História Pain - Capítulo 1


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Categorias Fairy Tail
Personagens Cana Alberona, Chelia Blendy, Doranbolt, Erza Scarlet, Evergreen, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Jude Heartfilia, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Mest, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Romeo Conbolt, Wendy Marvell
Tags Gajevy, Graylu, Gruvia, Jerza, Nali, Nalu
Visualizações 40
Palavras 2.076
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Harem, Hentai, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - For You.


Fanfic / Fanfiction Pain - Capítulo 1 - For You.

Lucy POV's

Eu sempre soube da confiança do meu pai no Henry, é, era uma confiança imaginável, eles trabalhavam juntos, e meu pai sempre desejou que eu me cassasse com ele, e pra me redimir por uma fase difícil que tive desde a morte da minha mãe, eu aceitei, no começo o Henry se mostrava muito cuidadoso, era como um conto de fadas, e eu podia dizer que gostava um pouco dele, mas ele pediu pra se mudar, e se meu pai estivesse me vendo agora, eu acho que ele não teria aceitado que eu fosse embora de casa.

A pessoa que jurou me proteger e esperar que um dia eu amasse ele, agora abusava de mim e batia sempre que algo não dava certo, mas eu podia suportar, e agradecia pelos dias que ele dormia fora, mas quando a Mirella nasceu, eu comecei a sentir um medo interminável, poderia não ser fruto de amor, mas era o meu bebezinho e eu tinha que defende-la por mais que doesse, no começo eu pensei em entrega-la para doação, mas bastou ela sorrir pra mim me apegar, e é como eu disse. Eu sentia medo e com razão, se por acaso o choro dela irritasse ou ela fizesse bagunça, ele levantava a mão pra ela, mas no fim quem levava o tapa era eu. Eu consegui suportar por 4 anos, então eu tomei a decisão de ir embora, ele iria tentar me impedir, mas sei que no fim me deixaria ir.

''Eu não tenho dinheiro, e ele não vai me dar nada, e se eu voltar pra casa, meu pai vai sofrer por pensar que ele não era quem parecia ser.'' Então eu só tinha uma escolha:

Eu coloquei varias gotas de remédio para dormir no suco dele, e esperei que ele caísse no sono.

— Mamãe? - A mi estava tão assustada, mas eu tinha que tira lá de lá, porque meu sexto sentido dizia que as coisas poderiam piorar com o tempo.

— Mi, você espera lá fora tá bom? Toma, segura. - Eu entreguei pra ela algumas malas e ela saiu arrastando quase sem força. Ela olhou pra trás confusa.

— Vai. - Eu murmurei. Eu o vi esconder um bom dinheiro em baixo do colchão, não seria o suficiente para nem 3 dias, mas eu peguei mesmo assim.

— Mamãe? A gente vai viajar? e o papai? - Eu me abaixei na altura dela.

— Mi, vai doer mais em você do que em mim, mas o papai, é um homem muito mal, e nunca mais você vai ve-lo, está bem? - Dei um longo suspiro e me levantei.

— Então eu vou ficar sem pai? - Ela segurou minha mão e me olhou chorando.

— Você tem á mim certo? - Ela fez um biquinho.

— Mas você não é menino mamãe, você é menina igual eu. - Eu sorri.

— A gente tá indo porque o papai é violento? - Eu assenti.

— Então eu não me importo de ficar sem pai, se a mamãe não se machucar. - Ela deu um grande sorriso, e eu não resisti em aperta-la bem forte.

— Mi, você consegue ser tão fofinha as vezes, agora vamos tá? - A minha intenção era ir pra bem longe, pra onde aquele dinheiro desse pra pagar duas passagens, e sem pensar nisso, eu comprei uma passagem para fora do país, mais especificamente, pro Japão. Eu coloquei a Mi no colo, e foi uma viagem muito difícil de verdade, ela nunca tinha saído de casa, e estava enjoada, uma hora com fome, outra hora precisava ir no banheiro, e no fim eu gastei mais com ela do que comigo.

Oque resultou nessa situação, para fora tem muitas chances de emprego, mas o pacote não inclui um filho e um lugar para morar.

— Mamãe.. - Eu estava em um ponto de ônibus com a Mi, estava chovendo e ela estava tremendo.

— Talvez a gente não devesse ter feito isso, eu aposto que se seu pai nós visse agora ele ia pensar ''viu? você não pode viver sem mim''. - Ela não parecia me ouvir.

— Mi? Está me ouvindo? - Ela me olhou.

— Mi? - Ela começou a olhar pra todos lados.

— Mamãe, tá girando. - Ela falou bem baixinho antes de escorar a cabeça no meu braço.

— Você tá meio quentinha né. - Eu ri fraco. Mas assim que encostei uma mão nela, ela estava ardendo.

— Você tá ardendo é culpa da mamãe né. - Eu peguei ela no colo e a enrolei com o meu casaco.

— Fazendo você passar por isso, por uma frescura minha, eu queria seu bem, e olha oque eu fiz.. - Eu apertei um pouquinho.

— ... - Ela fechou os olhos devagar e dormiu.

— Mi, você não pode dormir, vai ser pior. - Ela não parecia estar me ouvindo. Eu fiquei lá sentada sem passar nenhum carro, ninguém, nada, também 4 horas da manhã, e mesmo nessa situação, quem pararia pra uma garota estranha?

Havia um rapaz do outro lado da rua, ele não parou, mas ficou me olhando por um tempo.

— Não acha que ela vai morrer? - Ele disse.

— Que? - Eu perguntei voltando meus olhos pra ele.

— A garota. - Ele disse bem baixinho.

— Não, ela é forte, ela vai aguentar esperar um pouquinho. - Ele suspirou.

— Você acha que uma criança é forte igual um adulto? Ela vai pegar uma pneumonia, vai morrer e você vai ficar se lamentando.

— Você poderia por favor não colocar essas coisas na minha cabeça? Oque você quer que eu faça? Que eu saia correndo com ela nessa chuva? Se eu sou a unica pessoa que ela tem, não posso ficar doente. - Ele sorriu.

— Não disse pra você sair correndo na chuva, você pode pedir carona para alguém. - Eu dei um suspiro.

— Você tá vendo alguém aqui pra mim pedir ajuda? - Ele deu outro sorriso.

— Se você for esquizofrênica, eu não estou vendo ninguém.

— Está me oferecendo uma carona? Mas não vejo um carro com você. - Ele revirou os olhos.

— Eu não sou obrigado a andar com um carro no meu bolso. - Ele se levantou e saiu.

— Deixa, não é meu amor? Quem é precisa da carona de alguém grosso assim? - Eu olhei pra ela. Estava suando, e parece que o casaco estava piorando tudo. Um carro parou na minha frente e eu vi um o mesmo cara de antes sorrindo.

— Tinha esquecido ele no bolso da calça que estava em casa. - Ele disse com sarcasmo.

— Eu não quero sua carona. - Eu murmurei.

— Aprenda a ser mais agradecida, lembre-se que a vida da sua filha está em jogo. - Eu olhei pra Mi um pouco, ela me parecia estar muito mal, e eu senti que não tinha escolha. Assim que me levantei ele abriu a porta. Eu não queria, não, eu não iria falar nada.

— O pai da sua filha sabe que você sai com ela uma hora dessas na chuva? - Ele riu.

— Minha filha não tem pai. - Ele me encarou.

— Ele não assumiu? - Ele perguntou.

— Não pergunte da minha vida, é pessoal, e ainda mais, você é um estranho.

— E mesmo assim você entrou aqui. - Ele riu.

— Pronto. - Foi bem rápido, não, na verdade eu acho que o hospital era perto. Eu nem me preocupei em agradecer eu so entrei lá correndo.

— Eu acho que.. - Uma garota olhou pra mim e em seguida pra Mi.

— Você está bem? Está tremendo. - Ela perguntou com uma cara preocupada.

— O problema é com a filha dela Juvia. - Aquele rapaz entrou me olhando com uma cara estranha.

— Agradecer que é bom nada né. - Ela pegou a minha filha dos meus braços e sorriu.

— Espera só um pouquinho. - Ela saiu andando pelo corredor.

— Tá.. - Eu murmurei. Eu me sentei pra tentar me acalmar mas era impossível.

— Então.. agora que eu reparei, você está com essas bolsas.. - O rapaz começou a puxar assunto.

— Fugiu de casa? Tipo.. brigou com seus pais? - Eu olhei pra ele e suspirei.

— É eu fugi, mas eu não briguei com meus pais, e por favor não pergunte sobre isso. - Ele deu um assovio.

— Tá legal, como se chama? - Ele perguntou.

— Lucy. - Ele sorriu.

— Eu sou o Gray. - Eu virei a cara.

— Hum.. - Fiz uma expressão de tédio.

— Prontinho. - A moça voltou sorrindo e com a Mi e me entregou ela nos braços.

— Ela vai ficar bem, você só vai precisar disso aqui.. - Era um remédio, e o valor bem em baixo, era inacreditável.

— Tem ouro dentro viu. - Ela de uma risada sarcástica.

— Não sei se vou ter dinheiro, mas.. - Eu sai até a porta.

— Vamos pra debaixo de uma ponte Mi. - Ela abriu os olhos sorrindo fraquinho. Eu realmente fui pra baixo de uma ponte, mas umas pessoas me acolheram, elas disseram que tinha um lugar para mim ir, e que no dia seguinte, eu poderia procurar um emprego e deixar a mi com eles. Confesso que, eu não conseguia confiar, mas algo me dizia que eu devia. Então eu concordei, era um prédio, cheio de pessoas como eu, que não tinham mais teto, o prédio era do governo, mas ao que parecia, eles tinham invadido ele e estavam morando lá, sabendo que podiam ser expulsos a qualquer momento.

— Mi, você fica, e eu vou tá. - Eu já havia me decidido eu ia passar o dia todo procurando um emprego, não, eu só voltaria quando achasse. E eu procurei, muito e muito, e quando eu finalmente achei, bem..

— Licença.. eu vim pra.. - Eu olhei pra recepcionista, era uma empresa de modelo que estava procurando faxineira.

— Lá no fundo. - Ela apontou pro final do corredor. Eu segui a direção que ela me indicou mas quando cheguei lá tinha um monte de pessoas fotografando que olharam pra mim.

— Você. - Uma garota veio até mim segurando uma câmera.

— É de qual empresa? - Ela sorriu.

— Que? - A olhei confusa.

— Loiras não são comuns aqui né, você é estrangeira né? - Ela falou tudo de uma vez.

— Wendy, você viu meu celular? Eu acho que.. - O gray saiu de uma sala e me encarou.

— Ah, Lucy!! - Eu engoli a seco.

— Você é modelo? - Ele perguntou enquanto pegava um celular na mesa.

— Logico que é!! - A garotinha gritou sorrindo.

— Mas gente.. - Ela me puxou e me sentou em uma poltrona.

— Faz uma pose. - Eu não sabia como reagir, eu queria falar mas ninguém me deixava dizer nada. Ela acendeu um flash na minha cara, e eu perdi a noção de como era piscar.

— Linda naturalmente. - Ela murmurou olhando pro Gray.

— Gente, licença.. eu vim pra vaga de faxineira. - Ela olhou pra mim franzindo as sobrancelhas.

— Ah não, não vem com essa de faxineira gata pra cima de mim, você vai ser modelo, e vai ganhar muito mais, prometo!! - Ela me segurou pelos braços.

— Mas eu não.. - Ela não parecia nem querer me ouvir.

— Eu não posso!! - Eu sai correndo da sala, e não parecia que ela ia vir atrás de mim, eu vi um sorriso dela pra mim, e quando me virei trombei com um outro garoto.

— Hm? - Ele olhou pra baixo dando de cara comigo.

— E você quem é? - Eu ia desviar quando a Wendy riu atrás de mim.

— NATSU!! SEGURA ELA!! - Ela gritou. Ele me olhou e segurou meus dois braços. Eu forcei um pouco as lagrimas.

— Me solta, por favor.. - Ele fez um olhar surpreso e me soltou. Foi o tempo suficiente pra mim correr, eu sei que pode ser uma boa, mas e se, e se eu ficar conhecida e o Henry vir atrás de mim, é tudo que eu menos quero agora.

— Mamãeeee. - Mi grudou na minha perna e me olhou sorrindo.

— Você achou um emprego? - Ela começou a me escalar, então eu a peguei no colo.

— Bem.. Eu achei, mas.. as pessoas cismaram comigo, então eu fugi. - Ela me olhou confusa.

— Fugiu? - Eu me sentei no sofá com ela.

— Bem, tinha umas pessoas que acharam que a mamãe era modelo.. - Ela sorriu.

— É porque a mamãe é muito bonita não é? Eu também quero ser modelo!! - Ela se levantou antes que eu terminasse de falar.

— Modelo né, complicado.. - Talvez não seja uma má ideia afinal.. eu deveria pensar melhor nisso.



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