História Paixão incontrolável ( Romance Lgbt ) - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 31
Palavras 1.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais uma estória, espero que gostem...

Capítulo 1 - Distração


CARA DISCRETO : Eu não sei se podemos nos conhecer hoje, como você sabe, eu sou casado, tenho que dar satisfação a minha esposa.

RUIVO: Que droga, já faz mais de uma semana que estou afim de sair com você, e só me enrola.

CARA DISCRETO:  Eu te peço um pouco mais de paciência, por favor, vou arrumar um tempo.

RUIVO: Estou cansado de esperar.

CARA DISCRETO: No final de semana vou inventar qualquer desculpa, pra nós sairmos juntos.

RUIVO: Promete?.

CARA DISCRETO: Prometo.

- Com quem conversa tanto nesse celular Mayke? - Minha esposa aparece de repente no quarto.

Eu estava deitado na cama que estava desarrumada. Desliguei meu celular pra ela não ver que eu estava em aplicativo de pegação.

- Oi amor, você já chegou? - Levantei e dei um selinho nela. - Como foi seu trabalho?

- Foi um pouco cansativo - Ela retira o casaco e joga em cima da cama. - Estou ensinando um estagiário na minha área.

- Como assim, e você amor? - Achei estranho.

Ela sorri e se joga em cima da cama.

- Eu fui promovida, sou gerente. - Ela começa a me dar vários selinhos.

- Que bom amor, eu estou tão feliz por você. - Sorri.

- Com quem você estava conversando no celular? - Ela estranha o fato de eu ter largado o celular assim que ela chegou.

- É, minha mãe, ela estava reclamando que a gente não vai mais visitar ela e meu pai. - Menti.

- Minha sogra é uma fofa, precisamos mesmo ir visita-los. - Ela sorri. - Bom, agora levanta dessa cama e vem tomar um banho comigo?

- Claro amor.

Me levantei da cama, retirei minha roupa, ela retira a dela.

- Você é tão linda, Melissa. - Sorri.

- Você quer? - Ela se aproxima de mim e me empurra para dentro do banheiro.

Ligamos o chuveiro e começamos a nos beijar, naquele momento comecei a pensar no rapaz que eu estava conversando no aplicativo, em seus nudes, seu corpo, é com ele que eu quero fazer sexo. Apesar de Melissa ser muito linda, seus olhos castanhos, cabelo longo preto, seu corpo tão perfeito, sua pele tão macia.

- Mayke? - Ela chama minha atenção ao ver que eu estava viajando. - Você está pensando no que?

- Me desculpa Melissa, podemos deixar isso para outro dia? - Fiz cara de triste.

- Ok. - Ela se chateia de sai do banheiro.

Eu fiquei ali, pensando em tudo que eu já passei, não posso me assumir, mas também não acho justo ficar enganando ela, eu a amo muito, mas como uma irmã. Eu queria muito ver ela de uma forma diferente, transar com ela todos os dias, mas eu não consigo, toda vez que faço sexo com ela, eu não sinto prazer, eu finjo orgasmo, eu queria que tudo fosse diferente. Sentia aquela água quente no meu corpo, minha cabeça estava doendo de tanto ficar pensando em como resolver esse problema. Sabe, eu sou um cara boa pinta, corpo sarado, barba por fazer, uso óculos, pele clara, cabelo castanho. Consigo ficar com quem eu quisesse, mas a vida tornou tudo mais complicado pra mim. Saí do chuveiro, comecei a sentir um cheiro vindo da cozinha.

- Que cheiro bom é esse? - Falei me aproximando dela.

Melissa estava frente ao fogão mexendo na frigideira, me sentei na mesa e fiquei olhando para ela.

- Estou fazendo omelete para nós.

- Que delícia. - Sorri. - Você é tão incrível para mim.

- Eu sou sua esposa Mayke, é mais que minha obrigação. - Ela retira os ovos da frigideira e coloca em um prato.

- Eu sei. - Baixei a cabeça.

O celular dela começa a tocar, ela o atende, eu uso esse meio tempo para ver se chegou alguma mensagem no aplicativo.

RUIVO: Oque está fazendo?.

CARA DISCRETO: Estou sentado na mesa da cozinha.

RUIVO: E sua mulher?.

CARA DISCRETO: Está no telefone conversando com alguém.

RUIVO: Queria ouvir sua voz.

CARA DISCRETO: Agora não dá.

RUIVO: A gente conversa a dias e você nunca pode fazer nada por causa dessa mulher.

CARA DISCRETO: Me desculpe, eu sei que é difícil, depois a gente se fala, ela está vindo.

Desliguei o celular rapidamente e coloquei no bolso.

- Quem era amor? - Perguntei.

- Meu patrão, amanhã tenho que ir mais cedo a loja.

- Aconteceu alguma coisa? - Achei estranho seu jeito.

- Tá tudo bem. - Ela pega seu prato e coloca a mesa.

Começamos a jantar.

- Como foi seu dia de folga? - Ela pergunta me olhando.

- Foi bom, fiquei deitado o dia todo como você mesmo viu, mas amanhã tenho que acordar cedo.

Eu trabalho com contabilidade.

- Vamos terminar de comer e ir dormir, eu estou exausta.

- Quer uma massagem? - Falei levantando da mesa e me aproximando dela.

- Se não for problema. - Ela sorri.

Coloquei às mãos em seus ombros e comecei a massagear.

- Vamos pra cama - Falei em seu ouvido.

Fomos para cama, ela se deitou de bruços e comecei a massagear suas costas também, não demora muito ela cai no sono, devia estar muito cansada mesmo. Eu comecei a brigar com meus pensamentos, pensar sobre a esposa incrível que tenho, meus desejos homossexuais. Não demoro a cair no sono. Acordo com o despertar do alarme do celular, peguei o óculos em cima da mesinha, olhei para o lado e ela não estava mais ali.

- Melissa? - Gritei.

Não obtive resposta, peguei meu celular, desbloqueio e tinha algumas mensagens, muitos rapazes me mandaram "Bom dia". Mas o único que me interessava não havia me mandado nada.

- Oi amor, me chamou? - Me assusto ao ouvir a voz de Melissa de repente.

- Que susto. - Sorri.

- Levanta, café já está pronto.

Eu me levanto, coloco meu terno e tomo um café rápido, dou um beijo em Melissa e vou direto para meu trabalho, tinha muita coisa para ser resolvida. Chegando lá, me sentei a mesa, liguei o computador.

- Você viu a gostosa da nova secretária?  - Iago me dá um susto.

- Aquela loira peituda?  - Começo a rir

- Mano, eu comeria essa mulher a noite toda. - Ele faz gestos com a cintura.

- Muita areia pro seu caminhão, Iago. - Falei enquanto tirava os papéis da pasta.

- Eu faço várias viagens. - Ele ri. - Vai falar que você não comeria?

Essa conversa estava me deixando enjoado, esses caras são tão babacas.

- Eu não comeria não, deixo toda pra você. - Falei sério.

- Se você não fosse casado, eu acharia que você é viado, Mayke.

Aquela palavra, essa pequena expressão "Viado" me fazia dar vontade de socar ele.

- Sai fora, Iago! - olhei pra ele - Eu jamais que seria viado.

- Assim que eu gosto, cu foi feito pra cagar, esse bando de homem se agarrando com outros, tenho até nojo. - Ele era tão homofobico - Eu não gosto de viado, sou a favor da extinção deles, deveria morrer todos.

- Você sabe que a empresa tem regras sobre esses tipos de preconceito não sabe? - Falei tentando fazer ele parar de falar aquelas coisas.

- Só está entre nois - Ele bate no meu ombro - Vou ir pra minha mesa, até mais mano.

Quando ele sai, me vem uma raiva tão grande de ouvir aquelas coisas. Peguei o meu celular pra ver se tinha mensagem dele, mas não, ele não tinha entrado no App ainda, era muito estranho, ele nunca ficou sem falar comigo desde quando nos conhecemos.  As horas foram se passando, eu está tão exausto, meu dia tinha sido muito cansativo, quero chegar em casa, tomar um banho e relaxar. No fim do expediente, olhei pela última vez meu celular e nada, voltei para casa meio triste, abri a porta e me deparo com Melissa.

- Oi amor, já chegou! - Ela se aproxima e me beija.

Olhei para a mesa da sala, tinha alguns papéis em cima da mesa.

- Oque é isso amor? - Estranhei.

- Vou revisar os lucros da loja.

De repente a campainha toca.

- Você está esperando alguém? - Perguntei.

- Abre a porta para mim. - Ela sorri.

Fui até a porta e abri, me deparo com...

- Mayke? - Ele me olha assustado.

- Você? - Entrei em pânico.

Era o carinha do aplicativo, ali parado na minha porta.

Como assim? Oque será que vai acontecer?



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