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História Paixões Perigosas ( Bakudeku - Katsudeku) - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Voltando♡

Então gente!
Primeiro que
Eu gostaria de
Agradecer a
Todos vcs que
Estão lendo a fic
E compartilhando
Comentando
Favoritando e etc...
Amo vcs e saibam
Que graças a vcs
Eu continuo aqui.♡

Se puderem continuar desse jeito eu agradeceria muitooo trazendo muito mais caps. Blz ♡

Boa leitura! ♡




Feliz quarta feira de cinzas! ( Eu sou católico:^)

Capítulo 3 - Quedas perigosas


/izuku's pov/


O quarto está escuro e abafado, adocicado pelo nosso cheiro. Nós transamos de novo,e é isso. Para ele, apenas sexo nos mantém unidos.

- No que você tá pensando? - Ele perguntou.

- Em você. - Repondi. Ele sorriu.

- Eu também estou pensando em você. - Falou-me.

Dei um sorriso de canto, minhas bochechas coraram.

- Você quer dizer, em mim ou no que fazemos? - Disse-lhe, com uma pulga atrás da orelha.

Seus dedos percorrem suavemente minha barriga. Amo seus toques, são carregados de carinho.

- Como assim? - Indagou-me, com um olhar abatido. Eu ainda estava com a mente naquela menina. E eu acabei criando coragem para...perguntar coisas.

- Você...já fez sexo com outra pessoa? - Perguntei, juntando todas as minhas forças de coragem.

Oh deus...O que eu fui insinuar?

Ele me olhou confuso

- Hã...Por que você tá me perguntando isso? - voltou a indagar.

- P-porque...

- Você sabe que eu só transei com você! Porra...tá duvidando de mim? - Interrompeu-me. Ainda bem, pois nem sabia o que dizer. Porém  eu não podia ficar calado.

- E-e tenho m-medo de que v-você esteja m-mentindo para mim... - Confessei, com um nó na garganta.

Não chora izuku! Seja firme!

- Eu não minto para você! - Ele falou, rigidamente, se sentando na cama e revirando seus olhos para mim.

- MAS MENTE SOBRE NÓS! - Exclamei, também me sentando na cama.

Por favor...Izuku! Nada de lágrimas!

- O que você quer saber? O que você viu? - Ele vira para mim e me encara seriamente.

Travei, não sei nem o que dizer. Respiro fundo e permito com que as palavras escapem:

- Q-Quem é a c-cara de bolacha?

Ele aproximou seu rosto do meu. E perguntou em um tom presumido.

- Onde você viu isso?

Ele continua a me encarar. Seus olhos carmesins vidrados nos meus, fico tão assustado...posso sentir meus rosto queimado...

Oh deus, o que eu faço?

Conte a verdade, izuku! E não chore!

- N-n-no seu c-celular?

- Arg! Você andou mexendo nas minhas coisas? -

Senti meu sangue gelar. Percebi o ridículo da situação. Me senti extremamente vulnerável.

Izuku...Por favor!...Não chore!

- Quem é ela? - Voltei a indagar, só queria uma resposta. Por favor! Precisava ter certeza!

- Uma amiga! Tá feliz? - Ele falou, se levantando da cama e vestindo a sua cueca.

- Kacchan! Eu só preciso entender! Por que ela estava te ligando?

Ele não me deu ouvidos. Vestiu o calção e sua camisa e começou a andar em direção a porta!

- Espera! Me responde! - Chamo-o, mas fico sem reposta.

- Caralho! Eu vim aqui para transar com você e não para te dar satisfações da minha vida! - Falou-me, de forma completamente ignorante.

- Tchau, Izuku! - murmura ele...Ainda me chamou pelo nome! Isso só  doeu mais . E então me sinto péssimo, a pior pessoa do mundo.

Mal posso esperar que ele feche a porta porque não adianta negar...Eu sei que vou chorar.

...

Demorou algum tempo até eu entender exatamente o que eu estava sentindo. Medo? Ciúmes? Raiva? Um pouco de tudo, talvez.

Não dormi, nem sequer preguei os olhos. Não consigo falar, não consigo me mexer. Nós já tivemos brigas antes...Mas eu sou muito inseguro! E se essa foi a nossa última? E se ele nunca mais me procurar? E se ele me trocar por aquela garota? O meu mundo está acabando e eu não consigo fazer nada, nem falar nada! Fico aqui, parado, sem saber o que fazer, imprestável.

Até que escuto passos nos corredores. Se aproximando do meu quarto.

- Izu! Tá aí? - Asui abre a porta, eu não a tranquei. Não levanto da cama desde que Kacchan saiu do quarto. Meus pés não triscam no chão desde ontem.

Eu sorrio e assinto para ela, porém nem a escuto direito.

- Izu! O que foi? - Ela perguntou, se aproximando de mim, a testa franzida, se sentou na cama, ao meu lado. Colocou a mão sobre a minha testa.

- Você não está nem doente! Vamos... Me diz! O que aconteceu? - Ela volta a interrogar. Mas eu estou com um nó tão grande na garganta que nem tenho forças para responder.

Ficamos uns minutos em silêncio. Ela acariciava meus cabelos. Ainda meio preocupada comigo, amo a Asui, ela sempre me deu todo o amor que necessito. Queria que o Kacchan fosse assim...Mais acolhedor. Finalmente eu quebrei o silêncio e comecei a falar.

- Er...v-vou..banhar, temos que ir...para a aula.

- O primeiro horário vai acabar em 10 minutos! Vamos logo, para você não perder o segundo! - Falou ela, bem gentil e carinhosa.

- ok. - Falei. Não vou deixar o Kacchan me abalar. Não era isso que eu queria. Só queria respostas! Nada disso está certo. Não vou perder o controle de novo por causa dele.

Ela saiu do quarto e disse que ia me esperar na sala. Levanto-me, vou ao banheiro e me banho com aquela água fria, volto ao quarto e me visto depressa. Me vejo no espelho. Meus lábios...mordidos, escuros. Meu pescoço está vermelho, nos lugares em que Kacchan chupou. Todo dia eu visto um suéter, jaqueta, ou uma camisa com colarinho grande. Não posso deixar com que ninguem veja essas marcas.

Uma cena da noite passada vem à minha memória. As mãos deles em mim e eu sinto um frio no estômago. A lembrança me atinge como uma onda. Sinto meu sangue subindo para o rosto. Eu não acredito que aceitei aquilo...eu deveria evitar. Mas eu queria, queria ficar com ele.

Não posso me arriscar a isso. Não poderia suportar ter outras memórias na cabeça, ainda mais dele, lembranças que se misturam com meus sentimentos. Me levando a acreditar em uma coisa que não é real.

Tentei não pensar nele quando cheguei na sala de aula. As vezes é muito cansativo. Pois bem lá no fundo, uma semente de desconfiança começou a brotar em mim.

Não aguento mais tanta pressão, eu não aguento ficar sentado aqui! Eu preciso me mover! Rapidamente, levantei da cadeira, abri a porta e deixei a sala de aula. Olhando para o chão, ninguem pode me ver em momento de fraqueza. Eu precisava fugir dali, ou pelo menos me esconder até tudo isso passar.

Assim que entrei no corredor leste, senti meu corpo se chocar contra alguém. Rapidamente recuei para trás e acabei tropeçando e bati com a cabeça na parede.

A dor inunda meu crânio. Uma tontura toma conta de mim, me sinto mais leve, não consigo enxergar nada direito, não consigo respirar, estou sem fôlego! Puxo o ar com força! Meu peito dói...eu simplesmente apago.


***

Acordo.

Oh Deus...onde estou?

Aos poucos recobrei a consciência. Minhas orbes vasculham o lugar...oh droga! Estou na enfermaria.

Eu me sento na cama, alguém se aproxima. É a enfermeira Chiyo.

- Oh meu amor...ainda bem que já acordou! - Falou-me, com todo cuidado retirando a agulha do soro do meu braço.

- O que aconteceu? - Pergunto, ainda fraco, dormente devido a queda.

- Você caiu e bateu com a cabeça! Ja lhe dei o soro. Está tudo bem. Conversei com o diretor e você precisa ir descansar. O menino que lhe trouxe vai te ajudar a te levar ao seu quarto. - Disse-me, me apoiei em sua mão e desci da cama.

- Ah...obrigado! - Disse-lhe, assim que meus pés  tocaram o chão gélido.

- Não precisa agradecer! Agora depressa que eu tenho outros pacientes. Tome mais cuidado meu amor!

- Onde está o garoto? - Perguntei, calçando meus sapatos.

- Bem ao lado do banco da porta, abra que você vai ver. - Ela falou.

- Okay! Tchau. - Acenei, ela também fez o mesmo e se despediu: - Tchau tchau.

Abro a porta. E me deparo com um jovem de cabelos coloridos. Uma parte é albina e a outra é ruiva. E seus olhos também são peculiares. Cada um possui uma cor diferente. Ele possui um corpo bonito, atlético.

Antes mesmo de eu analisá-lo mais, ele se levanta e começa a falar.

- Ah...que bom que você já acordou eu já estava preocupado! Não queria ser culpado pela morte de alguém.

- Er...- Engulo o seco. Não sei nem o que falar.

- Me desculpa por tropeçar em você...- Disse-me

- N-na v-v-verdade-e eu que p-peço-o. - Falei, sentindo uma onda de vergonha me preencher.

- Não precisa, venha...eu te deixo no seu quarto! - Disse-me, começando a andar junto a mim, na mesma direção.

- Qual o seu nome? - interrogou-me.

- I-izuku M-midoriya - Respondi, eu não ia ser ignorante com ele. Aliás, ele era bem educado.

- O meu é Todoroki Shouto. - Falou-me e continuou:

- Posso perguntar uma coisa?

- Pode? - Respondi, seja o que for não sou obrigado a responder.

- Por que você estava tão irritado daquele jeito? Você estava até chorando, vi suas lágrimas quando desmaiou. Tá tudo bem com você?

- Está tudo bem, não aconteceu nada de errado. - Disse e olhei para ele, que deu um pequeno sorriso após isso. Conversamos um pouco até chegarmos no meu quarto. Sobre nossas carreiras e o que estamos cursando. Antes mesmo de eu entrar, agradeci, e ele disse - Qualquer coisinha pode me chamar. -

Acenei e entrei no meu quarto.Enfim, acho que não preciso dele para mais nada.

O clima estava frio. A chuva escorria pelo vidro da janela.

Peguei um casaco, não estava disposto a tremer.

Fico sentado na cama, olhando pela janela e me pergunto por que não me sinto melhor. Talvez seja simplesmente por não ter respostas ainda. Ou porque o Kacchan deve está lá, com a outra. E se ele estiver certo, ela era apenas uma amiga?

Eu mando mensagem? Uma ideia absurda, claro, e bem arriscada. Quer saber, eu não vou atrás dele! Pronto! É isso!

Mas...será que estou perdendo as esperanças em nós? ...Não...Não! A culpa é dele!

Outra lembrança vem até minha mente. Quando eu perdi minha virgindade com ele, aos 15 anos. Hoje tenho 19. Estávamos assistindo alguns filmes eróticos e acabamos nos empolgando. Eu vivia na casa dele, praticamente irmãos...Ele sempre soube da minha sexualidade, e foi eu que criei dúvidas a respeito da dele.

Sua mãe havia saído, a minha estava trabalhando. Seu pai estava no outro lado da cidade, pois ele se divorciou. Já o meu...nunca deu sinal de vida.

É nesse momento que percebo que estou sendo um pouco burro. Eu deveria me levantar e ir atrás dele. Pelo menos retirar dele alguma verdade. Eu me levanto. Mas hesito. Não vá atrás izuku! Não há nada para você saber...você vai continuar inseguro como sempre.

Por que ele é assim? Eu apenas queria conversar! Por que não me respondeu.

Oh deus...Chore, izuku! Se permita chorar! Não há ninguém aqui para ver você em seu momento de fraqueza.

Uma batida à porta me desperta. Ela foi empurrada. Enxuguei as lágrimas rapidamente. Ainda estava fungando...affs! Não posso ter um minuto de paz?

Vi Todoroki, o que ele está fazendo aqui?

- O que foi dessa vez? - Perguntei, meio confuso por ele está invadindo o meu quarto. Que menino mais atrevido!

- Eu...queria ver se estava tudo bem? - Respondeu-me, num tom suave.

- Ja viu! Por favor, saia! - Fui direto e pronto! O trabalho dele era apenas me trazer para o quarto! Só isso!

  - Calma! Eu só...eu só estou preocupado! - Falou,  se aproximando.

- Com o que? - Perguntei, arregalando meus olhos. O que ele quer afinal? Será que o Universo não percebe que eu só quero chorar! Sério? Nem pra eu poder derramar umas lágrimas...

- Eu vi...um chupão no seu pescoço! Tem alguém te agredindo? - Perguntou, gelei.

Achei fofo ele se preocupar, mas isto foi meio que idiotice.

- Um chupão não significa  só agressão, você sabe né? - Falei, de forma constrangida. Espero que ele pelo menos entenda o que eu quis  dizer.

- Eu sei...Eu só quero que você saiba que...se  precisar conversar, eu estou aqui! Só quero demonstrar confiança. - Disse-me. Num tom suave e acolhedor. Comecei a sentir um pouco de pena por ser grosseiro.

- Okay...me desculpa por ser rude com você. - Falei, completamente arrependido.

- É que...Não estou tendo um dia muito agradável. - Eu disse que estava bem, mas chega de mentiras. Ele já tinha percebido isso.

- Tudo bem, tome! - Falou-me, entregando-me um papel. O tomei de sua mão.

- O que é?

- Meu número...Caso queira conversar.- Disse-me. Sorrindo sutilmente.

Corei ao notar o riso. Rapidamente ele se dirigiu até entrada.

- Bom, acho que já vou indo. Até, Izuku. - Ele girou a maçaneta, abriu a porta e saiu.

- Até...- Digo. Pego o papel e ponho sobre a mesa do abajur ao lado.







Após um tempo, acabei salvando. 


Notas Finais


Até...♡


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