História Pais por Acidente - Capítulo 20


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Categorias Gorillaz
Personagens 2-D, Murdoc Niccals, Noodle, Russel Hobbs
Tags 2doc, Niccalspot, Studoc
Visualizações 80
Palavras 3.258
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Não ficou tão bom quanto eu queria... Mas espero que agrade.
Andei ocupada os últimos dias, cuidando de uma moça mãe de uma amiga minha, que é alcoolatra.
Boa leitura.

Capítulo 20 - Show parte 2


Capítulo 20

 

                Murdoc e 2D estavam arrasados. Completamente sem chão. Noodle e Russ auxiliaram o ajudante da banda a se recompor e cuidaram do machucado em sua testa.

                “Você pelo menos se lembra do rosto ou de alguma coisa dessa pessoa que invadiu aqui?” Noodle perguntava, os dois não tinham condição de falar nada discernível no estado em que se encontravam.

                “A única coisa que me lembro ainda é de uma fumaça densa que entrou aqui e do barulho da janela quebrando. A tal pessoa tinha uma capa, algo bem incomum e não emitiu nenhum som” Russ e Nodle se entreolharam... Não ajudava muito o que ele sabia. “Me desculpem”

                “Não, sem problemas cara, você não teve como impedir...” Os três retiraram se do quarto das meninas andando escada abaixo para ficar na sala.

                Enquanto isso 2D sentou-se em sua cama, chorando de soluçar, abraçado ao ursinho de Grace. Ele procurava não fazer barulho para não irritar Murdoc que estava uma pilha de nervos a essa altura. Ele levantou e quebrou algumas coisas que estavam pelo quarto para tentar extravasar a raiva. Não ia bater no cantor. Inclusive algumas de suas garrafas de bebidas favoritas, fazendo uma tremenda bagunça. 2D limitou-se a assistir tudo assustado, com os joelhos contra o peito. Ele sentia que tinha que cuidar do namorado caso fizesse algo impensado, mesmo que isso significasse se machucar também.

                “Por que eu não levei elas comigo?” Ele gritava, mais consigo mesmo do que com 2D. “Porra, agora elas foram levadas e tudo que eu tenho é esse maldito bilhete... é tudo culpa minha...” Sua voz saiu rouca e arrastada, como se a energia estivesse acabando.

Ajoelhou-se na frente de El Diablo. Prometeu ensinar a filha a tocar baixo e daria-o de presente para ela... Mesmo sendo um presente de Lúcifer ele mesmo. Sentiu tanta raiva que essa oportunidade havia sido tirada de si que agarrou o baixo pelo braço e estava prestes a atirá-lo no chão sem pensar nas consequências.

“MUDS NÃO” 2D gritou inutilmente, o baixo já tinha se espatifado no chão fazendo um barulho tremendo. Murdoc tremia e arfava. Perder seu baixo não comparava a dor de perder suas meninas. Ele não estava nem ai pra isso.

De repente, a luz do quarto se apagou sozinha. Um vento frio balançou o cabelo dos dois. Era o prelúdio de algo muito ruim que iria acontecer. Stuart engoliu um grito e Murdoc ficou congelado na posição que estava, não soltou o braço pela metade do instrumento, com medo do que pudesse acontecer. Ele já tinha sentido aquela presença antes.

“Muuuurdooooc...” E também já tinha ouvido esse tom de voz sinistro. Ele sabia que jamais deveria ter destruído El Diablo. Não se destroem coisas dadas de presente ainda mais por quem foi dado.

“Quanto tempo... Boogieman.” Ele disse sem se mover ainda, fechando os olhos e controlando o tom de voz para não demonstrar medo ou desespero. Agora sim ele tinha voltado de verdade. Stuart estava petrificado e não ousava dizer nenhuma palavra sabia que com aquilo ali ele não tinha nada a ver. Dois olhos vermelhos da cor de sangue apareceram no espaço que existia entre os dois.

“Já deve imaginar por que estou aqui, claro, além do fato de você ter destruído seu presente, o que me invocou.” Ele continuou onde estava, sua presença gelando todo o ambiente. Murdoc no fundo sabia que esse era o efeito colateral de arrebentar o baixo.

“Sim, a dívida.” Não tinha mais por que esconder de Stuart. Ele descobriria mais cedo ou mais tarde.

“Sim, já sabe que alma vai me entregar?” Stuart gelou ao ver os dois olhos vermelhos pairando sobre si, seus olhos voltaram a acumular lágrimas. Ele mesmo com seu cérebro danificado entendeu que Murdoc deveria ter ganhado alguma coisa em troca de uma alma, que ele não entregou, claro, por que diabos ele faria algo certo até o final?

“Já sim.” Murdoc disse sem hesitar um instante abrindo os olhos.

“Oh entendo... Eu poderia agilizar o serviço para você...?” O vermelho dos olhos se estreitou como se olhasse mais atentamente para o cantor, ansiando por levar a alma dele.

“Não. Esse eu insisto em fazer pessoalmente.” Murdoc virou-se para Boogieman, encarando suas costas enquanto ele olhava para 2D. O ódio que o preenchia também lhe dava coragem para não gaguejar ou hesitar na frente do seu pior pesadelo.

“Deve ser alguém muito especial para você não querer nem ser ajudado...” Ele deu um passo à frente.

“E não é o Stuart.” Disse como se fossem a ordem para ele se afastar. Boogieman se virou não entendendo.

“Então quem é?” Estava curioso por que de repente teria uma alma para levar, o que até alguns dias não existia.

“Quem sequestrou minhas filhas” Boogie pode jurar que os olhos que estavam vermelhos e brilhavam eram de Murdoc, tamanho era sua fúria. Ele tinha os punhos cerrados e não piscava. “Eu vou matar seja quem for, e te entrego a alma. Ficamos quites e você sai da nossas vidas.” Simples assim.

Boogieman sorriu pelo formato que ficaram seus olhos. “Não é tão simples assim.”

“O que preciso fazer?” Murdoc não queria saber se tinha algo para cumprir no acordo, apenas queria que aquele demônio desaparecesse de vez. 2D assistia a conversa dos dois quase se urinando de medo. Fazia algum tempo que não via aquele olhar em Murdoc era pior que no dia em que ele descobriu sobre si e Ace. Mesmo Stuart sabendo que não era a ele o ódio direcionado não podia evitar de sentir receio de que ele fizesse alguma coisa que condenasse a ele mesmo.

“Para que a alma dele pague o acordo... Você precisa usar uma arma específica. E matar com a única bala que ela vai ser carregada.” Disse ele passando algo parecido com uma garrucha para o baixista mas com a aparência infinitamente mais assustadora. Garruchas normalmente tem apenas um tiro por vez e podiam ser de cano duplo, o que essa não era, então o tiro deveria ser certeiro. Ele pegou habilmente, não era a primeira arma que segurava, apenas parecia bem primitiva.

“Isso é fácil.” Murdoc achou a ideia boba de início. Boogieman gargalhou.

“Ai que entra a parte interessante, Murdoc. Uma vez dado o tiro, se você falhar... A alma que vai cumprir o acordo vai ser a sua. Ou acerta e cumpre a missão, ou você pode dizer adeus ao rapaz de cabelos azuis e suas filhas.” Murdoc arregalou os olhos pensando nessa possibilidade. Não, ele não deixaria isso acontecer. Franziu o cenho determinado.

“Fechado” Ele disse simplesmente enquanto engatilhava a arma. Não ia falhar. E se falhasse, ao menos teria tirado Boogieman e si mesmo da vida de todos. Tem que olhar o lado cheio do copo, mesmo que ele esteja vazio. E o de Murdoc estava seco fazia tempo, quando se tratava de escolhas envolvendo o desconhecido e a relação com as pessoas que amava.

“Você fez sua escolha Niccals. Boa sorte. Que Lúcifer se apiede de sua alma.” E desapareceu levando a aura escura e sinistra que trouxe ao quarto embora como se nada tivesse acontecido ali.

2D tinha os olhos o dobro do tamanho que regularmente eram. Odiava coisas que envolviam almas, morte, tratos e relacionados. Odiava mais do que baleias. Respirou fundo limpando as lágrimas. Mesmo ainda triste agora o problema era outro.

“Tem certeza que vai fazer isso Murdoc? Vo-você nem sabe quem pegou elas” 2D tentava ser um pouco mais racional do que o baixista.

“Posso até não saber.” Ele olhou para 2D de modo realmente assustador “Mas o futuro dele ou dela está cancelado no momento que se meteu comigo.” Stuart se assustou com a seriedade que aquelas palavras foram proferidas.

Nenhum dos dois falou mais nesse assunto naquela noite. Apenas 2D tentou se deitar, Murdoc não conseguiu dormir, e acabou com um maço inteiro de cigarros até o amanhecer. Stuart desistiu de tentar descansar vendo como o outro estava.

“Hey Muds... vai ficar acordado a noite inteira?” Ele perguntou inocentemente.

“E o que mais tenho pra fazer Stuart? Minhas filhas estão não sei aonde com não sei quem, e só amanhã que eu vou poder resolver isso.... E sem nenhuma pista de quem pode ter sido...” Murdoc estava sentado na frente da casa na calçada. Colocou as mãos sobre a cabeça... “Tudo que estava escrito naquele papel como assinatura era H...”

“Pense então nas pessoas que você conhece com essa inicial...” Murdoc pensava que aquilo podia ser uma armadilha, que a pessoa em questão não teria escrito a inicial certa. Não se entregaria assim tão fácil. “Que poderiam ter feito algo assim...” Ele completou.

Murdoc estava tão possesso que não conseguia nem pensar... A Cyborg não poderia ter sido, Noodle a destruiu. Del tinha sido exorcizado e não teria motivos pra isso, seu pai estava morto já, Paula também.... Paula... poderia ter sido o ex dela. O doido que destruiu a vida das meninas. Seus punhos cerraram se sem que ele percebesse. Assim que seu pensamento chegou a essa conclusão...

“Você não disse que tinha um irmão mais velho.... O qual não tinha mais contato a muito tempo...?” Hannibal, o H era de Hannibal. Seria ele o autor do que houve? Ou pior, ex da Paula? O passado foi tão cruel consigo que ele fez questão de bloquear qualquer memória a respeito dele, a ficha caiu como os pianos de desenho animado despencando de prédios. Ele levantou-se de uma vez assustando 2D.

“2D você é um gênio.” Murdoc pegou ele pelos ombros sacudindo o. Ele ficou ainda sem entender

“É... muita gente me chama assim...” Murdoc franziu o cenho descrente.

“Gênio?”

“Não, 2D”. Ele continuava com a cabeça tão vazia quanto um coco sem água.

 

Murdoc ficou um bom tempo aquela noite procurando informações sobre seu irmão em seu computador e bebendo para tentar se acalmar. Era um antigo vício que aflorava quando não tinha mais com o que se distrair. Queria saber principalmente se ele ainda estava vivo, mesmo a diferença de idade dos dois sendo pouca. A última vez que teve alguma notícia sobre ele, estava preso e deveria ficar por muito tempo ainda... Descobriu que tinha saído a alguns anos, e a conta batia com a idade das meninas... Estava sendo procurado por alguns crimes e também estava envolvido com tráfico... Talvez de lá venha o dinheiro que a filha falou que Paula precisava. Arrepiou-se ao ver uma foto dele mais recente.... Era o rosto mais envelhecido que assombrou seus pesadelos, junto do seu pai a muitos anos...

Ele e Hannibal nunca foram unidos. Na verdade estava mais para inimigos. Ele era outro que também abusava e batia em Murdoc quando seu pai estava bêbado demais pra isso ou tinha se cansado. Então as surras quase sempre eram em dobro. Ele era além de mais velho mais forte e igualmente alcoólatra. Pensou melhor e viu que a caligrafia também lembrava um pouco a do irmão, ou era sua visão embaçada que o pregava peças. As coisas estavam se encaixando e ele não estava gostando nada disso.

Com um pouco mais de paciência encontrou uma biografia falando dele, já que ficou famoso pelas atitudes ruins... Lá citava Paula e também sua filiação. Seus olhos dobraram de tamanho ao ver que sua mãe encontrava-se... viva. E o nome dela. Isso era uma descoberta e tanto...  Será que ela sabia que seu filho, tomou o caminho que tomou? Murdoc tinha uma certa curiosidade guardada a respeito daquela mulher que o abandonou... Ela era professora e estava atualmente aposentada. Guardou essa informação para depois.

Já estava amanhecendo e 2D acabou desmaiando no sofá mesmo tentando ficar acordado. Tomou algumas pílulas para dormir e tentar se acalmar, se incomodasse o baixista imaginou que ele podia acabar apanhando e estava emocionalmente e fisicamente drenado demais para um embate físico com o baixista. Já Murdoc a essa hora estava bêbado e não pensava muito corretamente. Péssimo para começar o dia que iria pegar suas filhas de volta, ao menos era o que ele pensava.

“H.” havia escrito no bilhete para se encontrarem logo pela manhã no píer abandonado que tinha perto dali. E que ele deveria ir sozinho. Essa parte foi fácil, escapou de um 2D desacordado num pulo. Ele poderia jogar uma bomba ali que ele não acordaria. Pegou a arma do juízo final e foi ao local determinado sem acordar ninguém na casa.

Lá chegando pontualmente na hora estipulada encontrou uma figura alta e esguia, trajando uma capa preta com capuz e alguns acessórios. Algo bem espalhafatoso e ridículo para aquela hora do dia, mas ele poderia ser um Niccals e sempre foi forte da família serem excêntricos. Ele estava com as meninas no chão amarradas e desacordadas, com certeza tinha feito alguma coisa pois não tinha paciência quando as duas falavam ou choravam. Tinham seus corpinhos cobertos de hematomas... A noite foi difícil.

Murdoc estava ainda possesso e o álcool não ajudava muito nisso. Grunhiu ao avistar as filhas e como estavam. Mas procurava manter sua mente centrada no que fazia, tinha uma tentativa e uma apenas. E o pensamento de talvez ter que assassinar seu próprio irmão cruzou sua mente várias vezes no caminho de ida mas nem isso iria impedi-lo.

“Estou aqui como você ordenou.” Deu um passo à frente ficando mais próximo ao indivíduo “Devolva minhas filhas, agora.”. O outro cara riu escandalosamente e ali Murdoc teve 90% de certeza que aquele ali era seu “queria que estivesse morto” irmão.

“Sempre tão apressado, Murdoc...” Era o tom de voz dele.

“O que você quer? Dinheiro?” Tinha que ter uma razão por trás de ter feito aquilo.

“Não, isso seria fácil demais...” Ele tirou o capuz que cobria seu rosto. Era Hanibbal, envelhecido e com muitas cicatrizes. Murdoc engoliu em seco. “Se lembra de mim irmãozinho...?”

“Por que...? Por que tudo isso agora...?” Ele não conseguia entender por que de aquilo tudo tão de repente... Podiam ter se reencontrado como irmãos normais, talvez até ter tentado se entenderem...

“Por que eu quero você fora da vida delas. Quero elas de volta, são as últimas lembranças vivas da Paula...” Agora ele era o irmão dele e o ex da Paula.

“Supera. Ela está morta e logo você vai estar também...” Murdoc falava com certeza, tinha a arma engatilhada no bolso de seu casaco e a mão pousada sobre ela.

“Ouso discordar, irmão. Eu ter te atraído até aqui tem apenas uma razão. Suas filhas assistirem VOCÊ morrer.” Ele deu um tiro pra cima acordando as duas, então ele estava armado também. “Depois disso eu vou sumir e me divertir com elas até quando eu quiser.” Sorriu desdenhoso como se estivesse ameaçando-o.

As pequenas acordaram de supetão, assustadas e amordaçadas. Não ousaram gritar com medo do homem em sua frente. Murdoc observou-as com lágrimas nos olhos. Seus olhares desiguais temiam pela vida do pai, e ambas já sabiam das intenções do outro. O baixista não prestou atenção mas já tinha um cano apontado para sua cabeça.

“Melhor prestar atenção em mim. Eu não te matei quando você era mais novo, mas hoje não vou falhar.” Murdoc não conseguia entender de onde vinha tanto ódio tanta raiva.

“Por que...? Por que quer tanto me matar depois de tanto tempo Hannibal?” Era inconcebível tudo isso. Ele era louco...

“Por que? Por que foi por sua causa que nossa mãe foi embora... Por que você nasceu. Seu maldito. Eu te odeio.” Ele engatilhou a arma.

“Mas a nossa mãe está viva.” Os olhos dele suavizaram juntamente com o dedo pressionando o gatilho. “Pelo que diz no que eu pesquisei está viva.”

Hannibal em um momento abaixou a arma... Pensando nas possibilidades de ela estar viva implicavam... Nessa hora Murdoc engatilhou sua arma mostrando que também havia vindo preparado.

Hannibal imediatamente reengatilhou a arma em mãos, mas dessa vez não apontava mais para ele, e sim pra onde estavam as meninas. O coração de Murdoc falhou por um instante.

“Mais um passo e eu mato elas.” Ele parecia falar sério.

“Mas seu problema não era comigo...?” Ele tentou desconversar mudando o foco do irmão.

“Tenho balas o suficiente para elas e para você.” Ele era completamente louco e incoerente... Precisava de ajuda, Murdoc esperou que ele a encontrasse... no inferno.

Nesse momento um grito foi ouvido, fino e esganiçado. Murdoc sabia de quem era, só não acreditava que estava querendo bancar o herói agora. 2D apareceu correndo e se jogou em cima de seu irmão para impedi-lo de fazer o que queria.

“Não encosta nas minhas filhas.” Agora as meninas gritavam assustadas com a luta que se seguiu. Murdoc grunhiu pela atitude imbecil e impensada do cantor, ele tinha boas intenções mas pouco cérebro. Guardou rapidamente a arma de volta no bolso e foi ajudar o namorado que socava e chutava cegamente o corpo embaixo do seu.

Hannibal deixou cair sua arma no chão quando foi atacado e Charlotte a chutou para longe. O homem tentava desesperadamente se livrar de 2D. Gritando e xingando-o. Logo ambos caíram no chão rolando... Murdoc não sabia o que fazer, tinha um tiro apenas e aquele idiota estava bem no caminho.

Quando pararam de rolar tinham se soltado um do outro. Até que a ideia de 2D tinha dado certo. Ele num movimento certeiro conseguiu atirar no coração do irmão, sem direito a últimas palavras ou nenhum pedido. Foi a sangue frio, parando imediatamente a ação dos dois. 2D arfava sentado no chão processando tudo o que tinha acontecido percebendo o corpo inerte ao seu lado. Não era como se já não tivesse visto um corpo morto... Mas mesmo assim assustou-se. Murdoc se ajoelhou soltando a arma exausto.

“As coisas não deveriam ter sido assim...” Falou mais pra si mesmo do que para 2D.

“Me desculpa, eu não pensei muito no que estava fazendo quando ele apontou pras meninas...” Ele se levantou e aproximou-se de onde Murdoc estava ajoelhado.

“Não falei de você 2D... Você ajudou bastante protegendo elas e a mim também. Eu não queria ter matado meu irmão...” Ele suspirou derrotado.

2D olhou para trás e não viu mais nada. O corpo dele desapareceu junto com a arma de Murdoc como se nunca tivessem estado ali. Jurou que podia ouvir a risada de Boogieman ao fundo. Tudo tinha acabado.

“Você ouviu algo mais do que aconteceu aqui?” Murdoc indagou não sabendo desde quando 2D tinha aparecido.

“Não, eu cheguei ele já tinha mudado de alvo.” Bom, então ele ainda não sabia do problema com a mãe dele. Sentiu uma ponta de culpa que o irmão não poderia ver mais a mãe... Ele mudou completamente de feição quando ele citou ela estar viva, seria parte do plano? Mas ignorou, ele era um monstro e teve um fim merecido. Mesmo assim sentiu um desejo súbito de conhecer sua mãe...

Levantaram-se e correram em direção as meninas desamarrando-as.

“Vocês estão bem...?” Murdoc perguntou.

“Ele fez algo com vocês?” 2D estava muito preocupado.

“Só bateu na gente... E ele tinha o cheiro que o papai tem agora...” Se referindo ao fato dele ter bebido e provavelmente Hannibal também. 2D fechou a cara para o baixista.

Analisaram e viram que tinham muitos machucados superficiais.... Alguns piores que outros, definitivamente precisariam de cuidados.

“A gente ouviu um barulho... alguma coisa aconteceu...?” Grace inocentemente perguntou.

“A gente... resolveu o problema, ele nunca mais vai mexer com vocês...” Não iria dizer que assassinou o irmão... Ela não precisava saber.

E pela primeira vez em tempos voltaram para casa sem mais contas a acertar pendentes.



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