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História Páginas Criminais Galácticas - 1 (Reylo-Policial) - Capítulo 9


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Notas do Autor


Oi, queridos!
Vamos lá para mais uma semana de atualização?

Preparar os blasters e simbora ler!

Capítulo 9 - Nove


Apertando o manche com vontade, o KORO-2 ganhou a velocidade que precisava para colocar os dois passageiros dentro dele em temporário alívio. Rey suspirou profundamente e guardou o blaster, que vinha segurando firmemente até esbranquiçar os nós dos dedos, de volta no coldre. Ela devia ter escutado o seu corpo, não a mente teimosa, e voltado para a casa assim que terminou o turno.

Ben Solo desligou as luzes dianteiras do veículo e seguiu em total camuflagem, no deserto escuro.

― Deixa eu só adivinhar, policial Rey ― comentou, falando devagar ― Nós não vamos poder ir para a delegacia ou reportar o que houve aqui aos seus superiores?

Rey acabava de descobrir que odiava a perspicácia do homem ao seu lado, e odiava porque significava que ele não era tão bronco e metido como aparentava ser. Havia uma bagagem de conhecimento de causa sobre os seus ombros largos… e empoeirados. Tudo isso, com certeza, fazendo dele essa figura intragável.

― No momento não seria uma escolha muito sábia ― ela admitiu, envergonhada por se ver obrigada a expor a corrupção corriqueira dentro do departamento de polícia de Jakku.

― Eu realmente esperava que você me xingasse neste momento e dissesse que a banda não toca aqui como toca no resto da galáxia. ― O investigador lamentou.

― Ainda posso te xingar.

― Se isso vai te fazer se sentir melhor…. Olha, percebi que há uma tremenda enrascada envolvendo essa investigação. Não faz nem seis horas que estou aqui, já me encontrei com um chefão do crime organizado e fui arrastado para uma tentativa de assassinato. Sabe, é melhor que comece a me dizer algumas coisas, afinal também não é nada típico uma policial exemplar como você me pareceu ser à primeira vista, passar batido ao lado de um Fallen criminoso como o fez ainda há pouco, na cantina.

O veículo lutou para cortar as rajadas de vento noturna através das dunas enquanto Rey estudava as suas opções. Não havia muitas que não envolvessem confiar, do seu jeito ressabiado, mas confiar, no agente governamental.

― Nós precisamos ir para algum lugar seguro primeiro. Vamos para a minha casa.

― Acha mesmo que é seguro? O departamento tem o seu endereço, não tem?  

― Não ― ela coçou os olhos, exausta ― Minha verdadeira casa. Apenas se mantenha assim e eu vou lhe indicando por onde seguir.

― OK… ― Ben não tinha muitas alternativas por hora.

Obedeceu aos comandos dela.

Está bem, ele deveria admitir, a garota finalmente conseguiu impressioná-lo de alguma forma desta vez. Na expectativa de um casebre caindo aos pedaços em outro subúrbio do planeta, entre ruas carregadas de lixo e emaranhados de habitações irregulares, Ben Solo teve de controlar a surpresa - e animação - ao ver onde ela o levou.

Era um walker Imperial, um AT-AT, abatido bem no meio da areia, parcialmente soterrado e fora de combate há muitos anos, como foi com o star destroyer avistado mais cedo. 

Seu lado menino o empolgou por um instante, porque sempre viu imagens, fotos e até alguns daqueles destruídos a longas distâncias em suas viagens com a família ou a trabalho, mas nunca assim, tão perto e tão imenso. Uma arma de terror colossal e blindada carregando dezenas de soldados e speederbikes, avançando inexoravelmente no campo de batalha. Han e Chewbacca haviam lhe contado histórias sobre àquela besta.

―Feche a boca, Investigador. Vai entrar um punhado de areia nela se mantê-la assim, escancarada ― Rey brincou, vendo a expressão do homem para o que a jovem conhecia como o lar.   

― Você mora nessa coisa? Com a sua família?

― É, essa é a minha casa. Registrei outro endereço quando me cadastrei na força policial, entretanto nunca saí daqui. Pode ser esquisito, só que viver na barriga do walker me causa mais segurança do que qualquer outro lugar em Jakku.

― Cabe todo mundo aí? ― Ele continuou a questionando. Estudando os detalhes do AT-AT auxiliado pelas luzes do KORO-2 estacionado à frente, vislumbrou o diâmetro avantajado das pás responsáveis por botá-lo em pé e calculou como elas ultrapassavam fáceis o seu um metro de noventa de altura. 

― É enorme por dentro. Ao menos para mim ― ela deu de ombros. Então perguntou, franzindo o cenho para ele ― Todo mundo quem?

― Sua família?

― Moro sozinha. ― Disse rapidamente ― Seria mais prudente o investigador desligar as luzes do seu airspeeder e me acompanhar para o interior dele. Somos um alvo nessa escuridão ― avisou e, em seguida, se agachou e entrou pela escotilha da barriga do walker Imperial.

Ben revirou os olhos ao ver que teria de se arrastar pelo chão novamente naquela noite e foi desligar as luzes. Quando voltou, se orientou por uma fraca luminosidade na escotilha provinda do lampião que Rey acabava de ligar lá dentro e sumiu na fera de metal com ela. 

 O interior do lar da policial era dicotômico e simples. Uma rede, que ele logo descobriria se tratar da cama dela, cruzava da coluna vertebral metálica da coisa até a parede ao lado da escotilha, pendurada numa reentrância soldada. O chão era parte metal e parte areia. O fogão ficava no extremo oposto, um pilar da altura das suas pernas com um fogaréu tamanho-mini e duas panelas em cima. Rumo a traseira, duas cadeiras de tecido gasto e alguns capacetes de pilotagem como penduricáreis, acima dos móveis. Três lamparinas artesanais iluminavam o recinto enquanto alçadas por um fio elétrico atravessando todo o teto. Mais ao fundo, a única coisa organizada por ali: a prateleira dela com o certificado da Academia e seus uniformes limpos e passados, destoando do caos reinante ao redor.

― Então este é o seu lar?

― Você já perguntou isso. É bagunçado sim, eu venho pouco para cá! ― Saiu se justificando. Realmente, a coisa andava desorganizada, repreendeu-se mentalmente ao chutar um sutiã para trás do computador de luta de uma Y-wing que usava como aparador de vaso. ― Mas você não está aqui para reparar nisso, não é?

Ben lembrou como sua mãe havia dito que era indelicado reparar na casa de alguém quando se era um convidado para dentro dela e resolveu olhar para a moça:

― Não estou, me desculpe. Vou me sentar para escutá-la, porque encontramos nosso espaço tranquilo para tal. Me conte tudo que sabe.


Notas Finais


E aí, o que será que a Rey vai contar? Ben parece que já chegou chegando no cafofo dela 😁

Até a próxima!


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