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História Pai Urso - Capítulo 11


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Notas do Autor


Espero que estejam preparados rsrs

Capítulo 11 - Tensão


Fanfic / Fanfiction Pai Urso - Capítulo 11 - Tensão

A discussão foi acalorada e pontuada por muitas ofensas, a maioria da parte do ômega que obrigou Eijiro a estacionar, detonando o volante com uma de suas explosões assim que ele se recusou. Estavam brigando há pelo menos meia hora desde que saíram da festa e nenhum dos dois tinha sequer condição de continuar ao lado do outro depois de tanto se insultarem. O nível de feromônios no carro aliado ao cansaço fazia com que ambos experimentassem um alto nível de stresse.

Katsuki saiu batendo a porta, xingando alto enquanto recostava na lataria respirando profundamente.

— Você não tinha o direito de me cobrar nada depois do que fez, Eijiro eu estava apenas mantendo a porra das aparências como você disse!

Não demorou para que o alfa saísse do carro, também batendo a porta com raiva o que resultou em um amassado feio na lataria.

— Quando foi que eu disse para deixar outro alfa tentar te aromatizar?

— Eu não deixei, ele que veio, é diferente. Estava apenas cumprindo com o meu dever, sendo sociável. — cruzou os braços ignorando a presença de Eijiro que se aproximava.

— Não precisava deixar eles tão a vontade, bastava conversar e ser gentil

— E você acha que eu estava fazendo o quê ?

— Ele achou que você queria ser cortejado, por isso começou a investir nisso.

— Como demônios eu ia saber que ele estava tentando me cortejar?

— Ah, Katsuki, não se faça de estúpido, você é um ômega, sabe bem quando um alfa está se aproximando com segundas intenções — descansou as mãos na cintura odiando toda a situação, principalmente o fato de estar brigando com o esposo, porém irritado demais para parar — Também, inventou de beber e não parava de ficar sorrindo.

— Então o problema era esse? Eu sorrir? Primeiro reclama que eu estava sendo amargo demais, sem me socializar, que deveria ser mais gentil e agora vem com essa porra ?

— Você sabe bem que não é forte para bebidas, Katsuki, nunca foi!

— Eu nunca fui bom em outras duas coisas também: tentar puxar assuntos e manter conversa e ignorar o meu alfa sendo assediado o tempo inteiro, com ômegas pendurados nele como se fossem macacos, mas olha só, eu estava conseguindo fazer as duas coisas, não estava? — apontava os dedos, balançando-os na frente de Eijiro que mantinha o semblante duro — Eu bebi para poder aturar tudo isso, aguentar aqueles momentos de merda.

— Não precisava de tanto, você sabe, bastava conversar.

— Mesmo? — ironizou balançando a cabeça e jogando o cabelo para trás — Bom, agora você sabe como é ter que lidar com o ciúme, a sensação de ter outro atrás do que é seu.

— Você fez mesmo de propósito, não foi? — acusou-o vendo Katsuki jogar as mãos para o alto em um movimento de rendição.

— Xeque-Mate! Parabéns por solucionar esse mistério, senhor Sherlock Holmes. — satirizou, fingindo surpresa.

— Como pôde ser tão mesquinho, Katsuki, isso foi tão infantil — Eijiro bufou, olhando para o céu.

— Não sei, talvez eu nunca amadureça de verdade quando o assunto é relacionamento. — deu de ombros, desviando o rosto chateado e só então percebendo que não reconhecia o lugar onde estavam — Que porra de lugar é esse? Você me trouxe para a porra de um matagal?

— Não dava para chegar na casa da sua mãe brigando do jeito que a gente estava — parecia tão aborrecido quanto o loiro. Levou a mão a têmpora, a massageando com a ponta dos dedos.

— Pois por mim essa merda de discussão acaba agora, não temos mais nada a dizer um ao outro — virou-se caminhando em direção a estrada.

O alfa se adiantou um tanto preocupado com o fato de ele estar se afastando sozinho. Ainda estava irritado, mas não a ponto de desejar que o esposo desaparecesse.

— Onde você está indo?

— Embora, não está vendo?

— Katsuki, para de bobeira, entra no carro, não tem porque ir a pé — tentou convencê-lo, mas o ômega parecia irredutível.

— Eu prefiro não ficar perto de você, estou irritado demais para isso.

Eijiro sentia cada nervo dentro de si trepidando de raiva e chateação, principalmente por Katsuki estar se afastando de si. Parte de si queria buscá-lo e tratá-lo como o príncipe que era, beijando-o e fazendo suas vontades como sempre fazia, submetendo-se de bom grado só para vê-lo feliz, no entanto seu lado alfa gritava possessivo e ansioso, cobrando que ele não se rebaixasse porque parte da culpa era dele.

— Katsuki, estamos no meio de uma estrada deserta, é tarde, volta aqui, não seja pirracento.

Em resposta recebeu apenas um dedo médio erguido, um gesto que indicava o quão irritado ele estava.

Ok, talvez tivesse exagerado um pouco mais que Katsuki ao praticamente submeter o outro alfa a sua presença. Talvez se tivesse sido menos sociável com os demais, sem se importar com alguns avanços, ambos não estivessem agora naquela situação.

A verdade era que sempre temeu ser rude ao afastar os demais ômegas, sua natureza tranquila e gentil o impedia de ser violento ou mesmo muito sincero como Katsuki.

Ambos conseguiram esconder bem a situação durante a festa, e Katsuki até aceitou os cuidados de seu alfa que o hidratava para ajudar a diminuir os efeitos do álcool em seu sangue. Aos demais pareciam apenas um casal simpático, apesar de seus sorriso parecerem um tanto plastificados no rosto. Por dentro cada um fervia de raiva à sua própria intensidade, evitando mais contato que o necessário para manter as aparências.

A briga começou mesmo dentro do carro, sempre girando em torno do mesmo assunto.

O alfa já estava a ponto de desistir e ir atrás de Katsuki quando o viu parar no meio do caminho apalpando os bolsos e xingando enquanto retornava a contragosto. Percebeu que ele estava voltando pelo celular e resolveu resgatá-lo antes que o ômega o tivesse. Normalmente não agia assim, de modo impulsivo como o esposo, mas sentia que não tinha tantas opções ou ideias para convencê-lo a não ir.

— Devolve. — ergueu a mão exigindo o aparelho quando o viu com o alfa.

— Não até você desistir dessa ideia de ir embora.

— Ou você me dá essa porra de celular ou vou explodir a sua cara. — a ameaça escapou um tanto vazia por entre os dentes.

Bastou olhar para o esposo para o coração mole de Eijiro derreter mais uma vez. Estava irritado, era fato, só que não conseguia ficar longe dele, simplesmente era sufocante demais.

— Katsuki, olha, nós dois estamos irritados e cansados, vamos tentar resolver.

— Não estou a fim de conversar, você tá surdo?! Me devolve essa porra logo.

Eijiro ergueu o celular no alto deixando longe dos dedos dele. Não podia negar que era fofo vê-lo pular sem conseguir alcançar o aparelho ou tentar em vão explodir seu braço.

— Quer saber, fica com essa merda — desistiu depois de um tempo ainda mais furioso — Boa sorte em me encontrar sem essa merda pra poder me ligar.

— Katsuki não faz assim.

Ele ergueu a mão com raiva para que o alfa parasse.

— Não, eu não quero ouvir os seus sermões, então pare de me encher a porra do saco.

A raiva voltou a borbulhar dentro de Eijiro. Sentia-se pressionado com toda a situação, cansado de ter que enfrentar sempre aquela mesma odisseia toda vez que brigavam e já não tinha mais condições de conter a revolta com tudo.

— Não precisa transformar tudo em guerra! Que droga — bateu o punho na lataria do carro, ao lado de Katsuki que sequer se moveu.

O ômega apenas olhou para a mão dele subindo os olhos vagarosamente por seu braço com o olhar desdenhoso.

— Faça isso de novo e eu vou me certificar de que será a última vez — avisou sério.

O alfa fechou os olhos se xingando por ter novamente se deixado levar pelo impulso.

— Eu admito que foi desnecessário, mas poxa, Katsuki, você tem noção de como é difícil lidar com você? Tudo se transforma em uma luta, até o mais simples pedido, você parece que faz questão de complicar cada assunto de propósito!

— Não aja como se não soubesse disso antes de casarmos, tá? Foi você quem aceitou estar comigo mesmo sabendo que eu era assim. — rosnou mostrando os caninos.

— Tá vendo? Precisa ser tão intransigente?

— Eu não sou obrigado a aceitar cada merda que você me fala ou faz em silêncio — descruzou os braços pronto para sair de novo — Quer saber, isso é estúpido e eu não vou mais perder tempo discutindo nada, estou indo.

Inferno, Katsuki sempre ficava tão lindo quando estava irritado, com o semblante contraído e os caninos à mostra em uma atitude desafiadora, o que tirava o alfa do sério de várias maneiras, despertando seu lado mais selvagem e possessivo.

— Tem razão, é perda de tempo — Eijiro concordou colando ambas as mãos no carro de modo que prensou Katsuki no meio, aproximando-se dele — Eu não deveria estar aqui discutindo com você, mas trabalhando para tirar o cheiro desses alfas do seu corpo porque está me deixando muito fora de mim e eu não estou conseguindo mais me conter.

Antes que Katsuki pudesse protestar ele o beijou de modo feroz o calando, ansioso por reivindicar seu ômega teimoso e fodidamente sexy uma vez mais.


Notas Finais


Peguem seus capacetes, amores.


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