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História Paixão secreta - NamKook - Capítulo 20


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Notas do Autor


Eita que eu cheguei em!
Cenas de preconceito afrente. Segurem firme.
O cap tá... Bem, nos vemos lá em baixo.

Capítulo 20 - Sob pressão até panela derrete


Fanfic / Fanfiction Paixão secreta - NamKook - Capítulo 20 - Sob pressão até panela derrete

Eu estava parado, olhando os três a minha frente, suando frio como se fosse morrer. Todos esperavam uma resposta, abri e fechei a boca uma vez e respirei fundo.

Sabem aqueles momentos que você tem tudo na palma da sua mão? Aqueles momentos decisivos de meros segundos que mudam tudo? Estava nele.

Qualquer coisa que dissesse poderia resultar em consequências desastrosas! Se admitisse, dizendo que não era aposta e beijei um homem porque quis, seria o fim da minha reputação.

Com reputação não digo "deixar de ser o pegador", estou falando de perder tudo que conquistei. Sei disso, Taehyung foi expulso do boxes pelos próprios companheiros quando assumiu seu relacionamento com Hoseok, e esse só não foi afastado do vôlei pelo treinador por já estamos com desfalque. Vi quando fizeram piadas com eles, muitos os deixaram de lado e apenas alguns permaneceram. Eu corria o risco de perder a liderança do time e até ser expulso dele, seria piada porque simplesmente gosto de alguém do mesmo sexo, perderia coisas importantes por preconceito de outros.

Por outro lado, se dissesse que era aposta, fizesse um teatro e esnobasse Namjoon, eu o perderia, deixaria ele sofrer sozinho o bullying, pior do que antes. Talvez ele me entendesse mas iria se quebrar algo entre nós, meus amigos também iriam ficar decepcionados e nem mesmo eu me olharia no espelho.

A escolha, para alguns, pode parecer óbvia. Por que da tanto valor as aparências quando se tem a chance de ter liberdade? Mas não é bem assim. Não quando se é ensinado a dar valor a isso desde o berço, quando se corre tantos riscos. Sei que não é justificativa essa merda mas escutei a voz da minha mãe e meu pai na minha cabeça, junto a todas as outras vozes.

Nem mesmo quando estava vestido de empregada sexy na frente de Namjoon me sentir tão exposto, frágil, em pânico.

Eu não queria ser odiado, nunca quis decepcionar ninguém, não quis gostar de garotos porque, porra, é difícil pra caralho ser diferente em uma sociedade heterossexual e tradicional. Não quero ir para outro país, não quero ter que me forma e talvez perder meus irmãos, perder meus pais de vez, nunca quis ter que me cuidar sozinho e ter uma vida adulta aos 17, não quero perder Namjoon… não queria perder nada.

— Sim, foi uma aposta.

Não fui eu quem disse isso. Olho atordoado para Nam, não reconheço quem me olha. Uma encenação?

— Eu sabia Jungkook, só quis saber se teria coragem de beijar o viadinho dos trabalhos. — ele riu debochando de si mesmo, e olhou para os três. — Eu estou pouco me fodendo para o que acham de mim. Digo aos seus amigos, Jungkook, que pagou a aposta. Foi muito esperto em dar um tempo das garotas para isso.

— Sabia! Essa amizade toda nunca iria ser real, como iria ser amigo desse estranho? Que alívio Kookie, não estava te reconhecendo nos últimos tempos. — a menina, que possivelmente já peguei alguma vez na vida, diz jogando os cabelos para trás da orelha.

— Não engoli essa. — o cara diz — vai que se contaminou pagando essa aposta nojenta? Se eu fosse fosse você, quebraria a cara de quem te fez fazer uma coisa tão repugnante.

— Ai com certeza, vai embora, ninguém quer um desviado aqui. — a última garota fala a Namjoon, que esboça um sorriso torto, virando de costas.

O ar me falta e minhas pernas ameaçam ceder, não era raiva comum que estava sentindo, era mais.

Quando se está sob pressão, você não age com o racional, você age com o emocional. E nunca amei tanto ser impulsivo, porque tinha plena convivência que de pensasse, a auto sabotagem iria me travar.

Segurei o pulso de Namjoon antes que desse um passo, ele me olhou confuso e alarmado, me pedindo com os olhos bonitos atrás das lentes para solta-lo, para entrar no jogo.

Segurei a lateral do seu rosto, ciente dos olhares em mim. Ali entendi o que só se aprende na marra.

— Tem que perder para poder ganhar, é isso que está faltando, tenho que perder para ganhar.

— Jungkook, do que está dizendo? O que está fazendo? — sussurrou tentando tirar minha mão de si, tão tenso e preocupado.

— Eu cansei! — digo alto o suficiente para ser ouvido pelo corredor. — Cansei de ser covarde.

O puxei para mim, juntando minha boca a sua. Apenas um selinho de três segundos mas o suficiente para acabar com tudo.

Me afasto, ofegante, com o coração batendo na garganta. Olhei os três escrotos de olhos arregalados.

— De repugnante, nojento e estranho só estou vendo vocês. O que vieram fazer aqui? Trepar a três? — as garotas ficaram vermelhas e o cara se irritou. Segurei a mão de Namjoon, entrelaçando os dedos como muitas vezes quis fazer. —Bando de abutres, vê como é gostoso tomar conta da vida dos outros?

— Mas é uma baitola mesmo, vem aqui dizer isso na minha cara, te dou a surra que seus pais deveriam ter te dado.

— Ah foi mal, agora eu tenho que pegar o troféu das estaduais, quem sabe eu não tenha um tempo na minha agenda para socar sua cara depois. — o olhei com toda a intensidade, querendo o engolir vivo. Modéstia parte, meu olhar intimida e ele recuou um passo por isso.

— Como pude te beijar. — a garota que agora tinha certeza que já fiquei fala distante, horrorizada. O cara cerrava os punhos ao lado do corpo, doido para fazer a merda de me enfrentar mas com medo demais para isso. É isso que essas pessoas tem, apenas palavras cruéis.

— Aposto que já colocou essa boquinha em coisa bem mais suspeita, meu bem. — digo a ela — e não foi comigo.

— Nojento! Vocês não passa de mais uma sujeira que deveria ser extinta do mundo!

— Jungkook. — Nam sussurra — não adianta, o pensamento deles não vai mudar.

— Talvez, mas eu não vou abaixar a cabeça, temos que saber as lutas que valem a pena serem lutadas. E essa é minha primeira pelo nosso relacionamento.

— O que? — o filhote de avestruz começa a rir e se não fosse Namjoon segurando minha mão fortemente, eu já teria perdido a paciência. Eles não valem o esforço mas diz isso para minha raiva, a sensação de injustiça e indignação?

— Vamos embora. — pediu.

— Só se vier ver minha premiação.

— É claro.

— Ótimo. — comecei a andar até eles, que de afastaram como se tivesse alguma doença. Apenas rir em escárnio.

— Podem ir fazer o que pretendiam. — pisquei um olho indo embora.

Droga, como queria não ter que passar por isso, como queria que ninguém tivesse que passar por isso. Eu não estava triste, estava indignado. Como fui burro de me esconder tanto tempo por medo de pessoa assim, agora entendo o TaeSeok.

Voltamos para quadra de mãos dadas, os pensamentos a mil, é claro.

— Vai ficar tudo bem Nam. — sua carinha estava uma confusão de sentimentos, inclusive tristeza. Escutar aquilo não deve ter sido fácil para ele, talvez já tenha ouvido coisas tão piores quanto. — Tá comigo, tá com Deus. Pode crê. — ele riu soprado e lhe fiz um carinho em sua bochecha agora rosadinhas — esqueça tudo que ouviu, 'tá bem? Eles não merecem seus sentimentos. — o dei uma bitoca e ganhei seu risinho. Não liguei se tinha alguém nos vendo.

Libertador.

— O que eu perdi? — Jimin chega olhando abismado para nós.

— Yoongi? Chega aqui. — o chamo e ele vem, confuso. — cuida do Nam. Ele precisa de uma água.

É, eu sei, isso pegou meu amigo, e até Namjoon, de surpresa mas a circunstâncias eram extremas.

— Namnie? Está bem? — o segurou pelo braço, demostrando o quanto estava preocupado. Disso não tenho o que falar mal desse cara. Na preocupação, claro, sem agarramento, por favor!

Tinha que ir ao vestiário para tomar um banho para premiação, coisa que duvido que alguém do meu time tenha feito. Solto sua mão mas Namjoon me surpreende quando ele agarrar meu pescoço, me abraçando apertado. Contornei sua cintura, sorrindo com sua demonstração de afeto.

Qual é? É a primeira vez que nos abraçamos assim na frente de todos, com todos eu digo quase a quadra inteira.

E não me importei nem um dedo mindinho do Jimin.

— Obrigado. — sussurrou e fiquei arrepiado por está tão próximo a minha orelha. Já disse que adoro a voz dele?

— Vai ficar tudo bem. — digo convicto. Eu tenho certeza disso.

Deixei o Yoonmin cuidando do Nam e fui ao vestiário, já estava atrasado. Eu sou bom em dar nomes para casais, agora que percebi.

Como suspeitei, ninguém fez algo além de comemorar. Rir da forma louca que meu time estava: jogando toalha para cima, muitos sem camisa e cantando músicas horríveis enquando mexiam o corpo de forma estranha. Cara, aquilo não era dança, nem aqui nem no Brasil.

Se alguém acha que vou deixar de ser capitão por preconceitozinho estão muito enganados. Temos que saber que lutas devemos entrar e essa, bem, eu pago para não sair.

(…)

A premiação está incrível, como o espradado. Muita festa, a diretora da escola nos parabenizando, foto 'pro jornal das duas escolas e tudo. Mas como sou lerdo não burro, fiquei de olho aqueles três, os vento cochichando coisas com outras pessoas.

Com certeza não demoraria para até os astronautas saberem que estou ficando com um garoto, como se tal informação fosse relevante para a vida de alguém a não ser a minha e a de Namjoon.

Teria que ser mais rápido e nada melhor que rede social para isso. Afinal não dava para beijar ele aqui no meio da galara, tenho respito pelas limitações dele, o conheço o suficiente para saber que seria demais.

— Nam? — mas não custa perguntar. Dei o troféu a Hoseok e Jackson, descendo do palanque no centro da quadra — Posso te beijar aqui?

— Que? — ele arregalou os olhos em espanto, olhando para os lados. Assisti enquanto ele morder os lábios e concertar o óculos. — E-eu não gosto de chamar atenção Kook e agora s-seria muita, muita-

— Ta tudo bem, calma. Só queria ter certeza. Temos que fazer algo, tem alguma rede social além do twitter?

— Instagram mas está inativo, não me diga que…

— Exatamente. Todos vão saber, é melhor que seja por nós. Eu sei que parece rápido demais, porém não quero dar motivos para acharem que me afetam. Não vou deixar ninguém pisar em nós.

— Oh Kook. — ele abaixa a cabeça, todo tímido. — Quero te levar em um lugar, depois que comemorar com seus amigos.

— É meu prêmio?

— Pode se dizer que sim. Agora volta para lá, aproveite, você merece. — apertou meu ombro e se afastou, voltando a ficar com Yoongi e Jimin, já que Taehyung estava com Hoseok no alto.

Suspirei, voltando a comemorar.

Deve ter passado mais 40 minutos até estamos de volta no ônibus, fazia parte das regras voltar para escola. Nesse meio tempo, minha mãe me ligou me parabenizando e pedindo para conversar, ela já estava lá na escola me esperando.

Revirei os olhos, avisando aos garotos para me esperar uns minutos antes de irmos ao barzinho que sempre comemoramos.

Ao chegar, fui direto para o estacionamento vazio. Logo avistando o carro da minha mãe.

— Oi Jungkook. — sorriu ela.

— Oi, o que quer?

— Aish Jungkook. Tudo bem, vou direto ao ponto. Precisa voltar para casa, não seja tão teimoso.

— Por que voltaria? Eu não vou me mudar de país. — ela suspirou, mirando a frente por alguns minutos, deixando o silêncio estranho planar.

— É, eu sei que não. Entendo que nos veja como egoístas mas é pesado para nós também. Não nos amomos mais a muito tempo, filho. — seus olhos marejaram de leve, mas logo sua voz voltou a ficar firme. — Foi um casamento estranho, no começo posso até acreditar que houve sentimento mas ele acabou. Agora nós queremos ser felizes com outras pessoas mas estamos atados pela nossa ganância e orgulho, admito.

Ela suspirou novamente. Não a interronpi e deixei que mais alguns minutos passarem.

— Jungkook, sabe que a empresa do Kim está passando por uma investigação, seu pai acabou soltando isso no calor da briga. Temos que garanti que nossas vidas, os anos que dedicamos a fazer um bom trabalho não se esvaia. Não temos nada a ver mas por sermos diretores, podem não acreditar, talvez até deixemos algo passar e tenha algum contrato fraudado com nossos nomes. Estou com medo de parar na cadeia por erro dos outros, perder toda minha vida.

— Onde quer chegar mãe? — não aguentei.

— Vamos fazer parte da denúncia ao Kim, provar que estamos do lado da lei. Eu e seu pai teremos que ficar aqui por mais algum tempo, até tudo está resolvido, vamos vender as ações enquanto elas ainda valem. O império está caindo e não ligo de ser taxada como rato abandonando o navio. Não vamos mais viajar então pode voltar para casa.

Agora era minha vez de ficar calado. Tudo que já estava baralhado na minha cabeça, ficou ainda mais confuso. Eu queria voltar? Depois de tudo? Depois de tantos anos sozinho naquela casa?

— Sei o que está pensando, e entendo que esteja magoado mas somos seus pais.

— É por isso mesmo. Vocês deveriam ser as pessoas que mais cuidam de mim.

— Nós cuidamos!

— Vocês me mimaram, ensinando coisas erradas, comprando pessoas e mentindo sobre suas vidas. Um lar merece sinceridade e se não fosse pelos meus amigos eu seria uma pessoa horrível, não sei se posso confiar em vocês depois de tudo, conviver depois de tudo.

— O que pretende fazer?

— Estou trabalhando, estudando para o vestibular, quero cursar algo ligado a arte, talvez arquitetura e urbanismo ou dança, quem sabe não faça um técnico em T.I? Estou sendo independente e apesar de ser cansativo é tão gratificante quanto, aprendo coisas novas todos os dias.

— Está na casa dos seus amigos?

— Por enquanto mas queria alugar um lugar. — contei meus planos. Ela continou com as mesmas expressões, como se estivesse falando outra lingua, e realmente estava.

— Não entendo o que quer mas respeito, saiba que se quiser me visitar sempre estou em casa na hora do jantar. A casa está vazia sem você.

— Sei como é. Obrigado mãe, por me respeitar. Eu nem esperava isso. — desviei o olhar, os sentindo molhados, decidi mudar de assunto. — E como vai seu namoro?

— Ele é legal, talvez um dia conheça se der tudo certo. Soube que vai ver seu irmão, é verdade?

— Como…?

— Seu pai ficou sabendo.

— Sim, fui a casa da Somin quando tive um tempo semana passada, ele não estava lá mas ela me deu o próprio número para ligar se quisesse. Ela parece legal, não se importou que sou o filho do pai do filho dela. Só estranhou um pouco, lógico. Marquei de vê-lo fim de semana.

— Está sendo muito maduro, Jungkook. Talvez ficar sem nós seja o melhor para sua criação, só seja mais gentio e educado. — sorriu e acabei fazendo o mesmo. — Mas não vamos te deixar desamparado, ainda é de menor mocinho e vou te ajudar em seu projeto. Ter um teto é muito importante.

— Não sendo um apartamento exagerado, por mim tudo bem. — ficamos quietos novamente, observando os ônibus com o resto dos alunos chegar, ela parecia querer perguntar algo mas desistiu. Nem precisa de muita dedução para sacar o que é.

— Até mais filho, apareça lá em casa, seu pai tem que fazer as pazes com você também.

— Só é ele aceitar que eu ande com as minhas próprias pernas que está tudo resolvido. Sabe? Apesar de tudo, não quero guarda magoa de vocês, elas não fazem bem, sei disso guardei por muito tempo, descontando em outras coisas. Vou tentar do jeito certo dessa vez. E sobre o que queria falar, meu namoro vai bem, muito bem.

Ela sorriu constrangida, sabia que ainda era demais para eles aceitarem. Quando literalmente explodi, joguei tudo de uma vez: carreira que não queria, familia secreta, mágoas passadas, sexualidade. Foi muita coisa para eles absorverem.

Todos precisam de tempo, talvez meu pai um pouco mais.

— Mantenha contato, vou procurar algum apartamento legal enquanto isso.

— Tenho algumas opções, te mando, tudo bem?

— Claro, tchau Jungkook.

Sorrir para ela antes de sair. É, as coisas estavam mudando depressa e apesar de parecer assustador, não era ruim.

Me sentia crescendo, realmente mais maduro para lidar com os obstáculos, com as pessoas. Iria precisar muito disso daqui para frente.

As vezes me dava medo, sabe? De está apostando alto demais, sendo convencido demais. E se, assim como tantas, não ficasse com minha paixão adolescente? Meus pais não ficaram e nem ninguém que eu conheça.

Namjoon é tão confuso, as vezes chegava a ser frio e do nada mudava, parecia que tinha um universo na cabeça ou no mínino uma tempestade do tamanho de Júpiter.

Suspirei com isso. Não adianta querer adiantar as coisas, tudo que podia fazer estava fazendo. Não posso preciona-lo para me amar, isso não existe, o maximo que poso fazer é ter paciência e cinquista-lo, deixar saber que estou aqui.

É mais que suficiente.

Se não der certo irei sofrer, claro, mas vou sobreviver.

Todos conseguem, por que comigo seria diferente?

Porra, a quem quero enganar?

Caralho, eu não quero ficar sem ele… que merda. Tá, calma, seja maduro Jungkook, seja maduro.

Parei de dialogar comigo mesmo dentro da cabeça enquanto olhava um canto qualquer do corredor e fui aos meus amigos, o time já estava me esperando.

(…)

As coisas acabaram saindo do controle, como é de se esperar de um bando de pessoas juntas em festa. Estendemos as coisas para casa do Seonghi, que basicamente era a mais próxima do bar meio 'clandestilizado que estávamos já que nem todo mundo ali era de maior para beber. Ele garantiu que os pais não iriam brigar e adoravam festa, seria o presente dele pelo que entendi.

Já era noite faz tempo, estava tão contente por tudo que conquistei e beber depois de quase um mês de pura reclusão era bom demais. Quando deu 9:30, eu acho, todos continuavam no mesmo pique, louquinhos, louquinhos. Então fui até Taehyung que atracava na boca de Hoseok enquando era apalpado sem dó, sei que eram meus amigos mas chegava a ser excitante o desejo deles. Ou talvez seja minha virgindade comendo meu cérebro junto com o álcool, nunca vamos saber.

— Taehyung. Taehyung! Caralho, larga ai porra. — o puxei já de saco cheio, fazendo as mãos do sol do meio dia larga a bunda do outro.

— Que é? Não vê que tô ocupado, puto? — Taehyung bêbado, aish.

— É exibicionista agora pica-pau? Vamos, me dá teu celular que o meu está sem bateria.

— Da logo, volta pra cá meu amor. — Hoseok chupa sua nuca, levando seus quadris para trás e só pela embolação das suas palavras sabia que ele já passou do décimo drink.

Caraí, Taehyung tem um pau enorme, daqui a pouco pula da calça, será que Hoseok já não… aish, esse álcool tem alguma coisa.

— Toma, nem precisa me devolver, sai, quero comemorar. — se voltou para o outro — Quem é que quer um prêmio especial? Hum? É você gostoso, vou ficar naquela posição que adora hoje. Porra, eu amo sua boca, puta merda! — revirei os olhos os deixando se agarrar no corredor da casa dos outros. Mas são uns pervertidos mesmo.

Hoseok literalmente achou sua cara metade.

Andei para um lugar menos barulhento, tentando não tropeçar em nada. Isso nunca muda, sou um fraco com bebidas.

Achei o jardim por um milagre, desbloquei o celular desenhendo o padrão, ele vivi desenhando na nossa cara também né, fica difícil não saber o padrão.

Eita que já eram 11 horas? Puta merda… Namjoon. Me afastei um pouco mais da casa e mesmo as coisas meio girando, vi um casal deitado na grama. Aquele cabelo azul eu conheço!

Cheguei mais perto e mesmo que eles não pudessem me ver por está meio escondido atrás da palmeira, eu podia vê-los.

Deveria está ligando para Namjoon mas queria saber a lábia desse duas caras pra cima do meu amigo, nessa correria toda nem tive tempo de dá um 'socode de respeito nele.

Yoongi estava deitado com a cabeça no peito de Jimin, que o abraçava igualmente. Os dois de olhos fechados e só não pensei que estavam dormindo pelos dedos do azulado me mecherem.

Quando estava quase desistindo e indo até lá. Yoongi finalmente abre a boca.

— Obrigado.

— Pare com isso, já disse meu anjo.

— Eu prometo me controlar melhor, não queria te fazer passar vergonha comigo.

— Não precisa, só quero que se aceite do jeitinho que é, que não tenha vergonha de si. Eu estou do seu lado. — Jimin diz beijando seus cabelos. Eu não estava entendo nada e nem era por está "levemente" alterado.

— Mas ele sente, vergonha e culpa.

— Você também. Deixe isso para lá, vou tentar te dar tempo, sei que não é fácil mas também não é para mim.

— Eu sei, desculpe. — Jimin o aperta mais, trazendo a boca do outro para si. — Eu te amo, não duvide disso.

— Não duvido e também te amo, meu doce.

— Ele gosta de você, Mochi. Do jeitinho dele, só seja paciente, ele é retraido com os próprios sentimentos.

— Tá. Eu só queria que não brigassemos tanto. — Yoongi rir.

— Gosto de está aqui com você, nunca vou parar de repetir isso. Quis tanto está aqui, tanto. Te recompensando pela esperar e mentiras dele.

— Me recompensa me beijando, que tal?

E essa era minha deixa, pois Yoongi ficou deitado no colo do meu amigo e eu que não vou ver outro casal se pegando. Parece que tá todo mundo no cio nessa merda!

Meu coração estava esquisito, todos com seus sentimentos retribuidos e até o diabrete do Yoongi soou sincero naquele eu te amo.

Desbloquei o celular novamente, buscando o número de Namjoon para avisar ou sei lá, só preciso falar com ele agora.

"Oi TaeTae?" — diz ele após dois toques.

— Oi Nam, sou eu Jungkook. Eu fiquei sem celular hyung, ele morreu e me deixou na mão.

"Você tá bêbado, Jungkook? Como pretende chegar aqui assim?"

— Não fica irritado comigo, eu não fiz nada poxa. — fiz bico, mesmo que ele não pudesse ver.

"Não estou brigando, só perguntando"

— Você tá brigando, por que só briga comigo? Eu gosto tanto de você mas você não liga, está nem ai para meus sentimentos, você só me menospreza. — falei todo embolado.

Ninguém pode me culpar! Falou?

"Não chore Kook, se acalme."

— Você só me trata como se eu fosse um bandido. Eu tento segurar a barra, você é todo zuado e tento entender seu lado mas… tá doendo, você, você tá me machucando. Eu posso enfrentar tudo, as pessoas, os comentários, meus pais, a porra da Coréia todinha mas não dá para fazer isso sozinho, você tá me deixando sozinho, Namjoon. Você não gosta de mim então por que ta me enganando? Por que tá brigando comigo? Eu não sou o bad boy da história, é você.

"Jungkook, me escute, diga onde está que vou até ai"

— Você tá me machucando…

Me sentei na grama, abaixando a cabeça e deixando a bebida abrir a torneira em meus olhos junto com o ranho, que situação lastimável, sinceramente.

"Por que não me disse que se sente assim? Eu não tive a intensão de te machucar. Me diga onde está."

— Na casa do Seonghi, Rua do Primeiro Imperador.

"Fiquei ai, estou indo."

— Não precisa, não quero que me veja todo frágil e babado. Eu… tá tudo girando então não vai chegar aqui.

"Levante a cabeça e respire fundo."

— Não quero. Eu faço o que eu quero.

"Algum dos seus amigos estão ai?"

— O Tae tá transando porque é a única coisa que ele faz agora. Você só me atiça e se afasta, Namjoon mal, muito mal. — o escutei rindo junto a outros barulhos. Fiquei escutando, já com os olhos secos.

"Continue falando comigo, estou pegando um uber, a essa hora táxi é muito caro."

— Hum… até o Yoongi tá lá no colo do Jimin, eu não gosto dele mas ele é carinhoso, eu sou carente então porque você também não é assim? É porque não gosta de mim. Não sei para que tanto esforço, só é me deixar sozinho, eu não me importo mais, sou independente agora. Um adulto!

"Eu estava te esperando então faz sentido ir até ai te trazer, amanhã eu mostro o lugar especial."

— Eu quero dormi, a grama é confortável. Feita para adultos solitários.

"Kook, hoje você foi incrível, então por favor, não desista de mim ainda."

Eu parei de arrancar alguns matos, meu coração ficou esquisito de novo.

— Eu vou desligar, você tá me deixando estranho.

"Me espere, você disse que iria ficar tudo bem, que correria atrás de mim, sei que sou egoísta por isso mas… Eu estou chegando na casa barulhenta. Está no jardim ou algo assim?

— Jungkook? — levantei meus olhos vendo Jimin e Yoongi a minha frente, em cima já que estava deitado. — O que está fazendo ai largado?!

"Kook, passe o telefone para o Jimin, por favor."

— Toma. Ele prefere você. Eu preciso ir para casa, para casa de alguém na verdade.

Entreguei o celular a ele e fechei os olhos, desistindo da minha fala anterior. Não sei se dormi mas quando dei por mim estava em um carro e Namjoon ao meu lado.

— Por que tá acontecendo isso de novo? — digo mais sóbrio, mas não o suficiente. — eu tô vestido de empregada?

— Não Kook. — ele riu e desviei o olhar, não quero ver seu sorriso agora. — Vem aqui e me abraça, eu vou cuidar de você, melhor que aquele dia.

— Não vai me bater? — digo debochado e ele revira os olhos.

— Pare com isso, vem. Você disse que gosta de carinho então vou tentar melhorar. Desculpe, tudo bem?

— Fácil falar… — digo com um bico, mas vou até ele o abraçando todo desajeitado para ficar com o rosto no seu pescoço sem está sentado mo seu colo.

— Eu fiquei te esperando. — ele repetiu. — Mas sabia que estava feliz com seus amigos, ai você me ligou chorando. Não imaginei que se sentisse assim, sempre está tão forte, tão inabalável que me esqueci que é só um menino, que tem muitos sentimentos e um grande coração.

O interrompi fungando, ele me apertou um pouco mais, fazendo carinho nas minhas costas.

— Prometo repetir tudo isso quando estiver sóbrio, agora pode dormi, estou te levando para minha casa. Vou te dar o mesmo voto de confiança que deu a nós hoje. — ele segurou meu rosto fazendo que o olhasse — amanhã vamos conversar, meu namorado.


Notas Finais


Tem alguem vivo? Até eu morri escrevendo.
Duvidas? Teorias? Criticas? Surtos? Digam algo, serio, digam.
Como prometido, escrevi uma one, q na verdade vai ter dois caps, Namkook gostosinha.

https://www.spiritfanfiction.com/historia/tudo-por-causa-do-ventilador-quebrado--namkook-19984362

Então até e se cuidem :3


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