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História Países Baixos - Capítulo 1


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Notas do Autor


Oi 💗 Essa oneshot é um presentinho pra @newada

Capítulo 1 - Porta de Vidro


Jeongguk estava deitado de bruços sobre uma toalha esticada na superfície do deck, tomando seu solzinho diário próximo à piscina de casa. Não vestia nada, já que estava totalmente sozinho e, caso acabasse se bronzeando — coisa que era difícil, levando em conta o quão fraquinho os raios solares estavam naquele dia — não gostaria de marquinha alguma em seu corpinho. Jeon sabia que no máximo ganharia uma vermelhidão nas nádegas, mas a sensação acolhedora em sua derme era ótima por si só.

 

De olhos fechados, ouviu passos se aproximando dos fundos da casa. Loïc, o gatinho de estimação de pelo branquinho, bocejou grande; o bichano estava deitadinho no gramado próximo a si, também aproveitando o calorzinho tímido daquele começo de tarde gostoso junto ao dono. A porta que dava acesso à aquela área foi aberta.

 

Jeon identificou o risinho já muito bem conhecido de seu marido.

 

— Bronzeando a bundinha, amor? — questionou arteiro, desafrouxando a gravata azul marinho do pescoço.

 

Jeon virou o rosto de lado para enxergar Taehyung, erguendo-se apenas o suficiente para apoiar sua bochecha numa das mãos. Sorriu de canto.

 

— Chegou cedo hoje, o que houve? 

 

— A reunião durou menos do que eu esperava — respondeu o mais velho. O Kim se sentou numa das espreguiçadeiras, desabotoando algumas das casas superiores da camisa branca. — Poucas coisas são melhores do que chegar em casa e te encontrar assim, sabia?

 

— É mesmo? — o mais novo se levantou, levando a toalha felpuda consigo, usando-a para cobrir seu quadril e a intimidade. Foi se aproximando de Taehyung, mexendo em seus próprios fios loiros descoloridos recentemente. — E quais são essas coisas, Tae? 

 

Taehyung mordeu o lábio inferior vendo o tronco malhado de seu cônjuge exposto, sendo tão convidativo e bonito como sempre foi. O abdômen era trincado, possuía um pequeno "caminho da felicidade" feito de pelinhos escuros e ralos que começava próximo ao umbigo e sumia na linha da toalha recém enrolada no corpo bem mais branco que o seu. Os gominhos combinavam bem demais com os músculos saltados dos braços grandes que eram cheios de desenhos bonitos — quase todos feitos pelo próprio Jeongguk, que escolheu muito bem o design de suas tatuagens e sempre foi fiel ao estúdio o qual frequentava. 

 

— Está cedo para eu poder te responder essa pergunta e estou cansado demais para lidar com as consequências dela por agora. Desculpe, bebê. 

 

O loirinho fez biquinho, sabendo que o maridão provavelmente estava cansado demais para suas ousadias. 

 

— Você quer uma massagenzinha, meu tchutchuco? Imagino que deve ter sido super "empolgante" ouvir aqueles velhos falarem durante horas. 

 

— Já que você ofereceu, quem sou eu para negar? Quero sim. Adoro essas suas mãozinhas espertas — se levantou de onde havia sentado apenas para ficar na mesma altura do marido.

 

Taehyung selou a boquinha bem desenhada com carinho, segurando a cinturinha do Jeon com delicadeza. Encarou-o em seguida, sorrindo ao perceber o quão bem aquela cor de cabelo havia caído-lhe; era muito diferente do preto e castanho escuro habitual, mas estava perfeito no mais novo. Os fios eram fortes e cuidados profissionalmente, então se mantinham brilhosos e macios ao toque dos dedos compridos do mais velho.

 

Jeongguk desabotoou o resto das casas da camisa do esposo, deixando o peitoral naturalmente caramelizado exposto. Deu alguns beijinhos na pele morninha e pediu para que o mais velho lhe seguisse para dentro de casa, já que iria fazer a tal massagem em algum lugar mais confortável para ambos, e também porque precisava colocar sua cueca novamente para evitar que suas coisinhas inferiores ficassem balançando livremente por aí. Indicou que o outro se deitasse no grande sofá.

 

O moreno obedeceu após jogar a camisa e o (incômodo) cinto de couro em algum lugar da sala de estar onde morava. Relaxou o corpo pesado sobre o estofado de cor clara, aguardando Jeon voltar devidamente coberto nas partes importantes e pronto para lhe ajudar a relaxar. Seu marido era mesmo um anjo.

 

Eram casados por volta de uns três anos — mas estavam juntos há bem mais tempo. Sempre tiveram uma boa relação desde a época em que se conheceram no colegial e custaram a admitir que estavam perdidamente apaixonados um pelo outro. Os gostos eram diferentes, mas eles se completavam bem demais em todos os aspectos. Claro que, como em todo relacionamento comum, existiam brigas e desentendimentos por coisas bestas, mas com o passar do tempo aprenderam a lidar melhor com certas coisas e hoje são raras as vezes em que Taehyung acaba tendo que dormir no sofá de "castigo". 

 

O Kim estava prestes a pegar no sono quando ouviu a voz doce do mais novo lhe trazendo de volta.

 

— Voltei. 'Tava caçando aquele cremezinho de maracujá que você gosta.

 

— Hm... Quase dormi de tanto que você demorou.

 

— Besta. Eu nem demorei tanto assim — Jeongguk ajeitou a cuequinha boxer preta na bunda e sentou sobre as nádegas fartas alheias. Abriu a embalagem do produto e começou a despejar pelas costas largas e desnudas de Taehyung, vendo-o se arrepiar.

 

— Ai, Gukie! Isso 'tá gelado, amor. 

 

— Desculpa. Eu já vou espalhar aqui — encaixou a tampa de volta e colocou o embalagem o lado do sofá. Os dedinhos naturalmente rosados foram estralados e logo começaram a espalhar o creme de cheiro muito agradável no Kim. — Como foi hoje? Algo de interessante? 

 

— Por que está fingindo que se interessa por esses assuntos chatos, ein? — murmurou grave com a cara enfiada em uma das almofadas. 

 

— Ué... Eu não posso mais perguntar sobre o seu trabalho, Tae? 

 

— Claro que pode. Só estranho porque essas coisas são tediosas pra você.

 

Jeongguk, depois de espalhar todo o produto perfeitamente, começou a mover as pontas dos dedos sobre os músculos de seu cônjuge, desfazendo calmamente os "nós" criados pelo estresse. Era uma delícia fazer o mais velho se sentir mais relaxado, tirar toda a carga negativa dele enquanto o ouvia gemer de satisfação a cada ponto tensão pressionado com muita maestria, já que o loirinho conhecia tão bem seu corpo e sabia exatamente onde tocar. 

 

Taehyung sentia o peso do corpo do outro em cima de seu traseiro, mas não se incomodou. As mãos ossudas lhe acariciavam cheias de amor e o faziam se sentir nas nuvens. 

 

— Como... Hm... Isso, bem aí — murmurou o Kim ao ter um ponto específico de sua coluna pressionado pelos dedinhos alheios. — Como foi o seu dia, Gukie? Trabalhou em alguma coisa?

 

— Terminei de editar o vídeo novo do canal do Jimin e dei umas rabiscadas no Procreate. O dia não foi tão produtivo assim, mas terminei quase tudo que estava pendente, pelo menos.

 

Jeon era ilustrador — já havia trabalhado em coisas grandes na mídia, tendo seu nome bem reconhecido — e também ganhava uma parte do dinheiro próprio em freelance como editor e outras coisas as quais também levava jeito. 

 

— Que bom, meu denguinho. Deu banho no Lolo? 

 

— Claro que dei — respondeu indignado. — Seu filho estava fedendo, Taehyung. Coitadinho.

 

Taehyung deu uma risada a qual teve o seu som abafado. 

 

— Você diz como se fosse culpa minha.

 

— Porque é! Ele tem essa mania de ficar brincando com os seus sapatos e ninguém merece o seu chulé. Os pelinhos do meu filho estavam uma catinga só — Jeongguk reclamou espalmando as mãos nas costas largas que eram naturalmente bronzeadas. 

 

O Kim não respondeu ao comentário, apenas permaneceu quietinho, sentindo seu lindo cônjuge lhe tocando.

 

A massagem se estendeu por mais alguns minutos, com Jeon muito bem focado no que fazia. Aquela cena já era quase parte do cotidiano do casal — invertiam os papéis vez ou outra, mas sempre quando um estava estressado ou sobrecarregado por algum motivo, o outro não poupava os esforços (e as palmas) para a ajudá-lo a se sentir melhor. 

 

Jeongguk finalizou os movimentos quando sentiu o corpo abaixo de si bem mais relaxado. Deu beijinhos singelos, cheios de ternura, na pele macia a qual tocava instantes antes, ouvindo a respiração do marido começar a mudar de ritmo, indicando que este estava perto de pegar no sono. Se levantou cuidadosamente e pegou a calça de moletom de cor cinza a qual a havia separado para Taehyung vestir após se livrar da calça social nada confortável e a colocou em cima de um dos braços do sofá.

 

Decidindo fazer um chazinho, Jeon calçou seus slippers e andou até a cozinha da casa. Abriu os armários e analisou os sachês de vários sabores, no final optando pelo de erva-cidreira. Encheu a chaleira elétrica com água e se colocou a esperar a fervura. 

 

Algo peludinho e de temperatura quentinha se esfregou manhosamente em seus calcanhares.

 

— Oi, meu bebê — se agachou na frente do bichano branquinho que havia acabado de sair debaixo da luz do sol. Acariciou os pêlos levemente, fazendo-o ronronar em resposta. — Você quer comidinha agora? O papai já vai dar, espera um pouquinho — Loïc tentou subir no colo do dono, mas foi impedido. — Não, filho, eu estou sem camisa e o senhorzinho me arranha todo — o gato miou, como se tivesse entendido o que o dono disse e estivesse reprovando sua fala. 

 

O loiro se levantou e abriu a parte dos armários em que costumava guardar toda — ou pelo menos grande parte — da alimentação de seu bichinho de estimação o qual tratava como se fosse um filho de quatro patinhas. Pegou a ração e o pequeno lhe lançou um olhar cheio de expectativas, vendo-o despejar uma boa quantidade em seu potinho de alimentação. Jeon acariciou novamente os pelos do animalzinho, esperando a chaleira apitar enquanto Loïc se deliciava com sua comidinha. 

 

Quando a água estava no ponto esperado, o som do toque de celular de Taehyung se espalhou pela casa silenciosa e Jeongguk soube que o marido acordaria logo. Preparou duas canecas de porcelanas com os saquinhos do chá e se pôs a despejar o líquido quente dentro dos recipientes decorados com florzinhas delicadas pintadas à mão. 

 

O mais velho foi se aproximando do cômodo onde o outro estava, ainda pendurado no telefone, respondendo a pessoa na outra linha com sua voz mais grave devido ao sono interrompido. Sorrindo leve, Jeon se deparou com seu amor vestido na peça de moletom a qual havia separado, com os fios escuros um tanto desgrenhados e a cara amassada. 

 

Jeongguk terminou de preparar os chás, adoçando-os de acordo com o gosto de ambos, e aguardou pacientemente Taehyung terminar sua ligação que aparentava ser sobre algo relacionado ao trabalho. Sentiu um dos braços do Kim circular sua cinturinha quando se esticou para pegar um dos potes de biscoitos na parte de cima, a pele branquinha de suas costas encostando no peitoral moreno.

 

— Sim... Mhm... — dizia com o celular grudado ao ouvido e o nariz se esfregando de levinho na nuca atraente do mais novo. — Tudo bem, então. Eu vou conversar com o Jeongguk sobre isso, mas está certo. Até depois, pai — desligou a chamada e levou o outro braço para o corpo malhado, abraçando-o por trás propriamente. 

 

Taehyung apoiou o rosto no ombro do marido, inalando o perfume fraquinho e gostoso do Jeon enquanto aproveitava o calorzinho gostoso dos corpos colados. Apertou o abraço, sorrateiramente roçando seu quadril no bumbum redondinho guardado apenas no tecido fino da roupa íntima do outro. 

 

— Seu pai? — questionou o loirinho, levando a mão para os fios do Kim, acariciando-os de leve. 

 

— Sim — respondeu inalando agora o aroma do chá. — Tem cházinho pra mim? 

 

— Eu fiz a sua caneca, tchutchuco. 

 

— Obrigado. Você é perfeito, sabia disso?

 

— Sabia, sim.

 

Jeongguk se desvencilhou do abraço e depositou um selinho na boca carnuda do mais velho. Carregou o pote cheio de biscoitinhos cobertos com chocolate e sua canequinha de chá super cheirosa e quente até a mesinha da cozinha, onde costumavam tomar café todos os dias. Taehyung o acompanhou, levando sua dose da bebida de temperatura elevada consigo e se sentou numa das cadeiras dispostas ao redor da mesa.

 

— Surgiu uma viagem de trabalho e eu vou ter que ir no lugar do meu pai, Gukie. 

 

— Para onde? — franziu as sobrancelhas e pegou um dos biscoitos. Mordeu um pedacinho e tomou um gole do chá. 

 

— Holanda. Dá um biscoitinho, dá? — alcançou a comida já mordida pelo Jeon, abocanhando tudo de uma vez. 

 

— Ai! Não come meu dedo, não, viu? Vou te massagear com o que depois?

 

— Bobo.

 

— Aham — tomou mais um gole da bebida. Loïc já havia terminado sua refeição e caminhava satisfeito na direção de Taehyung. — Você tem mesmo que ir nessa viagem? O que houve com o seu pai? 

 

Jeongguk já estava acostumado com as viagens do marido ao exterior, já que este trabalhava na empresa do progenitor e daqui a alguns anos, quando o Kim mais velho estivesse inapto para continuar comandando a marca fabricante de cervejas, Taehyung controlaria as coisas ao lado da mãe. 

 

— Tenho mesmo. O papai tem alguns planos para os próximos dias com a mamãe e o aniversário de casamento deles, então eu vou no lugar. Você pode ir comigo? 

 

Loïc cheirou as pernas cobertas de seu papai Kim e subiu em seu colo em seguida, se acomodando confortavelmente. As mãos grandes do moreno começaram a acariciar a cabeça do bichano, fazendo-o ativar seu motorzinho que entregava sua satisfação pelo carinho.

 

— Quantos dias você vai ficar lá? 

 

— Uns cinco, talvez mais. A gente pode ficar uma semana, dar uma passeada, jantar em algum lugar legal. Você quer? Não quero te atrapalhar com o seu trabalho.

 

— Sabe que não vai, Tae — sorriu. — Eu vou sim. Eu terminei quase tudo, mas posso levar as minhas coisas para terminar o resto lá, já que você vai passar um tempinho resolvendo suas coisas, não é? Quando a gente vai?

 

— Esse final de semana agora. Papai alugou um jatinho. 

 

— Ricos e suas riquisses — Jeongguk revirou os olhos e riu acompanhado do marido. 

 

Taehyung bebeu seu chazinho e comeu mais alguns biscoitinhos. O bichinho de pelos brancos o olhava atento aos atos, quase pedindo com os olhos um pouquinho do doce. O moreno arqueou uma das sobrancelhas, encarando as orbes azuladas do felino. 

 

— O que está olhando, Lolo? Você acabou de comer, mocinho. Olha o tamanho da sua barriguinha.

 

— Não deixa ele comer isso, Tae, ele não pode comer chocolate — reclamou o loiro vendo seu cônjuge oferecer um pedaço do biscoito ao animal. 

 

— É só um pedacinho, amorzinho. Senão ele vai morrer de lombriga. 

 

Jeongguk estalou a língua no céu da boca. Taehyung se levantou, colocando o gato no chão e dando mais um biscoitinho inteiro para este. Jeon desferiu um tapinha na bunda grande do Kim em reprovação.

 

— Para de ser chatinho, Gukie, é só um biscoitinho — o moreno sorriu sacana. — Quer um biscoitão também? Tenho um bem gostosinho só pra você...

 

— Taehyung! Você não estava morrendo de sono agora a pouco, homem? — corou, mas se levantou também, se aproximando do Kim. Não negava um chamego gostoso com seu homem. 

 

— É que você só de cuequinha é uma coisa linda demais, sabia, meu loirinho? Você tomando sol com essa bundinha linda de fora atiçou minha imaginação.

 

O mais novo circulou o pescoço de Taehyung sentindo os dedos compridos em suas nádegas, apalpando-as com vontade. Arrastou sua língua para fora da boca e a esfregou nos lábios alheios, raspando o metal de seu piercing lascivamente, rindo safado em seguida.

 

— Ai, caralho, Jeonggukie... Vamos pro quarto logo, vamos. Lolo não pode ver o que eu quero fazer com você e essa sua linguinha agora. 

 

[...]

 

Na sexta-feira daquela semana, Jeongguk e Taehyung já estavam mais do que prontos para embarcarem rumo à Europa, para passarem os próximos dias numa das casas dos pais do mais velhos. Jeon às vezes se assustava com a quantidade de dinheiro e bens materiais que a família Kim possuía. 

 

O mais novo checava a malinha colorida de Loïc, se certificando de que havia separado tudo o que era necessário para os cuidados do bichinho. Não poderiam levar o gato junto à eles, então queria que este fosse bem cuidado mesmo que estivessem longe. Não se perdoaria se o filho sofresse longe dos pais.

 

— Você colocou aqueles petisquinhos de salmão que ele gosta? — Taehyung questionou se olhando no espelho, penteando os fios levemente úmidos pelo banho recente.

 

— Coloquei sim. Acho que não estou esquecendo de nada.

 

— Tenho certeza que não está, meu pitchuquinho. Vamos descer que já o Hoseok chega.

 

O casal se deslocou do quarto para a sala de estar da casa, com as malas feitas ao lado e a espera do amigo próximo o qual cuidaria de seu animal de estimação pelo tempo que estivessem fora. Aproveitaram o tempinho que tinham para trocarem carícias simples como beijinhos no rosto e carinhos nas mãos. 

 

A campainha tocou e Jeongguk foi rapidamente atender a porta, abrindo-a para ter a visão da pessoa já bem conhecida a qual havia acabado de chegar. 

 

Hoseok sorriu grande vendo o amigo e lhe cumprimentou com beijinhos na bochecha. 

 

— Oi, amigo. Desculpa a demora, acabei acordando um pouco tarde hoje e perdi o horário. Cadê o meu sobrinho? — falou tudo sorridente como sempre era.

 

Taehyung segurou Loïc feito um bebê em seus braços e o levou até o Jung, entregando-o cuidadosamente. O bichano aceitou o colo do convidado de bom grado, já que aparentemente gostava muito do outro e sempre agia manhoso quando este o visitava.

 

— Hobi, nessa malinha tem as coisinhas dele, não tem muito segredo, nem frescura. Qualquer coisa pode me mandar mensagem, tá? Aqui dentro tem uma pequena listinha do que fazer e o que não fazer. Nas quintas eu costumo preparar algum peixinho assado pra ele. Te passo a receita depois.

 

— Jeonggukie, calma. São só alguns dias — Taehyung disse calmo, arrastando as malas para fora de casa. 

 

— É o nosso filho! 

 

— Eu tenho tudo sob controle, Gukie. Pode ficar despreocupado — o ruivo afirmou, sentindo o gato apoiar a cabeça em seu ombro. — Aproveita a viagem e dá bastante, viu? 

 

Taehyung riu com o comentário do amigo. 

 

— Pois ele que me aguarde, vou dar um chá de cu tão bem dado que ele vai gemer até em Holandês — Jeongguk disse e sorriu, seguindo o marido para dentro do carro comandado pelo motorista da família Kim. — Tchauzinho! 

 

[...]

 

Era por volta de meio dia em Amsterdã. Taehyung aguardava pacientemente já com a chave do carro o qual havia alugado pelos próximos dias, esperando o marido retornar de sua ida ao sanitário do aeroporto enquanto tomava conta de suas bagagens. Haviam chegado há poucos instantes e, por incrível que pareça, não estavam nada cansados pelo voo demorado.

 

Minutos após sua saída, Jeongguk apareceu no campo de visão do Kim, com um biquinho enorme no rosto gordinho e levemente inchado pelas horas em que havia dormido durante a viagem. Segurava a bolsinha rosa choque — a qual já era muito bem conhecida pelo casal por motivos íntimos —  nos dedos também rosados com força. 

 

— O que foi? Por que essa carinha? 

 

— Nada... É só que não queria entrar — resmungou baixo, apenas para o cônjuge ouvir. Mesmo que falassem em uma língua totalmente diferente das outras pessoas ali, não queria ser ouvido. 

 

— Você conseguiu colocar? — Taehyung questionou, desbloqueando seu celular com a digital, abrindo num aplicativo específico, experimentando subir e descer um pequeno botãozinho desenhado na tela. Viu o loirinho morder o lábio inferior com força, espremendo os olhos. — Conseguiu... Vem, vamos colocar as malas no carro.

 

O mais velho guardou o aparelho eletrônico de volta no bolso e caminhou ao lado do Jeon até o automóvel alugado. Abriram o porta-malas e guardaram seus pertences antes de se aconchegarem dentro do veículo. Jeongguk se sentou no banco do carona e Taehyung no do motorista, tomando conta do volante. 

 

Taehyung sorriu de canto ao ouvir pequenos gemidos saírem dos lábios do mais novo enquanto este repousava o bumbum no estofado caro da BMW branca. 

 

Eram um casal com a vida sexual muito ativa, diga-se de passagem. Se checassem a gaveta de meias de ambos encontrariam no mínimo uns três brinquedos adultos e tubos de lubrificante perdidos por entre as roupas. Gostavam de inovar, de testar novas posições e formas diferenciadas de obterem prazer. 

 

Foi numa das webfuçadas por coisas para a apimentar a relação dos dois que descobriram o pequeno aparelhinho que naquele momento se encontrava dentro das paredes internas da bunda branquela de Jeongguk. Paradinho. Esbarrando vez ou outra naquele pontinho que deixava o Jeon tremelicando.

 

Já usaram o brinquedinho outras várias vezes; Taehyung gostava de atiçar seu homem a ponto de fazê-lo sentir vontade de chorar de tanto tesão e não poder por estarem em público. Por isso, não hesitou em pedir ao outro que levasse consigo a bolsinha pink, usada para guardar este item, dentro da mala. 

 

— A gente vai direto pra casa do seu pai? — Jeongguk perguntou controlando a respiração. Felizmente o vibrador não estava ligado, o que deixava as coisas menos piores para ele.

 

— A casa é nossa durante os próximos dias, amor. E respondendo a sua pergunta: não. Temos que dar uma passada em algum mercado, comprar algumas coisas necessárias, esqueceu?

 

Jeon engoliu em seco, apertando a alça do cinto de segurança. Aquilo significava que ele teria que se controlar dentro de um supermercado, num país desconhecido, com o pequeno brinquedo sexual vibrando pertinho de sua próstata. Seu marido era doido, mas ele não estava pensando em dar para trás. Só pelo sufoco passado para enfiar o objeto dentro de si ele aguentaria aquela tortura não-tão-secretamente deliciosa.

 

— É-é verdade. Tinha esquecido desse detalhe.

 

— Hm... Já está gaguejando? Eu nem liguei o negocinho, Gukie — debochou o de fios escuros. 

 

— Tae! Para... Estou começando a ficar envergonhado — o carro ligou e Taehyung começou a dirigir pelas ruas, seguindo o caminho mostrado pelo Waze até o supermercado mais próximo. — Por favor, não ligue quando estivermos perto de algum velhinho. 

 

O Kim riu audível. 

 

— Olha, eu não tinha pensado nisso, mas parece uma boa ideia... 

 

— Idiota — o loiro bufou, enfiando as mãos dentro dos bolsos do moletom de cor creme que vestia seu tronco malhado e cobria seus braços cheios de tatuagens. — Vem cá, seu pai te mandou pra cá pra que mesmo?

 

A BMW alugada, por algum motivo desconhecido, cheirava a canela — o que Jeongguk amou, pois era um de seus cheiros favoritos. Pelos vidros limpíssimos das portas, a imagem das ruas capital dos Países Baixos dava tchau a cada metro percorrido. 

 

— Ele tem uns conhecidos aqui e tá querendo fechar parceria com uma marca menor — respondeu calmo, movimentando as mãos sobre o volante. Jeongguk apenas soltou um "hm". — Amanhã mesmo eu já vou me encontrar com alguns dos donos. Arrume algo pra fazer enquanto eu não estiver contigo.

 

De olhos fechados, Jeongguk abriu a janela ao seu lado, permitindo que o vento geladinho batesse em seu rosto. Recostou a cabeça no banco onde estava sentado e tentou ignorar o objeto que estava dentro de si.

 

— Como se eu precisasse de você pra me entreter — falou brincalhão e mordeu a pontinha perfurada de sua língua rosinha. Adorava provocar o outro com suas falas levemente ácidas.

 

— Ah é, Jeonggukie? — "Mhm". — Bratzinho. 

 

O percurso até o supermercado foi rápido, logo o mais amorenado estava estacionando o carro numa das vagas do estacionamento.

 

Taehyung abriu sua porta, mas impediu que o outro fizesse o mesmo. Desceu do automóvel e deu a volta nele com pressa, fazendo seus fios lisinhos e bem hidratados pularem sorrateiramente. Com um sorriso galanteador que fazia seu amado se desmontar por inteiro, puxou a maçaneta do veículo e permitiu que Jeon saísse.

 

Um verdadeiro cavalheiro. 

 

— Nossa! Como o meu homem é gentil. 

 

— Agora eu sou seu homem, é? Minutos atrás eu não era nada pra você — brincou e em seguida trancou carro após ambos estarem foram. Deu um breve selinho nos lábios alheios e pegou nos dedos rosados do loiro para que seguissem caminho até a entrada do estabelecimento.

 

Jeongguk andava engraçado, tentando não mexer demais o quadril para evitar que o vibrador fosse parar onde não deveria — o que atraiu alguns olhares tortos dos outros clientes ao adentrarem no supermercado, mas não havia muito o que fazer; provavelmente aguentaria o tranco até chegarem na casa. 

 

Soltaram as mãos para evitar mais olhares indesejados e pegaram um dos carrinhos de compra. Foram caminhando lentamente pelos corredores, observando as prateleiras cheias e apanhando uma coisa ou outra a qual julgavam ser necessária durante a estadia no país europeu. As pessoas dali conversavam entre si numa língua que não era conhecida, então sabiam que para a comunicação teriam de apelar para o famoso e universal inglês no devido momento. 

 

Num dos corredores, o qual era cheio de massas e molhos, discretamente, Taehyung segurou o celular decorado pela capinha da Gucci em seus dedos esguios e bronzeados. Olhou para o marido e o viu analisando atentamente as embalagens de macarrão, fazendo o biquinho adorável que sempre surgia em momentos onde ele focava em algo. Quis muito morder aquela boquinha, mas havia uma senhora de meia idade próxima a eles, não quis ser desagradável.

 

— Escolheu algum? — perguntou querendo soar casual, mas já desbloqueava o celular e abria o bendito aplicativo. Riu nasalado ao apenas pressionar o botão virtual na tela, ponderando se deveria mesmo ligar o vibradorzinho naquela hora. 

 

— Hm... Não... Qual você acha melhor? Estou em dúvida. Não sei ler em holandês e esse aqui parece ter algo diferente na massa.

 

— Pega aquele ali na prateleira de cima, o da embalagem vermelha — pediu com a voz grave.

 

Jeongguk colocou o macarrão que antes analisava de volta no lugar onde havia o encontrado e se ergueu para pegar o item indicado pelo moreno. O coitado, porém, foi surpreendido pela vibração em suas paredes internas. Tossiu forçadamente para disfarçar o engasgo surpreso o qual havia soltado e em seguida engoliu em seco, sentindo todos os seus pelinhos se arrepiarem. 

 

— E-Esse? — gaguejou Jeon, mostrando a embalagem ao Kim antes de jogá-la no carrinho. Taehyung subia lentamente a velocidade do brinquedinho, e então a abaixou de uma vez, o que lhe fez resmungar. — Você é mau, tchutchuco...

 

— Não fica manhosinho assim, não, Jeongguk. Eu mal comecei a brincadeira — disse sério, mas piscou um dos olhos selvagens. — Arraste o carrinho até a parte das frutas e legumes.

 

O loirinho bufou e deu a língua para o Kim. 

 

— Não sou obrigado — provocou de novo. 

 

Taehyung arqueou a sobrancelha grossa e muito bem feita, puxando o carrinho com a mão que não estava ocupada segurando o smartphone. Jeongguk estava do outro lado, com as mãos que eram menores e mais claras que as suas sobre a alça do carrinho feito de metal. 

 

Por consequência da insolência do mais novo, não houve hesitação por parte do marido em aumentar a intensidade do vibrador enfiado em seu pequeno e apertado buraquinho. O aparelho começou a vibrar no máximo, acelerado de tal forma que se alguém chegasse perto do homem de fios descoloridos seria capaz de ouvir o "bzzzz" sorrateiro vindo de dentro de suas calças, bem em seu traseiro gordinho. 

 

As pernas longas cobertas pela calça de moletom vacilaram. Kim não poderia ser mais desgraçado ao piorar o estado de Jeongguk com um belo tapa estalado no meio de suas nádegas rechonchudas, rindo de canto em seguida, enquanto caminhava até o outro corredor.

 

Sofrendo para manter-se quietinho, Jeon se arrastou com as compras atrás do outro, apertando forte qualquer superfície. Seu pênis começava a dar pequenos sinais de excitação, como pontadas sutis no cumprimento, ficando semi-desperto sob suas roupas. Logo estaria completamente duro se Taehyung mantivesse aquela velocidade.

 

Seguiram para o lugar antes mencionado pelo Kim. O brinquedo atolado no bumbum de Jeongguk foi quase desligado outra vez, mantendo um ritmo quase parado, porém ainda torturante para o loiro. 

 

Jeongguk era sensível, e Taehyung sabia e tirava proveito disso. Logo ele estaria uma bagunça chorosa, completamente duro e molhado dentro de sua roupa íntima. 

 

Suspirando, o mais novo começou a separar alguns pimentões para adicionar às compras, enquanto o marido se afastava um pouco para olhar as bandejas recheadas por lindos morangos super vermelhinhos. Após separar os legumes os quais queria, colocou-os no carrinho. 

 

— Tae, já escolheu as frutinhas? — perguntou num fiozinho de voz, espremendo as pernas ao que percebeu o aumento da vibração. Gemeu curto, chamando a atenção de um cara que passava ali perto dos dois e que o olhou com uma careta confusa — Sorry. 

 

Taehyung o encarou fixamente enquanto depositava as frutas selecionadas no meio das coisas que comprariam. Passou a mão esquerda por entre seus fios sedosos e escuros e aproximou os lábios bonitos — que eram perfeitos para proporcionar prazer ao mais novo — da orelha avermelhada de vergonha de Jeon. 

 

Propositalmente deixando a voz mais profunda e grossa, o que era naturalmente bronzeado falou baixo. 

 

— Você não consegue se manter quietinho, amor? — riu nasalado, discretamente levando uma das palmas longas para a curva perfeita e suculenta entre o quadril e cintura bem desenhados do marido, apertando-o carinhosamente, sem muita força. — Até parece que quer que as outras pessoas saibam o que você tá fazendo. 

 

Somente a voz, o cheiro, e um toque simples do Kim era o suficiente para Jeongguk se sentir numa situação difícil em relação à suas partes baixas. Estava duro feito uma rocha. 

 

— Fala pra mim, bebê, você quer? Quer que todo mundo saiba que você está com um vibrador enfiado no seu cuzinho, hm? — continuou Taehyung, sussurrando provocador. Apenas apertando as teclas de volume do seu celular, conseguiu atingir o pico de intensidade do aparelho colocado dentro do mais novo, fazendo-o espremer os olhos. — Olha pra você, Jeonggukie... Mal consegue aguentar um brinquedinho dentro de você, deve estar doido pra gemer bem gostoso, não é?

 

— Hyungie... — choramingou. Tentava ao máximo não parecer estar sofrendo, mas estava demais. Não lembrava que o vibrador era capaz de se mexer em tal velocidade e causar-lhe tantas sensações assim. — Por favor, Tae... 

 

Já imaginava mil e um cenários diferentes de seu esposo lhe comendo com força, pois era aquilo o que desejava com toda a sua vontade naquele momento. Queria ser fodido de forma bruta, matando o desejo de ser preenchido por completo e ter seu pontinho sendo surrado pelo pau que tanto amava. A entrada enrugadinha se contraía, desesperadamente querendo algo bem maior lhe invadindo.

 

— Shhh... Se comporta, Jeonggukie. Sabe que o hyung vai tomar conta de você, não sabe? — o loiro afirmou veementemente com a cabeça, sentindo a boca salivar. — Seja bom pra mim e assim que a gente sair daqui eu cuido de você.

 

Taehyung se afastou do corpo malhado que tremelicava levemente, se ocupando agora em arrastar o carrinho para terminarem as compras e pegarem a estrada até a casa. Não havia desligado ou diminuído a intensidade do vibrador, apenas a manteve como estava: rápida e certeira na próstata do marido. 

 

Os olhos arredondados do mais novo lacrimejavam a cada passo dado, os gemidos sendo engolidos inúmeras vezes e os dedos apertando com força o tecido do moletom claro que vestia. Era bom que Taehyung lhe fodesse direitinho para compensar tudo o que estava passando, com as olhadelas curiosas de pessoas desconhecidas que sequer falavam sua língua.

 

Jeongguk quis dar pulos de alegria quando o cônjuge finalmente indicou que fossem para a fila do caixa para pagarem suas coisas e poderem dar no pé — só não o fez por motivos óbvios do objeto introduzido, vibrando sem parar em seu cu. 

 

A pobre cueca da Calvin Klein deveria estar ensopada de sua pré-semente naquela altura do campeonato. Logo uma manchinha se formaria na calça também e isso seria verdadeiramente patético. 

 

Aguardaram pacientemente os outros clientes passarem suas comprar até chegar a vez do casal. Começaram a depositar os itens sobre na superfície do caixa e o moreno retirou a carteira de um dos bolsos de sua calça e a entregou ao marido, que lhe olhou arregalado, confuso e desesperado ao mesmo tempo. 

 

— Toma. Você vai pagar, docinho — sorriu sacana, se colocando a posicionar as sacolas já cheias de volta no carrinho para que pudesse levá-las até o carro. 

 

Taehyung estava doido — Jeongguk pensou. Não era possível que o mais velho estava mesmo sugerindo que ele se prestasse a efetuar a compra num momento daqueles, mal tendo controle de seu próprio corpo. Como faria para se comunicar com a moça ruiva que tomava conta do caixa, para fazer seu inglês funcionar e sair claro, se os seus últimos neurônios estavam ocupados demais arrumando formas para não dar na cara que estava prestes a gozar em público sem se tocar? 

 

— Nã-Não, Tae. Não p-posso — negou com a cabeça dando um risinho nervoso. 

 

— Pode, sim. Ou eu desligo uma certa coisinha agora mesmo e-

 

— Ok! — exclamou exasperado, se dando conta logo em seguida de que havia chamado uma atenção desnecessária e não intencional para si. — I'm sorry... 

 

O mais velho mordeu o lábio inferior, observando o marido com seus dedinhos trêmulos abrindo a carteira e pegando seu cartão. 

 

— Credit card? — perguntou a funcionária simpática. 

 

— Yes... Hmmm... — Jeongguk suspirou pesado, começando a suar pelo esforço que fazia para tentar se manter de pé. 

 

— You're okay, sir? Need any help? 

 

— Obrigado, mas não preciso — negou a ajuda em coreano, mas rapidamente identificou onde havia errado. — I mean... I'm okay. Thanks. 

 

O loiro inseriu o cartão e digitou a senha com a mão tão trêmula quanto as pernas. Jeongguk poderia jurar que sentiu perfeitamente uma lágrima escorrer da cabeça de seu pau. Estava mais que necessitado. Depois de finalizarem tudo, saiu apressado do estabelecimento ao lado do mais velho, querendo chegar ao carro o mais rápido possível.

 

Taehyung destravou as portas e, na velocidade da luz, o marido se jogou dentro do carro, largando a responsabilidade de guardar as sacolas em suas mãos. Propositalmente, guardou tudo devagar, ouvindo os murmúrios chorosos do loiro vindos do banco da frente. 

 

Jeongguk gemia baixinho, esfregando uma coxa na outra, mordendo forte os próprios dedos. O vibrador não dava descanso, tremendo vigorosamente contra o ponto mais prazeroso de Jeon. 

 

— Tudo bem aí? — perguntou o mais velho após devolver o carrinho em seu lugar. Abriu a porta do motorista e entrou no carro, se acomodando no banco. — Você está se tocando, Jeonggukie? 

 

O loiro tinha os olhos espremidos e um dos punhos dentro de sua calça de moletom, apertando o membro teso sobre a cueca úmida, suja pelos fluídos corporais próprios de seu corpo malhado. A palma naturalmente rosada apalpava a carne quente e sensível, tentando se aliviar de alguma forma.

 

— Eu disse que você podia? 

 

— Hyung...

 

— Vem no colinho, vem — ordenou batendo nas próprias coxas. Jeongguk lhe obedeceu, sentando com seu popozinho onde lhe foi indicado. 

 

Taehyung desligou o brinquedinho, arrancando um muxoxo do marido. Jeongguk era manhoso demais.

 

Subiu as mãos se ergueram até a cintura fina do loiro, por debaixo do tecido do moletom que o outro usava, agarrando a pele com firmeza. Alcançou o pescoço branquinho do que estava em seu colo com sua boca e começou a distribuir beijos castos, cheios de ternura, fazendo os olhos arredondados do mais novo se revirarem.

 

Jeon se remexeu sobre o quadril do outro, ansiando por um contato direto em seu bumbum. 

 

— Tira, Tae, tira — pediu baixinho, embrenhando os dedos nos fios lisos da nuca de seu esposo. 

 

— Pede direitinho — esfregou os narizes. 

 

— Por favor, Tae, tira. Me fode gostosinho.

 

O loiro pegou as mãos grandes do que estava abaixo de si e as levou até suas bandas da bunda, puxando a própria calça desajeitadamente para baixo. Colou os lábios sedentos nos do Kim em um beijo lascivo, enfiando a língua molhadinha na cavidade bucal morna. 

 

Taehyung atacou o traseiro cheio do Jeon com as duas palmas por baixo dos tecidos da roupa, tocando a pele macia cheio de desejo. Raspou a pontinha dos dedos delicadamente, arrastando-os até as beiradinhas da entrada peludinha e gulosa do mais novo, provocando mais arrepios neste.

 

O vibrador, o qual já estava desligado, foi retirado e rapidamente jogado de qualquer forma no banco do carona. Taehyung descobriu mais do bumbum alheio apenas para dar um tapinha estalado dos dois lados.

 

— Ah! — Jeongguk gemeu surpreso contra a boca de seu cônjuge. 

 

— Chupa. Deixa bem babado, amor —  levou os dedos médio e indicador da mão direita até a boquinha pequena. 

 

Obediente, Jeon o abocanhou. Engoliu com gula, olhando nos olhos do moreno. A língua sapeca se esfregou nos dígitos, babando tudo o suficiente para deixar mais escorregadio e molhadinho. Começou a movimentar a cabeça, fazendo as falanges sumirem e aparecerem em sua boca, chupando como se fosse um pau.

 

Felizmente o carro tinha vidros esfumados, logo qualquer pessoa que estacionasse ao lado do casal não veria a pouca vergonha que se desenrolava ali. 

 

— Hm... Gostoso — Jeon gemeu ainda fazendo o oral nos dedos do marido. A mão livre de Taehyung apalpava-lhe a carne suculenta da bunda com força enquanto ele lhe olhava cheio de luxúria.

 

— Você que é um gostoso. Um putinho gostoso — mordeu o lábio inferior, retirando os dedos devidamente molhados da boca habilidosa. — Safado. 

 

— Enfia, vai. Bem forte.

 

— Shhh... Você não está na posição de mandar aqui, a não ser que queira parar — rodeou o buraquinho, passando a saliva ainda morna sobre a penugem dali. — Quer parar? Ou vai deixar o hyung fazer do jeitinho dele? — ameaçou enfiar-se ali, colocando só a pontinha; Jeon franziu as sobrancelhas e puxou o ar entre os dentes, piscando seu anelzinho feito de músculos em resposta — Foi o que eu pensei.

 

Taehyung meteu os dedos, dedando lentamente a princípio. Seu marido espalmou as mãos no seu peitoral e empinou a bunda o máximo que lhe era permitido, dadas as circunstâncias e o local o qual estavam. Sentiu o loirinho rebolar em sua mão antes deste apoiar a cabeça em seu ombro, pertinho de seu pescoço, com a respiração quente batendo em sua pele bronzeada.

 

Aumentou a velocidade repentinamente, saindo e entrando com força na bunda do mais novo. Agradecia aos céus por ter um ótimo controle corporal e conseguir não endurecer naquele momento; precisaria de muita calma para resolver a situação do que estava em seu colo sem querer enfiar o pau todinho no loiro ali mesmo, no estacionamento de um mercado.

 

— Tae... Isso... Mais! 

 

— Não seja escandaloso.

 

— É que seus dedos são tão grandes — falou absorto em prazer, sentando desesperado na mão do esposo como se estivesse quicando em um falo. Levou a mão até o próprio pau, sendo impedido pelo mais velho de prosseguir com o que pretendia.

 

— Não! 

 

— Mas, tchutchuco... 

 

— Só o hyung vai te tocar — segurou o pênis totalmente ereto que possuía a glande avermelhada pela fricção das roupas na pele sensível. Acariciou a fenda que liberava montes de pré-gozo delicadamente, fazendo Jeongguk se remexer mais ainda, contraindo os músculos das coxas sobre seu colo. — Suas perninhas já estão tremendo. Que adorável, Jeonggukie.

 

O veículo o qual estavam balançava levemente, tendo suas janelas embaçadas pelas respirações pesadas do mais novo. Jeon se deliciava com os dígitos dentro de si, acertando continuamente sua próstata e alargando o ânus já judiado a cada sentada firme que simulava. A boca bem desenhadinha não parava fechada, gemendo ininterruptamente, cada vez mais agudo devido o orgasmo próximo. 

 

Taehyung fazia um leve carinho nas beiradas do bumbum com os dedos que não estavam ocupados, sentindo os pelinhos sob os dedos, aproveitando a textura macia enquanto fodia seu marido e masturbava só a cabecinha de seu pau. 

 

— Goza, amor — sussurrou rente à orelha bonita cheia de furos do mais novo. Mordiscou o lóbulo fracamente, lambendo-o em seguida — Você está uma baguncinha tão linda, sabia? Tão gostoso assim, rebolando nos meus dedos, se esfregando no meu colo... Joga a sua porrinha toda na minha mão.

 

Jeongguk segurou os dois lados do rosto do mais velho e voltou a lhe beijar, sentindo o moletom quentinho grudar em seu tronco devido ao suor liberado pelo esforço. Gozou forte na palma amorenada, sujando os dedos compridos e delicados do amado com seu sêmen quentinho. 

 

O corpo atlético e cheio de tatuagens praticamente despencou sobre o do Kim, exausto e sensível. Taehyung pegou um paninho aleatório, usado para limpar alguma superfície do carro, de dentro do porta-luvas e usou-o para limpar o fluído esbranquiçado do marido. Jogou a flanela direto no lixo em seguida. 

 

Durantes alguns instantes, Jeon apenas tentou controlar sua respiração. O homem que estava abaixo de si colocou suas roupas de volta no lugar e lhe deu um beijinho carinhoso na testa, escovando seus fios descoloridos com as pontas das unhas. Pulou para o banco do carona, recebendo ajuda para colocar o cinto também.

 

O vibrador foi tirado do assento e jogado no mesmo lugar de onde Taehyung retirou o tecido que usou para limpar a mão.

 

— Agora... — o mais novo bocejou grande e coçou um dos olhos pretinhos, denunciando que estava com sono. — Agora a gente vai pra casa, não é?

 

— Agora, sim, meu pitchuquinho. Pode descansar, quando a gente chegar eu te acordo — ajeitou o próprio cinto de segurança em volta do tronco e ligou o carro. Abaixou a janela do seu lado, percebendo que havia uma funcionária do estabelecimento os observando a poucos metros. — Goedemorgen! — disse sorridente, dirigindo despreocupadamente a caminho de onde residiriam nos próximos dias. 

 

[...]

 

Já era o terceiro dia do casal na Holanda. Enquanto o mais velho usava o banheiro após retornar de um dos encontros de negócios, Jeongguk se encontrava no grande sofá azul ardósia da sala de estar, de frente para a lareira apagada, trajando uma de suas blusas grandes e brancas que cobriam até o início de suas coxas torneadas, escondendo a jockstrap rosa bebê novinha que estreava naquele fim de tarde.

 

Na tela do iPad, Jeon dava formas a um desenho feito por comissão. O óculos de grau de armação fina pousava sobre o nariz grandinho e dois grampinhos coloridos prendiam algumas das mechas do cabelo. Estava trabalhando desde que acordou naquele dia, aproveitando a saída do cônjuge. 

 

No dia anterior Taehyung também havia saído, então o loiro resolveu abraçar seu espírito aventureiro, dando as caras pelas ruas totalmente desconhecidas, saindo para passear só, confiando apenas no celular cem por cento carregado e com acesso à internet. Jeon aprendeu a pegar o trem da cidade, foi até a capital — pois a casa dos pais do Kim a qual estavam hospedados ficava em Bloemendaal, a cerca de meia hora de distância de Amsterdã — onde também aprendeu a pegar táxi para se locomover até um shopping.

 

Jeongguk visitou algumas lojas e acabou comprando coisas que julgou serem bonitinhas, mesmo que não fossem muito necessárias. Voltou para a casa sorridente e com seus pezinhos doendo, carregando um urso branquinho — que tinha uma gravatinha das cores do país — nos braços musculosos, quase ao mesmo tempo em que o marido estacionava a BMW na garagem. 

 

— Para quem é isso, bebê? — Taehyung questionou vendo o mais novo carregando a pelúcia fofa e consideravelmente grande.

 

— Para m- para o Lolo, óbvio — desconversou. 

 

A verdade é que ele havia adorado a maciez do urso e comprou para si mesmo. Emprestaria ao gatinho de estimação ocasionalmente.

 

Eles cozinharam juntos na hora do jantar. O Kim cheirava a cerveja mesmo tendo uma ótima resistência à alcool, e Jeongguk descobriu que era comum naquele país beberem no trabalho. Dormiram juntos, agarradinhos, com a promessa de que no dia seguinte aproveitariam a oportunidade de experimentar a jacuzzi que a linda e enorme residência possuía.

 

Uma toalha foi jogada nas costas largas de Jeongguk, fazendo-o desfocar de seu trabalho para se virar emburrado — isso só até ter a visão do maridão vestido em um roupão branquinho que estava aberto, mostrando seu peitoral apetitosamente caramelizado e a tatuagem de cobra vazando de sua cueca boxer pela coxa esquerda. Um grande gostoso.

 

— Vamos relaxar um pouquinho lá na hidro, pitchuquinho? 

 

Jeon engoliu em seco, bloqueando a tela do aparelho eletrônico que segurava nas mãos. Desde que chegaram ali ainda não haviam transando de verdade, recebendo apenas aquela dedada no estacionamento do supermercado e proporcionando um oralzinho na manhã do dia anterior antes do mais velho sair de casa. 

 

— Agora?

 

— É. Algum problema? — arqueou uma das sobrancelhas grossas. 

 

— É que eu tomei banhozinho agora a pouco — o loirinho fez bico, se sentando no estofado aconchegante. 

 

Taehyung enfiou a mão em um dos bolsos do roupão e ergueu um óleo de massagem na visão do marido, sorrindo de canto.

 

— Bom, eu vou lá. Se quiser me acompanhar... — saiu andando para os fundos da casa. 

 

Arrepiado até o último fiozinho de cabelo do corpo, Jeongguk ponderou antes de decidir ir atrás do moreno. Com certeza eles fariam sexo naquele dia, a embalagem do produto utilizado para massagem e o corpo seminu de seu esposo era um convite claro para faze coisas obscenas — e naquela vez poderia ser numa jacuzzi!

 

Se levantou e rapidamente tirou sua blusa branquinha do tronco, ficando somente com a roupa íntima rosada. Enrolou a toalha jogada em si nos ombros definidos, cobrindo algumas de suas tatuagens, e retirou os óculos do rosto bem emoldurado, jogando-os em algum canto do móvel onde estava quase deitado anteriormente. Resolveu manter os grampinhos fofos na cabeleira clarinha.

 

Caminhou até onde o Kim estava, parando ao lado do corpo já relaxado do marido. Se olharam brevemente antes de apreciarem a vista belíssima da casa. Havia montes de verdes e a visão do céu alaranjado era de tirar o fôlego. De onde estavam, era possível ver os fundos da casa ao lado e vice-versa, caso algum vizinho estivesse fora. Felizmente, não havia ninguém bisbilhotando naquele horário.

 

— Dá uma voltinha pra mim, só pra eu ver uma coisa — Taehyung pediu com sua voz grossa. Jeongguk obedeceu, mordendo o interior de suas bochechas ao que se virava de costas para seu amado, exibindo a bunda livre, leve e solta pela peça íntima reveladora. — Por que seu popo está de fora, Jeonggukie? 

 

— Achei que gostasse de vê-lo, tchutchuco.

 

— E eu amo. É lindo — lambeu os lábios; analisava o formato perfeito das nádegas empinadas do loiro. Uma tatuagem de um beijo, feita na cor vermelha, estava gravada no topo da banda direita. — Entra aqui, Jeonggukie. A água está gostosinha demais. 

 

O mais novo largou o pano que cobria as costas ao lado da banheira e entrou calmamente dentro da água que tinha, pousando uma perna de cada vez e em seguida sentando entre as coxas amorenadas do Kim. Se aconchegou no peitoral largo atrás de si, sentindo os braços longos lhe envolverem a cintura carinhosamente, ao mesmo tempo em que o nariz perfeito do moreno se esfregava em sua nuca.

 

— Saudades do meu filho — Jeongguk soltou repentinamente, denunciando a falta que seu animalzinho de estimação fazia.

 

— Mas a gente fez chamada de vídeo com ele ontem, Gukie — respondeu fungando no cangote do mais novo com gosto. — Ele nem deve sentir nossa falta, sabia? Adora o Hoseok e a namorada dele muito mais do que gosta da gente, se bobear. 

 

— Eu sei, Tae, mas queria minha bolinha de pelos aqui. Já tô morrendo de saudade. 

 

— Entendi — murmurou contra a pele branquinha, causando arrepios em Jeon. — Quer uma massagenzinha? Deixa eu cuidar um pouco do meu pitchuquinho.

 

— Deixo. Mas faz direito, tá?

 

— Pode deixar, madame. 

 

Jeon se ajeitou na água, sentando de uma maneira em que mais da metade de suas costas cheias de pintinhas estivesse para fora da água. Ouviu o barulhinho da embalagem escurinha sendo aberta e logo o cheiro de sândalo infiltrou suas narinas. Se sentiu leve.

 

Taehyung depositou uma boa quantidade do óleo na palma e começou a espalhar pela derme alheia, cobrindo as pintinhas fofas com o produto de cheiro muito agradável. Tocou os ombros com delicadeza, iniciando a massagem vagarosamente, visando aproveitar bastante o momento pois gostava de criar um clima gostoso e aconchegante antes de transarem até as pernas falharem.

 

— Aqui é tão bonito, Tae — comentou o loiro, movimentando as mãos debaixo da água, observando a vista bonita. — Quero essa casa pra mim — brincou.

 

— Sério? Eu posso falar com o meu pai e-

 

— É brincadeira, tchutchuco — riu leve. — Gosto da nossa casinha, estou mais do que satisfeito com ela. Talvez adicionar uma dessas belezinhas aqui lá seria legal. 

 

O mais velho passou os polegares sobre os músculos dos ombros de seu marido continuamente em movimentos circulares. Lá embaixo, em seu ventre, o membro adormecido coberto pela cueca roçava na bundinha totalmente desprotegida do Jeon. 

 

— Quer uma jacuzzi dessas? 

 

— Mhm — o loiro afirmou, fechando os olhinhos em melhor apreciação dos toques em seu corpinho. — Uma igualzinha a essa. 

 

— Vou comprar, então — Taehyung falou sem parar com a massagem. — Será que é gostoso foder nela, Gukie? 

 

Jeongguk mordeu o lábio inferior gordinho, engolindo um sorriso. Estavam entrando num assunto mais íntimo, logo estariam se tocando obscenamente.

 

— Sexo com você é sempre gostoso, Tae. Em qualquer lugar... — suspirou sentindo a boca do esposo se grudar em seu pescoço, sugando a pele sem muita força, raspando os dentes perfeitos nele. — A qualquer hora... 

 

As mãos grandes que massageavam o topo do tronco do mais novo foram descendo as carícias até a cintura bem desenhada, tocando em cada pedacinho que conseguia. O moreno segurou firme e impulsionou o corpo de Jeongguk para cima, em seguida o posicionando sobre sua virilha, o pênis que ainda não estava ereto bem abaixo da carne macia do bumbum bem trabalhado.

 

Taehyung guiou os dedos sobre os músculos, escorregando-os até tocar no abdômen portador de gominhos deliciosos e saltados. Sentiu o marido praticamente se derreter em seus braços, deitando a cabeça em sua clavícula. 

 

— Estou começando a ficar duro, Tae... — segredou o mais novo, acariciando o rosto bonito do outro com uma das mãos rosinhas. 

 

— Eu mal te toquei — respondeu o Kim com sua bendita voz grossa que fazia o que estava sobre si se estremecer por completo. Fazia um carinho na barriguinha sarada do loiro, tocando-o delicadamente. 

 

— É porque eu quero que me toque direito. 

 

— Direito? O que seria te tocar direito, Jeongguk?

 

— Me tocar lá... — sentiu o membro semi-ereto ser coberto pela palma grande, por dentro do tecido rosinha o qual havia vestido pela primeira vez naquele dia. — Embaixo. 

 

Ondulou o quadril, buscando mais contato. Em sua mente, amaldiçoava seu cônjuge por ser tão controlado, pois tudo o que crescia em si naquele momento — além de seu próprio falo se excitando cada vez mais — era a vontade de sentir o volume alheio lhe cutucando, duro como pedra. 

 

— É uma ofensa você não estar duro também, sabia? 

 

Taehyung riu gostoso, começando a masturbar o pênis que era consideravelmente menor que o seu. 

 

— Eu preciso me controlar para tentar controlar você, não acha? — movimentou sua pelve para cima, esfregando-se no loirinho. — Qualquer brechinha que eu der você monta em mim, Jeongguk, e sou eu que mando na cama. 

 

— É, pode até ser, mas a gente não está numa cama... e eu adoraria montar em você.

 

As bocas se encontraram, se embrenhando já cheias de saliva. Jeon massageava o músculo do outro com seu próprio, roçando o metalzinho preso na ponta língua lascivamente. Taehyung amava aquele piercing, principalmente quando ele se esfregava em sua glande.

 

Jeon imediatamente sentiu a boca produzir ainda mais baba, desejando ter o membro alheio em sua garganta, bem fundo e o mais rápido possível. Rebolou com força, querendo endurecer logo a pica que sentaria até ver estrelas.

 

Depois de minutos de provocações feitas com seu popozinho debaixo da água quentinha, finalmente o pau do moreno estava ficando teso e a respiração do dono dele começava a ficar descompassada. 

 

— Jeongguk... — apertou a cintura perfeita com força, mordendo a boquinha para cortar o beijo. — Vamos pro quarto.

 

— Hm... Por quê? Está tão delicioso aqui, tchutchuco. Vamos fazer amorzinho na água. 

 

— Não podemos, bebê — lamentou Taehyung, esfregando o polegar pela boquinha de seu amado. — Preciso te preparar direitinho e te encher de lube. Se a gente fizer na água vai doer seu bumbum, eu não quero isso, hm? 

 

Jeongguk corou. Seu homem era, de fato, muito gentil. 

 

— Sabe que eu te amo demais, não sabe, Tae? — beijou a pintinha localizada na pontinha do nariz do amorenado antes de sair de cima dele. — Vem, vamos pro quarto, meu tigrão.

 

Saíram de dentro da banheira de hidromassagem, se secaram devidamente e o loiro pegou para si o roupão antes usado pelo esposo, deixando-o apenas com a toalha a qual o Kim acabou usando em volta do quadril. Entraram de volta na casa para conseguirem acessar os quartos no andar superior. 

 

Jeongguk subiu as escadas apressado, enroladinho no tecido felpudo. Não sabia se tremia pelo friozinho que sentia na intimidade ainda coberta pela jockstrap molhada ou se tremia em antecipação pelo que fariam. Adentrou no quarto deixando a porta aberta para o outro que vinha atrás.

 

O cômodo era muito bem iluminado naturalmente. Havia uma grande porta de vidro que possuía a mesma vista de onde estavam anteriormente e que permitia que acessassem a sacada. O Sol se despedia naquele horário, fazendo a luz que batia nos corpos do casal e nos móveis do quarto se tornar alaranjada.

 

A toalha que cobria a cintura do Kim foi abandonada no chão e ele logo se aproximou do mais novo, desfazendo o nó do roupão para exibir novamente o corpo decorado por desenhos bonitos. 

 

Jeongguk caminho vagarosamente até a cama king size, rebolando seu traseiro propositalmente. Se deitou sobre os lençóis claros que cobriam o colchão, os raios solares batendo em suas curvas deliciosas.

 

Jeongguk era divino na visão de seu marido. 

 

Taehyung não hesitou em atacar o mais novo da forma mais gostosa possível, terminando entre as pernas torneadas, roçando ambas as excitações. Beijou-o com voracidade, segurando uma das coxas roliças perto do peitoral avantajado do mais novo para ter mais contato entre seu volume já latejante e a entrada enrugada.

 

— Tae, eu quero você — arranhava as costas largas do marido com suas unhas curtíssimas. As presilhas que prendiam algumas mechinhas loiras na lateral da cabeça estavam perdidas entre os fios cheirosos pelo banho tomado recentemente. — Quero te chupar, sentar em você... Tudo, amor. 

 

Os dedos compridos do mais velho apertaram com força sua cintura. Jeon achava que o marido poderia ser obcecado por seu abdômen e as curvas nada modestas que possuía. Gemeu fraquinho.

 

Taehyung começou a descer os beijos pelo pescoço limpo, totalmente livre de manchinhas ou mordidas — até aquele momento. Fez questão de dar uma dentada mais forte para marcar a pele leitosa, mas sem querer causar de fato muita dor no que estava abaixo de si, se remexendo agoniado.

 

Desceu mais um tanto, fazendo o mesmo nas clavículas saltadas, lambendo-as. Novamente, desceu mais, chegando até o belíssimo peitoral que segurava dois pontinhos marrons, um de cada lado, numa cor que se assemelhava à chocolate. Abocanhou um dos biquinho com gula, sugando-o antes de raspar a pontinha dos dentes. Apalpou o músculo daquele peito que mamava, aproveitando a textura agradável sob a palma.

 

— Você é perfeito, Jeongguk — falou com a língua se esfregando no mamilo eriçado. — Gostoso. 

 

— Eu amo quando você me chupa aí... 

 

— Eu sei — assoprou o pontinho umedecido pela saliva, arrancando um gemidinho choroso do loiro. — Lembro de quando te fiz gozar só te chupando aqui, lambendo seus mamilos deliciosos até você chorar de tesão. Você se lembra, Gukie?

 

Jeongguk acenou com a cabeça, afirmando que sim, se recordava do dito momento. Se recordava de cada mínimo detalhe, de cada sensação totalmente diferente que teve o prazer de experimentar naquele dia, na sala de estar de casa. Se recordava perfeitamente de como chorou e viu estrelas só por ter as mãos e a boca do marido em seus peitos, o estimulando tão deliciosamente que foi impossível segurar seu orgasmo, acabando por se despejar dentro do tecido de seu antigo pijama favorito. 

 

O moreno soltou o biquinho judiado após decidir que queria fazer outra coisa com o mais novo. Um fio de saliva se esticou até soltar no ar quando os lábios carnudinhos se afastaram daquela parte do corpo do Jeon.

 

Instintivamente, ao ver Taehyung se abaixar em direção às suas partes debaixo, Jeongguk arreganhou as pernas sem vergonha alguma, aguardando o maridão fazer o que queria. O mais velho deu um risinho sapeca, deslizando as pontinhas dos dedos pelas coxas grossas e macias.

 

— Vira de barriga pra baixo. Te quero bem empinadinho pra mim — o mais velho dali foi obedecido imediatamente, recebendo a visão da entradinha linda do loiro bem na frente de seu rosto. Dedilhou as beiradinhas com cuidado, sentindo a textura da penugem já tão conhecida. — Assim mesmo — deu um tapinha sobre o buraquinho, vendo-o piscar em resposta.

 

O Kim se abaixou na altura do traseiro alheio, segurando os dois montes do bumbum de Jeongguk com as mãos cheias. Esfregou o nariz sobre a pele, inalando o cheiro inebriante de seu parceiro antes de desferir uma lambidinha curta nas ruguinhas, fazendo o mais novo tremelicar com suas pernas bem afastadas e o quadril no ar. 

 

Jeon mordia o lençol colocado abaixo de si, sentindo os lábios do outro lhe provocando em seus fundos. A respiração quente do mais velho batia em sua pele, fazendo-o revirar o estômago e contrair os músculos de seu ânus. Seu pênis doía dentro da roupa íntima, implorando para ser tocado de alguma forma.

 

A língua habilidosa do moreno foi esfregada no mais novo lentamente, cheia de saliva quente, recém saída da boca do Kim. Penetrou só a pontinha do músculo que sabia fazer coisas surpreendentes com o corpo do esposo.

 

— Ah! Tae — gemeu Jeongguk; seus dedos ossudos apertavam o tecido claro com tanta força que suas falanges estavam esbranquiçadas. Os olhos arredondados, que se assemelhavam a jabuticabas maduras quando abertos, se reviraram por debaixo das pálpebras. 

 

Taehyung adorava lamber toda e qualquer parte do corpo de seu amor, fosse ela lisinha ou cheia de pelinhos escuros como os do bumbum dele. Não tinha nojinho para nada do tipo. Sabia que o loirinho era sempre muito limpo, inclusive. 

 

Enfiou mais da língua, usando as mãos para manter as pernas de Jeongguk paradas, já que estavam estavam doidas para se fecharem. 

 

Bom, Taehyung com certeza não pretendia deixar o marido fechar aquele belíssimo par de pernas longas e suculentas naquele finzinho de tarde. 

 

O mais novo recebeu mais um tapa na bunda, mas esse foi definitivamente mais forte e apenas no lado esquerdo. Teve certeza de que a marca da palma comprida do moreno ficou gravada em sua pele branquinha e sabia que Taehyung estava adorando isso. 

 

— M-Mais — pediu manhoso, querendo mais daquela ação. Seu pedido foi acatado e Jeongguk gemeu longo. 

 

— Você adora apanhar nesse rabo... Putinho — o que chupava-lhe seu buraquinho falou, apertando com vigor seu popo, mexendo as bandas gordinhas no próprio rosto, quase se afogando entre elas. 

 

— Chupa, Tae. Me deixa bem babadinho, deixa...

 

— Eu vou, amor. Seu cuzinho é tão guloso... Não para de piscar na minha língua — outro tapa; outro gemido, porém mais agudo. — Que vontade de socar meu pau todo em você agora... 

 

O loiro encostou o peitoral no colchão, permanecendo com o quadril erguido para Taehyung lhe fazer o beijo grego. Os tapas recebidos ardiam e a sensação era maravilhosa; queria mais, muito mais. Amava quando o Kim era bruto, quando lhe marcava com os dedos — e não só na bunda cheinha. 

 

— Bate, tchutchuco... Adoro seus tapinhas. 

 

A cueca do mais velho saiu do corpo caramelizado, liberando o pênis completamente duro. O Kim se posicionou no vão do bumbum branquinho, bem em cima da entradinha. Puxou os dois lados da peça íntima molhada cor de rosa, forçando o quadril do outro a se esfregar em seu pau.

 

— Tae... Oh, Tae — Jeon gemeu manhoso, sentindo o comprimento delicioso e quente do esposo sendo esfregado em si. 

 

— Rebola no meu caralho — ordenou o moreno, tomando um punhado do cabelo claro em sua mão, puxando a raiz com força.

 

O mais novo não pensou duas vezes, começou a movimentar seu traseiro voluptuoso, subindo e descendo com o pênis alheio pertinho de seu cu. Apoiou as palmas no lençol para dar mais sustento e chacoalhou a carne macia, já sujinha pelo fluído que saía em pouquíssimas quantidades da glande bonita. Riu sapeca ao receber mais um tapa.

 

Cansado de esperar, Jeon tocou nos dedos compridos que estavam em sua cabeça, pedindo para se livrar do aperto. Se virou de frente para o mais velho e o beijou novamente, com sua mãozinha boba não perdendo tempo em segurar o pau grande e veiudo pela base para começar uma punheta lenta.

 

— Minha vez de te mamar — segredou sem desgrudar os lábios. Raspou a pontinha dos dedos por todo o comprimento, suspirando ao sentir os piercings íntimos do mais velho bem abaixo da glande e sobre o escroto cheio de pelinhos.

 

Taehyung tinha lindos piercings íntimos. Foi Jeongguk quem sugeriu. O loiro — na época ainda moreno — disse que ficaria sexy, então ele topou visitar o estúdio de tattoos frequentado pelo marido para se furar. Meses depois, acabou fazendo sua primeira e única tatuagem no mesmo local e numa área do corpo a qual não era visível quando vestido em roupas sociais. 

 

Jeon se abaixou na altura da área íntima do amado, sentindo a mão alheia lhe acariciar com ternura. Deu um beijinho demorado na cabeça gotejante e em seguida uma lambida, encarando bem o rosto perfeito acima de si, que calculava todas as suas ações com um olhar selvagem e penetrante. Se sentia uma presa quando o Kim lhe fitava daquela forma.

 

Dedilhou as bolas e a virilha com cuidado, beijando-as para demonstrar amor e adoração antes de sugar apenas a glande. O moreno gemeu rouco com a ação inesperada. 

 

O polegar de Taehyung tocava a bochecha direita do mais novo com sutileza enquanto este esfregava a pontinha da língua decorada na fenda sensível. 

 

Jeongguk cobriu seus dentinhos fofos para não machucar seu cônjuge e começou a deslizar os lábios pelo pau, abrigando o que conseguia do comprimento que não era nada modesto, muito maior que a média coreana. Massageava o saco, quase brincando com essa parte do corpo alheio, enquanto produzia o máximo de saliva possível.

 

— Que boquinha gostosa — o mais velho lambeu os lábios, encarando as íris escuras cheias de pureza abaixo de si. — Engole meu caralho todinho, Jeonggukie. Fode sua garganta em mim. 

 

Em seguida, o loiro respirou fundo, relaxando sua garganta, se preparando para o que faria em seguida. Voltou a descer pelo falo, agora colocando tudo de uma vez só dentro de sua cavidade bucal. Sentia a cabeça do pênis do moreno cutucando sua goela enquanto as veias pulsavam dentro do buraco quentinho e úmido.

 

Taehyung segurou em sua nuca e investiu sem dó, fazendo-o engasgar a princípio, mas não deixou de revirar os olhos de tesão ao vê-lo mordendo a própria boca. A saliva escorria em abundância pelo queixo bonito, a pontinha do nariz gordinho roçava nos pelinhos da virilha e os olhos de corça derramavam lágrimas grossas sem parar. 

 

Quando achou que não aguentava mais e a garganta doía, o loiro deu dois tapinhas na mão que movimentava sua cabeça e os movimentos foram parados imediatamente. Limpou a boca dolorida e inchada com as costas da mão e foi puxado para mais um beijo gostoso, fazendo o Kim provar um pouco de seu próprio gosto.

 

— Eu amo você, Jeongguk — se declarou enquanto tocava apaixonadamente o rostinho do mais novo. — Muito, muito, muito...

 

— Só está dizendo isso porque chupo bem seu pau — brincou o loiro, retirando os grampinhos pendurados em seus fios e jogando-os em cima da cama. — Agora, vai me comer ou...? 

 

Taehyung enfiou o polegar na boquinha gordinha e avermelhada, sentindo a textura agradável com o próprio dígito. Seu marido tinha lábios lindos e eles ficavam mais lindos ainda após o boquete. Lambeu a própria boca e selou-o rapidamente, antes de sair de perto por alguns instantes.

 

Abriu uma das malas que ainda não estava totalmente desfeita e retirou um tubinho de lubrificante comum e um pacote de camisinha extra fina, daquele tipo que aumenta a sensibilidade — era a favorita do casal. Retornou para perto do marido e sorriu grande olhando para o belo rostinho deste.

 

As dobrinhas dos dedos longos do Kim tocaram a pele corada e molhada por lágrimas do loiro, acariciando-a sem maldade aparente. A luz alaranjada realçava os traços ainda joviais do Jeon, realçando a beleza e singularidade de sua face. 

 

— Que rosto lindo, Jeonggukie...

 

— Você acha? — perguntou o mais novo, tomando o lubrificante das mãos do esposo. — Acho que ele ficaria mais lindo com a marquinha da sua mão, quem nem minha bundinha...

 

— Você leu os meus pensamentos, não foi? — acertou um tapinha estalado, sem muita força, e agarrou as bochechas entre os dedos da mão grande. — Essa sua carinha de putinho me dá um tesão do caralho — continuou quando o mais novo puxou o ar entre os dentes e espremeu as pálpebras.

 

Jeongguk despejou o lubrificante em seus dedos e não hesitou em levá-los até seu bumbum para se preparar. Introduziu-se sem dificuldades, começando a investir na entrada enrugadinha. Gemeu leve próximo ao rosto alheio, recebendo uma lambidinha em sua pintinha localizada entre o queixo e a boca. 

 

Taehyung guiou uma das próprias mãos até a área em que o outro se tocava e enfiou dois de seus dedos junto aos menores do outro, dando um risinho nasalado pelo sonzinho de surpresa que saiu do mais novo. Começou a investir numa velocidade moderada, aderindo aos movimentos de tesoura para alargar um pouco o buraquinho o qual receberia seu pau futuramente. Quando o casal sentiu que o bumbum do Jeon estava devidamente largo, pararam com a dedada. 

 

Jeongguk estava prestes a se virar de quatro outra vez em cima da cama, porém o marido o parou na metade do processo.

 

— Não... Lá — apontou para a porta de vidro sorrateiramente aberta, que dava acesso à sacada e que provavelmente permitia a visão da casa vizinha. — Quero te foder bem gostosinho ali, entendeu?

 

O loiro afirmou e seguiu sem pensar em mais nada, pouco ligando se alguém os veria. Caminhou até o objeto transparente e apoiou ambas as palmas na superfície fria, tendo o corpo totalmente beijado pelo Sol que ainda se punha à frente de seus olhos. Empinou o quadril e esperou pelo outro voltar.

 

Taehyung deslizou a camisinha pelo membro teso e despejou uma quantidade absurda do produto usado para lubrificação, visando não machucar o parceiro, além de adorar o barulhinho de sexo molhado. Se colocou atrás do corpo malhado e cheio de tatuagens, roçando só sua pontinha nas beiradinhas, sem entrar de fato.

 

— Vou colocar — avisou antes de começar a se enfiar. Puxou as tirar rosas da jockstrap com força para ajudar na invasão do corpo alheio. — Apertadinho. 

 

— Ah! Tão grande... — o loiro gemeu, sentindo a curva de seu popo encostar na virilha do marido quando seu reto engoliu o pênis dele por completo. — Não fica parado, Tae, se m-mexe. 

 

— Tem certeza? — segurou a cinturinha, experimentando entrar e sair vagarosamente, testando as reações do mais novo. Sua tatuagem de cobra que tomava a superfície dourada de uma de suas coxas encostava no Jeon também. 

 

Jeongguk gemeu agudo e alto, pressionando os dedos com força na porta. A cada investida em seu cu era um tremelicar diferente de suas pernas. Sentiu uma das antes citadas ser erguida, e mal teve tempo de pensar antes de ter o corpo totalmente pressionado contra o vidro.

 

Sem paciência para mais enrolação e com a permissão para ser bruto, o Kim começou a movimentar seu quadril com força, metendo sem dó alguma no buraco larguinho do esposo. Arfava próximo ao ouvido do mais novo, fazendo questão que este soubesse o quão bem se sentia por fodê-lo daquele jeito.

 

— Oh! Hmmmm... Mete, vai, mete — falou o loirinho com a bochecha esquerda também pressionada; seus mamilos eriçados estavam amassados na superfície transparente. — Me come com força, Tae. 

 

— Gosta quando eu soco com força no teu cuzinho, Jeonggukie? Quando eu fodo seu buraquinho apertado até você chorar? — segurou o pescoço do Jeon sem parar de meter. — Tão gostoso o meu putinho... 

 

Os dedos dos pés do mais novo se contorciam pelo prazer enquanto o pau dele liberava montes de pré-gozo no tecido da peça íntima a qual usava. De relance, achou ter visto alguém no quintal da casa ao lado olhando para cima, mas estava absorto demais em seu próprio tesão, perdido na velocidade das estocadas dentro de si, não conseguia raciocinar direito.

 

Tudo o que inundava a mente de Jeongguk era o caralho delicioso de seu marido.

 

As paredes do Jeon se contraiam sem parar a cada vez que o outro acertava sua próstata sem dificuldades, fazendo-o desgastar suas cordas vocais de tanto choramingar. Chorava de prazer outra vez. 

 

Taehyung sussurrava coisas extremamente sujas na orelha de seu amado, elogiando-o da forma mais impura possível. Soltou o pescoço de Jeongguk para agarrar um de seus peitos, apertando-o com força, sem diminuir a velocidade das estocadas. 

 

— Geme bem gostoso, amor, geme... 

 

— Ah! Taehyungieeee... — gritava desesperado, sentindo o próprio pau doer ainda dentro da maldita roupa íntima molhada. 

 

Começava a escurecer, logo os raios solares iriam embora, dando lugar para a luz fria da Lua, mas o casal não se importava; só queriam foder gostoso até gozarem mais gostoso ainda.

 

Jeon estava extremamente escandaloso, mas o marido amava aquilo. O Kim tinha plena noção de que quanto mais o loirinho chorasse, mais perto ele estaria do orgasmo. 

 

— Jeongguk — gemeu grave, porém alto. O pé da barriga saliente formigava, logo ejacularia. 

 

— Que delícia, amor. Acaba comigo, vai... — suplicou não se aguentando mais de pé, tendo certeza de que caíria no segundo em que atingisse seu ápice. 

 

Os corpos se movimentavam numa intensidade animalesca, produzindo sons altos de todas as formas, liberando suor pelos poros de todas as partes. O cheiro de sexo era forte, mas eles não ligavam para nada naquele momento — esquecendo, inclusive, das pessoas que moravam ali perto e que provavelmente estariam ouvindo aquela safadeza toda.

 

Gozaram juntos, com juras de amor emboladas pela embriaguez do orgasmo. Jeongguk melou o tecido rosinha — provavelmente estragando-o depois daquele dia. Taehyung se liberou na camisinha. Deitaram na cama, sujos, babados e suados, sem energia para se levantar para fazer uma higiene digna. Apagaram até o dia seguinte. 

 

[...]

 

A campainha ressoou pela casa, fazendo Taehyung franzir as sobrancelhas e sair com uma torrada na boca até a entrada da residência. Era manhã pós-sexo e o marido se encontrava no chuveiro naquele momento, se banhando antes do café.

 

Abriu a porta, dando de cara uma mulher de olhos puxados ali na frente, segurando algo que ele não conseguiu identificar a princípio.

 

— Bom dia — ela disse simpática.

 

— Bom dia. Posso ajudar? — estranhou a moça de cabelos pretos falando seu idioma. 

 

— Eu sou Minji, da casa ao lado. Somos uma família meio coreana. Conheço o seu pai.

 

— Ah, claro — o Kim afirmou, mas ainda não entendeu o propósito da outra ali tão cedo. — Algo aconteceu?

 

O rosto de Minji corou antes dela oferecer a pequena cesta que segurava ao mais novo.

 

— Nada ocorreu, apenas achamos que seria gentil da nossa parte lhes oferecer uma de nossas tortas caseiras. Espero que gostem. 

 

O moreno aceitou de bom grado, segurando o objeto e sentindo imediatamente o cheiro delicioso da comida.

 

— Muito obrigado! 

 

— Por nada — se curvou brevemente e começou a se afastar para voltar para onde morava. — Ah... — falou, abaixando o tom de sua voz. Mordeu o lábio inferior segurando um riso. — Tente ser mais gentil com seu marido, ok? 

 

Taehyung travou em seu lugar, vendo a mulher sumir de sua frente, a vergonha consumindo todo seu ser. Entrou na residência rapidamente, querendo se trancar ali e não dar mais as caras até o dia em que fossem embora.

 

Jeon apareceu na sala, usando uma de suas camisas sociais e com uma toalha enrolada nos fios loiros. O ursinho branco abraçado ao seu peitoral. O mesmo peitoral prensado na porta da sacada no dia anterior enquanto fodiam violentamente e gemiam em alto e bom som para todos os vizinhos holandeses escutarem. 

 

— Goedemorgen, tchutchuco — disse sorridente, com a voz rouquinha, totalmente desgastada.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado 💗 No Twitter eu sou JJKBARBIE


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