da mesa rapidamente, causando um barulho alto. Andei com passos pesados até a sala, peguei a minha bolsa e fui em direção a porta, a abrindo.

- está indo aonde? – perguntou o meu pai, vendo que eu estava com pressa. Para a padaria comprar ouro e uma maçaneta.

- para a escola – olhei com raiva par a Shirogane – perdi a fome – respondi em um tom frívolo.

Passei pela porta dando passos rápidos em direção a escola. Escutei passos atrás de mim enquanto chamava pelo meu nome, mas não tive vontade de olhar para trás. Comecei a andar ainda mais rápido, ignorando os pedidos de súplica.

Parei ao sentir algo tocando no meu ombro. Me virei para trás e encarei com raiva para o ser pálido de olhos azuis que demonstrava insatisfação.

- o que foi agora Shirogane? – perguntei desinteressado. Brigar era muito cansativo, e com ele, não adiantaria lutar.

- “o que foi”? Akira, você está me culpando injustamente. Cadê a confiança que disse que tinha em mim? – perguntou Shirogane tocando em meus ombros, me fazendo olhar para seus olhos que me encaram fixamente

- isso era antes de saber que se não fosse pela minha pergunta, eu nunca saberia – disse desviando o olhar. Não aguentava olhar para os seus olhos naquele momento. Eram tão hipnotizantes que eu sabia que a qualquer momento, eu cederia diante a eles.

- sabe por que eu não ia te contar? Por que não era importante para mim. Akira, coisas desnecessárias eu esqueço rápido.. além disso, Eu sabia que você iria ficar com ciúmes – disse Shirogane se justificando. O-oque?

- qu- que? E-eu não estou com ciúmes!! – gritei sentindo minhas bochechas esquentarem. Droga, por que agora!? Isso é golpe baixo!!

- há não? Kkk – disse Shirogane rindo da minha reação. Ele se aproximou e beijou a minha testa queimando a pele da pequena em que seus lábios foram tocados. Se afastou e me olhou com doçura – eu te amo Akira. Nunca te deixaria.. Deu muito trabalho estar ao seu lado – falou em um tom de brincadeira. Aquele comentário me fez rir um pouco – poxa.. confie mais em mim. Tudo bem? – disse me mostrando um sorriso sincero nos lábios.

Como ele sempre consegue me convencer em? Tem como dizer não para esse sorriso? Kkk. Por isso que eu tanto o amo quanto o odeio.. esse pervertido.

Me aproximei dele e passei meus braços envolta das suas costas. Apoiei a minha cabeça no seu peitoral enquanto sentia o seu suave cheiro invadir o meu corpo, me acalmando pouco a pouco.

- eu sei.. me desculpa. Sei que você nunca me deixaria mas.. você já me deixou tantas vezes, tem dificuldade para dizer não, tanto que você foi a um encontro com a Lulu – relembrei formando um bico com meus lábios, aquilo me deixava emburrado. Não era uma lembrança muito boa para se lembrar.

- a não.. ainda se lembra disso? Quantos anos já se passou? Cruzes.. – reclamou Shirogane dando um longo suspiro. Há qual é! A menina te perseguia dia e noite!!

- me deixa em paz.. – resmunguei em um sussurro o fazendo rir – e também.. cada lugar que eu olho tem meninas querendo estar ao seu lado. Todas. E você é tão popular.. sei lá, fico com medo que algum dia você diga sim para elas por ser muito bondoso – falei. Shirogane aceitou o encontro com a Lulu pois tem dificuldades de dizer não, mesmo sem sentir nada por ela. Mas e se algum dia alguém o colocar em uma emboscada percebendo o seu ponto fraco? O que ele vai fazer? Vai dizer sim para sempre!?

- pensava que me considerava a escuridão, o famoso velho pervertido kkk – disse Shirogane tentando me provocar, dando algumas gargalhadas.

- sim, continua sendo o velho pervertido kkk. Mas para.. sabe que não gosto de falar isso.. – disse abaixando o tom de voz, sentindo minhas bochechas esquentarem.

Shirogane me abraçou ainda mais forte, se aproximando lentamente perto do meu ouvido. Senti sua respiração quente na minha orelha, me causando um gostoso calafrio pelo corpo.

- pode me contar Akira. Estamos sozinhos. Não precisa ser tão tímido – sussurrou na minha orelha me causando um calafrio. Soltei um gemido rouco.

Shirogane.. você está perto demais. Isso não pode continuar assim.. temos que ir para a escola.. Por favor.. não faça isso comigo. Hoje não..

- você.. É.. – pronunciei lentamente. Meu coração estava batendo muito rápido. Minha respiração estava ofegante – minha luz.. Você é a minha luz.. Shirogane.. – meu corpo estava quente, minha mente estava a mil. Sentia que a qualquer momento poderia cair no chão se ele me soltasse dos seus braços

- viu? Conseguiu.. – sussurrou novamente na minha orelha. Sua voz era tão sensual. Shirogane se afastou lentamente e me olhou – eu não gosto da sua professora, mas antes eu quero te perguntar, o que você quer que eu faça? – perguntou

- por que está me perguntando isso? – perguntei desconfiando o assunto repentino, e parece que Shirogane percebeu minha estranha reação.

- por que você disse que não quer que eu fique com ela, é eu também não quero, mas.. você sabe que quando sou frio, a pessoa que me escutar pode até desejar suicídio – disse Shirogane me relembrando

- então por que não diz na cara dela que está saindo com outra pessoa? Está com pena dela? – perguntei desconfiado

- não, mas esse é o seu mundo.. se me disser que é melhor eu agir de maneira fria com ele, eu farei. Mas se disser que não.. falarei com mais calma – avisou Shirogane. Me acalmei ao escutar sua explicação

E agora? O que eu faço?.. Eu não quero que ela tenha esperança com o Shirogane, e estou com muita raiva. Mas o Shirogane é frio por natureza e talvez ele a faça chorar. Mas tem algumas meninas aqui que não param de nos perseguir mesmo se sumirmos do mapa. Aí meu Deus, o que eu faço!?

- está bem.. – murmurei

- há? – perguntou Shirogane

- tudo bem. Por favor, fale com ela com calma. Sei que ela não merece, mas não quero que ela chore. Além disso, eu iria me tornar o vilão da história – falei mostrando um bico

- kkkk. Certo. Tomarei cuidado. Mas você quer estar ao meu lado? – perguntou Shirogane após rir do meu bico

- e por que eu estaria? – perguntei confuso. E perder a aula sabendo que o demônio vai me perseguir? Hunf.. neste ano não. Ainda mais sabendo que o diretor está de olho na gente por estarmos juntos.

- para ver se eu não.. disse sim? – disse Shirogane relembrando a justificativa da discussão.

- não preciso disso. Você já me provou muitas vezes que não irá me deixar. Pode me contar depois como foi – disse sorrindo para ele. Eu confio em você, é só questão de esperar.

Shirogane se aproximou de mim e me deu um forte abraço. Ele se afastou e beijou a minha bochecha. Olhou para os meus olhos enquanto me mostrava um sorriso de felicidade.

Que.. sorriso é esse? Eu já tinha visto o seu sorriso falso e o de alegria, mas esse.. os seus olhos azuis estão brilhando. Parece que o céu estrelado está neles. É tão bonito. Me olhando assim.. da até orgulho de mim mesmo por ter a chance de presenciar tal beleza.

- obrigado Akira. Prometo que não irei te decepcionar – disse Shirogane sorrindo

- claro. Agora vamos? Não pode se atrasar no trabalho – disse mostrando um sorriso enquanto sentia minhas bochechas esquentarem

Shirogane concordou com a cabeça. Segurei a sua mão e assim fomos caminhando até chegar na escola. Ao me aproximar, vi algumas pessoas da minha sala acenando para mim. Me despedi de Shirogane e fui em direção aos meus colegas enquanto Shirogane dava a volta na escola para entrar na sala dos professores.

Quando o sinal bateu, eu e os meus colegas esperamos as pessoas entrarem e depois começamos a entrar. Eu estava sorrindo e rindo ao lado deles, nunca pensei que conversar com as outras pessoas fosse tão divertido. Senti alguém tocar o meu ombro e me virei para ver, era um dos meus colegas.

- Akira, Shirogane-sensei está ali conversando com a professora de história. Se eu não me engano, ela gosta dele não é? Quer ir para lá? – perguntou o meu colega apontando para um canto do pátio

Olhei em direção para onde ele apontava. Shirogane estava conversando com a professora de história, ela estava sorrindo enquanto ele demonstrava estar um pouco impaciente. O olhei até que senti que alguém estava me observando. Olhei a cena novamente e percebi que Shirogane olhava para mim. Nossos olhos se encontraram brevemente antes da sua atenção ser chamado novamente pela professora que não parava de falar.

- não.. tudo bem. Confio nele – disse para o meu colega com um sorriso no rosto, desviando o olhar da cena

- tem certeza? – perguntou o meu colega – você sabe que ela é a mais conhecida por encantar todos os professores né? – relembrou.

- Sim. Eu sei. Mas Shirogane já tinha me falado sobre a declaração dela. A gente conversou e ele disse que eu podia confiar nele. Por nada neste mundo ele irá dar atenção a ele. E é nisso que acredito – expliquei calmamente

- nossa.. ele deve ser muito especial para você. Mudou por ele, ele também saiu do castelo onde morava para ficar com você.. deve confiar muito nele – disse o meu colega com um sorriso

- passamos por muita coisa juntos.. não teria o por que eu duvidar. Agora vamos? Não podemos matar aula se não a demônia vai reclamar kkkk – disse andando até a sala de aula.

As aulas passaram normalmente. Juntei as minhas coisas e fui para a área dos armários pegar os meus sapatos com o Kengo. Escutei um barulho alto, então eu e o Kengo olhamos para o lado e vimos a professora de história saindo furiosa da sala. Olhei para os lados a procura do motivo dela sair tão irritada.

- Kengo, você viu o Shirogane? – perguntei estranhando que ele ainda não havia aparecido. Normalmente voltávamos para casa juntos ou em grupo com todos

- o Shirogane? Se eu não me engano ele foi para a sala do diretor. Parece que era para ele ir assim que a nossa aula acabasse. Acho que ele ainda está lá – explicou Kengo

- eu posso ir até lá? – perguntei olhando para a rua. Ele irá voltar para a casa sozinho?

- pode sim kkk. Eu volto com a Aya. Até depois Akira – disse Kengo com um sorriso no rosto, se despedindo

- até – me despedi

Andei pelos corredores, agora vazio, e cheguei de frente a sala do diretor. Respirei fundo e me preparei para bater na porta, mas ouvi murmúrios como se tivessem tendo uma discussão. Me aproximei para escutar o que estavam dizendo e:..

- por que me chamou aqui diretor? O meu turno acabou se não me engano.

Há, esse era o Shirogane

- sim, senhor Shirogane, mas é que hoje recebi uma notícia lamentável através de um dos meus professores

- mas o que isso tem haver comigo?

- tudo, senhor. Tudo. Uma das minhas melhores professoras de história acabou de se demitir.

- e o motivo?..

- diz ela que era um assunto pessoal. Que não conseguiria trabalhar aqui ao lado de pessoas ignorantes.

- entendo mas.. Me perdoe, o que isso tem haver comigo?

- vamos lá.. não é novidade para ninguém que todas as mulheres dessa escola tem uma certa.. queda, por você. Então devo imaginar que ela se demitiu por que você não aceitou sua confissão

- que culpa eu tenho se ela é infantil a ponto de se demitir por esse motivo? É anti-profissional.

- ela uma das nossas melhores professoras!! E eu não quero perde-la.. então eu te pergunto, qual é o motivo tão importante para não aceita-la? É uma mulher bonita, inteligente, de boa família e vida.. o que perde com isso?

- senhor diretor.. sinto lhe dizer mas acho que isso é invasão de privacidade

- não. Não é. A partir do momento que eu faço uma pergunta, eu obtenho resposta. Então eu novamente lhe pergunto.. que motivo tem para não aceita-la?

- eu tenho um namorado, senhor. E não irei deixá-lo para ficar com ela por que o senhor deseja

- namorado? Há.. está se referindo o menino do segundo ano, Nikaido Akira. Há.. vamos ser sinceros, esse garoto é bastante popular e é bem jovem.. cá entre nós, não acha que a professora é melhor que ele?

Escutei um barulho alto como se alguém tivesse batido forte em alguma coisa. Parecia ser madeira. Provavelmente alguém socou a mesa de madeira do diretor.

Meu coração estava batendo rápido pelo estrondo. Respirei fundo e voltei a escutar pela porta cuidadosamente.

- eu gostaria que não falasse assim do meu namorado diretor.

- fala sério.. a mulher tem todas as qualidades que todo mundo deseja, e você aí ficando com um jovem que não quer nada da vida. Escolha ela. Não um aluninho que pensa que gosta por apenas ser jovem e..-

Ouvi outro barulho alto. Dessa vez, escutei algo metálico cair no chão

- não trate o Akira como objeto!! Ele não é nenhum brinquedo ouviu? Eu estou apaixonado pelo Akira. O amo. Se você não sabe ver suas qualidades, é por que não o conhece.

- não o conheço? Ele sempre cabula as aulas e..

- e o que? Só por que não frequenta acha que não é bom? Você nem aí menos sabe como ele. Nunca conversou com ele, então não o trate como se ele fosse algo para usar e jogar fora. Você não me conhece, e nem o conhece. E a sua amada professora, pode ficar com ela. Não me faz falta.

Escutei um completo silêncio após essa fala. Me ajeitei na porta na esperança de escutar algo a mais sobre a conversa, mas a única coisa que consegui escutar foram passos pesados que aumentavam ainda mais. Ao escutar e processar que alguém se aproximava, me desesperei. Me afastei da porta quase caindo no chão e comecei a andar o mais rápido que pude. Mas não deu muito certo.

- Akira? – perguntou uma voz que eu conhecia muito bem. Me virei para trás e observei o rosto pálido me olhando com surpresa através dos seus olhos azuis.

- o-oi Shirogane.. como foi a conversa? – perguntei dando um sorriso amarelo. Não acredito que ele me pegou no flagra. Que coisa constrangedora. Estou ferrado..

- você estava ouvindo a conversa? Por que!? – perguntou Shirogane aumentando o tom de voz. Ele parecia estar irritado.

- me desculpa.. eu não fiz por mal. Eu estava te esperando aparecer mas aí quando vi a professora saindo eu estranhei já que todos tinham saído menos você. Perguntei pro Kengo se ele sabia onde você estava, ele disse que você estava aqui e eu vim te buscar – disse tentando me explicar, preocupado com a sua reação

- tá.. Mas e a parte de ouvir atrás da porta? Foi o Kengo também!? – perguntou Shirogane irritado

- eu ia bater mais.. Escutei um barulho e fiquei curioso e.. quando eu vi, já estava apoiado na porta. Me desculpa.. não era a minha intenção escutar.. – disse enquanto abaixava a cabeça. Eu odiava vê-lo bravo comigo. É tudo minha culpa.. eu deveria ter esperado ele lá embaixo..

- ok.. – respirou fundo – até onde você escutou da conversa? – perguntou Shirogane tentando se acalmar

- desde o.. começo.. – que droga!!! Por que eu não posso mentir em uma hora como essa!? Ele vai me matar!! Eu sou um idiota!!

- Akira!! Como você pôde fazer isso comigo!? Você não disse que tinha confiança em mim!? – perguntou Shirogane tocando em um assunto que eu pensava que já tinha passado

- eu confio em você! Eu já disse, não fiz isso de propósito. E por que está gritando comigo!? Tinha alguma coisa que não queria que eu soubesse por acaso!? – perguntei aumentando o tom de voz. Por que ele está gritando comigo?.. eu.. não estou gostando disso.. Shirogane sempre esteve ao meu lado, me ajudando.. por que não pode confiar em mim!?

Senti uma dor forte no meu peito, como se alguém cravasse garras afiadas e o estava puxando para fora do meu corpo. Meus pensamentos estavam vagando tanto pelas lembranças do passado, que agora se tornavam amargas me fazendo chorar por ver tudo sendo despedaçado, os transformando em lágrimas.

- não!! Eu só.. não queria que você escutasse aquilo – disse Shirogane me olhando. Cada lágrima que saía dos meus olhos, seu rosto se mostrava ainda mais dolorido

- me mostrar o q-que? O diretor dizendo q-que não passo de uma criança sendo usada? – perguntei enquanto soluçava em meio a tantas lágrimas

- sim.. mas, você não parece estar tão chateado – percebeu Shirogane ao olhar que meus soluços estavam diminuindo

- é q-que.. não é a pri-primeira vez que penso nisso.. Por is-isso que não queria ficar com você no começo. Pensava que estava só me usando – disse respirando fundo. Quando eu te conheci você era apenas um estranho aí é dava encima de mim sem qualquer motivo. Um completo pervertido. Além disso, elogiou o Kengo ao vê-lo pelado. Esse falso.

- e então?.. não pensa mais assim? – perguntou Shirogane dando um sorriso exibido como se já soubesse a resposta

- cla-claro que continua um pervertido – disse virando o meu roto. Isso é hora para eu ficar corado!? Que porcaria!! – mas.. acho que já passamos coisas o suficiente para dizer se estava ou não me usando.. – continuei, rindo da minha própria fala ao meu lembrar que chegamos a mentir e a entrar no caminho da morte, um pelo outro.

- sim, é verdade kkk – disse Shirogane rindo também – mas eu não queria que ficasse triste. Sei o quanto está preocupado com a minha carreira e com o nosso futuro mas.. não precisa se preocupar está bem? – deu um sorriso sincero fazendo o meu coração pular

Senti meu corpo ficar quente. Minhas bochechas estavam fervendo e meus pés queriam correr o mais longe que pudesse e se enterrar na areia. Os seus olhos azuis olhavam para mim enquanto o seu sorriso gentil era tão agradável quanto a leve brisa que balançava os seus fios prateados, deixando a sua face ainda mais serena. Por que isso agora!? Por que esse sorriso!? É tão constrangedor.. esse idiota. Sempre me fazendo passar por isso..

Antes que eu percebesse, Shirogane segurou a minha mão e a puxou, selando os nossos lábios. Percebi que era um beijo diferente. Era.. forte. Estava transbordando uma mistura de sentimentos de preocupação, amor, alegria, tristeza e.. saudade. Muita saudade. A cada segundo que passava o beijo se intensificava. Seus lábios moviam de lugar de uma maneira tão feroz e tão gentil que era difícil de identificar.

Isso é estranho.. faz tanto tempo que não sinto esse beijo.. Parece que faz anos que não nos vemos, mas foi em semanas.. o que está acontecendo com o meu corpo? Eu sinto como se.. estivesse fraco.. Como posso me entregar tão facilmente a ele?.. Como que com apenas um gesto ele pode conseguir tudo de mim?.. isso é tão misterioso.. mas tão encantador..

Meu corpo esquentava ainda mais. Ele ansiava que Shirogane passasse suas mãos por ele. Meus fios gritavam por seu nome enquanto o meu coração palpitava cada vez mais alto. O beijo era tão quente quanto nossos corpos, era desejoso, ele explorava cada canto que tinha da minha boca como se sua vida necessitasse disso.

Sua respiração ofegante em minha pele causava calafrios, me fazendo soltar um pequeno gemido. Quando tentei me afastar, Shirogane me puxou colando os nossos corpos, e passou suas mãos envolta da minha cintura, para me roubar novamente um beijo quente e duradouro.

Senti uma de suas mãos passarem lentamente pelas minhas costas, seguindo por gestos circulares e apertando ainda mais forte, como uma massagem que me fazia acontecer de tão prazeroso. Sua mão seguiu lentamente até o meu cabelo, puxando os fios gentilmente para frente e para trás, como se os tivesse acariciando. Depois sua mão invadiu a minha blusa enquanto os seus dedos procuravam e exploravam cada lugar do meu peitoral. Cada toque dos seus dedos deixavam o meu estômago borbulhando, minha mente desejava estar sozinha com ele para que pudéssemos disfrutar ainda mais desse momento enquanto o meu peito fumegava a cada carícia como se estivesse em pleno vulcão.

- na-não.. Shi-Shirogane.. aqui não.. – sussurrei em seus ouvidos com dificuldade. Eu estava ofegante, me esforçando para não gemer. Seus dedos circulavam com tanta fome que eu não conseguia me aguentar.

- me desculpe Akira, mas eu não aguento. Odeio ver você chorar, mas está tão kawaii.. não consigo resistir.. – disse Shirogane tão baixo que mal conseguia ouvi-lo. Voltando a me beijar

De repente escutamos um barulho. Eu rapidamente o empurrei enquanto tentava disfarçar a minha presença no corredor vazio. Olhei em direção para de onde o barulho veio, e percebi que era o diretor saindo da sala dele.

- há, são vocês.. o que fazem aqui a essa hora? Não deveriam estar em casa? – perguntou o diretor. Que cara de pau!! Seu cínico!! Baka!!

- devíamos, Mas o Akira preferiu me esperar – disse Shirogane dando um sorriso falso. Acho que até o diretor percebeu que você não está de bom humor, mesmo com esse sorriso falsificado.. tem que treinar mais

- é, é isso mesmo, e há diretor.. será que você pode parar de oferecer a professora para o MEU namorado? Não sei se sabe mas.. só de fazer isso, já é ser considerado hipócrita, e além disso.. não sei se sabe mas, vocês são proibidos de invadir a vida particular dos outros, principalmente quando envolve os seus funcionários – relembrei dando um sorriso irônico. Esse velho merece morrer!! Que droga. Se pudesse mata-lo sem levantar suspeitas..

- e quem é que te falou isso? Foi o seu namorado? – disse o diretor cruzando os braços enquanto dava uma indireta para Shirogane

- não. Sabe o que houve? É que você estava falando tão animado que ele devia me largar para ficar com a maravilhosa professora que me fez ouvir do outro lado da escola – disse cruzando os meus braços. Nossa.. esse cara é insuportável. Nem acredito que foi diretor durante tanto tempo. Que droga!!

Ao me escutar, o diretor permaneceu calado enquanto olhava seriamente para o meu rosto. Sem nenhuma defesa, ele estava cercado.

- deixe Akira, acho que ele já entendeu – disse Shirogane encontrando a mão no meu ombro, percebendo que não terminaria bem.

- não. Não entendeu nada. Quero que fique bem claro para esse.. senhor, que a nossa, NÓS que decidimos, e não ele. Que ele NÃO nos conhece, e que é melhor ele não se meter com as pessoas que amo, por que ele não sabe do que sou capaz de fazer – gritei olhando com raiva para o diretor. Olhar para ele me dava tanta raiva, tanto nojo.. que dava vontade de soca-lo.

- Akira.. – disse Shirogane surpreso, sem saber o que dizer. Se você me defende, acho que já está na hora de eu te defender também né? Além disso.. posso cuidar de mim sozinho.

- eu confio no Shirogane, então mesmo que você tente nos separar, não irá conseguir. E sabe o que mais? Tenta. Só tenta. Vamos ver quem é que vai cair primeiro – disse dando uma ameaça indireta.

Senti uma mão tocar no meu ombro. Olhei para trás e vi Shirogane sorrindo para mim. Ele se aproximou de mim lentamente

- você está certíssimo Akira, o único jeito se nos separarmos, é me matando, mas eu sou uma sombra e se eu morresse, moveria céu e inferno para reencarnar e voltar a ficar ao seu lado. Além disso.. acho que nós dois já provamos que podemos vencer a morte e mundos distantes não é? – sussurrou Shirogane sensualmente no meu ouvido, fazendo minhas bochechas ficarem vermelhas.

Shirogane olhou para o diretor e disse:

- bem, estamos indo agora. Thau diretor, até próximo longo papo.. – disse Shirogane com um sorriso falso no rosto

Ele segurou a minha mão e saiu me puxando até sairmos da escola. Nossa.. hoje foi um dia longo.. discussões, ciúmes, provas de confiança.. Acho que o perigo nos persegue.. qual vai ser a aventura de amanhã?

Enquanto estava andando vi uma pena.. uma pena muito bonita. Metade branca e metade preto.. Que estranho, será que é de uma árvore silvestre? Bem.. acho de certa forma, já tenho branco e preto demais na minha vida kkk.


Notas Finais


Está bem.. Eu sei que não teve nada de mais, mas era só pra dar o gostinho de matar a saudade desse casal maravilhoso.

E aí? Suspeitam de alguma coisa? Gostaram desse capítulo? Comentem por favor.


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