1. Spirit Fanfics >
  2. Páginas Criminais Galácticas - 1 (Reylo-Policial) >
  3. Vinte e Três

História Páginas Criminais Galácticas - 1 (Reylo-Policial) - Capítulo 23


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, amigos!

Voltamos aos trabalhos por aqui, atualizações seguindo normal de terça e quinta novamente, e eu só queria deixar explicado uma confusão que notei ao responder os últimos comentários. Como explicado acho que no quarto capítulo daqui, Ben não sabe que Vader é seu parente. Só colocando esse pequeno adendo pra quem não se recorda não pensar que eu omiti um pensamento sobre isso na narrativa dele, porque ele realmente não faz ideia do vovô trevoso que teve.

No mais, ótima leitura! 🙂

Capítulo 23 - Vinte e Três


Fanfic / Fanfiction Páginas Criminais Galácticas - 1 (Reylo-Policial) - Capítulo 23 - Vinte e Três

A enorme câmara abria-se na caverna principal, a frente deles e em desnível, abaixo de onde estavam. A visão que possuíam do que acontecia lá embaixo era tão ampla quanto o que ocorria em si: uma fábrica. O investigador e a policial se esconderam atrás de algumas pedras para que não pudessem ser vistos caso alguém olhasse para cima, e espiaram a misteriosa atividade operando.

Ao menos vinte capangas de Maliakos armados com bastões de choque supervisionavam uma longa fila composta pelos habitantes corriqueiros de Jakku, os kyuzos, e os seus avantajados animais, os happabores. Tratador e animal seguiam com apreensão no solo escuro, enquanto vapores quentes subiam ao redor deles. As plataformas de pedra por onde passavam estavam cercadas por lavas borbulhantes iluminando tudo em um intenso brilho alaranjado no amplo, mas fechado espaço. Acima deles, andaimes escoravam o teto.

― Que porcaria é essa? ― Ben sussurrou, espantado.

Rey aprumou-se mais para frente e estreitou os olhos tentando enxergar o que acontecia no início das filas. Um monte irradiando luz avermelhada caía por uma estrutura análoga a uma retroescavadeira e o dono do happabore em questão era instruído por um capanga sobre algo a se proceder em seguida. Se o tratador tinha dificuldade de fazer o bicho entender que ele deveria ingerir aquele montante, o bastão de choque cantava na couraça do bicho.

― Estão obrigando os happabores a comer… me parece. E é o minério está incrustado nas paredes da caverna?

O rapaz apertou os olhos como ela havia feito e estudou melhor a cena.

― É isso mesmo. Qual o sentido disso tudo?

― Vindo do fallen e sua corja, nada de bom.

― Você disse que eles eram em três. Nós estamos vendo os amiguinhos de Maliakos dominando bem as armas de choque lá embaixo. Também vimos sinais do Hutt nessa empreitada, mais cedo. Quem era o outro que você citou?

― O outro o que?

― O outro chefão. Unk de alguma coisa…

― Ah… ― claro que ela sabia que o investigador estava tentando se referir a Unkar. Na verdade, a garota se sentia aliviada porque não havia sinal do crolute naquilo tudo ― É Unkar Plutt. Eu realmente não vi nada indicando ele no meio dessa confusão ― disse sincera e evasivamente.

Ben continuou prestando atenção na trama que se desenrolava à frente deles. Os happabore grandalhões - nunca mais ia esquecer o nome daqueles bichos - estavam sendo arrastado para outra sessão da caverna após serem obrigados a comerem as pedras vermelhas misteriosas. Como a outra parte estava oculta pelas paredes da câmara, ele não conseguia ver para onde partiam, mas conseguia ver outra coisa…

― Ah, acho que temos alguém interessante se aproximando ― o investigador pegou a filmadora improvisada e apontou na direção de quem vinha lá.

Grakkus, o Hutt, caminhava com o seu corpanzil molenga na direção de onde os animais de Jakku e seus tratadores seguiam. Andava calmamente, como um chefe inspecionando a sua mercadoria em um pátio de fábrica. O chefe lesma parou ao lado de um Aqualishe e disse algo em tom de ordem, não era possível escutar nada ali em cima, só estudar as expressões corporais.

― Maldito Grakkus ― a policial resmungou, irritada.

― Eu estive pensando ― ele disse, ainda filmando ― o que os agentes da Nova República podem ter a ver com tudo isso? Digo, está meio óbvio que o que quer que esteja acontecendo, acontece bem longe de Jakku.  

― Mas os happabores são típicos do planeta e eles claramente estão sendo usados para algo aqui.  

― Bestas comedoras de areia e capim do deserto…. Por que os agentes iriam se importar com esses bichos estarem sumindo ou não? A não ser que isto no que o Hutt e Fallen estão metidos seja, realmente, grandioso.

― Você não pode esquecer que eles são domados pelos kyuzos. Esse é o melhor povo em Jakku que consegue fazer isso e-...

― O que foi? ― Ele a olhou intrigado quando ela se calou subitamente. De repente, parecia que algo havia se acendido na mente da garota.

― Como eu não me lembrei disso! Há três meses eu recebi um aviso enquanto fazia uma patrulha. Era um dia mais quente que o normal e eu estava muito cansada. Não me orgulho disso, mas como era quase a hora de eu terminar meu turno, troquei com um colega e prometi entrar mais cedo no outro dia.

“Ele foi no meu lugar averiguar. A região ficava a oeste da minha casa. O resultado foi dois kyuzos mortos com armas de laser e ninguém capturado. No dia seguinte, fui perguntar a este colega qual era a chamada e ele me contou do que se tratava. Disse também que o nosso delegado pediu arquivamento porque, provavelmente, era um caso de bandidos nômades e seria uma perda de tempo procurar um assassino que deveria estar bem longe já.

“Umas cinco semanas depois teve um caso similar, com uma outra colega policial. Morte de três kyuzos. Desta vez, o delegado não conseguiu enterrar de vez o processo como fez no anterior. Um dos mortos entregava mercadorias para um patrulheiro da Nova República e a sua morte chamou atenção. Eles entraram na delegacia, pegaram os holoarquivos e disseram que investigariam por conta própria. Aquilo tudo foi bem estranho então... acho que… acho que temos a nossa ligação”.

― Uma série de assassinatos estranhos e agentes da Nova República tomando partido nisso. Não houve nenhuma atualização de Jakku, daquele posto, para as nossas bases sobre isto. Sabe, não tenho bons instintos sobre essa confusão toda ― o rapaz suspirou, lembrando-se da delicada posição de sua mãe, a chanceler.  

― Eu também tenho a impressão de que a trama é bem maior do que imaginávamos… E eu não imaginava nada de bom.

― Será que aquele sujeito que encontramos perto da sua casa é mais um destes casos?

― É possível…. Pode haver mais, inclusive. Se os agentes da república assumiram a coisa por baixo dos panos com as autoridades de Jakku, sabe-se lá quantos dessas ondas de violência estão nos passando despercebidos.

Ben fez uma careta, frustrado.  

― Nós precisamos de melhores provas do que um hutt supervisionando um monte de happabores comendo pedras na companhia de aqualishes e seus tratadores. Algo me diz que a mágica vai acontecer depois daquela câmara, por onde eles continuam indo. O problema é: não estou vendo nenhuma chance de a gente espiar lá sem ser descoberto.

Rey olhou ao redor, ela já estava pensando em algo, e apenas externou o seu desejo:

― Eu acho que posso dar um jeito nisso, Investigador.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...