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História Pai de nove - Capítulo 1


Escrita por: e cowgyul


Notas do Autor


Oi oi oi

Voltei com mais uma family friend (de novo). Acho que tô viciada em escrever fic assim, é muito bom

Já queria avisar que faz mto tempo que eu escrevi essa fic (uns 2 anos) e que os primeiros capítulos estão com o meu tipo de escrita antigo, então pode não estar muito bom. Eu mudei algumas coisas aqui e ali mas nada demais

Enfim, boa leitura <3

Ps: sempre que os capítulos se iniciarem na visão do Hyunsuk, nós vamos ter um tipo de "conselho" que ele vai dar. Apenas leiam e vcs vão entender

Capítulo 1 - As faces de um pai solteiro


Ame sua família acima de tudo.


– Asahi pelo amor de Deus solta o cabelo do seu irmão - pela milésima vez desde que eu vi Asahi grudado no cabelo do Jihoon, pedi.

– Não vou soltar até fazer a saia que ele rasgou com essa vassoura loira que ele chama de cabelo.

Hanada Asahi era o típico garoto que desde quando eu pus os olhos nele pela primeira vez, sabia que ele era diferente de todos os outros apenas pela a minha intuição. A começar que quando ele tinha, sei lá, uns 5 anos, brincava de boneca com as garotas no parquinho ao invés de ir brincar de carrinho como seus outros irmãos faziam. Aos 6 começou a pedir pra usar saias e vestidos, e é assim até os dias de hoje, valendo lembrar que ele tinha apenas dois aninhos quando apareceu na minha porta. E apesar de ser pai dele, eu nunca o julguei nem nada, muito pelo contrário, o ensinei que não é feio nem errado menino gostar de usar rendas e saltos. Eu tenho orgulho de dizer que, sim, um dos meus filhos mais velhos é gay e crossdresser.

Asahi é e sempre foi um garoto muito amável e gentil, era o meu menininho de ouro assim como todos os outros, mas mexer nas saias dele era outra história. O Hanada não deixava eu pegar nas roupas dele nem pra lavar. 

– Você tira as mãos do meu cabelo, Barbie falsificada - Jihoon tentou bater no rosto do Hanada, mas falhou miseravelmente. 

Park Jihoon era o exemplo perfeito de filho/irmão capetinha que tinha em qualquer família. Adora pregar peças nos irmãos mais novos e nos irmãos mais velhos, às vezes, sobra até pra mim. Tentar fazer esse menino parar de agir como uma criança e fazer ele procurar um emprego? Tentei.

Deu certo? Não, então vamos levar isso como uma desistência. 

– Ai meu Deus - murmurei - JUNKYU ME AJUDA AQUI! - gritei. 

– Tô ocupado, muito ocupado.

Diferente de Asahi, Junkyu não gostava de usar saia nem nada do tipo, na verdade ele era bem hétero, ainda por cima daqueles que se vê um grupinho de garotas passando na rua conta quais delas ele já pegou. Toda semana ele chega com uma garota nova em casa me chamando de sogro, eu juro que não criei meu filho assim.

– Pai Suk! - Doyoung veio correndo até mim e me abraçou apertado, chorando. 

Kim Doyoung era o que eu gostava de chamar de filho Cry Baby, porque ele chora por tudo. Semana passada ele foi no shopping com o Junkyu e chorou porque o filme que ele queria assistir já tinha saído de cartaz. Teve uma outra vez que ele também chorou por causa das cobras só porque elas não tinham bracinhos. Ainda não sei de onde ele puxou esse lado tão... Sensível.

– O que aconteceu?! - perguntei preocupado, apesar de saber que não era nada.

– O Hyuk ele... - soluçou - Ele me bateu! - disse alto, mostrando o hematoma roxo que provavelmente foi causado por um soco do irmão.

– Não faz a egípcia quando foi você que começou! - Yoon Jaehyuk era... Bom, Yoon Jaehyuk era o filho confusão e também o caçula. Não há um dia que eu não sou chamado na diretoria na escola que ele estuda junto com o Doyoung, Asahi, Jihoon e Jeongwoo e são sempre os mesmos motivos. Ou é porque os meninos do terceiro ano ficam zoando o jeito que ele fala, ou porque ele é provocado, ou porque ele tem o pavio curto e já sai metendo a porrada em quem apenas olha torto pra ele.

A última vez que eu fui chamado lá - foi ontem, vale ressaltar - foi porque ele queria proteger Asahi do bullying que o Hanada estava sofrendo.

– Quem te provocou foi o Jeongwoo e como ele conseguiu fugir quem apanhou foi eu! - Doyoung rebateu, quase me deixando surdo com o tom que usou.

– Quem já está difamando a minha pessoa em pleno sábado de manhã?

Jeongwoo, por mais incrível que pareça, era o mais tranquilo de todos os meus nove filhos. Passava mais tempo cantando na rua do que em casa fora, então é claro, ele não ficava muito tempo com os irmãos, fora às vezes que Mashiho o acompanhava. Seu único problema era que ele adorava provocar a paciência dos outros, isso quando Jihoon não tinha tempo pra fazer.

Mas mudando de assunto, eu também amava cantar, tinha o sonho de algum dia ser um rapper famoso e foi assim que eu conheci minha ex-esposa aliás - espero que os meninos não descubram isso, eu sempre menti quando me pediam pra contar nossa história -, mas eu tive que desistir do meu sonho porque acabei virando pai de 9 crianças que hoje em dia são adolescentes lindos e educados - só quando eles querem, cof cof -. Minha esposa sumiu algum tempo depois dizendo que “viver pra cuidar de criança” não era pra ela, e desde então a gente nunca mais se viu. Eu tinha um emprego estável, ganhava um salário bom e conseguia sustentar a todos sem maiores preocupações na época, mas, parece que ela levou tudo isso na mala quando me deixou, exceto nossos filhos.

E mesmo assim, se me colocassem pra escolher entre a minha vida financeira estável naquela casa espaçosa no subúrbio de Seul mas sem os meus menininhos pra alegrarem minha vida com as situações que eles criavam no dia a dia e o meu estado atual, eu com certeza preferia continuar desempregado e morando na periferia de Seul.

Eu era capaz de fazer qualquer loucura por eles, do mesmo jeito que eles fariam por mim.

Nós não tínhamos nenhum tipo de laço sanguíneo, mas mesmo assim éramos mais unidos do que muitas famílias por aí. Apesar das dificuldades e diferenças, nós nos entendíamos. 

Às vezes, mas nos entendíamos. 

O Asahi já correu atrás do Jihoon e do Jeongwoo com um salto na mão dizendo que ia bater nos dois quando eles pregaram uma peça nele assim que o Hanada saiu do ensino fundamental? Já, mas isso é união.

Vale constar que eu obriguei ele a pedir desculpas pro Jeongwoo e pro Jihoon depois de ter dado uns bons tapas nos três. 

– Minha nossa... - Yedam murmurou assim que entrou na sala, com suas típicas roupas pretas e sua cara de “vocês são estranhos” - É sério que eles - o Bang apontou para os irmãos que estavam ali - Foram abandonados na mesma porta que eu? 

Bang Yedam, na minha opinião, era o mais difícil de se lidar dos nove porque não aceitou muito bem quando a “mãe” foi embora. Ele era muito apegado a ela porque ela era a única que o entedia de verdade e solucionada seus problemas, além de dar mais atenção à ele do que os outros, então estava na cara que ele ia ficar mal quando descobrisse que a mãe dele não ia mais voltar.

É notável sua expressão de esforço, como se tentasse esquecer a falta que a mãe faz, mas, as coisas não funcionavam assim. Yedam era o mais apegado a mãe, a maioria dos os outros eram muito novinhos quando ela nos abandonou e ingênuos demais pra entenderem o que aquilo significava, assim como o próprio Bang, e Mashiho, o mais velho dos nove... Ele nunca gostou muito da mãe e eu nem sei o motivo.

No entanto, Yedam não é assim todos os dias, ele sempre reclama da falta de noção de todos os seus irmãos, mas nunca percebeu que às vezes faz até pior. E é isso que me deixa feliz.

– Meu Deus do céu que bagunça era aquela no quarto de vocês?! Eu quase me perdi no meio de tanta roupa e resto de comida - Mashiho entrou na sala reclamando com dois sacos de lixo na mão provavelmente retirados do quarto que os mais novos dividiam, tão típico dele. Todo mundo já estava acostumado com os surtos dele por organização e limpeza - Tinha uma fatia de queijo grudada no teto! Vocês sabem o quão difícil foi pra desgrudar aquilo de lá de cima?!

– Também, olha o seu tamanho - Jihoon provocou a paciência do mais velho.

Como eu havia dito antes, Takata Mashiho, meu filho mais velho, era um surtado por limpeza e organização. Eu não reclamava daquilo, muito pelo contrário, amava, admirava e às vezes até mostrava pra ele onde tinha sujeira pra ele ir limpar, mas, às vezes era chato sabe? Ele não podia ver uma coisinha milimétricamente fora do lugar que já começava surtar dizendo que os irmãos dele não sabiam ser organizados e limpos.

– REPETE! - Mashiho ameaçou ir pra cima do Jihoon.

– Qual é! Já tá todo mundo cansado disso, Mashi hyung. Por favor dá um tempo - Haruto, que até então estava quietinho no sofá cochilando no meio daquela baderna, disse, se intrometendo no meio da conversa com a sua tradicional cara de tédio. 

Watanabe Haruto era o deboche em pessoa, adorava atiçar uma confusão mais do que cuidar de si mesmo, mas ouse colocar o nome dele no meio da conversa pra ver se as coisas não tomam um rumo completamente diferente. Jaehyuk que tinha o papel de filho encrenca, mas Haruto não estava muito atrás, além de amar uma fofoca.

– Tinha um rato morto embaixo da sua cama, Haruto - Mashiho respondeu com uma expressão de tacho. 

– O Junkyu jogou ele lá quando entrou no quarto na semana passada - Haruto disse, indiferente. 

– Então foi lá que colocaram o Romeu! - Jihoon concluiu em um tom alto assim que Mashiho terminou de falar, iniciando uma discussão pela quarta vez só naquela manhã. 

Sim, meus filhos eram doidos. Mas eu era mais doido ainda.

Eu os acolhi, os amei como se fossem meus filhos de sangue, então sim, eu era pai deles.


E tenho orgulho de falar que no meio da bagunça da minha vida, eu tenho nove pessoas que nunca vão me deixar desistir.


Notas Finais


Tenho mais 6 capítulos prontos, vou postar um por semana e quando eu postar eles seja o que Deus quiser kkkkm

Até mais!!!


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