História Paixão Sem Limites - Capítulo 34


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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Paixão Sem Limites, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku
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Palavras 2.571
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 34 - Capitulo 34


Paixão Sem Limites

Sakura

— Quer me contar o que aconteceu? — Chiyo perguntou depois de um tempo em silêncio.

Aconteceu que meu mundo acabou de se destruído, me culpo por ser tão covarde e também me culpo por saber que essa foi uma decisão certa. Esta me destruindo por dentro mas foi o certo a se fazer.

— Eu cansei Chiyo, tô esgotada de todo mundo querendo nos derrubar. O que eu fiz está me matando mas eu preciso me libertar disso, eu preciso de um tempo pra colocar as coisas no lugar e acho que Sasuke também precisa disso. — limpei minhas lágrimas sentindo meus olhos arderem.

Meu rosto deve está todo vermelho e inchado.

— Términos não são fáceis, mas você é jovem Sakura não deixe o sofrimento lhe abater tão cedo. Esse garoto parece gostar de você mesmo ele sendo um pouco violento. — ela suspirou olhando para Sasori que estava sentado no degrau da escada segurando uma bolsa de gelo no olho.

Ele estava estranhamente calado e senti um pouco de pena ao ver seus machucados. Sasori não havia feito nada dessa vez, Sasuke não tinha controle sobre suas atitudes impensadas e a culpa era toda minha. Só agora eu percebo que sou a culpada de toda sua obsessão e descontrole, eu estava fazendo mal a ele e isso não era nada saudável.

— Me desculpa por isso. — murmurei.

— Você está legal? — Sasori perguntou me encarando.

— Não mas vou ficar. — me levantei passando por ele ao subir as escadas.

Essa foi a maior mentira que já contei na vida. Eu não estava bem e me controlava para não ligar para Sasuke e implorar pra ele voltar. Mas não podia fazer isso, eu precisava de um tempo para pensar na droga da minha vida e resolver todos os problemas que me atormentava.

Tranquei-me em meu quarto desabando por completo. Eu só conseguia chorar e me lembrar das cenas horríveis de pouco tempo atrás.

Eu me sentia um lixo.

Sasuke saiu transtornado daqui e eu não deveria ter o deixado ir embora daquela forma, ele é impulsivo e... Ah meu deus.

Me arrastei até o celular criando forças para discar os números.

— Itachi.

— Sakura? Tá tudo bem?

— Sasuke chegou em casa?

— Não. O que aconteceu?

— A gente terminou e ele não parecia muito bem quando saiu daqui. Eu só queria saber se ele estava bem.

A linha ficou muda por alguns segundos.

— Eu vou tentar falar com ele.

— Obrigada.

Passei mais uma vez a mão pelo rosto tentando parar de chorar.

— Você quer conversar? Me explicar o que aconteceu?

— Melhor não.

— Tudo bem você que sabe. Mas Sakura, Sasuke gosta de você de verdade.

Eu sei, por isso que estava doendo tanto.

— Eu preciso desligar.

— Se cuida. — ele suspirou desligando.

Abracei meus joelhos respirando fundo.

Eu fiz o certo, Sasuke vai ficar melhor sem mim e ele vai embora de qualquer forma, só estou adiantado o inevitável.

— É só um coração partido eu posso superar isso. — sussurrei pra mim mesmo.

Só que dessa vez eu vou ter que me erguer sozinha.

(...)

Não tive noticias de Sasuke por uma semana, ele não veio me procurar e muito menos encheu meu celular de ligações. Acho que ele aceitou nosso fim numa boa e está seguindo em frente.

Já pra mim estava sendo mais complicado.

As férias que deveriam ser as melhores da minha vida estavam sendo as piores. Eu não conseguia nem ao menos sair de casa ou me animar para nada.

Era uma droga.

— Sakura eu já estou começando a me preocupar com você. — Sasori se sentou ao meu lado.

Eu estava no jardim tentando me distrair com alguma coisa.

— Se preocupe com a sua vida. — murmurei sem olha-lo.

— Eu só quero ajudar, eu sinto muito pelo termino do seu namoro. — Sasori tocou meu ombro e eu o empurrei.

Riria se não me sentisse tão vazia.

— Não sente nada. — retruquei rancorosa.

— Ta legal eu não sinto, esse cara não te merece e já estava na hora disso acontecer.

Eu já estava começando a enjoar a voz de Sasori e toda aquela sua ladainha.

— Não enche minha paciência agora Sasori eu só quero um pouco de paz. — o olhei irritada.

— Vamos sair pra você poder esfriar a cabeça.

— Não vou sair com você.

— É só uma volta.

— Eu já disse que não e se não parar de me encher te chuto daqui.

— Ta legal vou te deixar sozinha, mas pensa no que eu te falei.

Ele me deixou sozinha e eu pude aproveitar o silêncio a minha volta. Até meu celular resolver me atrapalhar é claro.

— Ino.

— Cheguei hoje amiga, estou com saudades.

— Eu também. — tentei parecer animada.

Eu sentia falta de um ombro amigo em um momento como esse.

— Meus pais vão fazer uma confraternização aqui em casa hoje, é pra você vir.

— Tudo bem eu tô precisando sair um pouco mesmo.

— É impressão minha ou sua voz está estranha?

— Impressão.

— Tudo bem nos vemos a noite amiga eu preciso ir no salão agora, mas se prepara eu tantas coisas para contar.

— Tudo bem, tchau porquinha.

— Tchau Testuda.

Apertei o celular em minhas mãos respirando fundo. Só a Ino mesmo pra conseguir me fazer sair se casa e animar meu astral em plena segunda feira.

Estou no fundo do poço e preciso sair dele.

(...)

A Mansão dos Yamaka estava cheia, todos os empresários de alta sociedade estavam ali e eu já deveria imaginar que seria mais uma festa de velhos chatos.

Por isso Ino me convidou, ela odiava ter que aturar conversas de velhos a noite inteira. Sem contar que aquela música era horrível, acho que era do século passado.

— Testuda ainda bem que você chegou eu não estou aguentando mais. — Ino segurou meu braço me arrastando pela grande sala.

— E o Gaara? — perguntei olhando em volta.

Tudo que eu via era homens de terno acompanhados claramente com as amantes.

— Ele não pôde vir, seu irmão está doente. — ela fiz bico desanimada.

— Ele está bem? — voltei a encara-la preocupada.

Kankuro era o irmão mais velho de Gaara e Temari. Ele era um cara bacana e bem ativo, difícil vê-lo doente.

— Parece que sim Gaara não me contou detalhes.

— E como foi a viagem? — mudei de assunto vendo seus olhos brilharem.

— Perfeita Sakura aconteceram tantas coisas.

— Me conte tudo.

Fiquei ouvindo Ino me contar sobre suas aventuras na França, bebendo vez ou outra um pouco de vinho.

Finalmente eu consegui rir um pouco das aventuras dessa louca.

Tudo estava tranquilo até que em mais um gole de vinho eu acabei olhando em volta e paralisei sentindo tudo em mim surtar ao ver Sasuke entrando no salão.

— Você convidou o Sasuke? — olhei pra Ino alarmada não acreditando naquilo.

Ela pareceu confusa e olhou em volta vendo assim como eu Sasuke atravessar a multidão parecendo estar procurando algo.

— Não eu achei que ele vinha com você.

Droga, tudo que eu menos queria agora era vê-lo.

— Eu vou embora.

— Nem pensar, o que está acontecendo Sakura? — ela me segurou antes que eu fugisse.

Respirei fundo passando a mão pelos cabelos nervosa.

— Sasuke e eu terminamos. — as palavras saíram amargas da minha boca.

Eu ainda não conseguia acreditar nisso, havia me apegado tanto aquele idiota.

— Você o quê? — Ino disse alto o bastante para algumas pessoas nos olharem.

— Fala baixo. — sussurrei.

— Como assim terminaram? Não faz sentindo vocês viviam grudados pelos cantos.

— Eu não quero falar sobre isso. — bebi o resto do meu vinho entregando a taça vazia para o garçom que passava.

— É por isso que você está tão abatida, ah amiga eu sinto muito. — Ino me olhou preocupada.

— Está tudo bem Ino. — menti porque não estava nada bem.

Estava uma merda era essa a verdade, eu não deveria ter me apegado tanto.

— Não, não está nada bem, por que terminaram? Foi Sasuke que fez merda? Porque se foi eu....

— Não Ino, eu não quero falar disso agora.

— Tem certeza? Porque ele está vindo pra cá. — ela me olhou sorrindo fraco.

— Ah não.

Ergui o olhar vendo Sasuke vir em nossa direção e eu dei meia volta tentando sair dali mas a multidão atrapalhava.

— Você vai ficar fugindo dele é isso? — Ino disse indignada.

Fugir não era o meu forte mas eu tinha medo de não conseguir me manter firme ao me encontrar de frente para ele.

— Não ela não vai.

Não consigo nem explicar a sensação que era ouvir sua voz outra vez.

— Sasuke. — me virei para trás o encontrando parado a minha frente.

Eu nunca me senti tão bem e ansiosa por ver alguém. Minha vontade naquele momento era de pular em seus braços e beija-lo até aquela saudade passar. Estava tão zonza o olhando agora que não conseguia raciocinar direito.

Acho que bebi vinho demais.

— Você vem comigo. — ele agarrou meu braço me arrastando para as escadas.

Me desesperei porque eu sabia que isso ia dar merda.

— A não, me solta.

Sasuke ignorou minhas lamúrias e continuou a me puxar. Pedi forças a Deus e o deixei me guiar pelas escadas até o segundo andar.

— Será que você pode ir devagar? Eu estou de saltos. — reclamei e ele nem deu atenção.

Passamos por um extenso corredor e ele me soltou ao pararmos em frente uma varanda que dava para o jardim.

— Temos muito o que conversar. — Sasuke comentou inquieto e irritado

Me apoiei nas grades de ferro tentando pensar em uma forma de sair daquela situação.

— Não finja que eu não estou falando com você Sakura.

— Olha eu estou cansada de confusões entendeu? — tentei quebrar aquele clima tenso.

Não queria começar uma briga com Sasuke agora, não me sentia emocionalmente disponível para Isso.

— Está cansada? É uma pena porque eu estou puto da vida com você. — Sasuke me prendeu entre seu corpo e as grades me lançando um olhar nada bom.

— Por favor não complica as coisas. — implorei baixo.

— Você que complicou tudo quando teve a brilhante ideia de me deixar. — acusou.

— Será que dá pra você me esquecer? — resmunguei mais uma mentira.

Eu não queria que ele me esquecesse.

— Esquecer? Essa semana foi um inferno sem você, eu estava te dando um tempo pra pensar e voltar atrás, quebrei meu celular para não te ligar e me controlei várias vezes para não invadir sua casa e arrasta-la de volta pra minha.

— Me desculpa. — mordi os lábios desviando o olhar.

Eu não queria que as coisas tomassem esse rumo.

— Desculpa o caralho você não pode ferrar com tudo desse jeito. — ele segurou meu rosto me fazendo encara-lo.

— Você não levou a sério o meu “acabou” não é?

— O que a gente tem não vai acabar de um dia pro outro. — disse com uma sinceridade que doeu em meu peito.

— Mas acabou Sasuke, o melhor é aceitar. — voltei a falar mais mentiras.

Tudo que eu mais quero e voltar com nosso relacionamento nem tanto saudável.

— Não vou aceitar nada até você me dizer porque acabou comigo. — ele permaneceu firme.

— Eu já falei nós não estamos dando certo.

— Você não falava isso quando gemia todos os dias o meu nome.

— Não começa.

— Fala logo Sakura estou ficando sem paciência.

Respirei fundo assentindo.

— Foi o seu pai. — disse por fim.

Ele merecia saber, já está tudo destruído mesmo.

— Eu sabia que tinha alguma coisa errada, o que aquele velho fez com você?

— Ele me ameaçou a terminar com você. — respondi chateada o vendo se afastar.

— Porra Sakura porque não me contou ao invés de agir sem pensar? — Sasuke se exaltou e eu me senti na merda.

— Eu não queria criar mais uma confusão e não adiantaria de nada, você vai embora com ele de qualquer forma.

Eu não conseguia suportar a ideia de não vê-lo nunca mais.

— Eu não vou a lugar algum, você deveria confiar mais em mim sabia? — Sasuke balançou a cabeça bagunçando os cabelos.

— Isso é muito pra minha cabeça, ultimamente as coisas estão tão difíceis, parece que o mundo inteiro que nós derrubar. — resmunguei cansada de tudo isso.

— Foda-se o mundo Sakura, você deveria se importar mais com nosso relacionamento ao invés de ficar ouvindo qualquer um. — suas palavras irritadas foram um tapa na minha cara.

— O seu pai me ameaça e você está me culpando é isso? — também me irritei.

— Não, eu só queria que você confiasse mais em mim em vez de sair tomando decisões sozinha. — ele suspirou se apoiando na grade ao meu lado.

Desviei o olhar por um momento voltando a encara-lo decidida.

— Não é só sobre seu pai Sasuke, a tempos que eu estou tentando relevar seu temperamento agressivo, nós não conseguimos nem sair em público sem você atacar alguém e nenhum homem pode se dirigir a mim ou esbarrar sem querer que já ganha um olho roxo. É como se eu fosse uma propriedade sua e isso é sufocante, eu só queria que a gente se desse bem. — desabafei sentindo um peso sair de dentro de mim.

— A gente se dá bem. — Sasuke retrucou não parecendo estar arrependido.

— Nos damos bem só quando estamos sozinhos por que quando envolve pessoas você se transforma. Eu não sou exclusividade sua Sasuke.

— Eu vou mudar.

Cruzei os braços observando suas feições sérias e ri.

— Engraçado você me falou isso em um dia e no outro estava espancando o Sasori. — murmurei o vendo estreitar os olhos.

— Você ta defendendo aquele cara? — sua voz endureceu.

— Está vendo? Eu não consigo entender esse seu ciúme descontrolado Sasuke

— Não é ciúme caramba. — ele bufou batendo nas grades a sua frente.

— Tem razão isso já virou possessão. — dei um passo para trás decepcionada.

Sasuke era incrível quando estávamos juntos mas virava um babaca com seus ciúmes descontrolados.

— Sakura.

— Eu vou embora. — tentei sair dali mas ele segurou uma de minhas mãos.

Seus dedos brincaram com os meus me causando arrepios.

— Eu vou tentar me controlar Sakura, eu garanto pra você que vou ficar fora de confusão e não irei mais te sufocar. Só preciso de mais uma chance. — não eram só as palavras decididas mas seus olhos imploravam por perdão.

Eu não conseguia dizer não, Sasuke estava nos dando uma nova chance de recomeço e parecia realmente disposto a mudar.

— E o seu pai? — perguntei preocupada.

— Eu me resolvo com aquele velho, ele não vai separar a gente.

Assenti sentindo uma chama de esperança em meio ao sufoco em meu peito.

— Tudo bem, quando você estiver pronto sabe onde me encontrar. — sorri saindo dali o mais rápido possível.


Talvez agora realmente possa dar certo.  



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