História Paixão Sem Limites - Capítulo 33


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Paixão Sem Limites, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Visualizações 3.507
Palavras 2.730
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite gente!

Capítulo 33 - Capitulo 33


Paixão Sem Limites

Sakura

— Nós vamos ir embora daqui uma semana.

— Como andam as coisas por ai?

— Estão ótimas, só tive um pequeno desentendimento com Naruto. Acredita que ele esta com ciúmes do cara que cuida dos animais da fazenda? Eu nunca nem o tinha visto na vida.

— O ciúmes sempre atrapalha tudo.

— Eu não sei lidar com isso, é meio desconfortante.

— Eu sei, acho que ninguém consegue lidar com isso.

— Acho que você sabe lidar melhor que eu já que namora a mais tempo. Como é o Sasuke com ciúmes?

— Ele bate no cara e depois me foder dizendo que eu sou dele, Sasuke não sabe se controlar e brigamos por causa disso, mas ele prometeu se conter mais.

— Vocês estão bem?

— Sim, seu irmão está em casa hoje e vamos fazer um almoço em família, estou fazendo a comida.

— Boa sorte então, te ligo depois.

— Tchau Hina.

Desliguei meu celular o colocando sobre a mesa e me voltei para os legumes que cortava.

— Tem certeza que não quer ajuda? — Sasuke entrou na cozinha me assustando.

— Ai não me assuste assim.

— Não aguento mais ficar olhando pra cara de Itachi. — murmurou parando ao meu lado.

— Está tudo sobre controle.

— Sei lá eu sinto que estou te escravizando.

Ri comendo um pedaço de batata.

— Eu gosto de cozinhar e quase nunca tenho oportunidade para isso.

— Deixa eu te ajudar.

— Você sabe fazer alguma coisa? — perguntei já sabendo a resposta.

— Não mas não deve ser difícil. — Sasuke deu de ombros.

— Pega corta essas verduras você deve saber usar uma faca.

— Claro que sei. — ele pegou a faca começando a fazer o que eu estava fazendo.

— Eu também quero ajudar. — Itachi apareceu na cozinha.

— Não podemos dispensar a ajuda de um cozinheiro como você. — sorri me lembrando de como ele cozinhava bem.

— Realmente não podem. — Itachi sorriu divertido.

— Exibido. — Sasuke resmungou.

— Continue cortando Sasuke um dia você chega lá.

— Cala a boca.

— Mão na massa pessoal.

Apesar das provocações, alguns xingamentos e cenouras voadoras por parte de Sasuke é claro, eles conseguiram me ajudar e o almoço logo ficou pronto.

— Isso ficou bom.

— Já podemos montar um restaurante, Sakura será a Master Chef, eu seu ajudante e você pode ser a garçonete Sasuke. O que acham?

Sorri do comentário de Itachi vendo Sasuke apontar seu garfo pro irmão.

— Acho que você está bem engraçadinho hoje, o que aconteceu? Resolveu transar?

— Sasuke. — lhe dei uma cotovelada não acreditando que ele havia falado aquilo para o irmão.

— Eu deveria ignorar esse seu comentário desnecessário mas acho que talvez você queira saber que eu estou namorando.

— Que legal Itachi por que não a convidou para almoçar com a gente? — perguntei animada.

— Ela viajou ontem para resolver alguns negócios.

— Você é tão chato como alguém aceitou namorar contigo? — Sasuke provocou.

— Digo o mesmo pra você irmãozinho. Só a Sakura mesmo pra aguentar suas merdas.

— Vocês são uma piada. — murmurei balançando a cabeça.

Eles ficaram se implicando durante todo almoço mas mesmo assim o clima estava agradável, eu me sentia bem, era como se fossemos uma família.

— Pode deixar que eu limpo a bagunça. — Itachi se pronunciou pegando os pratos sujos.

— Eu te ajudo. — me ofereci.

— Não Sakura, você é nossa convidada e já fez o bastante.

— Tudo bem. — murmurei o vendo seguir para cozinha com os pratos sujos.

— Vamos sair. — Sasuke me levou para a sala.

— Pra onde?

— Você escolhe. — ele beijou meu ombro.

Sorri pensativa e voltei minha atenção para a porta que foi aberta de repente e um homem passou por ela. Prendi os lábios sentindo Sasuke apertar minha cintura ao se virar para o homem.

Ele tinha uma postura intimidante e seu olhar cauteloso e obscuro observava tudo a sua volta.

— Pai? O que faz aqui? Por que não disse que viria? — Itachi apareceu na sala segurando um pano de prato.

O homem olhou dele para Sasuke fixando o olhar em mim.

— Não preciso ficar dando satisfações a ninguém. Como andam as coisas por aqui? — ele passou por nós se sentando no sofá.

— Bem, está tudo sobre controle na empresa.

— Hn. E quem é a moça? — ele lançou um olhar questionador a Sasuke voltando a me analisar.

Sasuke ou Itachi não disseram nada então eu resolvi responder mesmo não gostando nenhum pouco daquele homem. Todas as vezes que o olhava me lembrava das crueldades que ele fez com Sasuke e sua esposa.

— Sou Sakura.

— Tem sobrenome Sakura?

— Isso não é do seu interesse. — Sasuke se manifestou.

Pelo tom da sua voz e a intensidade do aperto em minha cintura eu soube que ele estava irritado.

— Deixe a garota responder. — seu pai o cortou.

— Haruno.

O vi assenti e voltar a olhar para Sasuke que me puxou para fora de casa sem mais nem menos.

É a presença do seu pai realmente não o fazia bem. Mas se eu estivesse no seu lugar eu também iria querer distante daquele homem.

— Você está bem? — abracei suas costas sentindo seu corpo tenso.

— Vamos dar uma volta, qualquer lugar longe daqui. — ele suspirou entrelaçando nossas mãos.

— Tudo bem.

Quando eu penso que estamos bem sempre aparece uma turbulência, meu namoro com Sasuke era instável. Mas eu sabia desde o inicio que seria assim, culpava nossas personalidades fortes e mundos diferentes, porém há algo maior que isso como as pessoas a nossa volta que querem nos afetar.

Mas temos um ao outro para e tudo parece mais fácil. Sasuke era meu porto seguro assim como eu era o seu.

(...)

Ficamos fora o dia inteiro dando voltas e mais voltas pela cidade. A noite Sasuke não quis ver o pai e suas reações estavam começando a me deixar preocupada.

Ele não dizia nada mas me queria por perto e eu não sai de seu lado.

Apenas em um determinado tempo da noite me levantei e segui para cozinha em busca de água. Acabei me assustando ao encontrar o pai de Sasuke sentado na mesa com um copo de suco.

— Sente-se. — ele apontou para a cadeira a sua frente.

— Eu só vim pegar um copo de água.

— Quero conversar com você.

— Tudo bem. — puxei a cadeira a sua frente me sentando cautelosa.

O que aquele homem queria comigo?

— Suponho que você seja a namorada do meu filho.

— Sim.

— Sasuke sempre me deu trabalho mas isso é só uma fase rebelde que passara assim que ele perceber o verdadeiro significado da vida. Ele largará essa vida de delinquente em breve e se tornará um homem responsável. Creio que você seja apenas um passatempo e ele não se importará em deixa-la quando for embora comigo para Seattle daqui a alguns meses.

Suas palavras me atingiram como farpas em minha pele.

— Ele não me disse nada sobre ir embora. — sussurrei me sentindo zonza.

— Sasuke tem uma vida para construir e um futuro brilhante pela frente. E você garota não vai querer atrapalha-lo não é? — ele me olhou sugestivamente.

Balancei a cabeça não deixando suas palavras me afetarem.

— O Senhor está tomando conclusões precipitadas e...

— Eu não quero você com meu filho, além de atrasa-lo você é daquela família lazarenta que prefiro manter distância. — sua voz endureceu assim como seu olhar frio.

Apertei os punhos o encarando de queixo erguido.

— Você pode me ofender de todas as formas possíveis mas não deixarei que diga infâmias sobre minha família.

— Eu quero você longe do meu filho, estou tentando fazer as coisas do jeito fácil.

— Por que está fazendo isso? Por que quer vê-lo infeliz? — perguntei indignada.

Ele parecia fazer tudo para infernizar a vida de Sasuke. Que pai era esse?

— Eu só quero a felicidade de Sasuke e se você gosta tanto assim dele deve deixa-lo. — respondeu calmamente.

Neguei rindo forçado da sua cara de pau.

— Não vou fazer isso, eu o amo. — retruquei firme.

— Se não o fizer o levarei para longe e você nunca mais irá vê-lo. — ameaçou.

— Você é um mostro. — consegui força minha voz incrédula a sair.

— Só estou adiantado as coisas para que você não sofra mais quando ele for embora. Espero que tome a decisão certa. — ele se levantou deixando o copo na pia e saiu da cozinha.

Fitei o vazio a minha volta completamente perdida e sem chão. Limpei uma lágrima fujona sentindo meus olhos arderem e voltei para o quarto completamente arrasada.

Não consegui dormir aquela noite, eu só conseguia observar Sasuke e lembrar de cada momento que passamos juntos.

Não poderia acabar daquela forma, depois de tudo o que vivemos não poderia simplesmente acabar.

Meu peito doía só em imaginar. Estava me sentindo tão sufocada que não consegui mais ficar ali, eu não conseguiria olhar para sua cara sem desabar, não suportaria espera-lo acordar e acabar com tudo.

Assim que amanheceu peguei minhas coisas e sai daquela casa chamando um Táxi. Precisava pensar um pouco e quando Sasuke acordasse ele me ligaria e eu conseguiria explicar as coisas a ele sem ter que olhar em sua cara.

Eu nunca me senti tão acabada daquele jeito.

Quando cheguei em casa fui direto para meu quarto onde me tranquei no mesmo pensando em tudo que estava acontecendo.

As nove horas meu telefone tocou. O peguei temerosa e respirei fundo antes de tomar coragem para atende-lo.

— Oi.

— Onde diachos você se meteu? — Sasuke estava exaltado.

— Eu estou em casa.

— Como assim em casa? O que aconteceu pra você sair desse jeito? Como você foi embora?

— Sasuke olha a gente precisa conversar

— Estou chegando ai.

— Não, espera...droga.

Me sentei na cama apertando meu celular. Parece que minha fuga não adiantou de nada, precisarei encarar meus problemas de frente.

Eu não posso terminar com Sasuke, eu não consigo, minha vida ficará sem sentindo. Mas se não fizer isso aquele homem irá tira-lo de mim.

Agarrei meus cabelos andando de um lado para o outro pelo quarto. Eu estava desesperada.

— Por que você não morre seu monstro? — soquei o travesseiro imaginando ser o pai de Sasuke.

Eu odeio aquele homem do fundo do meu coração. Ele irá pagar por tudo que está tentando fazer.

Sai do meu quarto apressada e esperei por Sasuke na sala completamente nervosa. Será que eu deveria contar a ele sobre seu pai?

Não, isso só pioraria as coisas porque ele iria para cima do pai com dez pedras na mão.

Soltei um suspiro cobrindo o rosto com as mãos sem saber o que fazer. E quando Sasuke atravessou as portas da sala eu não consegui segurar as lágrimas. Eu era fraca, achava que era forte mas não era.

Ele veio em minha direção apressado segurando meu rosto enquanto me analisava completamente e eu desabava.

— O que aconteceu? Fizeram algo com você? Fala alguma coisa Sakura você está me deixando nervoso.

Eu não conseguia falar nada, apenas chorar sem conseguir encara-lo.

— Sakura?

Ouvi a voz de Sasori e ele apareceu no topo da escada. Sasuke o encarou e eu vi fúria em seu olhar antes dele me soltar.

— O que você fez com ela? — ele rosnou para o ruivo.

— O que está acontecendo? — Sasori perguntou confuso terminando de descer as escadas.

Não consegui dizer nada e só me senti mais incrédula ao ver Sasuke atacar Sasori.

— Eu falei pra você ficar longe dela seu merda.

— Para com isso não foi ele, Sasori não fez nada. — corri em direção aos dois vendo Sasuke jogar Sasori não o chão o socando.

Ele não me escutou e continuou a soca-lo como um louco descontrolado enquanto Sasori tentava se defender.

— Sasuke larga ele. — gritei tentando puxa-lo pela camisa.

— A não, de novo não. — Chiyo apareceu na sala gritando.

— Sasuke por favor.

Com muito custo eu consegui o empurra-lo para longe de Sasori. Estava ofegante e com um corte na boca, seu olhar era assustador.

O vendo agora eu conseguia pensar que talvez a gente realmente devesse parar. Eu não estava mais conseguindo lidar com todo o descontrole e violência de Sasuke e isso já estava começando a me assustar.

Não era o que eu queria para nosso namoro.

— As coisas entre nós não estão dando certo. — juntei todas as minhas forças para consegui dizer aquilo.

Sasuke estreitou os olhos limpando o suor que escorria pelo seu rosto com a camisa.

— Que caralhos você está falando?

Nem quero imaginar o que deve estar passando pela sua cabeça agora.

— Estamos sempre brigando e eu cansei do seu descontrole e das suas confusões, isso já foi o suficiente pra mim. — cruzei os braços desviando o olhar.

Cada palavra minha era uma facada em meu peito.

— Se você estiver pensado em... — ele começou a falar mas eu o cortei.

— Eu tentei Sasuke, eu juro que eu tentei mas você não colabora.

— Não faz isso rosada. — ele deu um passo em minha direção e eu dei outro para trás.

— Acabou. — murmurei encarando seus olhos surpresos.

O vi abrir a boca e fecha-la balançando a cabeça vindo em minha direção a passos largos.

— Não acabou merda nenhuma. — Sasuke se exaltou indignado.

— É melhor você ir embora, eu vou convencer Chiyo a não chamar a polícia. — avisei olhando para minha governanta que xingava Sasuke enquanto colocava uma bolsa de gelo no olho detonado de Sasori.

— Você não pode acabar com tudo assim. — Sasuke rosnou.

— Eu não tenho escolhas, é o melhor pra nós dois. — mordi os lábios com força limpando as lágrimas.

— Sakura você é minha. — ele tentou me tocar e eu me afastei.

— Não sou Sasuke, você precisa acabar com essa obsessão.

O vi rir sem humor e bagunçar os cabelos rebeldes com força.

— Isso é loucura, nós estávamos bem e agora você quer acabar com tudo? — ergueu as mãos revoltado.

— Nossa relação não está saudável. — murmurei baixo.

Acho que nunca esteve na verdade.

— Inferno Sakura. O que está havendo com você? — ele se exaltou.

Eu podia ver a angústia em seu olhar e isso só fazia aumentar a dor em meu peito.

— Por favor Sasuke vá embora. — pedi em um muxoxo.

— Você me ama, não pode está falando sério. — Sasuke apontou para seu peito.

O engraçado era que ele não acreditava em amor, talvez eu tenha conseguido faze-lo mudar de ideia.

— Precisamos fazer sacrifícios em algum momento da vida.

— Você está chorando desde o momento em que eu pisei nessa casa. Precisa me contar o que está acontecendo.

— Eu estou terminando com você é isso que está acontecendo.

— Rosada. — sua voz saiu arrasada.

Não consegui mais olhar em seu rosto.

— Só vai embora Sasuke. — implorei com o ultimo fio de voz que eu tinha.

Ele parecia confuso e desolado e eu o observei me dar as costas e ir embora sem dizer mais nada, sua resposta foi apenas o estrondo que fez ao bater a porta.

Ele vai me odiar para sempre assim como eu me odeio agora.

Cai sentada no sofá completamente acabada. Tentei gritar mas não consegui e as lágrimas caíam sem parar silenciosamente.

Eu jurei nunca mais chorar e essa será a última vez porque uma parte de mim morreu quando Sasuke foi embora.

Foi a mesma parte que ele conseguiu dar vida a algum tempo atrás, a parte que o ama incondicionalmente.

E essa parte era meu coração que agora estava aos pedaços.

— Vai ficar tudo bem. — Chiyou veio até mim deitando minha cabeça em seu colo.

— Eu o amo. — sussurrrei. 

— Eu sei. — ela alisou meus cabelos. 


Depois dessa eu nunca mais conseguiria ser a mesma de antes.



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