1. Spirit Fanfics >
  2. Paixões Perigosas ( Bakudeku - Katsudeku) >
  3. Planos perigosos

História Paixões Perigosas ( Bakudeku - Katsudeku) - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Voltei!♡

Primariamente
Gratidão A todos
Que estão lendo
A fic ! Eu amo vcs♡

Seguidamente que
Gente...hoje o cap
Vai possuir 2 visões
As duas são muito
Importantes! ♡


Enfim...Boa leitura!♡

Capítulo 5 - Planos perigosos



/Ayoama's Pov/


As vezes eu acho que sou maluco!

Eu estava no quarto, fui pego chorando de novo. Dessa vez Asui que me ajudou. Ela que estava do meu lado para me apoiar. Talvez se eu conversasse com ela, seria mais favorável para mim. Poderia melhorar meu dia.

Eu choro porque...Eu realmente não consigo me entender! Não consigo compreender o que há dentro de mim! Eu me vejo no espelho e não me reconheço.

Eu olho para mim e não me enxergo.


Eu vejo um disfarce...

Uma máscara...

Um estranho...


Por que eu sou assim?

Desde pequeno. Sendo obrigado a agir como um garoto. A fazer coisas que os garotos devem fazer. A falar coisas que os garotos devem falar. A vestir coisas que os garotos devem vestir. A sentir coisas que os garotos devem sentir.

Mas...eu não me sinto um garoto! Me sinto um ridículo! Um nojo! Tem algo de errado comigo!

Eu rejeito o masculino. Rejeito tudo que é de menino.

Eu não gosto, eu não quero, eu não curto.

Mas eu sou obrigado a gostar!

Pois tenho medo do que os outros vão pensar. E eu sei que se eu continuar assim...vou acabar sendo infeliz para sempre! Mas nem eu me entendo.

As vezes costumo  ter paranóias, e tentar lembrar ou criar teorias do que me deixou assim?

...Uma queda?

...Minha mãe fumou na gravidez?

...Eu tomei algum remédio que não devia?

NÃO! Não é nada disso! Eu simplesmente nasci assim. E desde sempre eu venho tendo esses medos e essas maluquices.

- Eu odeio meu corpo! - Disse-lhe, num tom de voz repulsivo. Com nojo de mim mesmo.

- Você também tem problemas de auto-estima?- Ela perguntou, segurando meu ombro.

- Não! Não é autoestima! É meu corpo! Eu não sei...eu não consigo enxergar! Quando eu...quando eu ponho essas roupas eu...não me sinto bem! Não sou eu! - Falei, eu senti que Já estava começando a chorar...tudo aquilo, toda aquela agonia, aquela rejeição a mim, estava me deixando mais infeliz.

- Eu quero muito compreender você Ayoama. Mas...você é gay? Pode me contar!...

- Não! Eu não sou gay! Eu não sinto atração por nenhum menino. Na verdade eu gosto de uma menina! Mas ela não é dessa escola...Mas não sei se ela me entenderia!

Eu já parei para pensar se eu sou homossexual.

Mas eu não gosto de meninos!

Mas eu rejeito ao masculino...

Será que eu tenho problemas?

Eu não sinto atração por sexo masculino, e eu até mesmo rejeito o meu corpo masculino. Mas o motivo não é sexualidade!

- Acho bom você...procurar alguém que possa te entender! Talvez um psicólogo...- Ela me aconselha e  de repente uma ideia se passa em sua cabeça. - Já sei! O bibliotecário! O Sr. Torino estudou psicológia...vai ver ele possa te ajudar!

- Tem certeza? - Perguntei,  inseguro...oh Jesus...Já estou tão louco que os outros já acham que  eu deveria ir atrás de psiquiatra.

- Tenho sim...Mais tarde podemos conversar com ele. Tudo bem para você? - ela perguntou, eu pensei a respeito. Eu realmente preciso de ajuda...se não, eu posso acabar...me matando! E eu não quero morrer sendo julgado como "o menino que se matou por não ser gay, mais não queria ser homem."

- Tudo bem...Mais tarde a gente pode ir lá. Obrigado Asui!  - Respondi.

 Abraçando-a, afetivamente. Porém a Asui sai do abraço e segurou minha mão.  Eu a olhei, e vi que ela estava meio confusa. Talvez buscando forças...coragem para poder falar algo...E eu acertei:

- Sabe Ayoama? Eu também tenho alguns problemas com meu corpo...- Asui confessou, completamente abatida. Eu entrelacei os meus dedos entre os dela. Qualquer coisa...ela poderia se abrir comigo.  Estou aqui para isso.

- Asui...como assim? - Perguntei atrevidamente. Será que ela sente o mesmo que eu?

- Eu...eu não m-me acho bonita o s-suficiente...Eu gosto de uma p-pessoa e e-eu tenho...medo! E-ela é...p-perfeita! E olha para mim!...-

Eu a encarei...vi o olhar doloroso dela. O rosto vermelho, as lágrimas enchendo seus olhos...até que umas delas escorreram pelas suas bochechas. - Eu...pareço um peixe! Sei lá!..sou horrível! - A angústia aflorava em sua voz. Fui afetado pela dor dela...eu estava prestes a falar algo mas ela disse:

- Por isso que...eu tomo remédios! -   Concluiu.

Paralisei! Ela me contou e eu ainda não consegui acreditar. Porque isso não tinha nada a ver comigo...Mas mesmo assim! Ela também precisava de ajuda! Eu não posso ficar parado vendo a Asui morrer...com dó, com pena, dela mesma. Fiquei ali, ao lado dela, completamente chocado.

- Asui... voce não precisa disso! Você não deve mudar pelos outros! Você tem que mudar por você!  Você precisa se amar...- Falei, a olhando bem nos olhos. Ela prestava atenção em cada palavra. Nossa. Eu sou muito bom com conselhos, embora raramente eu os sigo.

- Eu sei...Ayoama! Eu sei..- Ela estava fungando...ainda com o semblante depressivo.

- Vamos fazer um acordo bem aqui! Eu vou atrás do psicólogo e você vai parar com isso! - Disse-lhe! Dessa forma, nos ajudamos e ajudamos um ao outro.

- Sabe...se essa pessoa realmente te ama, ela vai te aceitar como você é. Mudar pelos outros é uma perda de tempo! -  Minha expressão é de pura seriedade, eu realmente estava preocupado com ela. Eu tenho que estar. Afinal, ela é minha amiga.

- Eu vou parar...eu vou! - Ela diz, determinada. Exugando suas lágrimas.

- Então estamos de acordo? - Pergunto e ela responde.

- Sim - Ela abre um sorriso. Reparo que ela possui um belo sorriso. Perfeita!

Nos abraçamos! Posso sentir uma onda de bálsamo nos preencher. Ficamos ali, por um tempo, naquele abraço apertado e gostoso.

Ela não precisa do amor dos outros para ser feliz, apenas o dela mesma.

Assim como eu preciso parar de ligar para a opinião dos outros...Mas ainda...preciso saber o que está acontecendo comigo.

E como prometido, fui atrás do bibliotecário Gran Torino.


Como vou explicar o que eu sinto para os outros, principalmente para ele, se nem eu mesmo sei?


***


/Izuku's POV/


Kacchan  tinha acabado de me ligar. Ele estava no banheiro do vestiário e eu no banheiro do quarto. Distantes, escondidos, porém unidos.

Ele disse que não iria poder vir me olhar a noite. Pois estava muito cansado, definitivamente o que eu não queria ouvir.

Estou meio irritado, estive assim o dia todo. Não consigo me aquietar  e eu queria que ele viesse para me acalmar, porém agora ele não vem mais.

Não posso ficar simplesmente aqui sentando, olhando pela janela, estou irrequieto demais, meu coração bate muito acelerado em meu peito, como um peixe tentando voltar para a água.

Minha mente estava dando voltas e voltas. Eu calço os chinelos, abro a porta, e sigo para o leste. Desço as escadas e vou até a saída.

Eram dez e meia da noite. Abri a porta, saí para o jardim. - Barulhos de grilos, carros nas estradas, sinto a brisa acompanhada de um leve frio.

A Universidade da U.A contém quatro prédios diferentes. Um é a escola. Outro possui 4 andares, o campus, onde os alunos moram.

O outro é para os projetos e bailes. É mais com um salão e quadras.

Já o outro possui as atividades extras, como: Balé,  teatro, músicas, e etc...

O governo patrocina nossa Escola, além disso, ela ajuda várias Ong's de meio ambiente, orfanatos, animais e etc...

É uma rede pública muito bem avançada e importante. Para passar nela eu tive que fazer um exame. O kacchan já entrou  por passar no teste de esportes, isso o ajudou a conseguir uma vaga.

Por fim...estudei muito e consegui passar! E aqui conheci pessoas maravilhosas, como o Ayoama e Asui.

Sigo pela trilha de cimento. Paro uns instantes e observo as estrelas.  Passo a observar as rosas também. Elas me lembram os olhos do meu loiro.

Continuei andando, em direção ao nada, simplesmente passeando. Estou na metade do caminho, e sem pensar, sento em um dos bancos do jardim.

Olho para baixo e reparo em algo no chão. Um lápis, verde, com uma borracha. Quem será que o deixou cair? Algum aluno deve ter passado e o deixado. Começo a sentir pena do lápis, eu sou meio louco, as vezes trato os objetos como se fossem pessoas.

Respiro fundo. O ar entra gélido em meus pulmões. Uma parte de mim quer ficar aqui, deitar na grama e observar o céu, permitindo que o frio me envolva.  Mas não posso, é hora de ir embora.

Levanto e começo a voltar para o Campus, já me acalmei. Andar me faz bem, me ajuda a controlar minhas ansiedade.

No caminho da volta. Ele passa por mim, nossos olhares se cruzam por uns segundos apenas e ele sorri para mim, retribuo o sorriso e acelero os passos até sua direção.

- Oi todoroki! - Chamo-o.


(Espero ter enganado vocês ksksks)

- Ah, oi Izuku! - Ele disse, não  conseguiu disfarçar o ar de surpresa. 

- De onde está vindo? - Pergunto, me intrometendo em sua vida.

- Hm...da piscina! Por que?- responde-me, e ao mesmo tempo indagou.

- Não acha que está meio tarde para voltar da piscina? - Pergunto, ironicamente.

- Não acha que está tarde para passear no escuro? - Ele respondeu com outra interrogação. Sorrindo cinicamente.

- Sabe...eu não curto piscina! - Confessei, tentando quebrar o gelo.

- Por que? -

- Porque...eu tenho vergonha de mim...não sei...não gosto de banhar em público. Apenas se fosse com pessoas íntimas. - Revelei. Ainda estávamos indo em direção ao campus. Estávamos perto da entrada.

- Eu sou uma pessoa íntima? -

Perguntou...Ah que vergonha!  Por que ele perguntou isso? O que ele quis dizer? Ain Jesus! O que eu respondo?

-  Ah...- Engulo o seco.

- O que foi Izuku? Você não me considera íntimo?

- Ah...- Repito pois é tudo que sai de mim, não consigo elaborar palavras! 

-   Izuku?

- Eu lhe considero como amigo! Mas...Não sei se ainda posso te chamar de íntimo...

- Que pena! Queria ser íntimo de você.  - Ele fala, fazendo um cara triste. O que isso significa? Uma cantada? Foi verdadeiro? Sarcasmos? Aaaaa eu não sei o que falar. Apenas fiquei vermelho e tremendo de vergonha.

Adentramos no campus.

- Quer que eu lhe deixei no seu quarto de novo? -

- Sim...- Eu não tinha uma desculpa para dar. Não podia simplesmente dizer  que não. Podia?

Ficamos em silêncio por um momento. Mas depois ele puxou assunto e passamos a conversar.  Comecei a falar do mim, completamente, de como tenho ansiedade e do porquê está passeando pelo jardim da instituição.

Estamos chegando ao meu quarto. Eu me despedi, dei boa noite. Ele fez o mesmo, então me deu um abraço.

Entro no meu quarto. Ele seguiu para o seu, no terceiro andar.

Ele fazia parte do meu plano.

Talvez  eu dê sorte. Eu poderia segui -lo, falar mais com ele. Fazê-lo mais íntimo, pois é o que ele deseja. Se não funcionar, vou ter que deixar para lá, vou se obrigado a deixar para lá.

Pego  meu celular e arrisco. Mando uma mensagem.

"Obrigado por me acompanhar."

Um tempinho depois ele responde.

"Não precisava, Izuku."

"Pode me chamar de Izu. "   

Mando, arrisco.

Ele aceita! Isso, agradece. 

Eu tinha que aprofundar mais as coisas.

" Você namora?"

Perguntei, com o cu na mão.

"Não...por que?"

"Apenas quis saber."

" Ata , e você ?"

"Não..." Repondi.

Aiiiin...preciso fazer ele cair na minha! Chega! Tá na hora de eu esquentar as coisas. Se eu quero o kacchan, tenho que fazer valer a pena.

"Todoroki, você pode vir aqui novamente?"

"Agora?"

"Sim."

"Okay." Fiquei surpreso, ele concordou de primeira. Espero que ele tenha compreendido o motivo. Óbvio que entendeu...

Não vejo por que  eu devo me controlar, muita gente não se controla.

Eu não quero magoar ninguém, apenas quero despertar coisas no Kacchan. Usando o Todoroki. Mas você tem que ser fiel a si mesmo né? Então, é isso que estou fazendo. Sendo fiel a mim mesmo. E essa é a versão de mim que ninguém conhece. Nem mesmo o Kacchan, nem ninguém.

Escuto as batidas na porta. Vou até lá, abro a porta, me deparo com ele.

- Por que você me chamou? -

Perguntou. Certo Izuku, a hora é agora.

O puxo para o quarto, tranco a porta, o beijei. Ele já sabia...Ele retribuiu o beijo. Ele me acompanha até a cama, vou tirando a roupa. Ele faz o mesmo. Assim que nos deitamos, não é  nele que eu estou pensando. Mas não faz mal, pois ele não sabe disso.

Sei que sou bom o bastante para fazê-lo crer que tudo tem a ver com ele.









Tudo é  apenas um plano . 


Notas Finais


Já vou logo avisando
Tododekus! Eu não prometo nada !!!ksksksksksk

E o seguinte, voltando ao Ayoama, eu espero que vcs já saibam o que ele esteja passando. Caso ainda não saibam...eu recomendo pesquisarem um pouco ou pelo menos aguardar que eu irei explicar nos capítulos.♡

Enfim...obg a todos que leram até aqui! É por vcs que eu continuo aqui! ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...