História Paixões Perigosas - Capítulo 26


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Categorias Orange Is the New Black
Personagens Alex Vause, Galina "Red" Reznikov, Nicky Nichols, Piper Chapman
Tags Alex, Oitnb, Piper, Vauseman
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Palavras 3.240
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


BOA NOITE, AMORES!!!


CAPÍTULO HOJE COMEÇOU A ESQUENTAR NO FINALZINHO.... E TERMINOU COM UMA PEQUENA TENSÃO.


Espero que gostem... Boa leitura!

Capítulo 26 - C a p í t u l o V i n t e e C i n c o


Fanfic / Fanfiction Paixões Perigosas - Capítulo 26 - C a p í t u l o V i n t e e C i n c o

 

Capítulo Vinte e Cinco

 

Pov Piper

 

          Fui a primeira a acordar na casa, todos ainda continuaram dormindo, inclusive Alex. Depois de dar uma olhada em Lucy e Julian, fui para a cozinha, onde comecei a preparar o café da amanhã a todos.

          Quando estava finalizando tudo, minha mãe surgiu com um sorriso no rosto.

- Bom dia, filha! – Saudou-me sentando-se a mesa.

A fitei com um sorriso. – Bom dia. Dormiu bem?

- Perfeitamente.

Assenti. – Que bom. – Finalizei os ovos com bacon. – Hoje tem planos para passarmos o feriado de primeiro de janeiro.

- Mas seu pai e eu estávamos pensando em ir embora, querida.

- Ai, mãe, para quê ir embora hoje se é feriado, além do mais, a senhora e o papai são aposentados, podem ficar aqui em casa o tempo que assim desejar. – Reclamei.

- Tudo bem, vou ver com seu pai. – Pausou. – E quais são seus planos para hoje?

- Estrearmos o presente que Alex me deu, a casa de praia e a lancha! – Respondi entusiasmada.

Minha mãe arregalou os olhos. – Por Deus, querida. Nesse frio? – Riu. – Não sei se seria uma boa.

- Ah, sei lá, só queria testar a lancha, ver a casa, estou ansiosa. – Declarei.

Ela riu. – Tudo bem. Veremos isso com mais detalhe, você ainda às vezes parece uma criança.

A acompanhei com o riso em concordância.

          Logo meu pai surgiu, assim como todo o pessoal da casa, incluindo Lucy e Julian que vieram acompanhados de Alex.

- Acordamos! – Anunciou com Julian no colo, e logo veio até a mim, aplicando um beijo em meus lábios.  – Bom dia!

Sorri derretida. – Bom dia!

- Quando fui no quarto dele, estava acordado. – Disse sorridente e então serviu um cereal matinal a Lucy, se sentando a mesa em seguida ao meu lado. Todos tomamos café em pura animação.

- Piper quer que fiquemos mais para fazer um passeio em família. – Comentou dona Carol ao meu Pai, que a fitou.

- Tudo bem, podemos ir amanhã de manhã, então, já que hoje é feriado. – Concordou.

Alex pegou minha mão, beijando as costas dela em seguida. – O qual os planos? – Questionou-me com um sorriso lindo no rosto.

Meus lábios se curvaram em um sorriso. – Queria andar de lancha até a casa de praia, que você me presenteou.

Alex ajeitou os óculos no rosto surpresa. – Nesse frio?

- Sim. – Minha mãe riu.

- Acha que é uma má ideia? – Questionei desanimada.

Ela então maneou a cabeça ponderando a situação. – Pelo menos hoje tem sol. Podemos aproveitar o passeio na lancha, e visitar a casa de praia.

Assenti. – Bom. – Concordei. – Diane e Lee, vocês vão, não é? – Os encarei em expectativa.

- Claro, Piper. Vai ser ótimo. – Lee sorriu gentil.

- Sim, quase não vejo minha filha, então tenho que aproveitar quando tem oportunidades assim. – Concordou Diane.

- Céus, como minha mãe querida é dramática! – Comentou Alex ao meu lado rindo.

- Sério, Alex? Dramática? – A olhou séria. – Você trabalha demais, e sabe muito bem disso.

- Tá, tá, eu tenho que admitir que sim, mas depois que conheci Piper, tenho maneirado bastante. – Se defendeu.

- Isso é verdade. – Concordei.

- Você é um anjo, querida. – Diane sorriu para mim de um modo doce.

Sorri de volta. Diane era a melhor sogra que alguém poderiam ter, e Lee era um amor de pessoa. Convidamos Nicky e Lorna para o passeio, mas elas já estavam com planos de ir ao shopping com todo o restante do pessoal. Então seriamos somente nós.

 

//

 

 

Realmente estava bem frio nosso passeio em alto mar, mas isso não deixava o passeio menos atraente, além do mais, com um bom agasalho o frio nada incomodava. A lancha que Alex comprou para mim era perfeita, seu interior tinha uma mini cozinha bem equipada e uma suíte com uma cama enorme e até TV. Era revestida a madeira, de uma maneira rustica. Perfeita.

          Logo chegamos ao local onde era a casa de praia, poderíamos ter ido de carro, mas não seria tão legal como foi vir pelo mar. À casa de praia, não era uma simples casa de praia, era A casa de praia. Tinha uma suíte e quatro quarto de hospedes e mais dois quartos, um para Lucy e outro para Julian. Tinha uma sala de estar enorme e aconchegante, uma cozinha e sala de jantar, tudo muito bem equipadas, uma sacada linda, que tinha uma vista da praia de tirar o folego, uma piscina, uma hidromassagem e uma quadra de tênis. Era uma casa de praia mesmo completa.

          Fiquei ali na sacana apenas apreciando a linda vista, enquanto ao fundo escutava o pessoal conversando conversas paralelas, até que senti as mãos de Alex me rodearam logo atrás de meu corpo.

- E então? – Sua boca estava bem próxima de meu ouvido.

- O que eu posso dizer? – Virei-me, ficando de frente a ela. – Eu simplesmente amei tudo, a lancha, esse lugar então... Nossa, é um verdadeiro paraíso, um paraíso que você me deu, e é nosso. Obrigada. – Beijei seus lábios de uma maneira carinhosa.

Suas mãos pousaram em minha cintura, e seus olhos verdes se abriram cintilantes, demonstrando amor. – Meu desejo é lhe dar tudo, Piper. – Sorriu. – E espero que consiga.

- Bens matérias não me fazem feliz, é somente um pequeno detalhe, Alex. O que me faz verdadeiramente feliz, é ter você em minha vida. Isso nunca irá mudar.

          Não havia palavras para descrever como eu estava me sentindo feliz nesse relacionamento. Parecia que eu estava vivendo errado todo esse tempo, não sabia muito bem como explicar, eu somente sentia.

 

//

 

          Era noite, depois que voltamos do passeio os pais de Alex foram embora, pois eles tinham um compromisso no rancho manhã cedo, foram de avião, já que era bem longe. Logo depois do jantar Alex foi para o quarto fazer Julian dormir em nossa cama desta vez, já que ele estava bem enjoadinho depois que chegamos do passeio e ela acabou dormindo junto a ele, e claro que tirei uma foto. Era a cena mais linda e fofa que já vira.

          Lucy já dormia, pois o dia havia sido cheio e ela havia brincado e se divertido tanto, que simplesmente desmaiou, assim como meu pai, somente eu e minha mãe daqui de casa que ainda não havíamos ido nos deitar. Estávamos na sala tomando um chocolate quente, com a televisão ligada e a lareira nos esquentando, estava mais do que confortável.

- Querida, eu mais do que aceitei Alex, isso é um fato, mas eu ainda tenho algumas duvidas.

Franzi o cenho. – Por que e como assim?

- Não me leve a mal, eu aceito o relacionamento de vocês, é somente curiosidade. – Ela realmente parecia sincera, eu sabia muito bem quando minha mãe mentia.

Me ajeitei no sofá e comecei. – O que quer saber?

- Como se conheceram?

Sorri. – Sabe que Alex ficou com o caso do Ceifador, não é? – Ela assentiu atenta. – Então, como os ataques aconteciam na escola que eu trabalhava, ela se infiltrou como professora lá, para investigar, foi assim.

- Aí vocês se envolveram?

- Não, primeiro veio à amizade, mas antes disso, veio à inimizade. Não nos dávamos certo. Brigávamos demais.

Ela riu surpresa. – Sério?

- Sério demais. – Ri. – Enfim, Alex era casada, mas estava em uma fase péssima do casamento, então ela se divorciou, enquanto isso fomos nos aproximando e deixando a rixa de lado. Quando percebi estávamos nos envolvendo, e foi muito intenso e repentino, assim como meus sentimentos por ela. – Expliquei com a cabeça longe, naquela época maluca não tão distante. – Ela serviu para que eu percebesse que o que eu sentia por Larry não era amor, como eu julgava ser, entende? Mas não, eu não me divorciei dele por causa da Alex, foi por mim mesma.

- Eu entendo, filha. Quando conheci seu pai também me dei conta de que o que eu sentia por Franklin não era amor de verdade, era somente afeto, carinho.

Assenti. – Isso mesmo.

- E o bebê?

- Julian? – Ela assentiu. – Quando descobri que estava gravida já estava dicorciada de Larry e namorando Alex, na verdade, descobri a gravidez um dia depois que ela me pediu oficialmente em namoro.

- Nossa...

- Mas o bebe não muda nada, mãe, porque Larry já tinha deixado claro que não participaria da vida dele, não estava nem participando da vida de Lucy.

- Entendo. Já havia percebido mesmo que Alex estava fazendo muito bem para meus netos. – Sorriu.

Sorri de volta. – Mais que bem.

          Conversamos um pouco mais, até que resolvemos dormir. Cheguei ao quarto, Alex e Julian ainda dormiam, um do lado do outro. Sorri e me aproximei da cama com cautela, engatinhando me ajeitei, deixando Julian entre mim e ela. Não queria acordá-los, mas Alex acabou abrindo os olhos.

- Ei... Oi. – Coçou os olhos. – Eu acabei dormindo. – Riu baixinho para não acordar Julian.

- Percebi. – Apoiei minha cabeça usando o braço. – Estava cansada.

- Também. – Sorri boba.

 

//

 

          Semanas se passaram. Tudo ia bem, Alex havia voltado ao Departamento, vida normal ao trabalho, ela e Nicky. As aulas no colégio ainda não voltaram, mas logo daria as boas vindas a mim, Lorna logo também voltaria a atender em seu consultório.

          O Ceifador havia mesmo sumido, o que era um alivio, mas ao mesmo tempo não, pois, se ele não estava atacando ninguém, o que ele estaria fazendo? Nos vigiando? Havia descoberto as câmeras e sistema de vigilância da FBI? Isso me deixava bastante nervosa.

          Polly, Nicky e Lorna havia nos convencido de termos um momento somente meu e de Alex hoje, então deixaríamos Lucy com Polly e Julian com Nicky e Lorna, e iriamos fazer coisas que um casal geralmente faz.

          Estava me arrumando, Alex ainda não tinha chegado do Departamento, deixaríamos as crianças com as meninas durante o trajeto de ida. Lucy estava super animada, pois ela amava dormir em Polly, sempre.

          Como ainda não fazia ideia de onde iriamos, não sabia o que vestir, estava no meu closet analisando o que vestir apenas enrolada em uma toalha, quando Alex abriu a porta do quarto.

- Oi, encontrei Lucy super animada brincando com Billy e Lola lá em baixo!

Sorri. – Oi, amor. Ela passa o dia todo com eles, ela gostou mesmo do presente de Natal, e o melhor; está mesmo cuidando deles.

- E Julian?

- Dormindo, está um doce hoje.

- Isso é bom. – Deixou sua maleta sobre a cama. – Vou tomar banho logo para irmos, mas... Onde que ir?

A fitei. – Não sei, podemos decidir no caminho. O melhor da noite é a companhia mesmo.

Ela sorriu e se aproximo de mim, aplicando beijos na curva de meu pescoço. – Ah, é?

Fechei meus olhos afetada. – Sim.

- Mas fala aí, anjo. Quer algo mais fino ou mais casual?

- Casual. Que tal um cineminha?

Ela sorriu. – Perfeito. – Beijou meus lábios e entrou o banheiro a fim de tomar seu banho.

           Me vesti colocando uma calça jeans justa, um sobretudo de cor bege e um escarpam de salto alto. Meus cabelos estavam soltos, uma maquiagem de leve no rosto, porem um batom mais forte nos lábios. Eu estava muito bem.

          Logo Alex saiu do banho e foi até o closet escolher o que usar, optou por uma calça jeans azul e uma camiseta social branca mantendo os botões fechados. Coturno nos pés negros e cabelos como sempre soltos, um batom vermelho nos lábios, delineador e seus inseparáveis óculos.

          Pegamos as crianças e fomos para nossa noite romântica.

 

//

 

          Andamos pelo shopping todo de mãos dadas, os sorrisos não saiam de nossos rostos, estávamos apaixonadas e isso era mais do que o normal. Fomos até a área de alimentação. Comemos um delicioso hambúrguer e ainda bebemos um Chopp – que fazia tempos que eu não bebia -. Pegamos o elevador a fim de ir ao piso do cinema, onde fomos escolher o filme, compramos pipoca e refrigerante. Durante o filme, nem prestamos atenção no que passava, somente mentíamos nossas mãos entrelaçadas, sorrisos, olhares e beijos.  Como era bom estar em um clima de namoro, ainda mais com Alex.

          No final do filme, resolvemos prolongar a noite e andamos pela cidade de mãos dadas sem rumo, Alex comprou um buquê de rosas vermelhas, e acabamos por irmos até a praia, nos sentando na areia apreciando as ondas do mar se quebrando.

- Bela maneira de se finalizar uma noite como essa, não? – Ela fitou-me com um sorriso lindo nos lábios.

Sorri assentindo. – Demais. – Suspirei olhando o horizonte. – Você faz tudo ficar especial, Alex.

Senti sua mão vir de encontro com a minha, ela entrelaçou nossos dedos e beijou seus nós, seu olhar conectado nos meus. – Você é que faz tudo ser especial, Pipes. – Sorriu de canto.

Me inclinei em sua direção, alcançando seus lábios. Suas mãos afundaram em meus cabelos, indo até a nuca para aprofundar ainda mais o contato de nossos lábios. Sua língua sedenta procurou pela minha, e as duas começaram uma dança cheia de sincronia e volúpia.

          Meu coração batia disparado em meu peito. A cada dia que se passava eu estava ainda mais apaixonada por Alex, e quando eu pensava que esse sentimento não poderia se intensificar mais, eu acaba sendo surpreendida, e se intensificava mais e mais.

          Nos separamos com sorriso bobos nos lábios e olhares conectados. Nos deitamos na areia, - sem nos importarmos em nos sujar de areia -  sem nossos olhares se desconectarem e os sorrisos apagarem. Ali, eu tinha paz. Tinha amor. Tinha Alex. Tinha tudo.

 

Pov Alex

 

            Com o desaparecimento do Ceifador, investigamos e fomos atrás de seus rastros, mas como da outra vez, não descobrimos nada, mas claro que eu não deixaria isso barato e não desistiria tão fácil, pois sabia que ele estava por aí e que cedo ou tarde, e quando menos se esperaria, ele atacaria Piper, e esta vez, eu seria mais esperta, e não deixaria chegar ao extremo como chegou da outra vez. Não largaríamos o caso, mas também não ficaríamos somente a mercê dele, então estava pegando outros casos.

          O dia estava um pouco mais calmo que o normal hoje, então eu e Nicole estávamos analisando algumas evidencias sobre o caso do Ceifador, quando houve um sinal de alerta e Mendéz adentrou a minha sala.

- Preciso de vocês, agora! – Disse sério, então o acompanhamos até sua sala. – Um alerta chegou até nós o banco central está sendo assaltado nesse momento e há reféns, cerca de 100 pessoas, então é hora de entrarmos em ação. Vause e Nichols mais 30 policiais vão tomar conta disso. Confio em vocês.

Assenti.

- A orde, qual é senhor? – Nicky o questionou.

- Salvar vidas, todos os reféns de preferencia, e matar os bandidos, se assim for preciso.

- Eu concordo com esse método. – Falei satisfeita.

          Nos equipamos com coletes, a roupa toda de força tarefa e muitas armas, mas quando chegamos lá a realidade era outra. Eles não estavam mais dentro do banco, eles haviam usado bombas e explodido parte do local e fugido com o dinheiro.

- Chamem a emergência! – Gritei para os homens de pronto me obedeceram. – Nicky você fica aqui cuidando do pessoal, eu vou levar metade dos homens para ir atrás desses desgraçados, a outra metade vai fica aqui com você, ajudando a resgatar as pessoas, ok? Peça o auxilio dos cães farejadores.

- Deixa comigo.

          Peguei um dos carros patrulhas levando a equipe comigo, quatro no mesmo carro que eu e mais dois carros atrás de mim. Eles estavam em minha vista, eu não dirigia eu queria era estourar seus miolos.

- Pisa fundo aí! – Exclamei.

- Sim, agente Vause.

          Ficamos em paralelo com o carro em que eles estavam, trocamos tiros, acabei acertando um deles, mas infelizmente quase batemos na traseira de um carro, acabamos então perdendo-os de vista.

- Cacete, vamos!

- Estou tentando, agente Vause.

- Tente mais, vamos!

          Ficamos colado neles, atrás e então eis que me acertaram um tiro em meu braço. Queimou bastante e estilhaços espalharam por todo o meu pescoço, assim como o sangue também.

- Filhos da puta! – Rangi os dentes me preparando para atirar.

          Mirei com calma na cabeça do motorista, estávamos nesse instante na ponte de Manhattan. Mirei, mirei de um modo impecável e então apertei o gatilho e bingo. Bem na cabeça, vi o sangue se espalhar no carro, assim como seus miolos, ele caiu para frente, acionando a buzina e o carro acelerou, certamente meu pé afundou na tabua. Os outros que sobraram ficaram malucos, tentando tirá-lo de lá, sem muito sucesso e o carro somente ganhava mais velocidade, até que eles caíram no mar.

Era o fim deles.

Escorei minha cabeça no encosto do carro, fechando meus olhos.

- Vencemos, agente Vause. – Comentou o motorista ao meu lado.

Suspirei abrindo meus olhos. – Ganhamos, mas espero que os reféns estejam todos bem.

- Claro.

          Voltamos ao banco, e percebi que tudo estava sob controle, Nicky era uma ótima oficial e por isso eu confiava nela de olhos fechados.

- E aí? – Me aproximei dela.

- Todos bem, feridos, mas bem. – Sorriu. – E na sua missão?

- Um tiro no braço, mas consegui tirar eles de ação.

- Morreram?

- Morreram. – Tirei meus óculos para limpar as lentes.

- E o braço?

Coloquei meus óculos novamente. – Doendo. – Remexi ele. – Mas tirando isso.

Nicky riu. – Vamos lá cuidar disso.

          Voltamos ao Departamento e no laboratório Nicky olhou meu braço, tirou a bala alojada e fez o curativo.

- Foi nada demais. – Disse jogando as gazes fora.

Saltei na bancada. – Eu sei. – Vesti minha blusa. – Fim de dia ótimo, não?

- Maravilhoso. – Riu. – Descansa, Morticia.

Assenti. – Descanse também, leãozinho.

          Despedi de todos do Departamento, de uns tempos para cá minha relação com eles estavam bem mais harmoniosa, certamente creio que seja pelo fato de eu ter melhorado minha maneira de ser.

          Peguei meu carro para ir embora para casa, no meio do trajeto comprei uns chocolates para Piper, para distraí-la do ferimento em meu braço, sei que ela ficara bastante preocupada com tal acontecimento e muito, muito paranoica.

                    Vesti a jaqueta da FBI para disfarçar o sangue em minha blusa e sai do carro, entrando em seguida em casa. Piper estava na cozinha distraída com o jantar e com as crianças. Lucy brincava com seus pets, e assim que me viu, correu de encontro a mim.

- Alex!

Sorri. – Oi, meu amor. Como foi seu dia?

- Bom demais. Brinquei o dia todo.

- Legal! – Fechei a porta.

- Oi! – Piper sorriu para mim enquanto mexia a panela.

Apliquei um beijo em Julian que estava no bebê conforto brincando com seu chocalho, então me aproximei de Piper, beijando seus lábios. – Oi. – Ergui a caixa de chocolates. – Para você.

- Oh, obrigada. – Se surpreendeu.

- De nada. – Sorri. – Bom, vou tomar um banho para poder te ajudar aqui.

- Não precisa. Já estou terminando.

- Tem certeza? – Ajeitei meus óculos.

- Absoluta.

- Tudo bem. – Apliquei mais um beijo em seus lábios e fui para o quarto rapidamente dando graças a deus que Piper não havia notado nada.

          Tirei minha jaqueta, minhas botinas e em seguida a blusa branca que eu usava, ficando somente de sutiã. Analisei o curativo, estava manchado de sangue, mas não era alarmante, era super normal, na verdade.

          Comecei a tirar a faixa, quando a porta se abriu.

Merda!

- Alex, que vinho vai querer para o jant- Piper parou de falar assim que viu o que eu estava fazendo.


Notas Finais


Prometo que no próximo capitulo um certo alguem aparece, pois acho que estejam sentindo falta dele.
Até a próxima!


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