História Palavras Ásperas, Doces Consequências - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Amizade, Aseleção, Competição, Escola, Harrypotter, Livros, Marvel, Romance
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capítulos novos todas quartas, sextas e sábados
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Bjs

Capítulo 6 - 4- 1 cachorro e 3 ruivinhos fofinhos


*POV MICAELA*

Eu sinceramente não sei porque Henrique está agindo dessa forma, ele nunca foi legal comigo e aí, do nada, estou em um ônibus indo jantar na casa dele ?

Quando começa a tocar Livin On A Prayer, penso que a música está totalmente certa, só com muitas orações para eu sobreviver. Estou olhando para janela, perdida nos meus pensamentos até que alguém tira um dos meus fones, minha mão instintivamente agarra a mão do ser humano e vejo que é Henrique

- Desculpe, apenas para avisar que estamos chegando - Ele aperta o butão da cigarra e o ônibus para  em frente ao shopping Via Brasil. Um lugar que eu particularmente adoro, pois tem a Saraiva, e uma praça de alimentação incrível

- Não vamos ao shopping, vamos para aquela casa ali - Ele aponta para uma casa um pouco distante, mas da para ir. Em frente à casa tem um Pálio branco antigo e uma daquelas casas de vós, antigas e fofas

- Que gracinha - Eu digo, ele sorriu da minha reação

- Não se assuste com o que vai ver

Assim que ele abre a porta da frente um Chow Chow preto enorme pula em cima dele

- Sai Mel, sai temos visitas - A cadela olha para frente e rapidamente me derruba no chão, está me cheirando e lambendo, como se fosse para me reconhecer caso eu volte um dia

- Oi Mel -  Eu falo, consigo sentar no chão e faço carinho em sua cabeça - Ela é linda demais! - Afirmo

- Vem vamos entrar - Eu levanto e a Mel nos segue, a casa é rústica, bonita e aconchegante. Tem sofás vermelhos gastos, uma TV média e paredes rabiscadas?

- Cheguei! - Henrique grita

- Niqueeeeee! - Eu ouço o grito em mais de uma voz e vejo que aparece 2 meninas. Uma de uns 6 anos e a outra de uns 10 e está carregando um bebê de uns 2 anos. Quando eles me vêem param e ficam com caras assustadas

- Oi - Eu digo

- Gente essa é a Micaela. Ela é da minha turma e temos que fazer todos os trabalhos juntos até o final do ano

- Por que? - Pergunta a menina mais nova

- Porque a escola pediu para fazermos juntos. Cadê a mamãe?

- Aqui filho - Chegou uma mulher de altura média, bonita e ruiva. Todos eles são ruivos!

- Olá, sou Caroline, mas prefiro Carol, qual é seu nome querida?

- Micaela - Eu estico a mão para aperta a dela e recebo um abraço apertado

- O jantar está quase pronto, pode esperar aqui - Ela aponta para o sofá - Henrique vem me ajudar a por a mesa. Hoje temos visitas

Ele revira os olhos e eu me sentei no sofá, ao olhar atento dos seus irmãos mais novos, quando vou tirar meus fones e colocar os maiores eles começam a falar

- O que é isso ? - A mais nova pergunta

- É um fone de ouvido sem fio

- Sai música?

- Sim. Qual é seu nome?

- Eu sou a Nicole. Eu tenho 6 anos - Diz a mais nova. Ela é tão fofa! Tem os mesmos cabelos ruivos que todos da casa e olhos castanhos

- Eu sou a Helena, mas prefiro Lena. Eu tenho 9 anos - Diz a irmã mais velha. Os mesmos cabelos e olhos azuis do irmão mais velho - Esse é o João, ele tem 2 anos

João era o mais fofo estava no colo da irmã comendo a própria mão e me olhando de forma curiosa, ele tinha bochechas gordinhas, lindos olhos castanhos e o mesmo cabelo ruivo

- Por que seu cabelo é desta cor? - Perguntou Nicole

- Porque o cabelo da minh

a mãe também é desta cor

- Você gostou do meu cabelo? - Ela pega seus cabelos e puxa para cima, para eu ver melhor

- Saiba que eu amo pessoas ruivas ? Antes de sair quero bater uma foto com todos vocês

- Eba! - Elas gritam e Nicole me abraça. Achei isso muito fofo

- Você é namorada do meu irmão? - Lena finalmente fala algo

- Não! Ele é só meu amigo - Ele não era bem meu amigo, mas não dá para explicar isso para um bando de crianças que idolatram o irmão mais velho

- É que ele nunca trás ninguém aqui em casa - Explica Lena

- O jantar está pronto - Caroline avisa

Chego na cozinha e encontro purê de batatas, arroz, feijão e bife

- O cheiro está maravilhoso - Afirmo - O gosto deve está incrível

Cento a mesa com todos, pego um pouco de cada coisa, o suco de laranja que estava na mesa também. E estava tudo uma delícia

- Esta muito bom. Muito bom  mesmo, a melhor comida que eu já comi

- Sua mãe não ia gostar de ouvir isso - Diz Caroline

- Minha mãe nunca cozinhou um ovo na vida - Digo e dou os ombros

- Então como é que você come? - Perguntou Lena

- Eu mesma faço algumas coisas ou compro na rua. Já que minha avó não gosta de cozinhar

- E seus pais? - Nicole quis saber

- Meus pais simplesmente querem viver em uma lua de mel eterna, estão em Paris a uns 3 ou 4 anos, eu moro com meus avós

- Não sente falta deles? - Nicole perguntou

- As vezes, mas eles nunca foram muito paternos, sempre fui eu, meus fones e livros

- Sinto muito - Disse Caroline

- Sem problemas. Isso não me afeta em nada, eles pagam minha escola, me mandam dinheiro e presentes,  fazem muito mais do que faziam quando estávamos na mesma casa

- Eu sinto falta do meu papai - Disse Nicole - Ele era legal, não era mamãe?

- Sim ele era muito legal mesmo. Mas a irresponsabilidade dos outros tirou ele de nós - Ela diz pensativa, fico confusa mas nada digo, esse assunto claramente afeta Carol. Henrique come e nada me perguntou,  apenas viu a conversa como um mero telespectador. Só disse algo qhando acabou de comer

- Vamos estudar?

Queira muito falar que não, amei a família dele

- Claro. Obrigada pela comida, estava ótima  - Ajudo Caroline a tirar a mesa e a lavar a louça, ignorando completamente seus argumentos que eu era visita

- Não interrompam o seu irmão a não ser que a terceira guerra mundial esteja a acontecer - Carol avisa as crianças

Fui para o interior da casa prestando atenção em cada cômodo, todos muito pequenos, porém aparentemente tão aconchegante quanto o resto da casa

Cheguei a um quarto verde escuro com uma cama, um armário pequeno e uma escrivaninha

- Então, o que você vai me ensinar? - Ele fala e eu torço o nariz, não é ele que vai me ensinar?

- Te pergunto o mesmo. Vamos aprender o que hoje? Matemática, física ou química? - Digo já tirando os livros da mochila

- Micaela. Você não vai ser tipo minha professora de humanas? - Ele pergunta e eu vejo que os livros que estão separados são de história, geografia e ciências

- Não que eu sabia. Suas notas não são impecáveis? - Pergunto confusa

- Sim em exatas - Ele diz - E as suas?

- A mesma resposta só que em humanas

Depois de um tempo pensando estalo os dedos me lembrando das palavras da coordenadora

- Lembra o que a coordenadora disse "de acordo com as necessidades de cada um". Na escola somos extremos opostos, eu sou a sua necessidade e você é a minha. A ajuda que ambos precisam

- É faz sentido - Disse Henrique pensativo - Quem foi que escolheu as duplas foram os professores, eles conhecem nossas dificuldades e facilidades

- Então? Vamos ajudar a mim ou a você hoje? -  Pergunto

- Bem semana que vem temos prova de geometria então podemos começar por você

Tudo estava muito lindo e fofinho até começarmos a estudar, ele era extremamente impaciente comigo, mesmo sabendo dos meus limites

- É uma simples equação de primeiro grau - Ele reafirma

- Mas eu "aprendi", entre muitas aspas, esse cálculo no sexto ano - Digo

- E usou ele até quase o nono ano e reaprendeu no primeiro ano do ensino médio e usamos até hoje - Ele diz e depois me da um sorriso sarcástico

- Vou ser igual a você na minha vez de ser professora - Digo e fecho a cara

- Igual a mim?

- Sim. Imparcial e impaciente - Digo e tento resolver aquele cálculo esquisito

Ficamos muito tempo ali até que  eu finalmente  consegui terminar os exercícios. Acertei 7 de 10, para mim já é bom já que eu acertava 4 de 10 nas avaliações

Quando deu umas 9 horas achei melhor ir para casa.

- Melhor mesmo, sabemos que depois de um tempo fica perigoso - Afirma Caroline

A partida foi triste, as crianças me pediam para ficar e eu prometia que voltaria antes da semana acabar, depois de muitos abraços e beijos eu finalmente consegui sair de casa, Carol me levou enquanto Henrique cuidava dos seus irmão

Eu e Henrique confirmamos de estudar mais amanhã, só que na minha casa (para a tristeza de sua família extremamente fofa e a alegria da minha avó casamenteira)

Carol não me fez nenhum tipo de pergunta constrangedora o que foi ótimo, cheguei em casa as 10 horas devido ao engarrafamento que pegamos. Meus avós já estavam dormindo e tinha bolo para o café  da manhã e strogonoff para o almoço, que provavelmente foi a boa e velha vizinha Abigail que trouxe ontem a noite para mim

Com tudo separado para amanhã fui dormir tranquila sabendo que não ia me ferrar tanto assim na prova de semana que vem


Notas Finais


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Bjs


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