História Palavras Ásperas, Doces Consequências - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Amizade, Aseleção, Competição, Escola, Harrypotter, Livros, Marvel, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capítulos novos todas quartas, sextas e sábados
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Bjs

Capítulo 5 - 3- Estou sem dinheiro, sem chave e não tem ninguém em casa


*POV MICAELA*

2 meses e pouquinho se passaram. Minhas amizades só se fortaleceram ao longo desse tempo. Jessica, Mariana e Amanda são incríveis, pessoas que eu posso contar a qualquer hora. Eduardo não é diferente, me ajuda sempre que pode e sempre me faz sorrir

Meus professores também gostam de mim, até a Cheila, de exatas gosta (apesar de minhas notas nela serem baixas). Mas Cheila se vinga da melhor forma possível. Trabalhos em dupla valendo ponto, isso seria maravilhoso se não fosse ela é escolhesse as duplas.

E eu sempre faço com o mesmo ser humano. Henrique Santos. Se tenho uma certeza é que ele me odeia. Todo o trabalho é um verdadeiro inferno na Terra

E mesmo com os trabalhos e colas na calculadora na hora das provas, nada me salvou quando o boletim chegou. 5,50 em todas as matérias que envolvem cálculos

Meus pais, que estão em Paris a 4 anos, me pediram mais dedicação na única ligação que me fizeram em 2 meses, meus avós já se acostumaram e me parabenizaram pelas minhas notas altas

Hoje a coordenadora entrou na sala, de repente, e foi falar direto com a professora Laís. Que apenas fez movimentos de afirmação com a cabeça

- Olá alunos. Viemos falar que todos os alunos que ficaram com notas baixas teram que fazer monitoria em dupla - Olhei logo para meus amigos, pensando em quem seria minha dupla, já que estava todo mundo ferrado, poderíamos nos ajudar

- As duplas seram de acordo com as as dificuldades dos membros, e já foram escolhidas pelos seus professores em uma reunião semana passada. Essa será sua dupla para qualquer trabalho escolar até o final do ano. Sem direito a troca, só se o motivo for extremamente compreensivo. E não gostar, ou não ter intimidade e empatia pela sua dupla não é um motivo compreensivo - Ela disse tudo isso e depois deu um sorriso - As duplas serão:

E ela começou a falar os nomes. Alguns resmungam, outros comemoram. Uma menina até chorou

- Micaela Torres e Henrique Santos - Eu travei e olhei para Henrique, o mesmo estava, pelo menos aparentemente, indiferente. Ele deu os ombros e continuou prestando atenção.

  A coordenadora continuou a falar nomes e eu continuei sem prestar atenção, achei estranho a reação de Henrique, acho que o mesmo vai ficar apenas mais exibido porque vai ser forçado a me ajudar, já que ele é bom em todas as matérias

Fui chamada para a Terra quando a Mariana toca no meu ombro

- O que está achando de fazer com o Henrique? - Ela perguntou aparentemente apreensiva,

- Normal. Depois de todos os trabalhos de matemática juntos. Só acho que ele vai ficar ainda mais exibido, já que ele é bom em todas as matérias

Mariana deu os ombros, me desejou boa sorte e foi falar com a Eduardo, sua dupla. Mas não antes de jogar seus cabelos brancos para trás, consequência do albinismo. Mas ó consequência fantástica!

Amanda veio me dar todas informações dos trabalhos, porque de acordo com ela, ficou óbvio que eu não prestei atenção. Só disse  coisas básicas tipo, entregue tudo no prazo

Eu apenas balancei a cabeça em afirmação e depois fui falar com  Henrique. Assim  que cheguei ele já me cortou e não me deixou falar

- Hoje depois da aula. Estudar, pode ser por você? - Disse exatamente desta forma

- Sim por mim sem problemas, mas qual a matéria?

- Descido na hora - Ele disse como se ele fosse o único a trabalhar na aquela coisa - Tudo bem para você isso também? - Disse com um olhar... Humilhado?

- Por mim, sem problemas - Disse e sai rápido da sala, já que o sinal do recreio ia bater e a professora nos liberou

Um pouco antes de recreio, Jessica veio reclamar que ficou com alguma loira oxigenada, e eu apenas ri do seu sofrimento

Nesse recreio eu não pude ouvir música porque eu passei os 20 minutos tentando convencer minha avó que eu não estava namorando minha dupla. Minha avó até me agradeceu porque se eu não voltasse para casa no horário normal ela resolveira um problema  com o meu avô, que não poderia resolver, pois ele iria se fazer de vítima e dizer que ia passar mais tempo com sua neta preferida.

Só um detalhe, ele é pai da minha mãe, que é filha única e eu também sou filha única, ele só iria me usar para não ter que sair de casa e ajudar a minha avó, em sei lá o que, depois que ela saísse pela porta ele iria ver TV, e me dá dinheiro para sair. Pensando bem era melhor eu ter ido para casa...

O recreio e a aula de ciências passaram rapidamente. Por que as de exatas não podem passar na mesma velocidade?

Assim  que o sinal toca eu vou até a recepção, avisar que vamos fazer o primeiro trabalho em dupla, Henrique está lá também, provavelmente fazendo a mesma coisa que eu. Já que a coordenadora pediu que déssemos satisfação dos deveres feitos

- Eu só vou comer em casa a gente marca  um lugar para estudar - Ele avisa e eu gemo de decepção. Como pude me esquecer da comida?

- Merda! - Xingo baixo

- Algum problema Micaela? - Ele fala me olhando de forma, sei lá não gravei as expressões faciais dele

- Eu esqueci da comida! Estou sem chave de casa, sem dinheiro e minha avó não está em casa.

- Em palavras mais curtas, não tem aonde comer hoje? - Ele diz e eu apenas afirmo com  a cabeça

Ele pega o seu celular e digita algum número e depois de um tempo, a pessoa atende

- Alô, mãe sou eu..... sim eu sei que já avisei pela Lena mãe, mas eu vou comer aí.... A minha dupla não tem onde comer.... sim acho que ela vai gostar..... sim mãe é ela não ele... Não é não..... Que tal conhce-la e depois falamos sobre isso?.... Ok

- Se importa em jantar na minha  casa ?- Ele perguntou

- Não

- Então por que essa cara? - Ele me pergunta

- Porque eu não esperava isso de você - Digo dando os ombros - Obrigada

- Sen problemas, tem dinheiro para passagem de ida?

- Tenho, mas a volta...

- Minha mãe vai te trazer

- Então sem problemas, eu tenho só uns trocados. Acho que 3,90 da para passagem? Eu não costumo andar de ônibus

- Sim da para passagem, na  verdade é o preço certo - Então vamos? (N/A- Pelo menos da última vez que eu vi era esse preço)

Afirmo com a cabeça, saímos da escola e ficamos no ponto. Ele olhando para o lado em que o ônibus viria e eu com meus fones de ouvido pequenos, já que eu não sei para aonde eu vou e segurança é tudo

- Quantos fones você tem na bolsa? Você chegou com um grandão e agora está com esse pequeno e discreto, só vejo porque estou perto de você

- Quando eu vou para um lugar mais longe eu e não vou de carro eu uso esses e só tenho 2 fones na bolsa, e em casa eu tenho uns 6 ou 7

- Nossa - Ele abre um sorriso como se do nada fosse tele transportado para um lugar distante, não parecia o Henrique que eu conhecia. Mas pensando melhor eu não conheço o Henrique

- Chegou o ônibus - Ele anuncia me tirando dos meus pensamentos

Ele levanta em um pulo e faz sinal para um ônibus, na fachada estava escrito Via Brasil, 950

- É esse - Ele afirma. Pego minha mochila, pago a passagem em moedas para a alegria do contador e cento em um daqueles bancos altos na janela ao lado do Henrique, enquanto isso eu estava ouvindo He Comes The Sun 


Notas Finais


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Bjs


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