História Pai do Ano - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Park Bo-gum, Red Velvet
Personagens Irene, Kim Taehyung (V), Park Bo-gum, Seulgi, Wendy
Tags Bangtan Boys, Btsvelvet, Dia Dos Pais, Park Bogum, Red Velvet, Seuldy, Taehyung!father
Visualizações 16
Palavras 2.293
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Famí­lia, Fluffy
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - .único - o melhor pai do mundo


Fanfic / Fanfiction Pai do Ano - Capítulo 1 - .único - o melhor pai do mundo

Único - Melhor Pai do Mundo


Seulgi ouvia seu grupo favorito tocar no rádio, enquanto andava rapidamente pelo quarto. Novamente, não sabia onde estavam seus sapatos e sabia que não poderia mais se atrasar caso quisesse sair.

Pequenas batidas soaram contra a porta do seu quarto, fazendo com que a garota se assustasse. Ela abriu a porta e se deparou com seu pai, sorridente, com um par de tênis Vans nas mãos:

-- Acho que a Cinderela deixou os sapatinhos no andar de baixo …

Kang nem se importou de responder seu pai, tomando os sapatos pretos das mãos do homem à sua frente. Calçou-os rapidamente e agarrou a bolsa estendida por sua cama, descendo rápida até a cozinha.

-- Você sabe que Seungwan não vai sair correndo, não? - Taehyung olhou para a filha, que arrumava sua franja milimétrica em frente ao reflexo do microondas - Dessa maneira, vai assustar a garota.

-- Ela não corre, mas a mãe dela … - por mais que tentasse, o comentário ainda saia ácido de sua garganta. A garota não se sentia bem em difamar tanto a mãe da garota que amava, mas era quase uma Missão Impossível.

Foi só quando se sentiu satisfeita com seu visual que Seulgi encarou seu pai, vislumbrando o rosto com algumas poucas rugas da idade sorrindo como se não houvesse amanhã:

-- Você está igual a ela. - Seulgi sabia quem era ela. Por mais que não tivesse memórias vivas, sabia muito bem que era a cara de sua mãe.

-- O senhor está arrumado? - a garota indagou, vendo o blazer das ocasiões especiais sendo colocados sobre os ombros de seu pai.

-- Claro, você também deveria tentar.

Então a menina entendeu a mensagem. A mesa do jantar estava posta, com alguns talheres vermelhos (cujo os dois só utilizavam no dia do aniversário de alguém) e seu pai exalava o perfume caro da Calvin Klein que Seulgi havia lhe dado no dia dos pais.

-- O senhor vai sair com alguém? - quase gritou; a ideia do pai saindo com alguém era quase tão assustadora quanto a da mãe de sua namorada descobrir sobre o relacionamento das duas.

-- Não, preciso resolver algumas pendências e pretendo fazer isso hoje. Nada mais convidativo do que Soondubu!

A garota olhou de lado para o pai, pendendo entre acreditar ou não na veracidade de suas palavras. Mas não teve muito tempo para pensar na situação, porque a buzina soou do lado de fora, lhe arrancando dos pensamentos:

-- Minha nora está na porta! - antes mesmo de Seulgi, Taehyung correu para a porta, abrindo-a e visualizando a garota recém ruiva, com os cabelos em uma coloração escarlate forte. Logo lhe deu um abraço firme, segurando na cabeça com uma das mãos, da mesma maneira que abraçava a filha - Que saudades, garota!

-- Pai! Solta a Wendy! - Seulgi apareceu ao lado da porta, olhando na direção dos dois.

-Okay, me desculpe! Deixo sua namorada só para você.

Wendy simplesmente adorava quando visitava o pai da Kang. Era impressionante a facilidade que ele tinha de fazer todos a sua volta sorrirem, como se não se importasse com nada. Além disso, mesmo sendo um coreano nato do interior, ele aceitou de bom grado o relacionamento dela com a filha única.

Isso aquecia o coração da Son.

-- Bom, acho bom vocês irem logo! Vão aproveitar! E não voltem antes das 02:00! É uma ordem! - ele empurrou a filha na direção da namorada, enquanto via as duas entrelaçarem os dedos e irem na direção do carro, antes de fechar a porta por completo.

Taehyung correu os olhos pela sala, vendo algumas coisas ainda não arrumadas, mas não se preocupou com aquilo - ele queria que a conversa durasse o mínimo de tempo possível.

Verificou a comida na panela, aspirando o aroma tão delicioso que o frango expelia.

Enquanto arrumava os talheres da mesa, a campainha soou pelo cômodo, fazendo que um arrepio pelo susto percorresse a coluna do homem. Respirando fundo, ele foi na direção da porta e recepcionou sua visita:

-- Olá, Irene. É bom recebê-la em minha casa.

-- Não precisa ser tão formal. É só dizer o que quer logo, não pretendo gastar muito tempo. Posso entrar? - a resposta fria e nervosa da garota demostravam o quão irritada ela estava por estar naquele lugar.

Mesmo assim, o sorriso de Taehyung não abandonou seu rosto e ele a guiou até a cozinha, onde o prato especial de sua família estava a sua espera.

Como um cavalheiro, o Kang puxou a cadeira para Joohyun, que sentou-se e o encarou séria, esperando que terminasse de se servir:

-- Acho melhor comermos agora, antes que esfrie. Seria uma pena desperdiçar uma comida tão apetitosa. - Taehyung disse, servindo-se de uma boa porção da receita que havia aprendido dos pais, esperando que a garota a frente reproduzisse sua ação.

Por educação, Joohyun pegou uma pequena porção e experimentou - praguejando mentalmente por gostar da receita.

-- Tenho certeza que não me chamou aqui para tratar de receitas culinárias, sr. Kang. Então peço que vá direto ao ponto, eu preciso terminar …

-- Não se preocupe com nossa conversa ainda, apenas coma. Não gosto de discutir com a barriga vazia e é ótimo estar em sua companhia. - Taehyung tentava soar o mais gentil que podia, com palavras cordiais e amostras que não possuía segundas intenções.

Demoraram, em média, 15 minutos para finalizarem a comida. Estavam devidamente satisfeitos no físico, mas a mente era inquieta e pregava-lhe peças:

-- Bom, a senhora estava certa quanto ao fato de que não lhe chamei aqui por causa de comida. Eu gostaria de falar sobre sua filha, sra. Bogum. - Taehyung iniciou a conversa, tentando soar com o máximo de cortesia que conseguia. Mas soube que havia feito algo errado quando citou o nome do amigo de longa data.

O casal estava separado há três meses.

-- Apenas senhorita Bae. Já adquiri meu antigo nome de solteira novamente e adoraria que o senhor utilizasse. E sobre o que exatamente o senhor quer falar sobre Seungwan, sr. Kang?

-- Perdoe-me pelo equívoco quanto ao seu nome, não acontecerá novamente.

-- Assim espero.

-- Mas o assunto que tenho para tratar sobre sua filha é de extrema delicadeza.

-- Prossiga.

Taehyung levantou-se da cadeira, enquanto percorria a cozinha para observar os detalhes que não eram atentos no cotidiano. O rodapé estava desbotando, o teto tinha uma pequena mancha vermelha - uma peripécia de um dia tentando cozinhar uma receita italiana de macarrão que aprendera com o avô. Pegou um pequeno porta-retrato com fotos suas e de sua filha (tinham vários espalhados pela casa) e sorriu:

-- Você conhece minha filha, srª. Bae? - o rosto de Irene, que já não apresentava sorrisos, se escureceu ainda mais.

-- Uma linda garota.

-- Sim, tem a quem puxar. A mãe sempre foi linda, sua filha seria tão quanto. - ele deixou a foto no balcão de madeira, enquanto encarava a garota, ainda sentada - A mãe de Seulgi morreu no parto. Desde então, eu e ela somos uma única família.

“Eu sempre tive medo de não saber demonstrar direito o quanto Seulgi seria amada. Houveram diversos problemas - a começar pela amamentação. Foram longos meses até com que eu me acostumasse ao ritmo frenético da vida de um pai. Mas sempre obtive êxito e hoje minha garota me traz muitos orgulhos.”

-- Fico feliz que sua filha seja um bom exemplo, mas se era apenas para se gabar de seu trabalho como pai, acho que não tem mais nada que eu …

-- Irene, você já se apaixonou? - a pergunta direta e simples fez com que a mulher o encarasse.

-- O que você quer dizer com isso? Mas é claro!

-- Quer dizer que já sentiu aquele sentimento tão bom, mas ao mesmo tempo, tão mau! Já sentiu as mãos suarem quando pensa em alguém ou quando vê aquela pessoa andando, se sentindo quase levitar? Já sentiu seu coração quase parar quando essa pessoa chega perto? Seus olhos brilharam por alguém?

A mulher ficou calada por alguns minutos, não sabendo se deveria responder aquela questão.

Taehyung sentou a sua frente, olhando-a o esperando uma resposta:

-- Sim, eu já me apaixonei. - ela admitiu, em sussurro.

-- Sabe que sua filha também o fez, certo?

-- Você sabe que é errado.

-- O que há de errado com o amor, Bae Joohyun? - Taehyung indagou, apertando seus dedos com um pouco de força, fazendo que eles ficassem brancos pelo corte sanguíneo. - Não tem nada de errado com o sentimento da sua filha.

-- Garotas não foram feitas para ficarem com outras garotas, Kang Taehyung. É assim que é o certo.

-- É assim que te ensinaram. Sua filha é algo errado? Já cometeu alguma infração, como roubo ou consumo de drogas? Já agiu mal contra você ou contra Bogum? Ela fez algo que foi contra tudo que você ensinou, como modos?

-- Não.

-- Então por que acha que apenas o fato dela amar outra garota a torna um monstro?

-- Eu nunca chamaria minha filha de monstro! - a mulher se levantou, apontando o dedo na face de Taehyung. Seus olhos já estavam um pouco úmidos e a ponta do nariz estava ficando vermelha. - Eu a amo mais do que já amei qualquer pessoa, qualquer coisa. Eu faria qualquer coisa por ela, então não duvide.

-- Então por que continua a insistir em ensiná-la como se fosse algo errado? - Taehyung também havia se levantando, mas tinha um melhor controle de si e não estava tão alterado.

-- Porque eu sei que lá fora, as pessoas não vão pensar da mesma forma que você pensa, sr. Kang. Elas são más e não medem esforços para machucarem e despedaçarem jovens que sonham. Eu me preocupo com ela! - a mulher caiu em prantos, sentando-se na cadeira de madeira logo atrás, com as mãos sobre suas lágrimas nervosas.

Taehyung rodeou a mesa, parando ao lado da mulher. Afagou-lhe o ombro esquerdo, como um gesto de conforto:

-- Já pensou que sua filha acha que não é o suficiente? Eu já a vi, Joohyun. Vejo nos olhos dela o pavor e receio que ela tem por você. Não achou justo que um filho demonstre isso a um pai.

-- Ela acha que eu sou um monstro?

-- Não, mas ela não tem confiança em ti. Sabe, é complicado. - o homem puxou uma cadeira, sentando-se e olhando para a mulher que ainda chorava. - Eu sei muito bem o medo que você sente. Sei que Seungwan é o único bem precioso que você morreria para preservar; eu também agiria da mesma forma com Seulgi. Mas você precisa saber que ela precisa de você ao lado, mais do que nunca.

“O brilho no olhar daquela garota quando vê minha filha … eu sinto aquilo, eu sinto aquele sentimento. E sei que, tanto quanto sua filha ama a minha, a minha Kang ama sua Wendy. Então, por favor, você não precisa concordar com minha opinião, mas encerre esse sofrimento. Não deixe sua filha desamparada nesse mundo tão cruel.”

A mulher continuou chorando após as palavras do Kang, enquanto ele afagava suas costas e lhe oferecia um copo de água, sempre tranquilizando-a.

-- Por que me chamou aqui? Digo, por que quis me contar isso? E se eu não concordasse com isso?

-- Elas, provavelmente, se separariam pela sua pressão. Mas tenha certeza, isso só iria ruir sua casa.

Joohyun olhou para Taehyung, vendo a veracidade com que ele pronunciava cada palavra, e sentiu-se impotente por negar o apoio a filha quando ela mais precisou.

Tinha medo, era verdade. Muito medo - o mundo sabia ser cruel quando queria. E ela não queria que sua filha sentisse a ira do planeta sobre suas costas.

Seungwan continuaria a pequena criança para sua mãe. Mas ela havia crescido e negar isso era como negar sua própria existência, seu próprio cerne.

-- Obrigada. Não acho que tenha me compactuando de toda a situação, mas entendo o que quer dizer. Dar as costas quando ela mais precisou …

-- Não se preocupe! Você ainda tem muito tempo. Não precisa correr atrás para resolver em minutos; evolua aos poucos, entenda aos poucos, se perdoe aos poucos.

Por fim, Taehyung acompanhou a Bae até a porta, sabendo que havia feito o que deveria fazer, para deixar que sua filha também tivesse um final feliz.


[...]


-- Não pode abrir os olhos ainda! - Seulgi ralhava com o pai, que tentava espiar a sala, pela transparência das vendas.

-- Por que cegar o próprio pai? Isso é agressão ao idoso! Eu vou te denunciar, Seulgi! - Taehyung retrucou, parecendo uma criança de 5 anos, com feições birrentas e vocês meigas. - Ainda não chegamos?

-- Só mais alguns passos! Estamos quase lá!

Os dois caminharam lado a lado, em silêncio. Seulgi se concentrava no caminho; Taehyung tentava adivinhar onde estava.

-- Pronto, agora pode abrir!

Assim que tirou as vendas, sentiu a claridade queimando seus olhos. Só após alguns segundos, conseguiu enxergar novamente.

Havia um bolo sobre a mesa de madeira, ao centro, com algumas pessoas rodeando-as. Estavam com chapéus de aniversário em suas cabeças e com língua-de-sogra, soprando e fazendo muito barulho no quintal de sua casa.

Mas o que lhe era mais perceptível e fez soltar algumas lágrimas de felicidade: a Casa da Árvore.

Havia construído junto a mãe de Seulgi, para deixar com que a filha brincasse e se divertir com a pequena construção.

Mas, desde quando o incidente aconteceu, a casa se deteriorava aos poucos, até ser um amontoado de madeira que teve que ser retirado, por questões de segurança.

E, agora, havia outro. A mesma maneira e os mesmos detalhes, com a mesma cor bege estampando todas as paredes  

-- Não acredito nisso! - Taehyung disse, se beliscando duas vezes para ver se não sonhava.

-- É nossa casa de madeira! Seungwan me ajudou a construir novamente, e, bom, espero que tenha gostado do resultado

-- Gostado? Eu amei! - o mais velho pulou até a filha, abraçando-a e sentindo seu coração disparar.

-- Nada mais justo para o melhor pai do mundo!


Notas Finais


Sinto que poderia ter colocado mais coisas, mas esse plot está tão bem guardado na minha gaveta que eu senti a necessidade de postá-lo nesta data tão especial!

Feliz dia dos pais - e das mães, tios, tias, avós, avôs e pessoas que nos dão carinho que são nossos pais!


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