História Pais por Acidente - Capítulo 26


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Categorias Gorillaz
Personagens 2-D, Murdoc Niccals, Noodle, Russel Hobbs
Tags 2doc, Niccalspot, Studoc
Visualizações 83
Palavras 3.649
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse é o capítulo de amanhã. Como ele já estava terminado e amanhã não vou ter tempo nem de respirar trabalhando, decidi deixa-lo aqui desde agora.
Boa leitura, ainda tem muita história por vir.

Capítulo 26 - Verdade


Fanfic / Fanfiction Pais por Acidente - Capítulo 26 - Verdade

Capítulo 26

 

Stuart chegou tendo um treco no hospital. Não o deixaram ver o baixista por que o estado dele era grave... Levaram-no de maca pra emergência e lá ele ficou. Agora era por outra razão que foram parar ali, ele tinha quase dado sua vida pela segurança do cantor. Tentou ligar para Noods que a essa altura já deveria ter colocado as meninas para dormir, mas provavelmente estaria acordada já que só ia para cama quando todos estavam em casa.

“No-noods...?” Sua voz estava embargada e ele gaguejava pelo choro.

“Oi Toochi... O que foi, por que sua voz está assim...?” Ela saltou da cama ao receber a ligação tão tarde.

“A-aconteceram umas coisas... coisas ruins... Eu estou no hospital com Muds...” Ele tentava não soar tão desesperado, mas estava difícil.

“Toochi, pelo amor de Deus o que foi que houve...?” Sentou-se e pressionou o aparelho contra a orelha com mais força.

“Meus-meus pais odiaram vê-lo... tivemos que sair de lá... foi... foi horrível” Ele soluçava tentando juntar as palavras. No caminho até lá ele tinha tomado quase o frasco inteiro de pílulas que tinha no bolso, as mesmas que estavam no porta luva do carro, ele roubou-as quando Murdoc não percebeu... tentando se acalmar e já estava se sentindo mal por ter feito isso. “Muds me levou pra jantar em outro lugar... Quando saímos a gente foi atacado...” Fechou os olhos lembrando o pior. “Ele me protegeu... E levou a pior... Noods o cara era enorme, ele... ele não tinha chance.” Soluçou voltando a chorar.

“Toochi, eu não consigo estar ai agora... As meninas estão dormindo e eu preciso ficar com elas... Vou pedir a um amigo meu... ver se ele está disponível pra passar a noite com você.... Desculpa irmão, mas alguém precisa cuidar delas... Por favor mande notícias... Se o Muds melhorar, está bem...?” Stuart estava tão transtornado que nem contou a ela que ele havia sido pedido em casamento... Esqueceu-se.

Noodle ligou para a única pessoa que sabia que ia poder ajudar numa hora como essa: Ace. Ela ainda mantinha contato com o baixista, e o atualizava sobre tudo que tinha acontecido, até saiam juntos algumas vezes, eram bem próximos. Ele tinha melhorado bastante a respeito de seu coração partido, e tinha superado 2D, contando com o apoio da japonesa e sempre se oferecia para ajudar em alguma coisa a respeito dele... Apenas respeitou que Murdoc estava de volta e seu lugar na banda não existia mais, mas se precisassem por problemas de amizade, bem ele estaria lá.

“Ace...?”

“Noods... Meu Deus está tarde, aconteceu alguma coisa...?” Esfregou os olhos ainda tentando entender quem estava do outro lado da linha.

“Pior que sim... Eu não gosto de trazer más noticiais, ainda mais tarde da noite... Mas aparentemente Toochi e Muds foram atacados voltando da casa dos pais dele hoje... E Toochi está no hospital agora com ele, tendo um surto, não conseguiu nem falar direito comigo o que aconteceu...”

“Diga qual hospital e estarei lá num instante.” Ela nem precisou pedir o favor ele automaticamente acordando de vez.

“Eu preciso cuidar das meninas aqui... E preciso que alguém me informe sobre como está o pai delas, Toochi não consegue nem falar... E Russ não vai saber fazer isso bem. Poderia por favor cuidar do meu irmão de novo...? Eu sei que você não gosta do Murdoc e...”

“Eu não tenho nada contra ele... Só não queria deixar aquele bastardo fazer algo de ruim com Stuart, se ele não fez, está tudo bem.” Não era hora de discutir.

“Pelo que Toochi disse Murdoc protegeu ele, por isso que ele está inteiro e falando comigo e o bastardo deve estar comendo comida de bebê de canudinho agora.”

 

Ace prontamente colocou um casaco e voou para o hospital. Lá encontrou um Stuart encolhido com uma bandagem no ombro e chorando muito. Seu coração apertou, mas aquela não era hora de ter pena, tinha que ser forte ou ele ia continuar em surto. Apoiou a mão sobre a cabeça dele e no susto ele olhou pra cima. Reconheceu quem era e deu um largo sorriso. Ace retribuiu o sorriso e o abraçou. Sem palavras. Não tinha nada o que ser dito agora.

Os dois ficaram na sala de espera aguardando notícias noite adentro. Ace pegou um chocolate quente para 2D e um café pra si mesmo, tentando acalma-lo com doces, o que funcionava muito bem. Agora o cantor não chorava mais e Ace pôde perceber a presença do anel em sua mão. Por ser preto não tinha certeza se era o que estava pensando ser...

“Bem...” Quis quebrar o gelo do silêncio dos dois. “Noods me contou que vocês foram atacados depois do jantar na casa dos seus pais...?” Ele sabia que alguma coisa aconteceu entre o jantar mal sucedido e o ataque.

“Na verdade, Ace, a gente não conseguiu comer nos meus pais.. Eles não foram muito receptivos... Muds me levou para outro lugar para jantarmos, foi um encontro... Eu não estava esperando por isso na realidade...” Deu um gole no chocolate, estava uma delícia e a noite prometia ser fria. “Ele... Ele me pediu em casamento, Ace.” Seus olhos eram enormes e já juntavam lágrimas de novo. “Isso eu estou falando pra você agora, não consegui falar com Noods.” Ele mostrou a mão. “Não sei se ele já estava planejando isso ou... Mas depois do jantar... bem aconteceu o que aconteceu para estarmos aqui...”

“Fico feliz por vocês dois... Não pelo que aconteceu com Murdoc... mas por estarem felizes juntos.” Ele verdadeiramente parabenizou-o.

“Sei que algumas coisas não ficaram bem explicadas no dia que Muds voltou... E sei que você não precisa estar aqui também...” Stuart se sentia mal por ser um fardo. Já não tinha conseguido ajudar Murdoc e agora também atrapalhava Ace com problemas que nem  a ele diziam respeito.

“2D. Águas passadas. Está tudo bem agora, de verdade. Vim aqui pela nossa amizade, não tenho nada contra Murdoc. O que ele fez por você me mostrou muita coisa.” Um gole de café enquanto digitava uma mensagem para a japonesa, que não pregou o olho um momento até aquela hora. 

“Obrigado.” E um sorriso, Noodle e até ele se importavam consigo. A enfermeira se aproximou dos dois.

“Senhores... Estão com o paciente Niccals?” A cara dela não era das melhores.

“Sim, estamos.” Ace respondeu pelo cantor.

“Não estão permitidas visitas ainda... E o quadro dele é bem grave.” Ela parecia estar escondendo alguma coisa. “Está com algumas costelas fraturadas, o nariz quebrado e hemorragia interna. Tivemos que induzi-lo ao coma para que pudesse se recuperar.” O coração de 2D parou por alguns instantes.

“Mas, ele pode demorar a acordar...?” Ace tentava ler a mente de 2D sobre o que ele poderia perguntar num momento como aquele.

“Não sabemos, pode acordar ainda hoje ou levar dias para isso. Mas não corre risco de vida, isso se ele lutar e ser forte... O que podemos fazer é cuidar mas o corpo dele tem que reagir positivamente também. Eu realmente sinto muito...” Ela se aproximou de 2D abaixando-se até ficar na altura dele... “Por ele ter um anel igual ao seu na mesma mão, eu suponho que sejam mais do que amigos.” Colocou a mão sobre seu ombro tentando tira-lo do transe em que se encontrava. “Seja forte por ele também, pelo quadro ele, deveria ter morrido... Mas algo o manteve vivo.” E saiu deixando os dois a sós. Ace desesperado sem saber o que fazer de novo, e 2D com o olhar vazio chorando que nem percebia.

O abraçou o e apoiou a cabeça sobre seu ombro, deixando-o que lavasse todo seu pranto. Mesmo tendo suas diferenças a respeito do baixista, também pediu que ele saísse dessa. Pelo Gorillaz, pelas meninas e principalmente por Stuart, sabia que ele podia enlouquecer a qualquer momento pensando no pior. E Ace tinha consciência do problema dele com medicamentos... Viu o quanto ele estava tonto e pouco responsivo quando chegou, isso acontecia em situações em que ele estava intoxicado demais por ter exagerado. Ace suspeitava que ele poderia estar inclusive usando outras coisas... Além de analgésicos e ansiolíticos. Enquanto isso 2D apenas processava como Murdoc deveria ter se sentido quando ele estava em coma. Era um pavor terrível, somado ao tanto de coisa que ele tomou, já estava passando mal.

As horas se arrastaram, ele avisou Noods sobre a situação e ela já começou a pensar em como contar pras meninas. Era uma situação delicada mas ela saberia lidar. Sabia que se não fosse por Murdoc, 2D quem estaria no lugar dele. Passou a mão nos cabelos tentando se acalmar pela décima vez aquela noite, enquanto as duas dormiam tranquilamente alheias a tudo.

No hospital Stuart estava começando a se sentir mal pela quantidade de pílulas ingerida. Avisou a Ace que precisava ir ao banheiro. O baixista percebeu o tanto que ele não andava em linha reta e se apoiava nas coisas para conseguir chegar ao destino. Achou estranho e quis averiguar. Stu entrou rapidamente no banheiro, entrando na cabine... Precisava colocar para fora ou não ia melhorar... Tudo estava girando tanto que ele não conseguia se mover direito.

“Stuart você está bem...?” Ace estava do outro lado da porta, que por acaso 2D nem conseguiu trancar. Ele não respondeu, sentou-se na privada e jogou a cabeça para trás, colocando as mãos nos bolsos e desistindo do que ia fazer. Ace, não ouvindo resposta decidiu empurrar a porta para ver o que estava acontecendo... Seus olhos saltaram ao ver que Stuart estava quase apagando e seus olhos estavam brancos. Imediatamente chamou os médicos.

 

Antes do susto Ace estava mandando mensagens para Noodle, mas depois disso decidiu ligar.

“Alô?” Ela tremia segurando o telefone.

“Noods, é o Ace, sabe que nós falávamos em achar que Stuart poderia ter um problema pior... do que só a dependência de medicamentos...?” Ela gelou, mais más notícias? A voz dele estava no dobro da velocidade normal.

“Sim, a gente falou sobre isso, quando ele estava ocupado demais escrevendo o álbum e... bem tendo recaídas por você sabe quem...” Ela engoliu em seco.

“Então... Não fomos autorizados a ficar na sala onde Murdoc está. E Stuart quis ir no banheiro depois de tomar tanto chocolate quente. Eu pensei que fosse por isso, mas ele estava passando mal na verdade... Teve um quase desmaio lá dentro tentando vomitar tudo que tinha tomado... e os médicos e eu tiveram que acudir... Ele já estava demorando demais lá dentro e eu fui ver o que foi... Quando ele estava meio acordado meio dormindo eu segurei ele no colo. 2D estava com uma das mãos no bolso... quando eu fui tirar, encontrei pó.” A japonesa suprimiu um grito. “É, e só pode ser o que estou te dizendo, eu sei do que falo... O problema dele é maior do que pensávamos.... E eu não tenho ideia de como fazer para ajudar...”

“Acho que a única pessoa que ele ouviria agora está indisponível, Ace... Onde ele está agora?” Ele sabia que mesmo se falassem um monte quem sabe ele só escutasse Murdoc.

“Levaram para fazer testes... Exame de sangue, urina... Essas coisas. Ele não se opôs... e também não sei se misturou hoje... Mas estava consciente e de pé, apenas meio desatento quanto o que acontece ao redor dele...”

“Os resultados demoram a sair...?”

“Não, até antes do amanhecer já saem... Os médicos me disseram que se encontrarem alguma coisa... Bem, vão avisar a mim para falar com aos familiares. E vocês são a família dele....E encaminhar para tratamento, isso se ele decidir optar por isso...” Suspirou. “Só posso torcer que até lá Murdoc acorde. Estou vendo que eu terei que falar com ele sobre isso tudo quando ele recobrar a consciência.”

A japonesa respirou fundo do outro lado da linha. Seu irmão e seu “pai” estavam numa pior... “Preciso que esteja aqui pela manhã, querida. Se possível traga as meninas e Russ, o mais cedo que você conseguir. Ele vai precisar de apoio... Eles dois.”

“Obrigada, Ace. De coração.” E desligou o telefone, provocando um sorriso no baixista que foi atrás de mais café.

 

Na manhã seguinte, nada de Murdoc ter acordado ainda. E 2D ainda estava fora de alcance. Depois das 5 Ace dormiu sentado na poltrona da sala de espera, aguardando novas notícias que não vieram.

Enquanto isso na casa, Noodle lutava contra as lágrimas e vestia as meninas.

“Grace, Charlotte.” As duas olharam para ela sérias, vendo pela cara da irmã mais velha que algo muito ruim deveria ter ocorrido. “Seus pais estão no hospital. Houve um problema e Murdoc saiu bastante machucado. Stuart não... reagiu bem, e por isso ficou por lá também. O tio Ace está no hospital agora e nós vamos lá para não deixar ele sozinho, está bem?” As duas assentiram lutando para não chorar. “Eles estão fora de perigo, e precisam que a gente seja forte e apoie eles, acham que conseguem fazer isso...?”

Sua feição era cansada de quem não dormiu nada e as meninas se entreolharam, precisavam ajudar ela e os pais, por mais que estivesse doendo. Beijaram e testa dela, uma de cada vez. “Vai sarar.” Charlotte se limitou a dizer e acompanhou silenciosamente a guitarrista e Russ até o taxi.

 

Enquanto isso no hospital a enfermeira acordava Ace.

“Me desculpe senhor, vi que estava dormindo mas tenho notícias que dizem respeito a seus amigos que acho que te interessam...” Ele se endireitou para ouvir as novidades.

“Senhor Niccals ainda não acordou, mas apresentou uma melhora considerável e já pode receber visitas. A situação do senhor Pot, é um pouco mais delicada e peço que ouça com muita atenção.” Ela respirou profundamente. “O exame acusou algumas... substâncias no corpo dele. Estejam cientes que ontem ele teve um princípio de overdose... A sorte dele foi estar no hospital quando isso aconteceu e pudemos ajudar... Recomendamos que procurem ajuda o mais rápido possível, ou que alguém mais próximo converse com ele... Ele tem o emocional muito frágil e o corpo igualmente. Se repetir o que fez ontem, ele pode não resistir.” Ace ouviu atentamente.

“E agora ele está onde...? Pode receber visitas...? As filhas dele e uns amigos estavam esperando amanhecer só para vê-lo... E já estão a caminho também...” Fez um tremendo esforço para parecer bem e inalterado.

“Mais um motivo para ele se tratar, as filhas. Ele pode sim. Fez lavagem estomacal e ainda está meio grogue. Mas está fora de perigo, se não se meter com mais nada... Tão perigoso.” O olhar dela era de pena.

“O que...?” Ace hesitou em perguntar “O que encontraram de perigoso nos testes?”

“Fizemos testes para tudo... Então foram encontrados traços, além de ansiolíticos, antidepressivos e analgésicos...cocaína... E heroína... Em bem menos quantidade, mas sim, tinha. Por isso a urgência em ele ser assistido. Se algum dia misturar os dois, pode ser fatal. Não se sabe o nível de envolvimento que ele tem com isso...” Ela viu o rosto dele desmontar em uma feição triste. As meninas chegaram. “Vou deixar a família sozinha.”

“Oi Ace... Pela sua cara já posso dizer que não tem notícias muito boas...” Noodle se aproximou ainda de pé.

“Oi Noods, Russ...” Ele levantou-se. “Preciso conversar com ela a sós, Russel, fica aqui com as meninas, por favor, ali tem uma máquina de doces, compre algo para elas tomarem de café da manhã...” Seu olhar estava implorando. Russel entendeu e atendeu o pedido. As meninas ficaram sem entender nada, mas sabiam que era conversa de adulto, se fossem para elas saberem iriam contar.

Ele saiu com a japonesa e passou as informações para ela, que imediatamente começou a chorar. Não acreditava no que estava acontecendo, como, quando, onde, por que...? E quem... Quem ensinou-o a fazer isso. Não era possível que alguém tão bobo e inocente como 2D aprendeu a usar sozinho. O que de tão sério teria acontecido para ele optar por algo tão baixo...? Tinha mais coisa por trás daquilo. Terminaram a conversa com os dois chorando, Noodle abraçada no baixista até se acalmar. Decidiram ir ver o cantor e conversar com ele. Apenas torciam que Murdoc acordasse logo para tentar tomar alguma providência. Algo os dizia que não seriam ouvidos.

 

Chegaram no quarto do cantor, apenas os dois, rostos vermelhos e inchados. 2D estava vestido com o camisolão de paciente e tinha uma pulseira de identificação no braço, band-aids onde tiraram sangue... Tinha a cara péssima e já esperava pela bronca que iria tomar.

“Ello...” Falou timidamente e baixo. Os dois se aproximaram sem dizer nada.

“Você já sabe o que aconteceu com você Stuart?” Ace começou sem cerimônias. 2D era como uma criança, então deveria ser tratada como uma para entender o tamanho da gravidade do que tinha feito.

“Na verdade não, Ace... Apenas me medicaram e disseram que minha família estava ai fora... Talvez quisessem que vocês falassem comigo...”

“Estão, Russ e as meninas. Mas por enquanto elas não vão vir ver você.” Noodle foi assertiva quanto a proibição.

“Como está Muds...?” Ele apenas queria saber se o noivo estava bem, não se importava consigo mesmo.

“Ainda desacordado 2D... Teve uma melhora nas últimas horas...Não se preocupe com ele. Viemos aqui falar de você. Sobre os resultados dos testes...” 2D mordia o lábio sabendo que já deveriam ter descoberto tudo.

“Encontraram muito mais do que apenas medicamentos em seu sangue, irmão. E estamos muito preocupados...” Ela sentou-se na cama perto dele.

“Ah isso não é um problema... Eu só exagerei de ontem pra hoje com tudo que aconteceu... Iam achar isso mesmo...” Ele desconversou como se os médicos estivessem errados e ele estivesse bem.

“Stuart, encontraram cocaína... E heroína no seu sangue...” Ace estreitou os olhos. “Você está querendo se matar...?” Os olhos do cantor se encheram de lágrimas. Noodle pegou a mão do baixista no reflexo, com medo de que fosse cair.

“Não... Mas houve um tempo que eu queria sim...” Ele agarrou os lençóis da cama. “Me perdoem...” Fechou os olhos com o rosto queimando em raiva e vergonha.

“Não estamos querendo brigar com você Toochi, mas queremos saber a verdade... E queremos que você se trate, por que não queremos te perder...” A menina também se segurava para não chorar e apertada ainda mais a mão de Ace. Ele permanecia impassível. Tinha que ser forte.

Naquela hora 2D contou toda a verdade para os dois, que ficaram horrorizados com a quantidade de coisas que ele passou. Ace abraçou a japonesa enquanto ambos ouviam tudo atentamente, acariciando seus cabelos negros e finos.

“Espero que possam me perdoar por ter escondido tudo de vocês...” Ele soluçava, estava realmente arrependido.

“O problema não é perdoar, Toochi, você precisa fazer algo a respeito disso, você não pode ir adiante na banda e com suas filhas assim... Nós te amamos, todos nós. Não faça isso com a gente...” Noodle estava implorando.

“Noods tem razão, e Murdoc nem desconfia de tudo isso que está acontecendo. Você vai ter que falar com ele quando ele acordar... Afinal ele é seu noivo agora.” Noodle arregalou os olhos. “Noivo?”

“Então, aconteceram mais umas coisas ontem que eu não pude te falar...” Ele mostrou o anel. “As coisas não só comigo estão mais sérias, mas com a gente... E depois de hoje, não sei mesmo se iremos adiante...” Ele abaixou o olhar imaginando o tamanho do surto que o baixista teria. E ele merecia apanhar até perder a consciência pelo que fez e o que estava fazendo sua família sofrer.

Noodle pegou gentilmente a mão do cantor quase o dobro do tamanho da sua... “É lindo D... Ele que escolheu...?” Ela não acreditava nesse tanto de carinho vindo de alguém como Murdoc...

“Ele que planejou tudo Noods... Eu não sabia de nada, e acho que vocês também não...” Ele olhou encantado para o anel.

“Então ai está mais um motivo pra você tomar uma atitude... Pra não perder o Murdoc.” Stuart sorriu, Ace tinha razão.

“Você não está brava Noods...?”

“Por isso?” Ela apontou o anel e ele assentiu. “Não Toochi, sabemos o quanto vocês se gostam... Apesar de mágoas passadas, ele salvou sua vida hoje. E acho que de uma forma ou outra ele também salvou a sua.... Não me incomodo com quem você escolheu passar o resto da sua vida, eu só quero que seja feliz...” E que não se drogue. “Meus parabéns pelo noivado.”

Os dois iam sair para deixar o cantor mais à vontade com seus pensamentos, ali ele estava protegido de tentar qualquer bobagem. Continuavam abraçados procurando apoio um no outro e precisavam avisar Russel de tudo. Apesar dos esforços 2D não parecia que estava determinado a fazer alguma coisa ou procurar ajuda. Por mais que tivessem falado parecia que ele não ouviu. Estavam saindo derrotados.

Virando a esquina em direção a sala de espera novamente, encontraram com a enfermeira já conhecida com uma bandeja de medicamentos e almoço, não se tinham dado conta de que tinha passado tanto tempo depois que 2D explicou tudo a eles.

“Senhores...?” Os dois pararam para prestar atenção no que a moça tinha a dizer. Nem se tocaram que ainda estavam de mãos dadas. “O paciente Niccals acordou. Está sereno e cansado, mesmo ministrando medicamentos para dor ele ainda reclama bastante.” Os dois suspiraram aliviados, quase doze horas apagado. “Não informarei ao senhor Pot pelo estado que ele se encontra agora... Ele não pode ter nenhuma emoção forte. Para ele Senhor Niccals continua desacordado. Quero pedir que o casal ou um de vocês converse com ele sobre a situação do Senhor Pot antes deles se virem pessoalmente.” Os dois ficaram muito vermelhos.

“Não somos um casal, moça.” Ace logo desconversou. “Mas eu posso falar com ele, Noods, vá falar com Russel e as meninas... Eu me encarrego do Murdoc.” Deu um beijo em sua testa e ela assentiu, indo cada um para seu caminho. O dia ia ser longo.



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