1. Spirit Fanfics >
  2. Páginas Criminais Galácticas - 1 (Reylo-Policial) >
  3. Vinte e Quatro

História Páginas Criminais Galácticas - 1 (Reylo-Policial) - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


Vamos lá que hoje a coisa tá boa!

Capítulo 24 - Vinte e Quatro


Fanfic / Fanfiction Páginas Criminais Galácticas - 1 (Reylo-Policial) - Capítulo 24 - Vinte e Quatro

― Não! ― ele respondeu, enfático.

― Desculpe, não estou pedindo a sua permissão ― Rey respondeu, mais do que disposta a dar sequência no seu plano.

A ideia veio quando a garota viu o andaime preso ao teto da câmara, logo adiante. Uma coluna gradeada instalada às pedras, que servia para acoplar o equipamento maior, responsável por pegar montantes do minério vermelho das cavernas e separá-los em pequenas e médias porções. Como a estrutura toda era uma parafernália robusta, três colunatas em vertical e três em horizontal sustentavam-na.

Acontece que uma daquelas colunas estava próxima a eles, e se Rey andasse devagar por alguns metros rente a uma fenda nas rochas, conseguiria entrar no apertado espaço dela. Por isso era ideal o corpo da policial para esta tarefa, o investigador nunca conseguiria entrar ali com aquele tamanho todo de homem.

 Uma vez lá dentro, e, não poderiam esquecer, portando a filmadora rudimentar, a chance de a jovem conseguir registrar algo mais importante e escuso naquelas dependências, poderia ser bem maior, afinal conseguiria ver o que acontecia na próxima câmara.

Era simples e perfeito; ninguém levantaria a cabeça para enxergá-la lá em cima.

― É perigoso! ― Solo exclamou, puxando-a consigo para trás das pedras para que pudessem discutir o fato.

― Eu sou uma agente da lei, tenho de me acostumar com o perigo. Se quisesse viver uma vida de segurança teria me tornado, hã…. Ah, não há nada que eu pudesse ter me tornado em Jakku que garantisse a minha saúde.

― É claramente diferente disto ― apontou na direção dos andaimes ― Sabe voar? Acho que não. Sabe como não morrer num rio de lava? Também acho que não.  ― Ele bufou afastando uma mecha de cabelo dos olhos.

A preocupação do homem a comoveu. Não era uma disputa entre eles, como ela acharia a até algumas horas atrás. Ben estava preocupado com a vida dela e Rey não tinha costume de ver as pessoas preocupadas com a sua vida. Isso tão pouco possuía algum valor nas suas origens, em Jakku.

Intimamente, a garota também cultivava maus pressentimentos sobre tudo aquilo, contudo o senso de terminar o caso como vitoriosos falava mais alto. Como ele, estava ultrajada e esgotada pela folga dos chefões do crime do seu planeta, em levarem as coisas debaixo dos narizes das autoridades. Pior, jogando as autoridades de lado para alcançar os vis objetivos.

― Tem uma sugestão melhor, Ben? ― O indagou calmamente.

Ele ergueu o rosto e a encarou longamente. Claro que não havia sugestão melhor, eles sequer sabiam se terminariam o dia vivos.

― Quero que saiba que este não é o meu jeito de fazer as coisas… Lembra daquele manual idiota que você decorou?  

_ O Manual Anticrime da Nova República.

― Essa porcaria mesmo ― ele concluiu ― Qual o segundo artigo?

― Zelar pelo bem-estar das pessoas, mas sem esquecer do nosso.

― Exatamente!

― Mas o primeiro é: Nunca esquecer o seu dever de servir e proteger. 

Ben teve de sorrir, mesmo que fosse um amargo sorriso. Aproximou-se dela, que olhou para cima para acompanhar os seus olhos castanhos, com desafio.

― Você é impossível, garota. Me tirou do sério tantas vezes e em tão pouco tempo.

― Será que seria alguma surpresa se eu lhe contasse como foi recíproco?

Ele balançou a cabeça, ela revirou os olhos e eles admitiram nos gestos o quanto a investigação fora uma montanha russa de sensações para ambos. Entre ambos. Ainda estava sendo…

― Vai dar certo ― ela ergueu a mão e o tocou no braço.

O rapaz fechou os olhos e percebeu que não havia como vencer esta batalha. Se fosse qualquer outro parceiro ali, a causa poderia ser revertida, mas nunca com a senhorita implacável que o acompanhava agora.

― Me deseje sorte, Investigador ― a policial pediu. O homem não abriu os olhos e não demonstrou nenhuma ação. Ela começou a se afastar, resignada, para o seu destino.

Então ele a puxou pelo braço. Um movimento rápido e decidido, trazendo-a para junto de si. Rey não teve tempo de reagir quando ele colou seus lábios nos lábios dela, o que foi apenas um selinho macio e com gosto de sal, estavam os dois apanhados de suor, mas surpreendente em muitos níveis. Ninguém nunca havia chegado tão perto daquela garota de Jakku e despertado algo tão explosivo dentro dela. Seu coração bateu enlouquecido pelo modo como ele findou a tensão crescente entre eles. Quando a tocou com a sua boca.

― É para dar sorte ― Ben respondeu, se afastando com cautela, depois de ter roubado um beijo da policial. Ele nunca cometeu um gesto tão abusado com nenhuma mulher, e só o fez porque não tinham mais nada a perder, poderiam estar mortos dali a alguns minutos, e porque ele queria muito cometer aquela pequena travessura com ela. Talvez este desejo estava latente desde que ela o nocauteou ao chão, quando se conheceram mais cedo.

Rey ficou alguns segundos sem reação, absorvendo o atrevimento dele. Deveras tímida, deu-lhe um sorriso cúmplice e encaminhou-se para as fendas, mais confiante da missão auto imposta. O investigador caminhou para onde podia vê-la e ficou torcendo que o plano maluco desse certo.  

Ela colocou um pé e depois o outro, e se arrastou no pequeno espaço, com algumas pedrinhas caindo no abismo laval lá embaixo. Olhou para frente, respirando fundo e evitando o medo. Precisava voltar para onde seu parceiro investigativo estava com as novas provas. Quando tudo passasse iria perguntar porque ele fez aquilo - se a timidez deixasse - e, quem sabe, saírem para beber algo em Jakku. É, podia fazer isso mais tarde. Era só vencer essa etapa, investigar com afinco e prender os bandidos. Apenas isso…

Pulou sobre o andaime com algum desespero quando chegou lá e entrou dentro da grade. Como ficava ainda mais quente ali em cima, limpou o suor da testa duas vezes ao se arrastar pelo apertado espaço, de gatinhas. Quando achou o espaço adequado para permitir investigar o outro lado da caverna, parou, virou-se e ajeitou a câmera nas mãos. Erguendo a cabeça, olhou na direção de onde Ben havia ficado. Ele lhe acenou, aliviado. Rey também se sentiu mais aliviada porque cumpria pelo menos metade do objetivo…

E aí aconteceu, a coluna de ferro rangeu raivosa nas extremidades e toda a sorte mudou para eles.  



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...