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História Páginas Criminais Galácticas - 1 (Reylo-Policial) - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, gente!

Mais uma atualização da semana saindo do forno, quentinha, pra vocês!

Respondo os seus comentários todos muito em breve. Super beijo e ótima leitura 😘

Capítulo 10 - Dez


Rey entregou um copo de água para ele e se sentou na cadeira ao lado para lhe contar:

― Jakku é dominada por três organizações criminosas e esta noite você conheceu o líder uma delas, Maliakos, o Chefe dos Aqualish. Ele habita este planeta muito antes de eu nascer, e cobra por proteção dos sucateiros em toda a extensão onde é possível encontrar resquícios da grande batalha. Os negócios esmoreceram de uns dez anos para cá, com a diminuição das peças soterradas, então ele agora toma parte nos lucros das cantinas sobre os jogos de sabaac entre outras apostas.

― E fica por isso mesmo?

― Ele molha as mãos das pessoas certas, Investigador. Além disso, ele não se ergue sozinho no banditismo daqui. Como eu disse, o Fallen sustenta um dos três pilares da ilegalidade que nos orbita nesse deserto. O outro braço é a gangue de Grakkus, o Hutt.

― Têm hutts dominando este lugar, também?

― É, eles dominam tudo por aí ― Rey se levantou para desligar a água que borbulhava em cima do fogão.

Ela sabia de muitas coisas sobre a galáxia, Ben a avaliou. A garota ingênua ficou no primeiro plano no conceito dele e assumiu a de alguém mais consciente do sistema podre que os cercava. E, de fato, as lesmas do crime tinham um alcance impressionante por todos os sistemas.

― Grakkus fica com parte da mercadoria que chega no espaço porto do sul e disputa, amigavelmente se podemos colocar assim, os lucros dos jogos com Maliakos.

― Deve ser uma parceria adorável. Hutts, Fallens, quem mais falta para completar a tríade dos bons moços? ― Ele dobrou os braços atrás do pescoço e a observou enquanto ela colocava água quente e algumas ervas em duas xícaras.

― Quer chá? ― Ofereceu uma xícara para o rapaz.

― Sim… ― ponderou um momento. Então se lembrou que os dois, juntos, quase morreram há meia hora e que se ela estivesse querendo matá-lo havia desperdiçado oportunidades bem melhores para isso o fazer. Pegou o objeto das mãos dela e bebericou. O líquido ofertado, desta vez, desceu quentinho e com um gosto muito agradável. ― Obrigado.

― Tudo bem. Chá de Planta da Areia. Eu tomo quando estou estressada e preciso pensar, e bom, me ajuda. Onde estávamos? ― Rey mudou de lugar, indo se sentar na rede mais adiante, que também era a sua cama havia anos.

― O terceiro ou terceira integrante do crime.

― Ah é ― seu olhar ficou sombrio e seus ombros se retraíram de leve. A linguagem corporal que Ben prontamente reconheceu como repulsa. ― Ele se chama Unkar Plutt. Um Crolute inescrupuloso, que passou todos os anos pós-império explorando os sucateiros das dunas, oferecendo migalhas em troca dos seus pesados serviços na captura de peças pelo deserto.

"A princípio parece o mais inofensivo dos três, mas tem tantas famílias e tantos serviçais fortemente armados ao se dispor, que ninguém conhece a extensão do seu poder.

"Ele encontrou a moeda mais valiosa para trocar com os habitantes deste planeta em troca de lealdade: comida".

O investigador tomou outro gole do chá e absorveu as informações. Ele viera para Jakku a fim de resolver um único caso, mas se enfiar naquela rede barra pesada com três senhores do crime estava totalmente fora dos seus planos.

Poderia ir até o airspeeder, contatar a Nova República solicitando proteção da marinha e sair dali para sempre. Era o mais sensato, não fosse a mulher na sua frente, que deveria estar marcada depois de abrir fogo, ao lado dele, contra um dos chefões. Para piorar, seu sexto sentido apitava em como existia algo pessoal entre ela e o tal Unkar Plutt. Ainda assim, arriscou perguntar:

― Maliakos atentou contra a sua vida agora pouco. Isto não seria suficiente para o seu departamento caçar esse réptil mal-encarado e os seus comparsas?

Rey ergueu o rosto e o olhou como se ele fosse o homem mais ingênuo do mundo:

― Por que acha que viemos para cá? ― Ben suspirou. Ela arrematou o seu chá e emendou: ― Você está certo. Eu não deveria ter ido xeretar a sua investigação. Era possível que Maliakos tivesse se contentado em fazer algumas especulações simples na cantina. Quando eu entrei, estraguei tudo e ele começou a realizar a indução Fallen em você.

― Olha, agora já foi ― ele se levantou e colocou a xícara em uma superfície plana que encontrou em meio àquela bagunça. ― Acho que devemos tentar cochilar algumas horas, já que estamos numa pequena vantagem. ― Esticou o braço e bateu na lataria do AT-AT. ― Tem algum lugar onde eu possa lavar o rosto e a boca? Esse dia me deixou com a garganta e a pele seca.

― Tem um balde com água lá fora, perto da cabeça da casa.

― Caramba, isso soou estranho! ― Ben comentou.

Rey abriu um sorrisinho acanhado. Era inédito para o investigador vê-la sorrindo sem deboche e gostou de como isto emoldurou o rosto dela, arrancando a formalidade e trazendo juventude.

― Leve uma lamparina! ― Pegou um deles no "varal elétrico" e entregou-lhe.

― Obrigado. ― Agradeceu pela... ah, ele tinha perdido as contas de quantas vezes a agradeceu no dia.

Rey aguardou-o sair para soltar o ar pelos pulmões com o mais doloroso pesar. Odiava pensar ou falar sobre Unkar Plutt, porque tudo que se referia ao seu antigo dono trazia recordações obscuras e impossíveis de abstrair da sua mente. Era o seu eterno momento de provação.

Balançando a cabeça, como se o gesto tivesse o poder de debandar coisas ruins remoendo dentro dela, tentou seguir os conselhos do seu convidado - curiosamente o primeiro homem a entrar na coisa que chamava de casa - e organizou as arrumações para dormir.

Não havia muito. Estendeu um cobertor para si na rede e abriu um colchonete velho que tinha guardado porque nunca se acostumou a dormir dele. Estendeu-o no outro extremo do quarto-sala-cozinha que era a barriga do walker Imperial.

 Ben retornou no momento em que ela voltava para a sua rede. Ali houve uma troca de olhares mais penetrante do que todas as outras vezes ocorridas durante o dia. Ela o viu com a jaqueta pendurada no ombro e apenas vestindo uma camisa branca no tronco, peça que lhe colava o tórax amplo. Os cabelos estavam um pouco molhados e os lábios, úmidos.

Ele a viu sem o coque, ela acabara de desfazê-lo. Suas mechas castanhas caíam pelos ombros e sobre um lado da testa. Os primeiros botões do uniforme desabotoados mostravam alguns milímetros do sutiã.

Rey, saindo da rotina automática de se trocar antes de dormir sozinha, por anos e anos, colocou as mãos no colo e virou o rosto para que o investigador não visse suas bochechas ruborizadas.

― Sua cama. Eu já a arrumei… - apontou por sobre os ombros.

― Hã... ― a boca dele voltou a ficar seca mesmo que tivesse acabado de molhá-la. ― Quer eu saía para se trocar? Quer que eu durma na minha nave?

― Não, não.... Apenas que... Boa noite ― desejou ao homem, antes de se deitar de uniforme e apagar a luz próximo a ela. Evitou contato visual com ele o tempo todo.



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