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História Pai por acaso - Capítulo 3


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Notas do Autor


Oiss amores do meu kokoro cheguei.
🤗espero que gostem.

Capítulo 3 - Um estranho amigável


O ritmo da vida do Park estava acelerado, tinha conseguido um segundo trabalho e felizmente, a senhora Kim cuidava do Tae, buscava o garotinho na escola e ficava com ele até chegar do serviço. Fazia sete meses desde que fugiram do serviço social na sua cidade natal, agora tudo que Jimin fazia era trabalhar e guardar dinheiro, afinal, precisaria para garantir que não fosse separado do irmão.

Estava chovendo muito naquela noite, Jimin saiu correndo da loja onde trabalhava direto para o ponto de ônibus, porém, o motorista não viu ele e partiu antes que chegasse na porta.

— Ai, que droga! — aquele era o último, perdê-lo obrigaria Jimin a andar metade do caminho. — E ainda tinha que chover ― disse desanimado.

Fechou a jaqueta e puxou a touca protegendo um pouco a cabeça, correria até a próxima quadra para tentar pegar outro ônibus, e foi o que fez, correu.

Um som alto de freio, acompanhado de uma buzina, ecoou. Um carro quase o atropelou. O motorista furou o sinal e com o susto Jimin caiu no chão.

— 'Tá louco, garoto! — o motorista gritou e antes que o menor pudesse responder, o carro saiu acelerando.

— Que cara doido — falou ao levantar-se, tentando limpar a roupa que se sujou de barro. — Ótimo, mais essa.

A chuva não dava trégua, o tombo fez pequenos cortes nas palmas das mãos do loiro, que torceu o pé quando caiu ― isso o obrigou a caminhar lentamente. Conseguiu atravessar a rua, mas a dor o fez parar antes de prosseguir.

Um carro preto parou ao lado e desceu o vidro.

— Oi! Você está bem? — a voz desconhecida chamou a atenção do Park.

— Estou — disse, inaudível. — Estou bem sim!

— Tem certeza? — o homem olhava curioso para o garoto encharcado e sujo.

— Certeza — Jimin sorriu, fez uma reverência e afastou-se do carro. — Obrigado!

À senhora Kim havia advertido para tomar cuidado com estranhos, ainda mais se fossem muito gentis. No começo Jimin achou difícil de se acostumar com isso, mas agora estava um pouco mais desconfiado.

Seguiu mancando dois metros, no máximo três, quando não suportou mais a dor e apoiou-se na parede fechando os olhos. Estava cansado e dolorido, e para piorar seu estado, não tinha dinheiro suficiente para o hospital se precisasse ir a um.

— Não me parece nada bem — as gotas de chuva diminuíram, Jimin olhou para cima e ali estava um rapaz alto com um guarda-chuva sobre a cabeça dos dois. 

— Eu só parei… — respirou fundo, o perfume do rapaz era muito bom — para descansar.

— Entendo. Vem, eu te dou uma carona.

— Não! Obrigado! — firmou o pé no chão e sentiu a dor ainda mais forte, o que não ajudaria se precisasse correr. — Eu vou pegar o ônibus.

E para sua desgraça o ônibus partiu, aquela era sua última opção para não ir andando.

— Aquele? — o moreno perguntou acompanhando o olhar desanimado do Park.

— Era aquele.

— Vem, eu te dou uma carona — apoiou o braço do menor para ajudá-lo a andar.

— Eu não posso aceitar.

— Por que não? — perguntou sem soltar o braço do loiro.

Jimin não sabia como responder aquela pergunta sem parecer infantil.

— Eu não te conheço — fez uma pausa. — E não devemos aceitar carona de estranhos.

Assistiu ao mais velho sorrir, um bonito sorriso que fez suas bochechas ficarem vermelhas.

— Um motivo justo — pegou a carteira e abriu, tirando um cartão, entregou-o ao loiro. — Jeon Jungkook.

Pegou o cartão e leu o nome escrito ao lado das letras CEO, não parecia falso. Pois, bem! Quem faria cartões para enganar as pessoas? Foi o que o Jimin pensou encarando o cartão.

— Senhor Jeon… — parou enquanto decidia se aceitava ou não a ajuda — por que quer me ajudar?

— Eu vi quando você foi atropelado — ele se inclinou, lendo o crachá preso na blusa do loiro. — Park Jimin.

— Não fui atropelado — fez uma pausa, o moreno ergueu uma sobrancelha. — Quase fui atropelado.

— Quase foi, ainda assim, o certo é parar e ajudar a vítima em um acidente. 

— Ah! — o loiro não sabia disso.

— Vem, ou vamos ficar encharcados.

Caminhou com ajuda do rapaz, a cada passo o pé parecia pior. Ficou imensamente feliz quando entrou no carro quente e confortável.

— Eu acho que vou molhar o estofado — disse um pouco tímido, afinal, estava molhado e um pouco sujo.

— Não tem problema — Jeon falou ao assumir o lugar no volante. — Também estou molhado.

— Desculpe-me! Não foi você que quase me atropelou.

Jungkook quis rir do “quase” que o ômega insistia em repetir.

— Pode me deixar na estação — falou, colocando o cinto de segurança.

Contudo, o alfa dirigiu para outra direção, o menor ficou tenso assim que pararam em frente ao hospital.

— Vamos ver seu pé primeiro.

— Não precisa, estou bem! — sorriu, pequeno. — Muito bem!

Jungkook viu o loiro soltar o cinto e abrir a porta para descer do carro, então ele fez o mesmo.

— Obrigado pela carona! — Jimin fez uma reverência. — Por aqui tem mais ônibus.

— Park melhor o médico examinar você.

— Estou bem! É sério, não se preocupe.

O alfa ficou em silêncio, observando o garoto encharcado e mancando seguir com dificuldade para o ponto de ônibus. Céus! Como ele podia ser tão teimoso? Jungkook suspirou, não precisava disso em sua vida, já que o ômega não queria ajuda, tudo bem! Fez o que era certo, trouxe-o até o hospital, foi ele quem não aceitou seu amparo. O Jeon entrou no carro e seguiu para sua casa.

— Que garoto estranho — reclamou, assim que entrou no apartamento.

Soltou a chaves do carro e tirou a roupa molhada, um banho quente o ajudaria a descansar. Aquele tinha sido um dia estranho. Primeiro, um negócio que estava pronto para dar certo tem uma reviravolta e agora tudo pode ser perdido.

— Eles acham que um jovem pode ser um problema — seu assistente tinha lhe dito naquela tarde.

— Preciso ter o que para fechar esse acordo?

— Família e filhos — o Jung disse meio desanimado.

Jungkook sentou diante do computador e iniciou uma busca à família Wu. Eles eram uma empresa tradicional chinesa e todos os seus sócios seguiam o mesmo rumo. Aquilo era um problema, teria que provar o seu valor mesmo sendo solteiro e jovem, visto que para um empresário seus 37 anos eram relativamente jovens. Desligou o monitor, pensaria nesse empecilho na manhã seguinte, felizmente o presidente Chin aceitou um almoço com ele. Teria de convencer o mais velho que era um empresário de respeito e uma pessoa de bem. Fechou os olhos e a primeira coisa que lhe veio à mente foi o garoto mancando.

― Se não pareço confiável para um ômega como aquele, vai ser difícil com o Wu.

[...]

Jimin pegou o ônibus e teve que andar duas quadras até sua casa, quando chegou o irmão já estava dormindo e própria senhora Kim também.

― Desculpe, Taetae! — sussurrou, assim que se deitou na cama de solteiro ao lado do loirinho.

Passou uma pomada para torção e enfaixou o tornozelo, fez o mesmo com as mãos e colocou um band-aid, na manhã seguinte estaria melhor.


Notas Finais


Bjuss no kokoro


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