História Paint Me - Capítulo 7


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Categorias Mamamoo
Personagens Hwasa, Moonbyul, Solar, Wheein
Tags Age Of Youth, Hello My Twenties, Hwasa, Hye Jin, Kpop, Lalisa, Mamamoo, Moonbyul, Moonsun, Solar, Song, Taeyeon, Whee In, Wheein, Wheesa, Yong Sun
Visualizações 26
Palavras 1.497
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!

Capítulo 7 - Lar


Fanfic / Fanfiction Paint Me - Capítulo 7 - Lar

Os primeiros dias foram mais difíceis do que Hye-jin imaginava. Aprender a se virar por conta própria foi uma tarefa um tanto quanto árdua para quem não tinha o costume de fazer nada sozinha. A convivência com as outras meninas mostrou-se totalmente diferente e a imagem que havia sido formada em seu subconsciente no primeiro dia caiu por terra.

(...)

O cronograma mental que havia feito para si quando saiu de casa não parecia estar funcionando. Emprego, moradia e talvez uma nova faculdade, eram alguns dos itens em sua lista. O que acabou não acontecendo nesta ordem e nem com a rapidez que desejava.

Pesquisava em vários sites e aplicava seu resumé nos que acreditava ter alguma chance. Esperando que a resposta fosse positiva.

Era noite, o único período do dia em que se encontravam todas juntas em casa. Falavam sobre algum assunto isolado ao qual hye-jin não entendia. Sentia-se um pouco excluída nesses momentos, mas não poderia culpá-las.

Levantou-se da mesa sorrateiramente, após terminar sua refeição e pôs-se a caminhar em direção ao seu quarto, sendo parada pela voz cortante de Song.

- Ei, você tem que limpar o que suja. – Aponta para a tigela vazia.

Gira os calcanhares. Encarando a mulher que a olhava com cara de poucos amigos. Pega a louça e marcha em direção a pia. Enquanto sentia olhares queimando suas costas.

(...)

Sentia falta da presença de sua anfitriã. Mal havia a visto desde seu primeiro dia ali. Exceto por alguns “Bons dias” corridos e jantares os quais não participava inteiramente, por chegar muito tarde ou cansada demais para que pudesse interagir.

As aplicações online não pareciam ter surtido efeito. Obrigando a morena a partir para uma abordagem mais direta. Saía todos os dias em busca de trabalho, voltando para casa com as promessas de que ligariam de volta e a tensão da espera.

Abre a porta do quarto dando de cara com um post-it pregado em sua cômoda.

"Tire a roupa da máquina quando usar"

Arregala os olhos, correndo em direção a área de serviço. Dando de cara com a máquina vazia e um amontoado de roupas jogadas no canto do cômodo. Suas roupas. Reprime o grito de raiva  que quis sair. Aquilo deixaria manchas.

(...)

Conversava com Tae-yon por telefone quase todos os dias e essa era a única coisa que vinha a ajudando a manter sua sanidade. Procurava não saber sobre as pessoas que havia deixado para trás, as lembranças ainda persistiam em machucar quando trazidas a tona, deste modo, pedia à amiga que não lhe contasse nada sobre os pais ou ex-namorado. O que era cumprido.

Também omitia algumas coisas, como a falta de dinheiro, que já começava a ser fazer escasso, pois sabia que ela insistiria em ajudá-la. Omitia as dificuldades nas maratonas de emprego e na convivência com as demais.

Omitia muitas coisas. Que foram se acumulando, até certo ponto onde não foi mais possível segurar a eclosão.

-  Iremos às compras amanhã – Solar dizia – Está convidada a ir... Encontre-nos naquele supermercado em frente ao ponto do ônibus. Sabe se estiver a fim, para  se familiarizar com esta parte também – Sorri docemente. O que Hye-Jin acha muito gentil e a faz se sentir incluída.

No outro dia, após enfrentar a maratona de todos os dias, desce do ônibus atravessando a rua, adentrando o supermercado. Procura por Solar ou algum sinal de qualquer uma das garotas. Não encontra.

Achou que pudesse ter chegado cedo. Espera. Dez... Quinze... Senta em uma das mesas da lanchonete. Trinta... Quarenta e cinco minutos. Estava plantada ali havia quase uma hora.

- Com licença senhorita.

Fita o homem de uniforme. Parecia ser o gerente. Levanta o cumprimentando com um aceno de cabeça.

- Me desculpe, mas a senhorita está aqui há um bom tempo - junta as mãos em frentes ao corpo, de modo tímido – Se não consumir nada precisarei pedir que se retire.

- Oh, claro. Desculpe – pega sua bolsa – Eu estava... Esperando... É não importa – Diminui o tom conforme fala. Cumprimenta o homem mais uma vez antes de sair dali rapidamente.

Deixa do local no momento em que o ônibus saía do outro lado da rua. Corre para tentar alcançá-lo, mas já é tarde demais. Suspira fechando as mãos em punho. Talvez uma caminhada a fizesse bem. Começa a fazer seu caminho de volta para casa.

Aproximava-se da rua em que morava quando os pingos vieram singelos. Porém fortes o suficiente para encharcar o moletom que usava. Apressa os passos.

Sobe os degraus, pulando de modo desajeitado, para que alcançasse a entrada mais rapidamente.

Entra e tira os sapatos molhados, calçando as pantufas completando o caminho até roll de entrada.

Fez-se presente na sala, atraindo a atenção das demais que interrompem a conversa animada assim que a vêem.

Fita as sacolas sobre a mesa onde Solar, Moonbyul e Song desempacotavam as compras.

- Hye-jin – Solar diz em tom de culpa – Nós resolvemos ir a outro supermercado e... Não deu tempo de...

Ignora a presença das mulheres, indo em direção ao seu quarto. Sentia vontade de gritar até que todo o ar de seus pulmões se esvaísse. Queria gritar para elas que não poderiam fazer isso consigo, para que tivessem mais consideração. Para que parassem de fazer sua vida mais difícil.

Queria gritar consigo mesma por ser tão inútil, por não ter experiência nenhuma para que pudesse conseguir um mísero emprego... Mas não o fez.

Jogou-se sobre a cama no quarto em que dividia com Song. Deixando aquela sobrecarga de sentimentos sair. As lágrimas desciam sem controle. Afunda o rosto no travesseiro. Se entregando aos sentimentos que reprimiu.

(...)

- A febre diminuiu – Wheein que não havia mais mantido contato com Hye-jin, falava colocando a palma da mão sobre a testa da morena – Vocês poderiam dar uma trégua – Sussurra sentando-se ao seu lado na cama.

- Não fizemos por mal. – Solar choraminga.

- A culpa não é nossa – Song levanta as mãos.

- Em quatro meses já tivemos duas hóspedes diferentes.

- Elas que pediram para sair. Não expulsamos ninguém – Pontua Moonbyul.

Wheein a encara levantando as sobrancelhas em sinal de descrença. Estavam todas no quarto de hye-jin que dormia emitindo alguns gemidos inquietos.

- Vou fazer algo para ela comer quando acordar.

Song que estava quieta até aquele momento se manifesta, deixando o quarto, sendo seguida pelas outras. Com exceção da baixinha que continuava na mesma posição. Encarando as expressões da mulher.

Tira alguns fios de cabelo colados no rosto da outra por conta do suor. Passando as mãos em seus longos fios. Não sabia explicar a razão, mas sentia um forte instinto protetor surgir dentro de si ao vê-la daquele jeito.

Sentiu-se mal por ter se mantido distante durante aquelas semanas. A intensa rotina que antecedia os testes de verão não permitiu que se fizesse presente. Mal tinha tempo para Ggnomo e isto também partia seu coração.

Hye-jin se remexe inquieta. Abrindo os olhos de modo preguiçoso. Dando de cara com a mulher de cabelos loiros que paralisa os carinhos assim a vê acordada.

- Wheein? – Indaga surpresa e feliz em ter a outra perto de si novamente.

- Tudo bem? – Morde os lábios timidamente.

- O que...

- Você passou mal.               

- Arrgh – Cobre o rosto com as mãos. Lembrando-se do acontecido.

- Ei – Puxa as mãos da outra delicadamente – Todas nós Já passamos por isso em algum momento. Não se sinta assim, okay? – Sorri docemente. O sorriso de covinhas que Hye-jin havia descoberto lhe trazer uma enorme sensação de paz.

- Okay... – Sorri sem graça – Onde estão as meninas? – Senta-se na cama.

- Preparando o seu jantar – Responde e Hye-jin estranha aquele fato – Elas estão se sentindo culpadas pelo que fizeram com você... Mas não diga que falei nada – Ri enquanto se levantava, indo em direção a porta – E desculpe ter invadido seu quarto assim, eu... Nós ficamos preocupadas.

Sai deixando uma Hye-jin perdia em seus pensamentos e com a intensa sensação de cuidado a envolvendo.

(...)

Terminou de fazer sua refeição tendo os olhares direcionados na maior parte do tempo para si, especialmente o de Wheein que sempre que era pega lançava um sorriso de canto em sua direção, o que acabou por acalmar Hye-jin em meio aquela situação toda.

- Certo – Solar começa – Como a líder do grupo acho que devo ser a primeira a dizer – Desculpe... Não estávamos sendo boas com você.

- Verdade, nós não agimos da maneira certa – A platinada fala.

- Não é preciso...

- Sim, é – Song desta vez - Faz parte quando se convive  com outras pessoas. É preciso haver diálogo. Se fizermos algo que não goste, precisa falar, não guarde tudo só para você.

- Isso mesmo! Se não fosse assim já teríamos nos matado – Moonbyul diz arrancando risos de todas.

E pela primeira vez desde que havia deixado sua cidade natal, Hye-jin pode se sentir acolhida novamente. Amparada. Protegida. Com o crescente sentimento de estar em casa. Um lugar onde poderia chamar de lar. Seu novo lar.



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